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quarta-feira, março 13, 2019

Alto Minho artigo de 07-03-2019



Artigo publicado no jornal Alto Minho de 7 de Março de 2019


Porque será que Ponte de Lima vai sempre a reboque?
 
Nos últimos anos fui dirigente partidário e eleito local. Nessa qualidade, tive o gosto de trabalhar com gente que, como eu, vê a política como uma oportunidade de trabalhar para melhorar a comunidade onde vivemos. Foi por isso que, ao invés de nos perdermos em politiquices partidárias, foi possível apresentar propostas em várias áreas, com destaque para a social onde sugerimos a comparticipação de medicamentos aos idosos com dificuldades e a promoção da saúde oral.
É com um misto de sentimentos que leio notícias a informar que outros municípios do Alto Minho, que não Ponte de Lima, estão a colocar em prática políticas como as referidas anteriormente. Infelizmente, em Ponte de Lima, a maioria absoluta do CDS, talvez por as olhar como políticas muito à esquerda, não aprovou nenhuma das que foram apresentadas pela então oposição.
É certo que o CDS manteve a maioria absoluta, é verdade que o PSD foi penalizado nas urnas (assunto para outro artigo) pelo que alguns dizem que, no final de contas, a maioria tinha razão. Não penso assim. Sinto orgulho por ter um projecto diferente para o meu concelho, por ter ideias e lutar por elas, em vez de optar ficar no pântano, calado, esperando não fazer ondas para ver se me caem migalhas ou se apanho alguma “boleia”. Gosto de viver pela máxima de Sá Carneiro “a política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha”.
 
Momento histórico e definidor do nosso futuro
 
Extrapolando para outro nível, é também por isso que, cada vez mais, sinto ser imperativo que Rui Rio consiga ter a maioria suficiente na Assembleia da Republica que lhe permita ser o próximo primeiro-ministro de Portugal. Também ele já demonstrou que não gosta, não se enquadra e não cede às etiquetas que o politicamente correcto reserva para o líder do PSD ou para o próprio partido.
Finalmente, Rio tem conseguido passar a sua mensagem. Sim, ainda recentemente todos ficamos perplexos com o que aconteceu na Caixa Geral de Depositos e ouvimos atentamente as palavras do líder do PSD sobre este tema. Usando duras palavras, provocou admiração alguns comentadores que logo questionaram onde havia estado aquele Rui Rio. A verdade é que as palavras de Rio que agora chegam até nós, já haviam sido proferidas, salvo erro, em Maio de 2018. Infelizmente, quase ninguém ouviu. Porquê? Bem, o Partido Social Democrata parece muito bom, nos seus vários níveis, em perder-se em conspirações internas, mesmo que se reflicta ou tenha influencia negativa nas urnas que valem, as urnas do país.
Felizmente para Portugal, parece que esse tempo ficou para trás. Esperemos que outra forma de fazer política, forma que Rui Rio defende desde sempre, seja posta em prática a nível local e regional e que as eleições sejam preparadas numa outra lógica que não a repetida nos últimos 45 anos.
 
A Venezuela também está no Alto Minho
 
Já são várias centenas de pessoas, principalmente no concelho de Arcos de Valdevez, que regressam ao Alto Minho vindos da Venezuela que trazem na bagagem pouco mais que a roupa. Alguns chegam depois de uma vida de trabalho e encontram na sua terra natal ou na dos seus antepassados o local de refúgio à ditadura da extrema esquerda que por lá se instalou.
Mas também por cá se vivem momentos dramáticos. Já pensou se aos 70 anos de idade se visse sem a sua reforma, a sua casa, o seu negócio e obrigado a voltar à terra de onde partira há 40 ou 50 anos sem nada nas mãos, com os seus filhos ou os seus netos?
É tempo da CIM Alto Minho olhar para este problema humanitário e em conjunto com os deputados do Alto Minho (independentemente dos partidos) fazer verdadeira pressão para que o Estado abra os olhos para este momento de extrema dificuldade que os nossos concidadãos estão a viver.  

