Este ano, a Feira do Livro, que começou faz uma semana e acaba já neste domingo, é, em termos editoriais, das melhores. Com novidades e livros recentes a preços imbatíveis, consegue conjugar os “saldos” com os best-sellers da melhor forma. É verdade que a disposição poderia ser outra e que as novas tecnologias deveriam estar presentes, mas estes são pequenos pontos negativos que ficam subjugados aos positivos.
sexta-feira, agosto 03, 2007
Alto Minho artigo de 03-08-2007
Este ano, a Feira do Livro, que começou faz uma semana e acaba já neste domingo, é, em termos editoriais, das melhores. Com novidades e livros recentes a preços imbatíveis, consegue conjugar os “saldos” com os best-sellers da melhor forma. É verdade que a disposição poderia ser outra e que as novas tecnologias deveriam estar presentes, mas estes são pequenos pontos negativos que ficam subjugados aos positivos.
sexta-feira, julho 27, 2007
Alto Minho artigo de 27-07-2007
Na minha adolescência, fui federado em dois desportos, no basquetebol e na esgrima. No basquetebol aprendi muito, não só em termos desportivos mas também pessoais. O treinador que mais me marcou foi o actual líder do PS de Ponte de Lima, professor Jorge Silva. Aprendemos muito com ele. O clube era a Escola Desportiva Limiana. Passadas quase duas décadas, fui abordado por algumas pessoas que me convidaram para dedicar algum do meu tempo à EDL tal como outras o fizeram antes para que eu pudesse ocupar os meus tempos livres de uma forma saudável, no meu caso treinando e jogando basquetebol. Como é óbvio acedi ao convite.
Por achar esta atitude natural, não consigo perceber a razão do embaraço que esta causa em alguns e que faz com que de tempos a tempos estes gostem de insinuar tratar-se de um “assalto” orquestrado, de um qualquer estratagema de progressão social ou algo semelhante. Percebo ainda menos porque não lhes conheço nenhuma participação associativa, nenhuma participação activa na comunidade além de uma recente queda partidária.
Acredito que Ponte de Lima será tanto mais forte quanto mais forte for o seu associativismo. O desportivo, o comercial, o social, o cultural. A comunidade deve ser activa, participativa. O associativismo, nas suas muitas componentes, é reflexo dessa capacidade participativa bem como da pujança de uma comunidade, de uma região.
Acredito no sentido de comunidade. Acredito que é nosso dever contribuir e não apenas receber. Talvez seja da minha formação, não sei.
Um sacerdote, que muito prezo, padre Agostinho, dirigiu-me a seguinte frase aquando da minha entrada para o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil, “este é um trabalho no qual só vemos os frutos depois de há muito termos saído”. É assim que eu vejo a participação na comunidade, uma participação aberta a todos, onde se trabalha sem esperar outro retorno se não o da satisfação pessoal em contribuir para a comunidade da qual fazemos parte.
sexta-feira, julho 20, 2007
Alto Minho artigo de 20-07-2007
Se nos últimos anos nada se passava no campo cultural a não ser uns pontuais eventos, Ponte de Lima é, este ano, palco de diversas actividades culturais. Os vários gostos são contemplados com diferentes actividades que se sucedem a um ritmo quase frenético. Praticamente de quinze em quinze dias os limianos são contemplados com uma actividade apoiada pelo pelouro da cultura da Câmara Municipal de Ponte de Lima ou da sua iniciativa.
Actualmente é o Festival de Ópera, mas no princípio de Agosto, teremos um fim-de-semana dedicado à música popular com os cantores mais conhecidos da área a actuar por terras limianas. Também este ano foi inaugurada a Casa da Música, pese embora já com várias e públicas críticas face aos seus utilizadores nocturnos, e o Arquivo Municipal inaugurou o seu espaço web, muito bom, onde se disponibilizam vários serviços on-line. Ainda este Verão se realizará a feira do livro, que se deseja sem a tenda que lhe serviu de “palco” na última edição.
