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quinta-feira, novembro 22, 2018

O nome do Dr. João Gomes de Abreu e Lima finalmente consta na toponímia de Ponte de Lima





Artigo publicado no jornal Alto Minho de 8 de Novembro de 2018

No final de 2016, apercebi-me de que a referência ao primeiro presidente da Câmara eleito em democracia era uma falha na toponímia de Ponte de Lima. João Gomes de Abreu Lima havia falecido no início desse ano e seria um justo gesto de homenagem à sua vida perpetuar o seu nome na toponímia local. 
O primeiro intento foi feito em reunião do executivo da Câmara Municipal, através do vereador Manuel Barros, mas o resultado não foi o esperado. Voltámos (PSD) a insistir, desta feita na Assembleia Municipal de Ponte de Lima.
Como líder do PSD, antevia a possibilidade de interpretações erróneas, até porque João Abreu Lima, para além de ter sido sempre eleito pelo CDS, é uma figura histórica e fundadora desse partido. Isso, no entanto, foi o que menos me preocupou.  Infelizmente, em Ponte de Lima, existe um género de sub-cultura política que faz com que as pontes democráticas, a capacidade de olhar e viver para além das nossas bolhas, sejam vistas com maus olhos e desconfiança. Quem tem responsabilidades deve ter a capacidade de, pelo menos, tentar ir contra a corrente, especialmente quando esta se torna redutora do bem comum. É um risco que, para mim, vale bem a pena correr, mesmo que o resultado seja negativo para os nossos pequenos interesses politico-partidários.
A verdade é que a vida pública de João Abreu Lima em prol do nosso concelho merecia, pelo menos, esta singela homenagem. 
Apresentei a proposta na conferência de líderes, tendo sido incluída na ordem de trabalhos da reunião da Assembleia Municipal. Infelizmente, nem todos os grupos estiveram presentes, o que impediu uma maior troca de ideias. Valeu pelo testemunho dado pelo presidente da Assembleia Municipal de então, Salvato Trigo, considerando que a proposta só pecava por tardia. 
A proposta criou algum desconforto, o PS acusou-nos de eleitoralismo, o M51 fez também algumas insinuações nesse sentido e o CDS, para sacudir a sua omissão, apresentou na própria reunião da Assembleia Municipal uma contra proposta. O CDS preferia sugerir ao Ministério da Educação que o nome da Escola Secundária de Ponte de Lima passasse a Escola Secundária Dr. João Abreu Lima. Argumentei que a proposta, sendo interessante, dependia de terceiros para a sua concretização, ao contrário da toponímia que é da responsabilidade da Assembleia Municipal, ou seja, da responsabilidade dos que tinham a obrigação de prestar homenagem. Depois de alguma discussão, as duas propostas foram fundidas, tendo sido aprovada com uma abstenção (salvo erro do eleito do PCP). Mais tarde, a Câmara Municipal de Ponte de Lima acabaria por aprovar o local, sob proposta do presidente da Câmara, Vitor Mendes.
Passou um ano e meio desde a decisão da Assembleia Municipal. Finalmente, o nome do Dr. João Abreu Lima, Presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima (primeiro em democracia), Vereador e Deputado à Assembleia da República, em quatro legislaturas, tem, finalmente, o seu nome perpetuado na toponímia do concelho limiano, numa praça junto à Escola Secundária de Ponte de Lima.
É verdade que a praça não passa de um estacionamento. Na cerimónia uns, em conversas informais, e outros, em entrevista à jornalista do jornal Alto Minho, manifestaram a tristeza pelo local escolhido por considerarem, e bem, que a personalidade homenageada merecia outro destaque, outra artéria de maior importância.
A família, simpaticamente, agradeceu e realçou o facto da praça conter um nicho a Nossa Senhora que até seria a madrinha do homenageado. Esta coincidência tocou-me. Apesar de tudo, aquele acabava por se revelar o melhor local. 
Não posso deixar de lançar um repto ao presidente da Câmara e ao seu executivo: por que não reorganizar aquele espaço, aproveitar o nicho, tornando-o num espaço condigno, com flores, com jardins (quem conhece a Casa do Outeiro percebe que o seu dono tinha gosto apurado no seu jardim) e, por que não, com estacionamento ordenado? Aceita o repto, senhor Presidente da Câmara?

quarta-feira, junho 28, 2017

Assembleia Municipal de 24 de Junho de 2017


No passado sábado, na reunião da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, dei os parabéns por, no seguimento do aprovado na última reunião da Assembleia Municipal, o Executivo Municipal ter decidido por maioria (infelizmente o vereador do M51 não votou favoravelmente) que a praceta fronteira à Escola Secundária de Ponte de Lima, onde se encontra o nicho da Nossa Senhora de Fátima, se passe a designar por Praceta Dr. João Abreu de Lima bem como dar início ao procedimento, junto da tutela, no sentido de que a Escola Secundária de Ponte de Lima passe a ser designada por Escola Secundária Dr. João Abreu de Lima. Recordar os seus maiores é digno de uma comunidade com memória. 

Lamentei a forma como o Boletim Municipal reapareceu, questionando o senhor Presidenta da Câmara se não achava estranho que uma publicação registada como semestral tenha hibernado 4 anos para “acordar” novamente em ano de eleições para prestar “contas”? 

Finalmente falei de alguns serviços que a vila de Arcozelo perdeu nestes últimos meses. Questionando e propondo o seguinte: 
  • O encerramento do Centro de Inspecções Auto de Arcozelo empurra os limianos para centros tão distantes como Arcos de Valdevez, Darque ou Vila Verde. A Câmara Municipal vai ficar impassível perante a perda de um serviço de proximidade com mais de 20 anos? Já fez algum tipo de diligência para que o serviço de inspecções não seja encerrado definitivamente? (A bancada do CDS negou o encerramento, mais uma lamentável prova da ignorância da realidade e das dificuldades que os limianos enfrentam, já o presidente da Câmara informou que teria, a pedido do empresário, uma reunião com o responsável pela empresa exploradora do centro de inspecções de Arcozelo.)
  • Encerradas as agências bancárias em Arcozelo, atendendo à dinâmica comercial da zona da Romeira/S. Gonçalo, já encetou a Câmara Municipal diligencias com entidades bancárias para que seja possível a colocação/permanência de um posto ATM naquela zona? Se não as fez, não acha oportuno fazê-las? (O presidente da Câmara preferiu cruzar os braços afirmando que se tratava de uma opção de empresas privadas.)

sábado, abril 22, 2017

Assembleia Municipal de 22 de Abril de 2017


Na próxima terça-feira passam 43 anos sobre a revolução de 25 de Abril. Ao contrário de muitos concelhos em Ponte de Lima não teremos nenhuma cerimónia oficial pelo que aproveito esta Assembleia para assinalar a data. 

