sexta-feira, maio 30, 2008

Alto Minho artigo de 30-05-2008

Festival Internacional de Jardins

O tema deste ano do Festival é Energias no jardim, tendo sido apresentados a concurso 19 trabalhos (informação retirada daqui, notícias mais recentes dão conta de 43). No Festival participarão 11, escolhidos pelo júri, e um 12º que transita do festival de 2007.

Este festival é uma tentativa de construir uma marca identificadora do concelho limiano. A participação internacional é, sem dúvida, uma das mais importantes e cobiçadas pela organização. Talvez fosse interessante revelar quantos projectos internacionais foram apresentados e quantos foram rejeitados. Assim ficaria claro que a participação internacional não era “protegida” pela organização e que o concurso seria mesmo um concurso onde os interessados partiriam em pé de igualdade, independentemente de terem nacionalidade portuguesa ou estrangeira.

Coisas pequenas

São pequenas ou talvez não. Parece sina que sempre que se constroem, reformulam ou renovam espaços públicos passado algum tempo volta-se a abrir um buraco para passar alguma coisa que não fora prevista.

No ano passado, foram as Aguas do Minho e Lima que esburacaram as estradas e que pareciam ter esquecido que havia pessoas que por lá continuavam a ter que passar. Agora, foi a obra de colocação de fibra óptica. É verdade que em nada se compara com o exemplo citado anteriormente até porque o método usado nesta obra foi bem diferente. Ao fim de uma semana já o buraco estava tapado e repavimentado. Mas esta situação não pode permitir a ausência de fiscalização de quem de direito, de forma a verificar se essa repavimentação está a ser realizada de forma correcta.

Interessante

No início do próximo mês realiza-se em Ponte de Lima um encontro de camionistas e camiões. A Câmara Municipal apoia o evento que reunirá centenas de camiões na vila limiana. Este evento faz realçar a necessidade de um parque próprio para este tipo de transporte que vai ocupando os caminhos e estradas de Ponte de Lima. Em tempos, a Câmara justificou a compra de um terreno na saída da auto-estrada na freguesia da Ribeira com a construção desse espaço. O terreno foi adquirido, mas o parque TIR ficou limitado às intenções e destas...

sexta-feira, maio 23, 2008

Alto Minho artigo de 23-05-2008

Será que queremos que participem?

Depois do inquérito feito pela Universidade Católica, patrocinado pelo Presidente da Republica, para aferir a sensibilidade dos jovens para com a política, os alertas vermelhos foram accionados.

A verdade é que quanto mais longe ficamos da época revolucionária do 25 de Abril mais acentuada é mutação das formas de actuação política dos jovens. É certo que muitos jovens não querem nem têm qualquer motivação para participarem de uma forma tradicional na política. Não o querem por várias razões e entre as primeiras está a falta de credibilidade que certa classe política tem imprimido na sua actuação.

Os jovens participam na comunidade desde que motivados para isso. Vejam o caso das várias associações cheias de jovens onde estes dão o seu contributo, o seu tempo, a sua inteligência em prol dos outros, em prol da comunidade. São as causas ambientais e sociais as que usualmente têm maior adesão em detrimento das juventudes partidárias que vão tendo alguns números, mas cada vez menos militantes. Ou seja, o problema não está na participação dos jovens na política, enquanto forma de influenciar e melhorar a comunidade, o problema está na participação dos jovens de forma clássica através dos pilares da democracia que devem ser os partidos.

Mas como atrair os jovens aos partidos, à política nacional quando eles olham para os partidos e vêem, por exemplo um primeiro ministro que prometeu mundos e fundos e muito pouco cumpriu? Quando olham para a oposição e não conseguem perceber onde está a alternativa?

O primeiro passo deverá ser o de ter a coragem de assumir uma mudança de atitude. Na passada sexta feira, numa conferência aberta à comunidade, promovida pelo PSD de Ponte de Lima, os participantes puderam ouvir o conferencista, Paulo Morais, a afirmar precisamente isso, a necessidade de ter coragem para mudar um sistema vicioso que enfraquece o Estado.