Realmente o pelouro da cultura este ano parece não ter mãos a medir. Mas será que toda esta actividade cultural é consequente e terá repercussões no futuro ou não passará de apenas um ano extraordinário? Esperemos que seja um começo de uma nova atitude cultural. Que não seja apenas o “circo” para divertir ou tentar distrair os limianos que já sentem, no dia a dia, os resultados das más políticas em áreas tão diversas como a economia, a habitação, o emprego.
Em Ponte de Lima este é sem duvida um ano excepcional em actividades culturais, algumas até poderão ser criticáveis, mas é notório um esforço face ao que tivemos no passado. Esperemos que depois deste ano o futuro não seja igual ao passado.
sexta-feira, julho 13, 2007
Alto Minho artigo de 13-07-2007
Todos ainda se devem recordar que as águas do rio Lima, junto ao Arnado, em Arcozelo, passaram a época balnear anterior sempre interditas. Isto precisamente no local onde outrora a Câmara Municipal tinha investido em infra-estruturas para alcançar o galardão da bandeira azul. Um objectivo que foi cumprido, pois Ponte de Lima foi das primeiras localidades, se não até a primeira, a ostentar uma praia fluvial com bandeira azul. Esta conquista foi apresentada como um troféu. Realmente era algo de que nos orgulhávamos. Era apresentado como um exemplo das boas políticas da já Câmara liderada por Campelo. Mas eis que na última Assembleia Municipal, interpelado sobre o problema da má qualidade actual das águas, Daniel Campelo veio dizer que o Arnado, e a outra praia, a de D. Ana, já não eram praias fluviais oficialmente há mais de 2 anos… E isto parece sossega-lo. Pois não devia. Por um lado porque representa o falhanço da sua política, o esbanjamento de dinheiro público sem qualquer planeamento. Digamos que uma espécie de vaidade momentânea para “inglês ver”. Por outro lado, parece não se preocupar que milhares de pessoas, limianas e visitantes, se continuem a banhar em águas conspurcadas, como se nada fosse, apenas porque o projecto das praias fluviais já não é uma prioridade.
A outra citação é sobre as zonas industriais. Campelo vem dizer que pessoalmente concorda com a política da VALIMAR em apostar em pequenos pólos industriais em detrimento dos grandes. Ora se assim é, porque avançou para a construção do da Gemieira? Como um dos principais responsáveis da VALIMAR não se terá dado conta da “tendência” quando decidiu avançar com a construção daquela zona industrial? Mais uma vez Ponte de Lima escolheu o caminho errado. Agora que a VALIMAR parece estar ferida de morte é fácil imputar-lhe todas as responsabilidades, mesmo as que lhe são alheias.
sexta-feira, julho 06, 2007
Alto Minho artigo de 06-07-2007
No passado fim-de-semana, realizou-se a 1º Feira do cavalo de Ponte de Lima. Um evento interessante, organizado pela Associação Empresarial de Ponte de Lima com o apoio da Câmara Municipal, com bons espectáculos hípicos onde se puderam vislumbrar alguns exemplares equinos bastante interessantes. Pena foi a má ligação do espaço, aliás óptimo para este tipo de certames, (finalmente parece ter-se encontrado o tipo de eventos apropriado para a EXPOLIMA), com o centro urbano. Como escreveu João Carlos Gonçalves, no seu blog, a Alameda de S. João poderia ser aproveitada para essa ligação, não com diversões mas com stands de artesanato e de outros produtos regionais. Notou-se, ainda, a falta de visibilidade dos nossos criadores, talvez sejam poucos, mas mesmo esses parecem ter ficado um pouco ofuscados. Para o próximo ano certamente alguns dos pontos menos positivos, normais para quem começa, serão rectificados.
Também no último fim-de-semana, concretamente no sábado, reuniu-se a Assembleia Municipal de Ponte de Lima. Aqui o balanço já não é tão positivo. O Presidente da Assembleia, depois de ter, e bem, incluído na ordem de trabalhos a discussão do trabalho inter-partidário, levado a cabo pela Assembleia de Freguesia de Ponte de Lima, acerca da situação do comercio limiano, não permitiu que a Assembleia de Municipal formasse um grupo de trabalho para estudar esse mesmo assunto. É lamentável, porque a criação de grupos de trabalho, a divulgação dos seus actos e conclusões dariam maior visibilidade e importância a um órgão que parece, infelizmente, cada vez mais politicamente insignificante no nosso concelho.
