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quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Artigo no Novo Panorama

NOTA: Publicado no dia 26 de Janeiro de 2012

Centro histórico

Este é um tema que, recorrentemente, abordo nos meus artigos. Bem sei que existem muitos outros problemas no nosso concelho, mas não deixa de ser verdade que o pólo de atracção, a referência, em Ponte de Lima como noutras localidades, é a sede de concelho e o seu centro histórico. 
No mês transacto, a Câmara Municipal noticiou uma reunião com os cidadãos a fim de apresentar um fundo para revitalização do centro histórico. Sendo uma boa notícia, pelas reacções, parece que novamente “a montanha pariu um rato”. O fundo, constituído por capitais públicos e privados, não está disponível para a recuperação de habitação. A única boa notícia sobre este fundo parece ser a que, com o recurso a ele, a Câmara Municipal poderá recuperar algumas valências. No entanto, o impedimento de recorrer a este fundo para revitalizar habitações torna-o ineficiente face as reais necessidades. Urge encontrar outro fundo, que, desta feita, promova o repovoamento do centro histórico ao recuperar casas para habitação.
Não sei se o leitor já parou para observar como a grande parte das velhas casas do centro histórico estão vazias de vida, vazias de pessoas. Talvez as únicas excepções a este cenário sejam mesmo o bairro da Além da Ponte (que assiste a um interessante movimento de novos habitantes), em Arcozelo e, talvez, a rua General Norton de Matos (o popularmente conhecido Pinheiro).
É preciso repensar o centro histórico, não só como espaço para actividades, culturais ou comerciais, mas como espaço de habitação. É preciso, tal como recentemente Guimarães o fez, recorrer à “mão de obra” local, formada, atenta, e promover a sua participação activa naquilo que poderá ser uma nova vida para o nosso centro histórico, para a nossa ancestral vila.
Não se pode é continuar com a actual situação confrangedora de verificar que às 19 horas, depois do fecho do comércio, o centro histórico entra numa espécie de letargia, ficando sem vida. 

BaToTas – desportos radicais

Por muitos conhecido como um clube de desportos novos, os chamados radicais, os BaToTas são um clube nascido no seio de um grupo de amigos apaixonados pelas bicicletas que, no início da “febre” destes velocípedes todo o terreno, resolveram associar-se. Desde os primeiros tempos, este clube tem organizado vários encontros, várias provas que fazem parte do roteiro do ciclismo nacional.
Desde o Downown urbano, à Descida do Sarrabulho, são vários os eventos que trazem a Ponte de Lima muitos amantes das bicicletas todo o terreno bem como muitos atletas de topo a nível nacional. Desde cedo, o próprio clube tem sido ninho de atletas que a nível individual ou integrados em clubes têm dado cartas nas diferentes modalidades dentro do ciclismo dito de “montanha”.
Já no próximo dia 5 de Fevereiro, uma vez mais, o BaToTas inova e, integrado na 4ª edição da Feira do Porco e das Delícias do Sarrabulho de Ponte de Lima, organiza a I Resistência Limiana. Um evento a seguir e, para quem gostar e aguentar, participar.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Artigo no Novo Panorama

Balanços 
No final do ano chegam os habituais balanços. Não resistindo também eu a esse hábito, deixo alguns dos protagonistas que, por Ponte de Lima, marcaram o ano de 2011... 

Pessoas 
Luís de Sousa Dantas – Recebeu, como corolário da sua dedicação literária, do seu contributo cultural para com Ponte de Lima, a medalha de mérito cultural. Num ano predestinado para o sucesso, acaba por ficar marcado pelo seu precoce desaparecimento. 
Fernando Pimenta – O melhor canoísta nacional da atualidade teve um ano, apesar das dificuldades, marcado por sucessivas vitórias nacionais e internacionais elevando, com orgulho, o nome de Ponte de Lima. Teve como “cereja no topo do bolo” a sua qualificação para os Jogos Olímpicos que se irão realizar em Londres, já no próximo ano. 

Política 
Manuel Barros – Renovou por mais de 2/3 dos votos dos militantes a liderança do PSD de Ponte de Lima. 
Miguel Pires da Silva – O vereador na Câmara Municipal de Ponte de Lima foi eleito líder nacional da Juventude Popular. 
Daniel Campelo – Deixou a liderança da Distrital do CDS de Viana do Castelo para assumir a função de Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural. 

Cultura 
Grupo DUPLAFACE – Este grupo, sozinho ou em parceria, marcou o ano cénico de Ponte de Lima. The 
Kanguru Project – 2011 foi o ano de consagração desta banda limiana. Se no ano transato quase tinham de pagar para actuar no festival de música que se realizou na EXPOLIMA, em 2011 foram selecionados para atuar no Festival de Música de Paredes de Coura. 

Desporto 
A AD Os Limianos – 2011 fica como o ano em que Os Limianos subiram ao Campeonato Nacional da 2ª Divisão B. 
Clube Náutico de Ponte de Lima – Os seus atletas são referências nacionais e internacionais na modalidade, tendo-se sagrado campeões a vários níveis, a título individual e coletivo. Pelo 5º ano consecutivo, o Clube Náutico de Ponte de Lima, sagrou-se Campeão Nacional de Clubes. 