Já nasci em democracia. O PREC terminava, a democracia dava os primeiros verdadeiros passos, Portugal respirava de alívio por não ter caído numa guerra civil. Do tempo de antes do 25 de Abril apenas tenho conhecimento pelos livros de história e pelos testemunhos que vou ouvindo. Felizmente apenas sei viver em democracia, não equacionando outro tipo de regime, mas tendo plena consciência do esforço diário que é preciso ter para que não se volte ao obscurantismo que se viveu até então. 

A verdade é que a democracia constrói-se todos os dias, participando activamente nas associações, nos clubes, nos partidos, na comunidade. É preciso ter em mente que é um processo contínuo, que nunca chegará ao fim. Trabalhoso, na maior parte das vezes até custoso, porém necessário e que precisa do empenho de todos. 

Todos! Desde os que governam até aos que estão na oposição, todos são importantes no processo contínuo de construção de um regime democrático assente na paz, pão, povo e liberdade. 

É fácil culpar os políticos, os partidos, os movimentos por todos os males, por tudo o que ainda está por fazer, mas não será “culpa” de todos nós enquanto comunidade? Quando nos alheamos da política como é que queremos que esta seja diferente? Quando não votamos, quem é que escolhe os nossos representantes? Já dizia Martin Luther King “é sempre tempo de não deixar o silêncio dos bons ser abafado pela gritaria estridente dos maus”. 

Mas a evocação da revolução de Abril de 1974 faz-me também lembrar os muitos que, ao longo dos tempos de ditadura, lutaram pela liberdade, pela democracia, pela igualdade. Logo me vem à mente, por exemplo, o nosso conterrâneo General Norton de Matos, que neste ano comemoramos os 150 anos do seu nascimento, e todos os que em Ponte de Lima lutaram e acreditaram numa sua candidatura como factor de mudança. 

“Hoje vivemos na sequência de uma revolução conseguida sem sangue, que nos abriu caminhos de liberdade. Para que os possamos percorrer é indispensável o respeito absoluto das liberdades públicas e dos direitos cívicos…”, afirmou o fundador do meu partido, Francisco Sá Carneiro, em 1975. 

Lutemos para que Ponte de Lima seja exemplo no respeito absoluto das liberdades e dos direitos cívicos.


quarta-feira, março 01, 2017

Assembleia Municipal de Ponte de Lima - 25 de Fevereiro de 2017


No passado sábado a Assembleia Municipal de Ponte de Lima reuniu-se, fiz a seguinte intervenção depois do presidente da Câmara ter enviado para conhecimento, o relatório de avaliação da adequação e concretização da disciplina consagrada nos Planos de Urbanizaçãoo do concelho de Ponte de Lima, que mais parece ser a preparação de uma alteração cirúrgica…

Estamos perante um documento que começa por pecar por tardio. Mas não será esse o seu único pecado, nem, por ventura, o mais grave.O Relatório de Avaliação da Adequação e Concretização dos Planos de Urbanização, apresentado pelo Senhor Presidente da Câmara a esta Assembleia, pretende, basicamente, e apenas, a remoção da obrigatoriedade, na execução dos PU’s, de operações de loteamento.
Diz o relatório, que agora tomamos conhecimento, que existem queixas de juntas de freguesia, quebra de espectativas de particulares e comunidades. O vereador Manuel Barros solicitou, na reunião da Câmara Municipal onde este relatório foi aprovado, a apresentação dos documentos que sustentam esta argumentação. Na altura não foram mostrados. Senhor presidente da Câmara é hoje que os vai divulgar?
Caros membros desta Assembleia, qual será verdadeiramente o objectivo deste relatório?
Curiosamente, não encontramos referência a ele neste documento, mas o nº6 do Art. 189 do DL 80/2015, afirma que “a não elaboração dos relatórios sobre o estado do ordenamento do território, nos prazos estabelecidos nos números anteriores, determina, consoante o caso, a impossibilidade de rever (…) os planos municipais (…)”. Terá sido, certamente por coincidência, que a necessidade de alteração da obrigatoriedade de operações de loteamento apareça quando um dos motivos pelos quais o projecto da implantação da central de betuminoso em Arcozelo foi bloqueado, precisamente pela não execução da operação de loteamento.
Ora se essa obrigatoriedade desaparecer…
Para fazer alterações é preciso então cumprir com o dito nº6 do Art. 189 do DL 80/2015 e para isso é preciso elaborar um relatório de avaliação, relatório apresentado em reunião de Câmara no final de Janeiro, perto de um mês depois da providencia cautelar, e que agora, esta Assembleia toma conhecimento.O nº1 do Art. 187 do DL 80/2015 que diz, basicamente, que as entidades administrativas têm o dever de promover permanentemente a avaliação da adequação e concretização da disciplina consagrada nos planos territoriais por si elaborados é bastante referenciado neste relatório. O Art. 187 faz parte o CAPÍTULO VIII do DL 80/2015, e este Capítulo tem um artigo que trata precisamente dos Relatórios sobre o estado do ordenamento do território, precisamente o já referido Art. 189, que no3 afirma que “as câmaras municipais, (…) elaboram, de quatro em quatro anos, um relatório sobre o estado do ordenamento do território, a submeter, respetivamente, à apreciação da assembleia municipal”. De quatro em quatro anos, Caros Membros desta Assembleia. 
Dos PU’s referidos no relatório, um é de 2007, quatro de 2008 Porque est
iveram 8, 9 anos sem nada fazer, sem cumprir o dever de promover permanentemente a avaliação da adequação e concretização da disciplina consagrada nos planos territoriais. Foi por quê? Inercia? Incompetência? Desconhecimento?
Mas há outro PU, o que parece ser o verdadeiro motivo para a pretendida mudança. O PU das Oficinas de Cantaria das Pedras Finas, mas este nem dois anos tem, é de Junho de 2015. Lembram-se do que dizia o Art. 189, elaboram, de quatro em quatro anos, um relatório? De quatro em quatro anos, senhor Presidente da Câmara.
Permitam-me um parêntese. Ficamos a conhecer, no final desta semana, que a empresa que construiu, ilegalmente, a central de betuminoso em Arcozelo apresentou um requerimento ao tribunal que está a decidir a providência cautelar, entreposta pela “Verde Maiúsculo” – Associação Cívica de Arcozelo, solicitando autorização para retirar a central, para outro local, fora da freguesia de Arcozelo, até decisão definitiva sobre o decretamento da providência cautelar. Não vamos comentar o que poderá parecer, para alguns, uma tentativa de pressão. Deixamos apenas uma pergunta no ar, qual será, dos senhores presidentes de Junta, o que irá receber, como “prenda”, ainda que provisoriamente, a central que pretende produzir 6600 toneladas de betuminosos por mês?
Senhor Presidente da Assembleia.