Os partidos da oposição, PSD, PS e CDU, estiveram de acordo relativamente à necessidade da Assembleia se debruçar sobre a situação do comércio local. O CDS, maioritário, não consentiu. Será que há algo a esconder? É que a verdade da gravidade da situação já não pode ser escondida, é um facto. Será para proteger o executivo Municipal e as suas políticas económicas? Não vale a pena, pois estão à vista de todos os resultados destas. Será este um problema que diz respeito apenas à freguesia de Ponte de Lima? Pensar assim é não conhecer o concelho limiano e a sua realidade.
sexta-feira, junho 29, 2007
Alto Minho artigo de 29-06-2007
É recorrente ouvir o Presidente da Câmara de Ponte de Lima, bem como alguns dos seus vereadores, afirmar que as suas acções falam por eles, enquanto os outros, os que criticam, claro, são só conversa. Dando mais ênfase, diria que não têm pejo em usar o ditado “palavras leva-as o vento”. Não sei se as referidas acções serão a IKEA, a fábrica de sapatos de Fornelos, ou a COBRA? Exemplos dessa acção não faltam…
Outro dos “argumentos” é o do mau limianismo dos que criticam o Executivo Municipal. Não sei se com o leitor acontece o mesmo, mas tais acções e tais argumentos reporta-me a França. Será que o executivo se pensa o rei sol francês que dizia “je sui le état et le état c’est moi” (eu sou o estado e o estado sou eu)? Todos sabemos onde isso levou… O poder por vezes faz perder a cabeça.
Estes são os argumentos constantemente usados pelo Executivo Municipal. Ao invés de acarinhar e tirar algumas ilações, tenta desacreditar. É o que ainda hoje acontece, veja-se a sua reacção relativamente ao recente trabalho levado a cabo pela Assembleia de Freguesia de Ponte de Lima sobre a situação do comércio local. O trabalho, não sendo, nem pretendendo ser, científico, coloca o dedo na ferida e levanta alguns problemas que se ouvem um pouco por todo o comércio limiano. Mas o trabalho não fica pela observação, faz também propostas. Neste campo e, por exemplo, no que concerne às Feiras Novas, o trabalho acha desvantajoso o prolongamento dos vendedores ambulantes além do período das festas. Este é um problema com uma origem simples, a opção política de licenciar ou não estes vendedores ambulantes parte da Câmara Municipal. Já agora, parece-me que a proposta do grupo de trabalho está um pouco aquém da interpretação do vereador da cultura que anunciava, à revelia da apresentação do cartaz das Feiras Novas, que este trabalho apontava o fim das mesmas.
Percebo o nervosismo do executivo, percebo por que é partilhado pela Associação Empresarial. É já impossível esconder a verdade porque ela está cada vez mais presente na vida dos limianos. Quantos milhões já se perderam, nos últimos anos em Ponte de Lima, no comércio, na indústria na agricultura? Não se pode continuar a fechar os olhos a este facto. Por mais “circo” que promovam, chega uma altura em que este não suplanta a falta de “pão”.
sexta-feira, junho 22, 2007
Alto Minho artigo de 22-06-2007
Não percebo o medo que o executivo Municipal de Ponte de Lima tem em disponibilizar a informação aos munícipes. Não estou a falar de informação sobre festas, não, falo da informação resultante da actividade política. A Câmara Municipal é um órgão político cujas decisões se repercutirão inevitavelmente nas nossas vidas. Assim sendo, não se pode compreender, por exemplo, o porquê da não disponibilização on-line das actas das reuniões de Câmara bem como das da Assembleia Municipal.