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Artigo no jornal Cardeal Saraiva de 4 de Fevereiro de 2016

(Artigo publicado no jornal Cardeal Saraiva de 4 de Fevereiro de 2016)
Seria mais fácil…

Os meus amigos costumam dizer que tenho uma costela quixotesca por gostar de política e ainda para mais por me “manter” na política activa no concelho de Ponte de Lima. Vou-lhes respondendo que é algo que não consigo explicar, que é algo endémico, que não posso olhar para o lado quando vejo o meu concelho, o concelho dos meus (ascendentes e descendentes) ser conduzido como se tratasse de uma coutada.
Confesso que nem sempre é fácil, seria melhor estar calado, passaria mais despercebido, e por vezes até seria mais vantajoso. Poderia simplesmente resmungar no sofá quando lesse no Cardeal Saraiva uma qualquer notícia de como vão gastar mais 30% que o previsto no açude com trabalhos a mais, mas não consigo. É a nossa comunidade, nós vivemos aqui, não podemos deixar de participar, de ter consciência do que vai passando…
Realmente a culpa é da educação, das leituras e vivencias que tive e tenho. Penso que até será algo que vai “contaminando” os que vão estando ao meu lado. Talvez seja estranho, uma miúda de 9 anos, já ter ouvido/visto vários discursos de Martin Luther King, querer ouvir/ver no seu tablet o último discurso de Barack Obama em Selma, ou discutir com as suas colegas qual o melhor candidato às presidenciais. Para a minha filha isso é normal. Tal como para mim foi normal, com a sua idade, ter organizado uma caravana de bicicletas que, enfeitadas com bandeiras, com um rádio pendurado debitando uma cassete de slogans, percorreu o meu lugar a fazer campanha para a primeira maioria absoluta do PSD.
A democracia não é apenas para quem se diz imbuído dos valores de Abril. Os valores são valores, não são de Abril, da República ou da Monarquia. Li algures que a democracia é neste momento uma coisa de velhos. Nas eleições os votos que contam são os dos mais velhos, os mais novos, esses, preferem a abstenção. Mas o que levará as pessoas a não votarem? Talvez seja o facto de acharem que o seu voto não faz a diferença (são todos iguais, dizem), talvez porque lhes vendem, como se fosse verdade, que a política não vale a pena, que será, na melhor das hipóteses, para quem tem a tal costela quixotesca, para quem gosta de lutar contra moinhos de vento.     
Mas sabem que mais, vale a pena, e sim, o voto de cada um de nós faz a diferença. Em democracia a escolha é das pessoas, são os votos que decidem. Obama dizia que sim, nós podemos (mudar, crescer, melhorar, acreditar…), mas, caro leitor, não basta podermos, temos que querer. Está o leitor disposto a querer?

Eleições internas

O PSD Alto Minho foi a votos e o resultado foi expressivo, a liderança de Morais Vieira saiu reforçada tendo sido reeleito por um número expressivo de votos. Eduardo Teixeira, apesar de ter cerca de 186 votos de vantagem no distrito antes da contagem dos votos dos militantes dos Arcos de Valdevez, acabou por perder por 230 votos. Em Ponte de Lima os resultados foram claros, a lista de Teixeira obteve cerca de 129 votos e a de Morais Vieira 24.
Estou certo que os vencedores saberão por a sua vitória em prol da social-democracia e mais importante, ao serviço do Alto Minho e das suas populações.

Nota final

Soubemos há pouco da sua aposentação. Finalmente, depois de anos e anos ao serviço dos outros, a dona Dores vai poder ocupar o seu tempo com outras actividades. Todos os domingos os meus filhos perguntavam, “vamos comer uma natinha à dona Dores?”. Simpaticamente e pacientemente a dona Dores, da Havaneza, atendia os seus desejos de crianças. É um exemplo de trabalho e dedicação à casa que servia e em especial aos seus clientes. A história de casas como a Havaneza de Ponte de Lima faz-se assim, de pessoas que conhecem os gostos de gerações de clientes como se fossem os seus.    