Senhores Presidentes de Junta. 

Caros Membros desta Assembleia. 

Vivemos tempos em que os eleitores descobrem a existência de eleitos que parecem representar tudo menos os seus eleitores. Percebemos acima de tudo as razões que têm levado as populações, durante este mandato, a se revoltarem. Por exemplo as populações da Gemieira e Refóios, quando perceberam que o Vice-presidente da Câmara, conivente com o Presidente da Câmara, às escondidas de todos, aceitou que as suas freguesias fossem esventradas pela linha de muito alta tensão, a de Rebordões de Souto quando o presidente da Câmara não ouviu as recomendações da população e do Presidente da Junta na localização de uma ETAR que instalaram na freguesia e que pouco ou nada serve Souto, em Arcozelo, onde ilegalmente, encobertos pela inercia e apatia do presidente da Junta e da Câmara Municipal, foi feito o que todos sabemos, e agora a de Moreira do Lima, enganada por promessas eleitoralistas.
Sim, em Ponte de Lima já se vive um tempo de verdadeira “primavera limiana”. Por isso o nervosismo da maioria, uma maioria que até já se dividiu, uma maioria que já pressentiu que as pessoas perceberam que é possível fazer diferente.
Senhor Presidente da Assembleia Municipal, e para terminar, porque os contornos da necessidade de alteração dos PU’s são pouco claros. Porque o PU das Oficinas de Cantaria das Pedras Finas não tem sequer dois anos. Somos do entendimento que esta Assembleia deve recomendar ao senhor Presidente da Câmara para que o Relatório de Avaliação da Adequação e Concretização dos Planos de Urbanização aqui apresentado seja revisto por forma a retirar do mesmo o PU das Oficinas de Cantaria das Pedras Finas. 

sábado, dezembro 17, 2016

Assembleia Municipal de Ponte de Lima - 17 de Dezembro de 2016

Partilho parte da minha intervenção na reunião da Assembleia Municipal de dia 17 de Dezembro de 2017.

Em Abril de 2015 afirmei nesta Assembleia que “Este presidente da Câmara será lembrado como o pior presidente da câmara dos 40 primeiros anos de democracia. Um presidente manietado, um presidente que governa de costas voltadas para os interesses e necessidades dos seus eleitos, de costas voltadas para os limianos.”
As intervenções que acabámos de ouvir de outros membros desta Assembleia Municipal demonstram que passados quase 2 anos se possa reafirmar que este presidente continua a governa de costas voltadas para os interesses e necessidades dos seus eleitos, de costas voltadas para os limianos.
A população de Arcozelo uniu-se, juntou-se em abaixo-assinado, em protestos, em sessões de esclarecimento, tudo têm feito para demonstrar o erro da instalação da Central de Betuminoso naquele local. O que fez Vitor Mendes, Presidente da Câmara, representante máximo da população de Ponte de Lima para perceber as razões da população? Nada, zero. Chegou mesmo a afirmar em vários locais que a central de betuminoso de Arcozelo é para ser feita quer a população queira quer não queira... mais, quem nem sempre os interesses do município são o das populações...
O presidente da Câmara continua manietado, porque se assim não fosse, não acontecia o que já aqui ouvimos hoje, resumidamente, uma central que consegue, sem qualquer licença, apesar das denúncias, dos embargos, ser construída.
Foi proposto, logo no início do processo, o encontro de uma solução para este problema, uma solução que fosse ao encontro dos asseios da população e dos interesses económicos da empresa. José Santos, membro da Junta de Freguesia de Arcozelo e o vereador Manuel Barros propuseram que a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal e a empresa se juntassem para encontrar uma alternativa. Os acontecimentos demonstram a inflexibilidade do Sr. Presidente da Câmara. Qual a razão para essa inflexibilidade, Sr. Presidente? Seria pelos postos de trabalho, mas se são mais os que se irão perder que os que a central supostamente irá criar, não será, certamente por isso. Será para ajudar uma empresa pilar no frágil ecossistema económico do concelho? Mas se a empresa promotora da Central de Betuminoso, pelo que se pode consultar na base.gov, recebeu da Câmara Municipal, entre Fevereiro de 2014 e Novembro de 2016 cerca de 690 mil euros em ajustes directos, também não será por isso? Então é por quê, Sr. Presidente? O que tem contra as pessoas de Arcozelo?
Sr. Presidente da Assembleia, na semana em que se comemoram os 40 anos do poder autárquico, olho para aquela mesa e não consigo perceber como um presidente e um vice-presidente que até já têm uma pensão, um como presidente da câmara e outro como vereador, ainda não saibam que são servidores das pessoas que confiaram neles com o voto e não de outros quaisquer interesses.
Infelizmente não restam dúvidas, este presidente da Câmara será mesmo recordado como o pior dos 40 anos que levamos de poder autárquico.

segunda-feira, setembro 26, 2016

Assembleia Municipal de Ponte de Lima - 17 de Setembro de 2016

Foi o porta voz da proposta de recomendação do PSD para que o percurso pedonal entre pontes, junto ao Clube Náutico, se passasse a designar "Passeio treinador Hélio Lucas Araújo". Questionado pelo OMinho afirmei que “O treinador Hélio Lucas Araújo tem um trabalho de mais de duas décadas, marcou gerações de jovens limianos – o Fernando Pimenta é um exemplo disso mesmo – tem sido de uma dedicação única a esses jovens, ao desporto e à promoção de Ponte de Lima. Tem um trabalho que é reconhecido nacionalmente e internacionalmente, um trabalho que o coloca como um dos melhores treinadores de canoagem do mundo. Pensamos que é justo que o passeio pedonal, onde o Hélio Lucas tem feito quilómetros no desenvolvimento desse trabalho, passe a ostentar o seu nome”


A proposta de recomendação, que infelizmente não foi aceite pela maioria dos membros da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, foi a seguinte.