Bem sei que já por várias vezes falei do assunto e posso afiançar ao leitor que a própria oposição já levantou o em reunião do executivo, mas o resultado é o de sempre, o silêncio. Silêncio estranho, porque, normalmente, os municípios gostam de publicitar a sua acção. Terá o executivo limiano algo a esconder dos munícipes? Não me parece. Nesta atitude apenas vejo duas coisas; desrespeito para com os eleitores e inércia. Desrespeito porque não bastam as declarações do vice-presidente da Câmara ou dos vereadores da oposição, não, os eleitores têm direito a saber, sem intermediários, o que lá se passa. Inércia porque se escudam no projecto VALIMAR Digital (pelo menos desde 2005 que ouvimos a desculpa) e nada fazem para colmatar a lacuna, enquanto a aplicação do projecto da VALIMAR não chega aos sítios web dos municípios.
O secretismo e controlo da informação, que actualmente envolve a Câmara Municipal de Ponte de Lima, chegaram ao ponto de descontinuar o próprio Boletim Municipal. Bem sei que este geralmente tem um só objectivo, digamos que é o de abrilhantar a imagem política da Câmara. Mas, não tem que ser assim, poderá ser um bom veículo de transmissão de informação entre o município e o munícipe, com notícias sobre o concelho, avisos e tantas outras informações pertinentes.
Fica o desafio ao executivo, que não tenha medo de abrir as portas da informação aos eleitores, às pessoas que nele depositaram a sua confiança ao elege-lo.
sexta-feira, junho 15, 2007
Alto Minho artigo de 15-06-2007
Imigração, eis a “nova” saída que muitos limianos encontram para a sua situação profissional. É preocupante a quantidade de limianos, que ou saíram do país para trabalharem ou semanalmente enfrentam a estrada rumo às construções na vizinha Galiza.
Os níveis de imigração aproximam-se, cada vez mais, dos dos anos 60/70. Se é verdade que a conjuntura no país não é das mais favoráveis, também não é menos certo que o concelho de Ponte de Lima não se soube preparar para a realidade actual.
A aposta única numa falsa ruralidade, num turismo de massas, improdutivo e eunuco, disfarçado de qualidade está a ter as consequências que os limianos vivem no seu dia a dia. Ainda se lembram das promessas do “queijo limiano” e do que supostamente estava em causa? Da nova fábrica abastecida pelo leite produzido em Ponte de Lima? A verdade é que nada disso se concretizou, os postos do leite desapareceram um atrás dos outros e da fábrica do queijo “genuinamente limiano” nem sinal. A situação periclitante da Adega Cooperativa agravada com os constantes avanços e recuos na construção de uma nova Adega, a compra de um terreno protegido, a inoperância da Câmara em desbloquear o problema. Que será dos pequenos produtores que tinham na produção vinícola um complemento do orçamento familiar?
Veja-se a actual dependência da economia limiana do dinâmico sector de extracção e transformação de pedra. Diz-nos a prudência que num casal é contraproducente os seus dois membros trabalharem na mesma empresa, porque, caso esta venha a fechar, ficam os dois sem emprego. Ora, nos tempos que correm, a dependência, quase total, de um sector é um erro que se pode pagar caro no futuro.
A Câmara Municipal e a Associação Empresarial deveriam unir-se, não só na produção de cartazes e realização de eventos, mas, e acima de tudo na criação de novos empregos. Por que não unirem-se na criação de uma incubadora de micro-empresas em colaboração próxima com as universidades/institutos politécnicos bem como com as escolas profissionais? Bem sei que outros concelhos já o fizeram antes, Arcos de Valdevez ou Vila Verde, por exemplo, mas penso que Ponte de Lima ainda vai a tempo de promover a iniciativa privada e a criação do próprio emprego. Muitos poderão ironicamente dizer “pois, pois”, mas o certo é que o rumo actual tem que ser mudado. Voltar a falar de imigração nos moldes do século passado não faz sentido, se não for por aqui que seja por ali, mas mude-se o rumo…
sexta-feira, junho 08, 2007
Alto Minho artigo de 08-06-2007
O Parque Florestal da Quinta de Pentieiros foi apresentado no dia mundial do ambiente como um exemplo de recuperação de uma zona destruída pelo fogo. Segundo a comunicação social, três dos cinco hectares ardidos já estão reflorestados. O projecto irá estender-se até 2008 garantindo o vereador do Ambiente, Vitor Mendes, que esta intervenção reflecte uma nova forma de olhar a floresta.