quarta-feira, novembro 07, 2012

Artigo no Novo Panorama


Artigo publicado no Novo Panorama em 31-10-2012






Autárquicas 2013 - Já mexem

Aos poucos as eleições autárquicas de 2013 vão ganhando visibilidade. No final da passada semana a comunicação social dava conta do desentendimento entre as distritais do PSD e do CDS-PP de Viana do Castelo. O PSD Alto Minho veio afirmar que estariam a ser negociadas coligações em Melgaço e Viana do Castelo mas que, a existir listas conjuntas, o cabeça de lista deveria pertencer ao PSD. Com esta posição do PSD o líder do CDS-PP, Abel Baptista, escreveu nas redes sociais que desta forma deixava de existir condições para coligações. Resultado disto? O PSD garante que Daniel Campelo não irá liderar uma lista de coligação a Viana do Castelo, o CDS vê ruir o seu objectivo de tentar conquistar, à boleia do PSD, a Câmara da capital de distrito. Assim, por Viana do Castelo está confirmada a recandidatura do socialista José Maria Costa e, ao que tudo indica, a candidatura de Eduardo Teixeira pelo PSD, quem sabe com o apoio do CDS-PP concelhio, aparentemente posto de lado na badalada possibilidade Campelo.
Aqui por Ponte de Lima ainda reina a incerteza. No CDS-PP a recandidatura de Vítor Mendes é tomada como natural, aliás a concelhia local já lhe concedeu o apoio. Vítor Mendes diz que ainda não tomou uma decisão, mas é ele que preside à concelhia que declarou o apoio à sua recandidatura...
Já no PSD, com uma liderança consolidada, sufragada e escolhida pela grande maioria dos militantes tem a obrigação de, em breve, apresentar um candidato que consiga dar a volta ao desaire de 2009. Nas últimas autárquicas o PSD pagou muito caro os erros de uma escolha que se revelou politicamente fraca, má preparada e com um rumo errático. Perdeu uma oportunidade única, proporcionada pela retirada de Daniel Campelo, de se afirmar enquanto alternativa, obtendo o pior resultado de sempre.
No PS esperam-se os resultados das eleições internas que terão lugar em meados de Novembro. Os prazos estipulados nacionalmente vão aproximando-se e, embora, já sejam falados alguns nomes, o PS local dá o início do próximo ano como a data para a divulgação do cabeça de lista.
Existe ainda a vontade do vereador Filipe Viana em estar "presente". Pelo que se lê na comunicação social o vereador organizou um jantar na sua freguesia, Vitorino dos Piães, ao que parece, com alguma aceitação entre amigos e familiares. Será esta a oportunidade do núcleo do PSD de Vitorino dos Piães - Navió ter finalmente uma estratégia vencedora? Com a reforma administrativa as freguesias de Vitorino dos Piães  e Navió ficarão juntas, tendo em conta a disponibilidade cívica do vereador, o núcleo terá, aparentemente, um óptimo candidato à nova junta de freguesia.

Cultura

A CAL  –  Comunidade Artística Limiana inaugurou o seu novo espaço. Numa parceria com os Bombeiros Voluntário de Ponte de Lima, que em boa hora cedeu o espaço, este, dentro do antigo quartel dos Bombeiros, para além de dar outra dignidade a esta comunidade artística permite outros ensejos que a antiga sede, no mercado municipal, não permitia.
Será bom recordar que a CAL conseguiu marcar de forma profunda a vida cultural em Ponte de Lima, conseguindo, inclusive, ser uma espécie de factor de dinamismo para o próprio pelouro da cultura do município limiano.

segunda-feira, outubro 08, 2012

Artigo no Novo Panorama


Artigo publicado no Novo Panorama em 04-10-2012




 
Líderes, quais líderes?