Proposta de Recomendação - “Passeio treinador Hélio Lucas Araújo”

A Assembleia Municipal de Ponte de Lima, por proposta do PSD, aprovou por maioria absoluta, em Setembro de 2012, a Proposta de Recomendação ao Município para que o percurso pedonal entre pontes, junto ao Clube Náutico, se passasse a chamar “Passeio Olímpico Fernando Pimenta”. Desde 2012 já tivemos dois executivos municipais, sempre liderados por Vitor Mendes, que legitimamente, apesar da maioria da votação que uniu os vários quadrantes e sensibilidades políticas existentes na Assembleia Municipal, não foram do entendimento de executar tal proposta.
Atendendo a que o actual executivo, em reunião de Câmara de  29 de Agosto de 2016, decidiu atribuir ao Centro Náutico de Ponte de Lima o nome de Centro Náutico Fernando Pimenta, tendo consciência que os resultados do trabalho de excelência do atleta Fernando Pimenta têm muito do esforço e método do seu treinador de sempre. Atendendo ao trabalho de mais de 2 décadas realizado por Hélio Lucas, um trabalho que marcou, marca e marcará gerações de jovens limianos. Atendendo à sua dedicação aos jovens limianos, à promoção do desporto e do concelho de Ponte de Lima. Atendendo a que o seu trabalho é reconhecido a nível nacional e internacional, sendo considerado unanimemente como membro integrante da elite dos treinadores mundiais de canoagem, tendo sido, em 2015, considerado, pela Confederação do Desporto de Portugal, “treinador do Ano”.
Tendo em conta todos esses pressupostos a Assembleia Municipal de Ponte de Lima, reunida a 17 de Setembro de 2016, recomenda ao Executivo Municipal de Ponte de Lima que o percurso pedonal entre pontes, junto ao Clube Náutico, passe a designar-se por “Passeio treinadorHélio Lucas Araújo”. 

Assembleia Municipal de Ponte de Lima, 17 de Setembro de 2016. 

segunda-feira, junho 20, 2016

Intervenção na reunião de 18 de Junho da Assembleia Municipal de Ponte de Lima

Na reunião da Assembleia Municipal do passado dia 18 de Junho fiz a seguinte intervenção onde coloquei algumas questões ao Sr. presidente da Câmara. Na resposta este assumiu que a obra que está a realizar em Bertiandos é uma Casa Mortuária o que contradiz as declarações da presidente da junta de Bertiandos ao jornal Cardeal Saraiva.

Senhor Presidente, ficamos contentes por a Câmara Municipal comparticipar financeiramente em 70% obras destinadas a reparação da cobertura das sedes da junta. Claro que não podemos deixar de referir que ainda recentemente, a maioria na Câmara Municipal, propôs a esta Assembleia gastar milhões num novo edifício para a sede do concelho quando sabia, como todos nós bem sabemos, as condições em que a maioria das Juntas de Freguesia trabalham e em que condições recebem os seus fregueses. Senhor Presidente, todos os presidentes da Junta aqui presentes sabem em que moldes podem solicitar um apoio para a construção de casas mortuárias e saberão desde logo o valor máximo dessa comparticipação. Sabem também em que moldes podem solicitar a tal comparticipação para a reparação da cobertura das suas sedes da junta, mas porque, recentemente, a presidente da Junta de Bertiandos fez declarações à comunicação social revelando que a Câmara Municipal estava a reformular o edifício da sede da junta para criar um espaço multiusos, porque isso contradizia a informação que o senhor Presidente prestou ao senhor vereador do PSD, Manuel Barros, porque não desmentiu as declarações da Presidente da junta, assumimos que a Câmara Municipal tem agora uma política de apoio à reformulação das áreas administrativas das Sedes das Juntas, assim pergunto-lhe:
 Como é que as outras juntas de freguesia podem aceder ao mesmo apoio? No caso em apreço o apoio dado foi equivalente à comparticipação financeira no valor aproximado de 40.000,00€, é esse o apoio a que todas as juntas podem aceder? Serão sempre usados os recursos camarários, as obras estarão a cargo dos serviços municipais? Senhor presidente, tendo em conta que as sedes da junta, por norma, não são propriedade da Câmara municipal, em que moldes legais esse apoio pode ser executado? Finalmente, senhor Presidente, se nada disto é verdade, se não existe nenhum apoio, se não existe base legal, o que é que se está a passar em Bertiandos?

sexta-feira, março 04, 2016

Intervenção na reunião de 20 de Fevereiro da Assembleia Municipal de Ponte de Lima

Nesta reunião assumi a coordenação do grupo do PSD na Assembleia Municipal de Ponte de Lima

Venho falar de um assunto que deixa muito nervosa a maioria na Câmara Municipal, principalmente o seu vice-presidente, a poluição no rio Lima. Mas não é por provocar essa reacção que o faço. É sim porque infelizmente os anos passam e tudo, apesar dos alertas, comunicados, intervenções, continua na mesma. Com isto há já uma geração que não pôde "saborear" o rio que corre junto aos seus pés.

Durante anos o PSD de Ponte de Lima fez colóquios, vários alertas, vários comunicados, várias intervenções alertando para a constante poluição do rio Lima. Este é um tema, pela sua importância ambiental, social e económica, que está sempre presente na acção dos eleitos do PSD, na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal.

Nos últimos anos, sempre que o PSD denunciou ou alertou para esta problemática, o presidente da Câmara, Vitor Mendes ou o seu vice, Gaspar Martins, deram três tipos de resposta, ou que não passam de calúnias e mentiras, ou que o PSD está contra a economia local, ou que a culpa é da tutela.

Ainda esta semana, na reunião de Câmara, tivemos mais uma sessão de insinuações por parte do vice-presidente, Gaspar Martins, vejam só, porque o vereador Manuel Barros teve a desfaçatez de fazer um requerimento, com uma fotografia a ilustrar, perguntando sobre o que tinha sido feito face a mais uma descarga poluente, solicitando a intervenção da Câmara Municipal de Ponte de Lima, no sentido de apurar responsabilidades no lançamento de efluentes no Rio Lima, na sua margem direita, proveniente do Rio Labruja, ocorrido no dia 8 de Fevereiro de 2016.

Desdobram-se os testemunhos, as fotografias que vão circulando abertamente nas redes socias e mesmo na comunicação social. Será que, na visão turva dos responsáveis máximos da nossa Câmara não passarão, também, de calúnias ou mentiras? A livre circulação de informação, para alguns, deve ser uma chatice. Fica também a pergunta, porque foi desclassificada, em 2009, a praia fluvial do Arnado, que até foi a primeira a ter bandeira azul?

Depois há sempre a velha resposta de que o PSD está contra a economia local. Mas já falaram com os empresários? É que há vários empresários que investiram muitos euros para ir ao encontro da legislação e quem faz avultados investimentos para cumprir não deve gostar, certamente, de ver o vizinho a prevaricar e a passar incólume.

Se enfrentassem o problema, certamente que, a maioria na Câmara Municipal poderia ajudar os empresários que por vários factores ainda não cumprem o legislado. Existem exemplos de sucesso que podem ser replicados, existem fundos europeus que apoiam a criação de condições para o tratamento de resíduos. O que tem feito a maioria na Câmara Municipal de Ponte de Lima para que os empresários tenham acesso a esses fundos, a esses exemplos? A resposta é simples, nada!