Mas como faze-lo? Não nos abstendo das nossas responsabilidades. Estas começam na nossa participação activa na comunidade, passando pela nossa responsabilidade de usar, contrariando um chavão da esquerda dos idos de Abril, a nossa arma, que é o voto, para eleger aqueles que como nós querem servir a comunidade sem demagogias, sem hipocrisias, sem espectáculo, mas com seriedade, com projectos realistas assentes na verdade e não em fumos de marketing político. Aqueles que nos tratam, a nós eleitores e cidadãos, com o respeito que merecemos.

Quando isto for uma realidade, aí veremos como os jovens estão presentes na política, de onde, aliás, nunca estiveram alheados, porque participar é também recolher assinaturas para que a Câmara Municipal construa, por exemplo, um espaço radical no concelho tal e qual como um grupo de adolescentes fez aqui há uns meses em Ponte de Lima e que se espera que venha a resultar na construção de tal espaço, a exemplo de concelhos vizinhos como o dos Arcos de Valdevez.

sexta-feira, maio 16, 2008

Alto Minho de 16-05-2008

Vaca das Cordas

Por muitos e bons eventos que se tragam e se promovam em Ponte de Lima nenhum se aproxima das tradicionais Vaca das Cordas e Feiras Novas.

Estes dois eventos assumem uma importância enorme no chamado “marketing de cidades” do concelho de Ponte de Lima.

A propósito da Vaca das Cordas, é justo fazer alusão a uma das últimas famílias ao estilo de clãs ainda existentes na vila limiana, a família Varela. Para quem não sabe, esta família é uma das principais responsáveis pela Vaca das Cordas como a conhecemos actualmente. Hoje, é Aníbal Varela quem dá a cara por todo o processo organizativo.

A Vaca das Cordas é uma festa popular que junta não só aficionados da corrida do touro pelas ruas limianas mas também muitos que aproveitam o mote para se reunirem e passarem um bom bocado com os amigos. Não será este o sucesso das festas limianas, o sentir-se bem com o ambiente, com o local, com os amigos?

Atenção

Escrevi aqui, faz duas semanas, que a Câmara Municipal deveria dar especial atenção à igreja de S. António da torre velha. A verdade é que, passada uma semana, via-se que a atenção já existia. Uma equipa de uma empresa de iluminação trabalhava com azáfama. Seria para renovarem a iluminação da igreja…? Não, apenas colocavam uma qualquer iluminação festiva, de duvidoso gosto, talvez mais propício para épocas natalícias e nos EUA, onde o berbequim era usado para furam as pedras centenárias e os telhados serviam de andaime…

Assim sim

O auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima foi pequeno para as pessoas que lá se deslocaram para assistir à primeira tertúlia de história local. Esta é uma boa iniciativa do pelouro da cultura que merece a boa recepção dos limianos.

Mas com esta iniciativa ficou também demonstrado que a Biblioteca Municipal já não tem as condições necessárias para aquilo que se pretende. O auditório é pouco acolhedor e foi bom no início da década de 90. Mas este é talvez o menor dos problemas da biblioteca que tem vindo a perder a importância para outras valências construídas mais recentemente. Talvez seja tempo de pensar num novo e abrangente edifício para a Biblioteca.

sexta-feira, maio 09, 2008

Alto Minho artigo de 09-05-2008

Fórum Municipal da Juventude

Durante anos algumas juventudes partidárias deram voz ao pedido da juventude limiana para a realização de um fórum municipal da juventude. O poder político sempre negou este espaço que se pretendia de reflexão.

Recentemente, talvez menos de um ano depois de negar mais um pedido da JSD local, a Câmara Municipal tornou público o desejo de criar um fórum municipal de juventude.