São as mesmas caras que repetem os mesmos discursos, as mesmas desculpas, ano após ano, após ano. Chega uma altura em que é inevitável, de repente olha-se para eles e tem-se o pensamento, “ mas para que raio foram eles eleitos?”.
Vamos lendo os indicadores da região, vamos constatando a realidade da nossa comunidade, e é sempre a mesma triste e repetitiva realidade. A nossa região é considerada “deprimida”, constando quase sempre na cauda dos indicadores.
Seremos nós menos que os outros, seremos menos trabalhadores, menos honestos, menos empreendedores? Não! O povo minhoto sempre foi empreendedor, nunca se conformou, a história é testemunha disso. Então onde falhámos? Falhámos na escolha dos líderes. Temos presidentes de Câmara, partidos, protagonistas políticos que se vão perpetuando no poder por ser mais cómodo, por alheamento, por não nos comprometermos, porque gostamos das “vendas” que estes nos colocam. Ainda não percebermos que a participação de todos na política, nos problemas da comunidade, é a melhor forma de estes se resolverem.
Vejam o que está a acontecer com as portagens na A28. É um caso paradigmático de como os nossos líderes, os nossos eleitos, que até gostam de aparecer em jantares, em reuniões inócuas, em discussões com os seus umbigos, que gostam de partilhar connosco esses momentos nas redes sociais ou nas páginas oficiais dos órgãos a que presidem, quando chega a altura de enfrentarem os seus partidos, o governo, a “máquina central”, encolhem-se, olham para o lado e, como de costume, esperam que a fumaça passe.
As manifestações são legítimas, mas, mais que fazer manifestações, é preciso mudar, é preciso que os partidos percebam que os tempos são outros e ou mudam, ou desaparecem. São precisos novos líderes, novas formas de actuar, novas formas de ver a comunidade. Não podemos pactuar com aqueles que se servem da política, com aqueles que quando têm poder, por mais pequeno que seja, escolhem para depois serem escolhidos.
Que fazer? Não se esqueçam, para o ano temos uma oportunidade, para o ano há eleições!

Pergunta

Na passada reunião da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, os seus membros foram confrontados com uma proposta da Câmara Municipal de aquisição de dois prédios rústicos (46.000m²) localizados na freguesia de Arca, para instalação do Parque da Vila/Área de Lazer no valor de 690 mil €. Acresce que um dos terrenos está sujeito a um acórdão do Supremos Tribunal de Justiça que proíbe a realização de qualquer operação relacionada com edificações, obras de construção, obras de urbanização, loteamentos e trabalhos de remodelação dos mesmos, durante um período de 25 anos. Numa altura em que as dificuldades dos limianos, como as dos restantes portugueses aumentam, precisará Ponte de Lima gastar 690 mil euros em terrenos para construir um género de “mini parque da cidade”? Caro leitor, se fosse membro da Assembleia Municipal, como é que votaria?
Já agora, a proposta foi aprovada com os votos favoráveis da maioria…

segunda-feira, julho 16, 2012

Artigo no Novo Panorama

 NOTA: Publicado no dia 12 de Julho de 2012

Desencontros?

São cada vez mais as votações desencontradas dentro da maioria CDS-PP na Câmara Municipal de Ponte de Lima. Votações desencontradas e declarações de voto fortíssimas… Em Fevereiro último, o vice-presidente da Câmara, Gaspar Martins, votou contra uma proposta de aquisição de 200 exemplares de uma tese de doutoramento, declarando que votava contra "por considerar que não foi explicada a dualidade de critérios existente relativamente à aquisição de obras literárias". Esta proposta acabaria por ser aprovada por maioria.
Na passada reunião da Assembleia Municipal, questionei a decisão de compra de tão inusitado número de livros, o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Vitor Mendes, não explicou, preferindo afirmar que não passava de um subsídio que como outros foi proposto e democraticamente votado.
Tendo em conta as declarações do vice-presidente e a resposta ambígua do presidente da Câmara à Assembleia Municipal, a interpretação a que se chega é que o vereador da cultura, Franclim Sousa, já com vários anos no exercício destas funções, ainda não foi capaz de estipular critérios claros e inequívocos no que concerne aos apoios/aquisição de  "obras literárias". Em 2007, num artigo no jornal Alto Minho, escrevi que se deveria definir parâmetros e que estes deveriam ser públicos, de forma a não deixar lugar a ambiguidades. Sabemos hoje, através do vice-presidente da Câmara, que a decisão de apoio continua sujeita ao critério de sempre, a subjectividade…

Coesão?

Na recente votação, em reunião de Câmara, sobre a antecipação da vinda dos divertimentos das Feiras Novas, na qual o presidente e o vice-presidente votaram vencidos, na declaração de voto do vice-presidente lê-se o seguinte há meia dúzia de anos, a Câmara viu-se na obrigação de criar um Regulamento para de certo modo aligeirar a Comissão de Festas da pressão que era feita aos seus membros e com isso disciplinar e criar regras objectivas para esse fim que, diga-se, até hoje nunca foi conseguido”. Daqui depreende-se que, ou não se cumpre o regulamento, ou este é ineficaz, qualquer uma das escolhas é grave e deve ser rapidamente explicada e acima de tudo resolvida por quem deverá ter autoridade, o Presidente da Câmara.  