Preferem fazer de conta que o problema não existe, e com isso criam desigualdades, sentimentos de injustiça. Isso sim é prejudicar a economia local.

Chegamos, finalmente à última desculpa. A tutela. Mas a tutela tem nome. O organismo que tem funções de Autoridade Nacional da Água é a Agência Portuguesa do Ambiente (a APA). O director regional da Administração da Região Hidrográfica do Norte da Agência Portuguesa do Ambiente chama-se Pimenta Machado. Sim, é o mesmo que ainda há pouco foi convidado para estar presente na inauguração do açude.

Se, como diz o presidente da Câmara, a culpa é da tutela, então a Câmara Municipal não deve esperar mais. Tem que exigir responsabilidades a quem gere um organismo que tem como missão “… um elevado nível de protecção e de valorização do ambiente e a prestação de serviços de elevada qualidade aos cidadãos”.

Se a culpa é da inercia da tutela, ou seja da APA, como essa inercia já se prolonga por vários e longos anos, então a Câmara Municipal deve assumir, publicamente e rapidamente, que o senhor director Regional da Administração da Região Hidrográfica do Norte da Agência Portuguesa do Ambiente deixou de ter condições para se manter a exercer as funções que exerce.

Para o PSD basta! Basta de desculpas, basta de inercia, basta de empurrar as responsabilidades. É chagada a hora dos responsáveis serem, simplesmente, responsabilizados. É chegada a hora de encetar esforços para enfrentar e resolver este problema. A Câmara Municipal de Ponte de Lima tem aqui um papel fundamental. Infelizmente temos dúvidas se esta maioria tem coragem para o desempenhar.

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Sim, isto é apoiar o emprego

(Artigo publicado no jornal Cardeal Saraiva de 18 de dezembro de 2015)


A próxima Assembleia Municipal de Ponte de Lima será uma maratona com uma ordem do dia com 31 pontos. A maioria destes são propostas de reconhecimento do interesse público municipal na regularização de instalação industrial ou pecuária. Uma medida do governo PSD/CDS que permitiu, durante uma ano, de forma excepcional, quer a regularização de estabelecimentos e explorações quer a sua alteração ou ampliação.

Passamos o tempo a dizer que há pouco emprego no nosso concelho, dizemos que é necessário apoiar os empresários, apoiar a iniciativa privada. Passamos o tempo a dizê-lo porque, de facto, continuamos a viver num concelho pobre, com fraco tecido empresarial e industrial, com um dos poderes de compra mais baixos da europa. Como o que se fala deve coincidir com o que se pensa, estes pontos, de reconhecimento do interesse público municipal, que agora vão a discussão no próximo sábado, dia 19, deverão ser aprovados.

O que a Assembleia irá “decidir”, como a Câmara Municipal já o fez, é se considera que a actividade do proponente é “importante” para o concelho ou não. No fundo, se os postos de trabalho devem ser mantidos e a legislação respeitada.

Não se pense, porem, que é um cheque em branco, ou que se está a encobrir alguma ilegalidade existente, não. Se querem a legalização, esses empresários, essas explorações terão que cumprir com toda a legislação inerente à sua actividade, o que, decerto, irá contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, o desempenho ambiental e a competitividade. As entidades competentes, que de seguida tomarão conta do processo, serão exigentes no estrito cumprimento de um conjunto de requisitos legais. Só assim estes processos chegarão a bom porto.

Infelizmente esta “porta” que se abriu, pelo menos aqui por Ponte de Lima, apenas peca por ter sido pouco divulgada. O Decreto-Lei nº 165/2014 estipulou um ano de aplicação desta possibilidade excepcional. Esta é a última Assembleia Municipal ordinária em que se poderá aprovar o Interesse Público Municipal para estre tipo de processos. Nesta reunião serão discutidos e votados apenas 14 casos, ao longo do ano não terão sido apresentados meia dúzia.

Todos nós conhecemos a realidade do concelho, ou pelo menos deveríamos conhecer, e é sobejamente pouco, muito pouco. Poder-se-ia ter feito mais, o município deveria ter olhado para este processo de outra forma, deveria ter sido mais activo no incentivo à adesão. Não o fez, e até nem seria nada de extraordinário, bastaria, por exemplo, ter feito parceria com a Associação Empresarial de Ponte de Lima.

Sinceramente não consigo pensar neste assunto de forma negativa, muito menos consigo imaginar o que levará alguém a votar contra com argumentos de falta de hábitos democráticos... Não acredita que isso aconteça? Então sugiro, caro leitor, que leia a acta da reunião de Câmara do passado dia 7 de Dezembro e verifique o sentido de voto e respectiva declaração do vereador do Movimento 51.


Estamos a falar da vida das pessoas, estamos a falar na vontade dos empresários em cumprir a legislação, em se legalizarem, em manterem os postos de trabalho que criaram. Vamos dizer que não?

quinta-feira, julho 09, 2015

Intervenção na reunião de 27 de Junho da Assembleia Municipal de Ponte de Lima

Há muitos anos que o PSD vem reivindicando a construção de mais parques infantis no concelho, já questionamos e sugerimos várias vezes isso mesmo. Por isto ou por aquilo a resposta da maioria é sempre negativa. Mais recentemente questionados, remeteram a construção de um parque infantil para o futuro parque da vila e devem ter pensado “já não nos chateiam mais com este assunto...”. 

É preciso perceber os silêncios, a verdade é que para construir espaços para as nossas crianças não há simplesmente vontade, vai-se adiando, empurrando para a frente, olhando e assobiando para o lado.

A Assembleia Municipal é o fórum representativo de todos os limianos e, em quanto tal, pergunto-lhes o seguinte, quantos, dos que aqui estão a representar os limianos, têm filhos, netos ou sobrinhos pequenos? E quantos dos senhores membros desta Assembleia têm cavalos, burros... mulas...? 

Isto vem a propósito de, uma vez mais, esta maioria na Câmara Municipal demonstrar que está de costas voltadas para com os limianos. De surpresa, sem discussão ou apresentação de qualquer projecto ou concurso, eis que é edificado, em pleno areal, junto à igreja de S. João, um espaço dito para "Equitação Espontânea". Não sabemos se será ou não definitivo. Esperamos que não. 

É interessante o spin informacional desta maioria. Com a "Equitação Espontânea" quer passar a ideia de que este é um investimento para os limianos. Mas pelas reações anteriores percebe-se a quantidade de limianos que “espontaneamente” não o vão usar… 

Senhor presidente, senhor vice-presidente, escusam de vir com a historieta de que o PSD é sempre contra tudo e que faz queixa por tudo e por nada. Assumimos que somos contra tudo o que não for feito para melhorar a vida dos nossos concidadãos, dos limianos que nos elegeram. Somos assim porque assumimos a intervenção política como serviço aos nossos concidadãos, até porque, se assim não fôssemos, neste momento teríamos, por exemplo, um muro a atravessar a ponte medieval. 