Também o Presidente da Câmara explicou este projecto na Antena 1, aproveitando a nova capacidade comunicacional do município, dando conta das parcerias com empresas privadas.
É positivo o motivo e o método. O Município deve dar exemplo na área ambiental e as parcerias com os privados são bem vindas. O Presidente da Câmara tem razão quando afirma que se deveria incentivar mais os privados a participarem em projectos análogos a este.
Mas como parece que a política ambiental é uma prioridade, não se percebe como Ponte de Lima voltou as costas ao rio Lima. Não falo das suas margens, mas do próprio rio. Longos verões de muitas gerações de limianos foram passados nos areais e nas águas do rio Lima. Agora, as novas gerações, não tem areais e as águas estão poluídas.
As praias do Arnado, esta outrora detentora de bandeira azul, e de D. Ana estão novamente interditas temporariamente pelo Delegado Regional de Saúde. No ano anterior,
sexta-feira, junho 01, 2007
Alto Minho artigo de 01-06-2007
O acto de mudar tem sempre um lado de corte, de rompimento. Por isso é que custa e o esforço inerente pode ser motivo para limitar ou mesmo aniquilar a mudança. Não, para desilusão de alguns leitores, hoje não vou escrever acerca da necessidade de mudar as políticas económicas, sociais, culturais do concelho limiano, não. Vou falar de uma que me tem assolado, nos últimos dias, o espírito, a mente e sobretudo o corpo. A mudança de casa.
É na mudança de casa que nos apercebemos da quantidade de objectos, livros, dvd’s, fotografias, revistas, etc que já lemos ou vimos ou que fizemos intenção de o vir a fazer e que vamos acumulando ao longo da nossa vida. É interessante verificar que a casa de onde saímos não é assim tão pequena como ultimamente nos parecia, apenas estava mais, digamos, recheada…
Nas minhas mudanças “encontrei” alguns livros que li, faz já algum tempo, e que se encontravam arrumados na “biblioteca” da memória. Foi com um deles que me apercebi que talvez fosse importante conhecer as memórias de algumas figuras da nossa vida pública, seriam, certamente, um bom contributo para nos ajudarem a perceber o presente. Assim estes tivessem vontade… Ao passar os olhos pelo livro “A Casa da Barca”, uma publicação apoiada pelo município de Ponte da Barca, tendo ainda como presidente Cabral de Oliveira, apercebemo-nos das vidas que constituem a nossa comunidade e que, por vezes, nem nos damos conta de quanto são importantes para a construção da identidade de todos nós.
Mas mudar de casa é também separarmo-nos de memórias. Confesso que isso me custa, talvez seja a minha costela conservadora, não sei. O que sei é que me angustia ver casas mortas, onde memórias pululam em cada uma das divisões, mas que não impedem que estas, sem vida, se transformem num amontoado de pedras quase sem significado.
Resolvi, contrariando todos os indicadores, voltar ao centro histórico, sem lugar para estacionar o automóvel, sem poder mexer uma caixilharia, mas na esperança que esta situação seja reversível e que o centro histórico volte a ter vida.
quinta-feira, maio 24, 2007
Alto Minho artigo de 24-05-2007
É inegável que algo de errado se passa na política económica de Ponte de Lima. Segundo o INE, em Ponte de Lima, a taxa de desemprego, em 1991, era de 4,6%. Passados dez anos, em
A falta de uma política económica, de um plano económico para o concelho é evidente. É estranho, por exemplo, verificar que concelhos vizinhos têm tirado partido dos acessos que servem o concelho limiano e que este não consiga capitalizar esses mesmos acessos em prol do seu desenvolvimento económico.
Campelo, em década e meia que leva na liderança do Município, não foi capaz de encontrar políticas capazes de dinamizar a economia limiana. Este é, aliás, um dos calcanhares de Aquiles do executivo Campelo. Só uma economia dinâmica cria emprego, infelizmente não é o caso da limiana.