Inércia? 
No concelho de Ponte de Lima, nas zonas industriais, o cenário de 2007 é praticamente o mesmo que encontramos hoje, em 2012. Terrenos vazios… É verdade o que a Câmara Municipal diz sobre o IMT, este imposto realmente sobrevaloriza, em demasia, os prédios exclusivamente destinados à localização das empresas, o que significa um rude golpe na atractividade desses terrenos. Mas também não deixa de ser verdade que o problema não é de agora e não se prende apenas com o IMT. O problema reside, essencialmente, nas políticas de captação de empresas do Município de Ponte de Lima. Basta olhar para outros concelhos e verificar como estes, em menos anos, conseguiram que as suas zonas industriais fossem preenchidas. Comparativamente, falta dinâmica e proactividade na Câmara Municipal de Ponte de Lima.

segunda-feira, abril 09, 2012

Artigo no Novo Panorama


NOTA: Publicado no dia 5 de Abril de 2012

Os rumores eleitorais

Os rumores referentes às próximas eleições autárquicas começaram cedo. Manuel Fernandes, no programa da Rádio Ondas do Lima, Manhãs de Sábado, falou em rumores e boatos que davam como assunto fechado o candidato do PSD à Junta de Freguesia de Arcozelo e que não seria o actual presidente João Barreto.
Em 2009 foi, com muita honra e orgulho, o mandatário da candidatura de João Barreto e, se me fosse pedido, estaria pronto a desempenhar novamente essa função amanhã mesmo. A verdade é que, em 2009, o PSD conquistou ao PS a Junta de Freguesia de Arcozelo, liderando, desde então, de forma exemplar, a mais populosa freguesia do concelho de Ponte de Lima e só pode ter orgulho no trabalho realizado pelo presidente João Barreto.
Parece-me totalmente desnecessária e descabida a referência a boatos ou rumores quanto às intenções do PSD para Arcozelo. Não poderia ser de outra forma. Neste contexto, se as eleições fossem amanhã, João Barreto era o natural, e pretendido, cabeça de lista do PSD à Junta de Freguesia de Arcozelo.

O Caminho de Santiago

O nosso concelho foi notícia como sendo uma referência no Caminho de Santiago. Logo a seguir ao Porto, e junto com Lisboa, Braga e Chaves, Ponte de Lima é um dos locais preferidos para se iniciar a peregrinação a Compostela.
Tem sido um trabalho árduo, de vários voluntários, onde se destaca Ovídio Vieira, o responsável pelo Albergue de Peregrinos de Ponte de Lima, que transformou este espaço numa referência respeitada não só a nível nacional mas também a nível internacional.

Vazio  

Algumas pessoas, nas suas intervenções, gostam de fazer citações. Não sendo esta uma prática má, torna-se num verdadeiro problema quando citam um filósofo para de seguida citarem um estadista, para de seguida citarem um pensador… Confesso que estas pessoas, que não conseguem transmitir uma ideia sua e que precisam constantemente  de citar outros, me deixam agastado. Nunca sei ao certo se essas pessoas realmente leram os citados, se apenas fazem colecção de frases que acham bonitas ou se, por debaixo de tanta citação, existe alguma ideia saída do seu pensamento. Depois de as ouvir fica uma espécie de vazio.  
Mas existe um outro tipo de pessoa que consegue ser ainda mais incomodativo. São aqueles que, não tendo pensamento próprio, roubam ideias e textos de outros, misturam umas banais palavras suas, juntam mais um ou outro parágrafo “roubado” de outro lado qualquer, e apresentam-nas como sendo suas. Desprezo é o que estes merecem pelo seu embuste.  