Se este espaço é assim tão estratégico e indispensável, por que não discutiram a ideia, o projecto, o espaço? Acham mesmo que o local escolhido é o mais indicado? Esta maioria já não representa ninguém. Já se afastou do partido que a apresentou aos eleitores, já se afastou do presidente desta Assembleia, com o qual partilhou cartazes, e, mais grave, já se afastou dos seus eleitores. São vários os exemplos deste desfasamento. 

Alguém consegue ficar indiferente, fim-de-semana após fim-de-semana, ao “muro” que é “construído” pelas autocaravanas a metros do rio Lima, a centímetros da velhinha ponte medieval, separando a vila do seu rio? Há, este presidente, esta maioria, que já afirmou que não vê nada de errado nisso... 

Senhor presidente, não tenha medo de recuar, de corrigir as más decisões. Veja como deixar cair a “vaca às postas” foi a decisão acertada. Há um ano, toda a gente o criticou, em resposta afirmou nesta Assembleia que gostaria que a “vaca às postas” se tornasse uma tradição. Já repararam como este ano ninguém se lembrou que a prometida futura tradição não se realizou? Dizia Cícero que “errar é humano”, mas completou-o Santo Agostinho “preservar no erro é diabólico”. 

O PSD, o principal partido da oposição, continuará a lutar na Assembleia Municipal, na Câmara Municipal, nas Juntas e Assembleias de Freguesia por políticas sociais, de emprego e de preservação do património humano e edificado, basicamente por políticas onde no centro estejam os limianos.

Não tenham dúvidas, já o dissemos anteriormente, não nos calamos. Assumimos o nosso papel de tocar as trombetas para que todos juntos, os limianos, gritem, bem alto, para precipitar a queda destas muralhas de Jericó que tem vindo a limitar o futuro de Ponte de Lima.

sexta-feira, maio 01, 2015

Intervenção na Assembleia Municipal de 24 de Abril de 2015

Por vezes pode parecer que o ponto que agora debatemos, a apreciação da Informação do Presidente da Câmara bem como a situação Financeira do Município, não  passa da apresentação de um género de listagem. Mas, de facto, para além desta, o que vemos? Vemos a actuação de uma maioria desgastada, que vive para duas coisas, o imediato e o mediático.

Ao ler as actas das reuniões de Câmara percebe-se a tendência da maioria em escarnecer rotulando como demagógicas as propostas, nomeadamente de âmbito social, feitas pelo vereador social-democrata, Manuel Barros. E são já várias as propostas ponderadas e apresentadas no âmbito social.
Os eleitos têm a obrigação de perceber as necessidades dos seus eleitores, as verdadeiras necessidades, e trabalhar para as colmatar. Infelizmente, esta maioria está desfasada da realidade. A maioria parece preferir algo diferente, aparentemente para ela mais importante, como o aparecer nas fotografias.

Há a entrega de uma carrinha? O prioritário é que os vereadores da maioria estejam presentes para a fotografia. O vereador do PSD, Manuel Barros, propõe abrir as cantinas escolares nas férias? Ui! Que proposta descabida e demagógica.

Descabido e demagógico? Como é possível organizarem sessões públicas, convocando a comunicação social, para entregar chaves de habitação social a agregados carenciados?

O vereador Manuel Barros propõe um cartão do idoso, com um regulamento, com medidas concretas que vão ao encontro das necessidades dos idosos? Extemporâneo e demagógico. A maioria já tinha preparada uma proposta que, embora vazia, em sem qualquer utilidade para as reais necessidades sociais que os idosos enfrentam, é a que será aprovada, porque simplesmente só as propostas da maioria é que são válidas. O vereador do PSD propõe medidas de apoio aos casais desempregados? Só pode ser demagogia e despesismo, pois claro. É que gastar na organização de um qualquer festival de Verão na EXPOLIMA o mesmo que se poderia gastar na ajuda aos casais desempregados é que é prioritário.

Recentemente, prendaram os limianos com a cereja no topo do bolo bolorento que é a actuação desta maioria. O vereador Manuel Barros apresentou uma proposta de comparticipação na compra de medicamentos para os idosos que se encontrem em situação de comprovada carência económica. Uma ajuda que faria a diferença na vida destes, uma medida que não passaria, nesta primeira fase, de 30 mil euros, considerada, inclusive, por um dirigente do CDS local como uma das medidas de maior alcance social pelo impacto directo que teria e pelo que representava. Uma medida que os membros da maioria chumbaram com o argumento, surpresa das surpresas, de ser uma proposta populista e fora da competência da autarquia. Claro que gastar sensivelmente o mesmo, que os membros da maioria gastaram no ano passado em despesas com restaurantes e passeios, na ajuda aos nossos concidadãos mais velhos e necessitados só pode ser populista e demagógico, e fora das competências de uma Câmara que se arroga de ter os cofres cheios.

Esta maioria ficará para a história por estas decisões. Este presidente da Câmara será lembrado como o pior presidente da câmara dos 40 primeiros anos de democracia. Um presidente manietado, um presidente que governa de costas voltadas para os interesses e necessidades dos seus eleitos, de costas voltadas para os limianos.

Quanto a nós, membros eleitos da maior força da oposição, podem estar cientes que não desistiremos, continuaremos firmes na defesa de soluções para a nossa comunidade, na defesa de soluções para as necessidades dos limianos.

Os senhores foram eleitos por maioria absoluta, é verdade, mas tal facto, em democracia, não justifica a vossa arrogância para com a oposição e, mais importante que tudo, para com os vossos concidadãos. A verdade é que apesar de os Filisteus escarnarem de Israel durante 40 dias e de terem um gigante todo poderoso que todos receavam, acabaram derrotados por David, um pequeno, simples mas preparado e firme israelita.

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Mas de que é que Gaspar tem medo?