Se essa atitude era louvável, revelou-se na passada semana um “flop”. Porquê? Porque de fórum teve pouco. O que se programou foi uma festita para a juventude onde se incluía uma palestra dividida em dois assuntos. Estes até eram pertinentes e interessantes, mas o que se pretendia quando se falava em Fórum Municipal da Juventude era um espaço aberto de discussão dos problemas dos jovens limianos. Um espaço onde estes pudessem, sem intermediários que não os das suas associações, interpelar, alertar, discutir com quem detém o poder em seu nome, e não uma “palestra” por mais meritório que fosse o palestrante.

Infelizmente, a discussão, a interpelação, a conversa parecem não fazer parte das políticas dinamizadas pelo executivo municipal. Para este parece mais cómodo colocar os jovens a ouvir, a cantar, até, mas sem oportunidade de usarem a sua tradicional irreverência para “falarem”, para interpelarem. A mensagem parece ser, “ouçam, cantem, mas não falem, não pensem”.

Decisões no PS distrital

“Desta vez não temos desculpas pois quem nos humilha é um dos nossos” eis o que escreve Manuel Pires Trigo, um destacado independente socialista de Ponte de Lima, relativamente à atitude de Defensor Moura. Realmente, o PS deixa de ter desculpas. É mais que evidente que a guerra interna começa a ter propulsões intolerantes. Não é por poder, talvez seja por influência, a verdade é que seja pelo que for não podem ser os cidadãos do Alto Minho a sofrer as consequências.

Talvez seja tempo do PS pensar se por uma guerra inócua vale a pena sacrificar os alto-minhotos, em particular os vianenses. A decisão dentro em breve terá que ser tomada. Será que o PS estará pronto para sacrificar uma câmara em prol de uma região?

sexta-feira, maio 02, 2008

Alto Minho artigo de 02-05-2008

Primadona

Aqui há uns anos, os políticos do distrito tomaram uma das suas piores decisões de sempre dividindo o distrito em dois. Há coisa de 5 anos mais uma oportunidade de união foi perdida por razões que a razão desconhece. Recentemente, os fundos do QREN fizeram reaparecer a inevitável e necessária união dos dez concelhos do distrito.

O casamento, por conveniência, é certo, parecia bem encaminhado, as declarações de Solheiro, presidente da Câmara Municipal de Melgaço, eram constantes e até apresentavam prazos curtos para a união do distrito. As reuniões começaram a suceder-se e os diversos executivos municipais foram aprovando, por unanimidade, a criação e integração do respectivo concelho numa comunidade a 10. Eis que chega a vez de Viana do Castelo e o seu presidente da Câmara, escudando-se no desejo teimoso de o número de votos dentro de uma comunidade a dez ser determinado pelo número de população de cada concelho, declara os seus “pesamos” aos executivos dos concelhos que já tinham aprovado a criação da região a dez.

É no mínimo lamentável o modo e a forma usados pelo edil vianense. Será que esta é a vingança por não ter sido convidado para o almoço de “acção de graças” ao edil de Melgaço?

É lamentável que se arranjem pequenos pretextos processuais para isolar um concelho, uma região, especialmente quando quem o faz lidera o principal concelho do distrito que deveria liderar todo o processo de união, que deveria ser o centro da união.

Justo

O vereador do PSD, Manuel Trigueiro, na Câmara Municipal de Ponte de Lima, chamou, e bem, a atenção para um assunto que, parecendo de menor importância, não o é, a ajuda que a Câmara Municipal deverá proporcionar à Irmandade de S. António da Torre Velha para a manutenção da igreja com o mesmo nome.

A grande imagem identificadora de Ponte de Lima, em qualquer parte do mundo, é o conjunto da ponte medieval e a igreja de S. António. Este é um “postal” que todos conhecem. Daí que é justo afirmar, tal como o vereador o fez, que a Câmara Municipal deverá dar toda a atenção e colaboração à irmandade que administra a dita igreja. Não só uma colaboração directa mas também de apoio a candidaturas a possíveis projectos. Essa atitude poderia resultar como exemplo do que os serviços municipais poderiam significar na sua relação com o munícipe, colaboração.