quarta-feira, outubro 19, 2011

Artigo no Novo Panorama

Reforma administrativa 

Já muita tinta tem corrido por causa deste tema. A reforma administrativa vai mudar a geografia política e organizativa do país. Uma mudança profunda acarreta sempre receios e medos, mas, se pensarmos que, noutros tempos, outras reformas tão ou mais bruscas foram implementadas verificamos que o tempo acaba por apagar todos os receios que naturalmente estas situações provocam. Alguém ainda se lembra ou quereria voltar aos antigos concelhos? Quantos existiam e que passaram a fazer parte do concelho de Ponte de Lima? 
O que é necessário é um forte diálogo entre os diferentes actores, tendo sempre em mente a melhoria da articulação dos cidadãos com a administração. Mas esta reforma não se cinge, unicamente, à fusão de freguesias. A reforma vai mais longe e entra na própria organização política dos Municípios. Embora sem extinção ou agregação de concelhos, os executivos municipais vão sofrer uma mudança profunda. Serão constituídos por menos vereadores e o cabeça de lista mais votado para a Assembleia Municipal é que, por sua vez, os escolhe de entre dos eleitos da Assembleia. Uma mudança interessante que vai ao encontro da realidade.  

Eleições autárquicas 

Na passada semana, fez 2 anos sobre as eleições autárquicas de 2009. Dois anos depois, fazendo um balanço, verifica-se que a reforma de que se falou acima, no que concerne ao executivo municipal, é realmente imperativa.  

Democracia 

Todos, ou quase todos, aceitam e querem a democracia. Para muitos é importante “anunciar” os pergaminhos da luta, por vezes pseudo luta, pela democracia no antes do 25 de Abril. Por vezes, é penoso ouvir e ver ou ler esses mesmos “democratas” fazerem comentários a resultados eleitorais, na Europa ou mesmo nas regiões autónomas, criticando as populações por a escolha não ter sido a deles. Ou seja, para alguns a democracia é boa, desde que seja a das suas escolhas.  

Biblioteca Municipal 

Na passada reunião da Assembleia Municipal chamei à atenção do Presidente da Câmara para o facto da Biblioteca Municipal ter deixado de ser uma biblioteca municipal para se transformar num género de biblioteca central das bibliotecas escolares. Para muitos isso não será importante, mas todos nós contribuímos com os nossos impostos para os serviços municipais e a biblioteca deverá ter um papel preponderante na comunidade e, como tal, deixa-la apenas para as crianças ou adolescentes é infantilizar um serviço que deveria ser de todos. O leitor experimente visitar a biblioteca, escusa de levar o portátil porque lá, ao contrário de outros serviços municipais, não existe Internet sem fios, poderá verificar como a biblioteca há muito que deixou de ser o exemplo nacional de outrora para se transformar numa penosa sombra do que já foi.

sábado, agosto 20, 2011

Crónica na Rádio Ondas do Lima


O regozijo é enorme em Ponte de Lima. Fernando Pimenta tornou-se o primeiro limiano a qualificar-se para os Jogos Olímpicos. Para além de merecida, é justa esta participação quer pela enorme qualidade desportiva quer pela humildade que Fernando Pimenta tem demonstrado nestes anos de dedicação ao desporto. É um orgulho para todos os limianos ter um clube como o Náutico de Ponte de Lima pelos resultados colectivos e, acima de tudo, pelos atletas que forma. 
O último mês foi um mês de boas notícias. A Associação Concelhia das Feiras Novas deu conhecimento de que chegou a acordo com a Associação Portuguesa de Empresas de Diversões (APED) assumindo esta que "lamenta alguns comportamentos que possam ter sido adoptados por alguns empresários no decurso do procedimento de atribuição de lugares". Ainda bem que se chegou a acordo, pena é ainda não constar na página de Internet da APED o pedido de desculpa pelo comportamento intolerável que teve para com os limianos.
Depois da proposta inicial ter sido alterada pela Assembleia Municipal, foi aprovada a delimitação da área de reabilitação urbana de Ponte de Lima. Um documento importantíssimo para recuperação do centro histórico que agora passa a discussão pública. Também pelo centro urbano se iniciaram, finalmente, as obras do Hotel Largo da Além da Ponte, em Arcozelo. A Câmara Municipal tem vindo a adquirir e a reconverter alguns imóveis no bairro histórico de Além da Ponte. É algo que outros municípios também têm feito, o do Porto é exemplo disso, mas o caso limiano peca por todo o capital envolvido ser público. Seria bom que a Câmara Municipal começasse por esclarecer se pretende explorar ela própria o hotel ou concessioná-lo. Penso que neste e noutros projectos do género se deveria envolver e captar capitais privados.  
Mas o último mês ficou, também, marcado por actividade partidária. Miguel Pires da Silva foi eleito líder nacional da Juventude Popular, tornando-se o segundo alto-minhoto a ocupar a liderança nacional de uma juventude partidária, o primeiro foi Jorge Nuno Sá que liderou a Juventude Social-democrata entre 2002 e 2005.
Já nas eleições para a liderança do PSD de Ponte de Lima, e numa eleição com a participação de mais de dois terços dos militantes, Manuel Barros voltou a vencer, com mais de 60% dos votos, Filipe Viana. Os militantes disseram claramente que o PSD precisa de quem decida, de quem não tenha hesitações, de quem tenha ideias para o partido e acima de tudo para Ponte de Lima.
Finalmente, uma palavra sobre os milhões de jovens que participaram nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Madrid. Foram milhares os portugueses, onde se integraram centenas do Alto Minho. Este é o maior acontecimento da Igreja Católica, sendo um momento de partilha, de encontro e de paz para quem participa. O responsável português e director do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil é o padre Pablo Lima, pároco em Serreleis, Viana do Castelo, oriundo de uma família natural dos Arcos de Valdevez. 