 (Artigo publicado no jornal Cardeal Saraiva de 6 de Fevereiro de 2015)
Gaspar Martins já afirmou publicamente que, tendo sido eleito membro da Assembleia Municipal de Ponte de Lima pelo PS, saiu e filiou-se no CDS, porque, ali sim, ganharia eleições. A verdade é que, anos e anos depois, ele vai sendo sucessivamente eleito nas listas do CDS para a Câmara Municipal, gozando até de uma pensão pelos anos de serviço público enquanto vereador.
Nas suas recorrentes intervenções, por prosa ou verso, gosta de lembrar que as vitórias autárquicas do CDS são desde há muito por maiorias absolutas, menosprezando a oposição, que lhe parece não merecedora de qualquer reconhecimento.  
Apesar disso, Gaspar parece ter medo do referendo à deslocalização dos Paços do Concelho. Talvez tenha medo que o PSD, PS, CDU, Associação Empresarial e a maioria da chamada sociedade civil limiana tenham razão e a deslocalização seja chumbada em referendo. Percebe-se porquê...
No entanto, se o referendo não passar no próximo sábado, dia 7 de Fevereiro, a maioria perderá definitivamente a confiança dos seus eleitores. O resultado da votação vai pôr à prova a ligação eleito e eleitor, vai provar se o que dizem da governação de proximidade é verdade. Bem sei que para Gaspar e seus apaziguados isto é conversa de idealistas, de quem pensa que a política é feita de eleitos e eleitores, de ideias e ideais.
Mas, como explicará um presidente de Junta, no atendimento aos seus fregueses, que não confia neles. Uma desconfiança que vai ao ponto de nem sequer lhes permitir a hipótese de expressarem, pelo voto, a sua opinião, seja ela favorável ou desfavoravelmente, sobre a deslocalização dos Paços do Concelho. É que aqui nem sequer se pode colocar a questão/justificação que usaram na polémica votação da última Assembleia Municipal, se votarem a favor de que forma estão a hipotecar a freguesia que representam? É que votar favoravelmente o referendo não é assumir-se contra Gaspar e a mirabolante ideia de gastar mais de 6.5 milhões num edifício, mas antes dar a hipótese à maioria de demonstrar que a população concorda com a Câmara Municipal.
Não se enganem, caso não seja aprovado o referendo, desde já sabemos que esta maioria acabou e a prova disso é que a “maioria” já se consciencializou de que os limianos já lhe retiraram a confiança.
Não quero acreditar que Gaspar Martins tenha medo de eleições. Senhor vice-presidente, não tenha receio, vamos dar a voz à população e demonstre a sua razão.

sábado, dezembro 27, 2014

Nem um só cêntimo…

(Artigo publicado no jornal Cardeal Saraiva de 12 de Dezembro de 2014)


Certamente o leitor já se apercebeu que Ponte de Lima mergulhou numa das maiores polémicas politicas dos últimos anos. Victor Mendes e os vereadores da maioria querem construir um edifício novo para a Câmara Municipal orçamentado em cerca de 6,5 milhões de euros.

Anunciado com grandes parangonas na comunicação social logo criou polémica quer nos agentes políticos, o vereador e o PSD insurgiram-se contra tal faraónico projecto, quer nos agentes económicos, a Associação empresarial de Ponte de Lima fez sair vários comunicados contra a deslocalização dos Paços do Concelho, quer da comunidade em geral. Recentemente, com a mudança da liderança, o novo líder do CDS de Ponte de Lima, Abel Baptista, afirmou em entrevista à ROL que este projectoseria disparate.

Passaram apenas dois anos da inauguração do edifício Portas de Braga, totalmente renovado para albergar partedos serviços municipais. A actual Câmara Municipal é um edifício com história, construído no seculo XV,precisamente como Paços do Concelho, que foi tambémrecentemente renovado. É óbvio que a notícia da intenção da construção de um novo edifício cause em todos repulsa e indignação. Estarão a dizer que os milhares investidos num edifício inaugurado em 2012 foram mal gastos?

O leitor já imaginou o impacto negativo no centro histórico se retirarmos os serviços municipais de lá? Pois, só não percebo por que é que a maioria na Câmara Municipal não consegue entender…  

Mesmo esquecendo o que já falamos, mesmo já contemplando a possibilidade da eventual existência de fundos comunitários para a obra, será que um único cêntimo que lá seja enterrado, dos dinheiros do município, ou seja, dos dinheiros de todos nós, é melhor investido que em tantas e tantas obras necessárias em qualquer freguesia do concelho? É este o critério rigoroso tão propagandeado pela maioria no executivo? É verdade que, de repente e ao contrário do que vinha a ser feito, o executivo alargou as bolsas em relação às juntas de freguesia, mas será que este “alargar” continuará depois de sábado?

Porquê sábado? Não sei se sabe, caro leitor, mas no próximo sábado reúne-se a Assembleia Municipal e, se os presidentes de Junta e a maioria se juntarem aos eleitos do PSD e da restante oposição, o projecto é chumbado. Esta é que é a verdade. Saibam os eleitos seguirem a vontade dos seus eleitores...

sábado, setembro 27, 2014

Assembleia Municipal de Ponte de Lima

Fiz o seguinte repto ao senhor presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima na reunião da Assembleia Municipal, de 27 de Setembro de 2014. Infelizmente Vítor Mendes não vê nada de mal no estacionamento dos autocarros no areal:

"Alguém consegue imaginar autocarros aparcados junto à ponte vecchio em Florença, dentro das muralhas de Carcassonne, ou junto à porta da catedral de Burgos? Estas são 3 cidades, de 3 países europeus diferentes que são exemplo de gestão do fluxo turístico. Exemplo porque, apesar da visita de milhares de turistas, de receberem incontáveis “excursões”, conseguem preservar e proteger o que as fazem ser atracção turística, o seu património.

Não se consegue perceber como é que em Ponte de Lima, hoje, ainda se permite o estacionamento, ou a passagem de autocarros para o areal de Ponte de Lima. É degradante observar os autocarros aparcados no areal e os seus passageiros, carregados com as geleiras e guarda-sóis a correr à procura de um espaço de baixo da ponte velha, de baixo da fiteira na ilha junto à ponte ou no relvado plantado entre o que resta de areal e o rio.

Senhor presidente da Câmara, permitindo que os autocarros “descarreguem” os seus passageiros junto ao centro histórico, porque é que não toma a decisão de proibir o seu aparcamento no areal, ou simplesmente a sua passagem para o areal?

Senhor presidente, não hesite, permita que os autocarros turísticos deixem os seus passageiros no centro histórico mas encaminhe-os para os parques da periferia, na Nossa senhora da Guia ou em S. João. Verá que é uma medida simples mas que a todos beneficiará."

quarta-feira, junho 25, 2014

Assembleia Municipal de Ponte de Lima de 21 De Junho 2014

Na última reunião da Assembleia Municipal de Ponte de Lima propus, em nome do grupo do PSD, um voto de louvor aos atletas limianos Nuno Barros e Rui Lacerda pelos títulos europeus que conquistaram. A proposta foi aprovada por unanimidade.
Questionei novamente o senhor presidente da Câmara sobre a questão da toponímia na Além da Ponte, na freguesia de Arcozelo, bem como em que situação estariam as prometidas obras em arruamentos de Arcozelo. Infelizmente o senhor presidente da Câmara não me soube esclarecer sobre estes assuntos.

quarta-feira, dezembro 25, 2013

Assembleia Municipal de Ponte de Lima

A Assembleia Municipal de Ponte de Lima aprovou, por proposta minha, o seguinte...