Instituições 
Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima – Num investimento de 1,5 milhões de euros, os Bombeiros Voluntários viram o seu velho sonho de ter um novo quartel tornar-se realidade. 
Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima – Mesmo com a atual frágil conjuntura económica e o tardar dos apoios estatais, a Santa Casa da Misericórdia, conjuntamente com a Junta de Freguesia de Arcozelo e Câmara Municipal, avançou com o tão necessário Centro Comunitário, em Arcozelo. 

Novo ano 
Numa conjuntura difícil, onde a falta de valores se assume como pilar de uma crise profunda, a esperança deverá ser o nosso rumo. O ano novo será aquilo que nós procurarmos que ele seja. Nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Toronto (2002), tive a oportunidade de ouvir as seguintes palavras da boca do beato João Paulo II “Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens.". Esperança deverá ser a palavra sempre presente nos nossos corações durante o próximo ano de 2012. 
NOTA: Publicado no dia 28 de Dezembro

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Artigo no Novo Panorama


Afinal…

Muitas vezes duvidamos da influência e atuação dos membros da Assembleia Municipal, quer seja pela sua atividade quer seja pela pouca importância que a Câmara Municipal parece dar à sua intervenção.
Lendo o Orçamento e Opções do Plano para 2012 da Câmara Municipal de Ponte de Lima parece que afinal, talvez de forma subtil, não será tanto assim. A Câmara Municipal propõe-se criar, em 2012, um Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde indo assim ao encontro de uma proposta chumbada pelo CDS-PP na Assembleia Municipal em 2010. Se, por um lado, é positivo, por outro, levanta-se o lamento e os prejuízos do concelho e do sector vinícola por terem tido que esperar dois anos por este, digamos, incentivo.
O que não teve que esperar tanto foi a Biblioteca Municipal, depois de anos de desatenção, é com satisfação que vejo que o apelo feito por mim na última Assembleia Municipal teve eco logo no Orçamento e Opções do Plano de 2012. Depois de Orçamentos em que a Biblioteca ocupava pouco mais de um parágrafo, onde a limitavam a um género de biblioteca central das bibliotecas escolares do concelho, prevê-se para 2012 que a Biblioteca Municipal recupere o lugar de importância de outrora. A criação de uma página Web e o alargamento a outros públicos, com a Biblio Sénior e a Biblio Saúde, são exemplos disso.

31 anos

Fez na passada semana 31 anos da morte de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. No dia da sua morte, o meu pai, Alípio de Matos, encontrava-se numa ação política na freguesia de Sá. Os ventos do PREC, embora já tivessem passado, ainda se faziam notar e as pessoas ainda tinham uma legítima vontade de participar na vida política. Nessa noite, quando a notícia da morte do primeiro-ministro e do ministro da defesa foi divulgada, assisti, numa televisão a preto e branco a esse momento triste da história de Portugal. É impressionante como existem momentos da história coletiva que marcam mesmo uma criança pequena.
31 anos volvidos, são muitos os que gostam de os citar, muitos, que depois de escrever e proclamar um discurso, acabam com uma passagem dos seus pensamentos. Infelizmente, muitos desses que os citam fazem-no sem realmente os ler. 

Nota
Não posso deixar de desejar a todos os que me dão a honra de ler estas linhas um Santo e Feliz Natal. 

Publicado no dia 14 de Dezembro

quinta-feira, junho 02, 2011

Texto no Cardeal Saraiva

Ponte de Lima ficou mais pobre

Foi com grande consternação que recebi a notícia do falecimento de Luís Dantas. Conheci-o mais de perto quando me enviou algumas mensagens a propósito de textos por mim escritos sobre a necessidade de trazer de novo à memoria colectiva limiana os combatentes da nossa terra que participaram na I Guerra Mundial.
Não o conhecia pessoalmente e foi através de Alípio Matos, meu pai, que pela primeira vez falamos precisamente sobre os combatentes da I Guerra Mundial. Deu-me a conhecer a sua investigação para a publicação de um livro sobre o assunto. É graças a ele que Ponte de Lima se pode orgulhar por ter no seu espólio uma publicação que honra a entrega daqueles que deram a sua juventude, por vezes a sua vida, naquela que ficou para a memória colectiva como A Grande Guerra
Luís Dantas era reconhecido pela seriedade nas suas publicações, como escreveu um amigo comum, José Marinho Gomes, as suas publicações eram baseadas não em palpites ou interpretações dúbias, mas no rigor histórico dos documentos. Foram várias as suas publicações e todas elas, pela qualidade, contribuíram de uma forma inequívoca para o engrandecimento da cultura limiana. 
Luís Dantas foi uma pessoa humilde que falava de igual modo com todas as pessoas sem pretensiosismo, aliás, como é apanágio dos Grandes Homens. O desaparecimento precoce de Luís Dantas é inegavelmente uma grande perda para Ponte de Lima, para a cultura limiana, mas uma enorme e irreparável perda para a sua família e seus amigos mais chegados. A estes deixo uma palavra de profundo sentimento pela sua perda. Ficam os seus trabalhos, os seus livros, a sua investigação, a sua poesia mas, acima de tudo, fica o seu  exemplo.

Texto publicado no jornal Cardeal Saraiva a propósito do desaparecimento de Luís Dantas