quarta-feira, abril 13, 2011

Artigo n'O Povo do Lima

De novo eleições

Os partidos preparam as já marcadas eleições legislativas. Ponte de Lima é o segundo maior concelho do distrito de Viana do Castelo pelo que é estranho verificar como alguns partidos preferem apostar em pequenos concelhos, com fraca densidade demográfica e, portanto, com pouco “peso” eleitoral em detrimento do nosso concelho. Ponte de Lima merece mais. Talvez seja tempo de inverter esta tendência, será necessário que os responsáveis distritais desses partidos olhem para Ponte de Lima com a responsabilidade de escolher verdadeiros representantes do distrito. 

Mudar de rumo 

Mudança! Muitos estremecem ao ouvir esta palavra. Outros pensam como D. Fabrício, um aristocrata siciliano que Giuseppe Di Lampedusa imortalizou em Il Gattopardo, quando afirma “é preciso mudar tudo para que tudo fique na mesma”. Finalmente, ainda existem aqueles que associam mudança a oportunidade para melhorar. 
Sou conservador por natureza, mas curioso por vocação. A mudança para mim significa busca, não aprecio mudar aquilo que não é preciso mudar, aquilo que corre bem, mas aceito com naturalidade a mudança quando esta significa oportunidade de subir no patamar da qualidade. O O Povo do Lima encontra-se numa posição em que é preciso fazer escolhas. Pela sua dimensão, histórica e social, precisa “dar um salto” e enfrentar mais uma mudança. Talvez seja a mais profunda que alguma vez enfrentou, será, certamente, uma janela de oportunidade para levar o O Povo do Lima a ser ainda melhor.

Colaborar e participar 

Desde a minha maioridade que tento ter uma participação mais activa na comunidade. Muita dessa participação tem passado pela política partidária, pelas associações e, claro, pelos jornais e rádios regionais. Já tive também o prazer de colaborar com uma revista nacional num artigo sobre Daniel Campelo e Ponte de Lima. Tenho uma participação activa nas ferramentas da chamada Web social, sendo fundador do mais antigo blogue de e sobre Ponte de Lima ainda no activo, para além de outros espaços colaborativos na minha área académica e profissional. 
A minha colaboração com O Povo do Lima, pelo menos por agora, face à sua suspensão temporária, termina aqui. Continuarei, como sempre, nos outros locais, pautando-me pelo princípio da participação activa na minha comunidade. Aderi a este projecto ciente das suas dificuldades, cheguei a assumir responsabilidades editoriais como editor de política, tendo a oportunidade de ouvir e publicar as ideias, visões e intervenções dos vários partidos e protagonistas políticos em Ponte de Lima. 
A todos os que me têm seguido e lido, noutros jornais e nos últimos anos aqui n´O Povo do Lima, agradeço profundamente o tempo que despenderam a fazê-lo. A todos muito obrigado e até já, aqui ou noutro lugar…