PROPOSTA 

 
Considerando que o reverendo padre Manuel Barbosa Miranda serviu ao longo de meio século as populações do concelho de Ponte de Lima, com destaque para os 48 anos a desempenhar as funções de pároco de Santa Marinha de Arcozelo;
 
Considerando que sempre desempenhou com grande zelo e espírito de sacrifício as suas funções, promovendo, de forma discreta, sem pedir nada em troca, a caridade cristã, ou como agora se encontra em voga, a solidariedade, privando-se do merecido conforto e descanso para servir os outros;
 
Considerando que marcou, de forma exemplar, a vida de várias gerações de limianos, quer nas paróquias onde desempenhou funções, quer como docente na Escola Secundária de Ponte de Lima.
 
Considerando que por motivos de saúde, o reverendo Padre Manuel Barbosa Miranda deixou de exercer funções no nosso concelho, proponho que a Assembleia Municipal de Ponte de Lima, reunida no dia de hoje, 21 de Dezembro de 2013, aprove:
 
a)      Um voto de reconhecimento e de louvor ao senhor padre Manuel Barbosa Miranda.

sexta-feira, junho 28, 2013

Assembleia Municipal de Ponte de Lima

Acabei de fazer a seguinte intervenção sobre a contratação de um Técnico Superior de Português/Francês. Infelizmente o Senhor Presidente da Câmara limitou-se a afirmar que se a divisão diz que há falta é porque faz.

"Senhor Presidente da Assembleia Municipal,
Senhores secretários
Senhor Presidente da Câmara
Senhores vereadores,
Caros membros desta Assembleia Minhas Senhoras e meus Senhores

Senhor Presidente da Câmara, na informação da necessidade de recrutamento lê-se que os processos de geminação são um dos “factores importantes para a promoção da nossa imagem no exterior, nomeadamente no desenvolvimento de novas iniciativas e na consolidação dos projectos já existentes.” As geminações com cidades francesas, se a memoria não me falha, são dos finais dos anos 80, a pergunta que surge é, que projectos empresariais existem saídos do âmbito dessas geminações? Senhor Presidente, isto para além das visitas oficiais, claro.

Posteriormente fazem alusão ao projecto "Feiras Novas em França", um projecto existente há anos e que Adelino Tito de Morais tem sido o rosto mais visível. Significa então, senhor Presidente, que o dito projecto não tem conseguido atingir os seus objectivos? Será que existe uma barreira linguística, é que pelo que tem sido noticiado as “Feiras Novas em França”, também conhecidas por “Mini Feiras Novas”, são feitas pela comunidade limiana que vive nos arredores de Paris.

Lê-se ainda que existe o putativo “interesse manifestado por empresas do Principado de Andorra”. Senhor Presidente, não sei se sabe, mas curiosamente o Principado de Andorra é o único país do mundo cuja única língua oficial é o catalão, sendo que no seu território também são falados o castelhano, o português e o francês, mas nesta ordem de números de falantes...

Finalmente lê-se que será “necessário recrutar, com carácter de urgência, um técnico superior que reúna competências relacionadas com acima exposto e com a língua francesa, para criar pontes de relacionamento e promoção do município junto das populações e regiões que privilegiam esta língua como forma de comunicação”. Senhor Presidente, sabe que a língua mais falada do mundo é o mandarim, já agora, o francês é a décima, sabendo que a China é neste momento um dos países que mais investe no mercado externo, está a pensar em recrutar um técnico superior em mandarim?"

quarta-feira, maio 15, 2013

Artigo no Novo Panorama

Artigo publicado no Novo Panorama em 09-05-2013
 
 

Sim, mas...

Foram apresentadas as contas de 2012 do Município de Ponte de Lima. Debatidas na Assembleia, foram a provadas por maioria. Deixo apenas uma nota. É verdade que todos se congratulam com o saldo positivo que exemplarmente o município limiano apresenta, mas saberá o leitor que existe, por exemplo, uma divida à Câmara Municipal de venda de água, tarifa de utilização da rede de águas residuais, de perto de 500 000€? Não estará aqui reflectida as necessidades e dificuldades que as famílias limianas estão a enfrentar? Será que o tão badalado "saldo municipal" está a ser investido para por cobro a estas dificuldades? 
Já agora, e porque talvez ajude à resposta, relembro que segundo o INE, o poder de compra per capita de Ponte de Lima é um dos mais baixos da região...

Desaparecimento

No final de Abril, faleceu Margaret Thatcher a marcante primeira-ministra que conseguiu emergir, nos anos 80, o Reino Unido da profunda crise em que vivia desde o início da década de 1970. Não teve medo de enfrentar os poderes instalados, os internos e os externos, porque sabia para onde queria e devia ir.
Já esta semana, chegou a notícia que a última grande referência da democracia cristã europeia, Giulio Andreotti, tinha falecido. Nas palavras de Pier Ferdinando Casini, o líder dos centristas da UCD, “Giulio Andreotti foi a política: condensou o bem e o mal. Uma personalidade extraordinária. Um estadista internacional conhecido em todo o mundo. Um católico verdadeiro. Um grande estadista que sempre acreditou nas instituições”.
É uma página da historia mundial que se fecha, o de um tempo em que existiam Políticos que sabiam o que queriam, que ponham à frente do politicamente correcto as suas mais profundas convicções.

Referências

Por falar em referências, no passado dia 3 de Maio, o Museu dos Terceiros, em Ponte de Lima, proporcionou um serão inesquecível. Convidar D. Manuel Clemente para palestrante é sinónimo não só de tempo bem passado, mas, acima de tudo, de obtenção de conhecimento. Foram poucos os minutos que os presentes, que encheram o espaço, puderam ouvir o actual bispo do Porto, poucos porque souberam a muito pouco.
Parabéns à organização pelos temas e pela excelência dos convidados. Este ciclo de palestras continua durante o corrente mês, imperdível.

Também imperdível

Foi em Viana do Castelo, mas valeu a pena a deslocação ao Instituto Católico para participar numa tertúlia de apresentação do livro "Auto de Fé" da autoria do Padre Gonçalo Portocarrero e de Zita Seabra. Se não leram o livro, não deixem de o fazer, lá encontrarão várias perguntas e respostas sobre a fé e sobre a Igreja Católica feitas de forma aberta e directa. Pena que a organização local não tenha divulgado convenientemente este evento pela Diocese.

sexta-feira, maio 03, 2013

Assembleia Municipal de Ponte de Lima - reunião de 29 de Abril de 2013

Intervenção feita na última reunião da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, alínea D) Discussão e votação da "Prestação de contas do ano 2012 e inventário"