Estes números são o reflexo das dificuldades que as empresas limianas estão a passar. Mas a culpa não é apenas da falta de reacção e iniciativa do Município limiano, a Associação Empresarial também tem a sua quota-parte de responsabilidade. Onde está a reabilitação do comércio, onde está a formação dos empresários? A necessidade de mudança de mentalidade deveria ser uma prioridade, mas será que é? Estarão os comerciantes limianos preparados para a nova realidade, já prevista há tantos anos, da concorrência dos grandes grupos de distribuição? Terá sido o proteccionismo, ao invés de uma gradual abertura, uma boa escolha no que concerne à fixação de médias superfícies comerciais, que agora abrem por todo o lado?
É urgente revitalizar o comércio limiano, mas, isso só será possível com a indispensável e real colaboração do município limiano com a Associação Empresarial de Ponte de Lima.
quinta-feira, maio 17, 2007
Alto Minho artigo de 17-05-2007
A Vida política portuguesa parece condenada a viver em círculos. Depois do aborto, de novo a regionalização. Muitos têm vindo a público em sua defesa, uns defendendo um referendo, outros a iniciativa parlamentar.
No nosso distrito já quase todos os autarcas se manifestaram a favor da regionalização, um bom barómetro, por ventura, da opinião pública. Não deixam, no entanto, de serem curiosas estas tomadas de posição. Um dos aspectos interessantes é verificar que esses mesmos responsáveis autárquicos têm liderado o distrito ao longo de já vários anos, alguns décadas. Com a excepção de Júlia Paula, eleita presidente da Câmara de Caminha no mandato anterior, e Vassalo Abreu, eleito presidente da Câmara de Ponte da Barca neste mandato, todos os outros já são como que “dinossauros” autárquicos no Alto Minho. Não se compreende por que é que esses defensores, actuais ou não, da regionalização não conseguiram entender-se de forma a criar uma só região no Alto Minho. Este facto não os impediu de defender, nos meios de comunicação social, a fusão dos dois vales, no entanto isso nunca se veio a verificar, adivinhem por culpa de quem… Já agora, como está o processo de fusão das regiões de turismo do Alto Minho com a do distrito de Braga?
Outro aspecto interessante é o de não existir, aparentemente, igual interesse por algo que carece de reforma urgente, a própria administração local. O modelo eleitoral actual está falido. O sistema de autarquias repartidas caducou e já não serve os interesses dos munícipes. A Assembleia Municipal está, na prática, esvaziada de poderes, os Presidentes da Junta como que cumprem um pró-forma, encontrando-se geralmente economicamente reféns do Executivo Municipal, os próprios vereadores da oposição executam uma tarefa no mínimo ingrata. É necessário criar um modelo, do género do que é usado na formação do governo central, onde se elegeria a Assembleia Municipal, de onde sairia o Executivo Municipal oriundo do partido, ou coligação mais votado, aumentando, ao mesmo tempo, os poderes fiscalizadores da Assembleia Municipal. Os Presidentes da Junta formariam um órgão consultivo independente.
O que deveria estar em cima da mesa, era essa reforma, essa sim, verdadeiramente necessária. Não quero com isto dizer que não se necessite da regionalização, mas por quê criar novos problemas quando os velhos ainda se encontram por resolver?
Esperemos que a regionalização não seja apenas um pretexto para alimentar quaisquer interesses partidários.
quinta-feira, maio 10, 2007
Alto Minho artigo de 10-05-2007
Em democracia com o voto delegamos a administração do bem público nas pessoas que achamos mais competentes para o administrar. Essa pessoa passa a ter a responsabilidade de governar a "propriedade de todos" em função de todos.
É deveras salutar verificar que a "saúde" financeira do Município de Ponte de Lima é boa. É aliás, ao que parece, um exemplo para outros municípios, para a maioria, atrevia-me a dizer. Daniel Campelo tem conseguido que essa "saúde" se mantenha ao longo dos anos. Mas se a "saúde" é de louvar já não o é o facto de ela não ter consequências na vida dos limianos. A colecta de impostos excedeu as expectativas da própria Câmara, mas não tem aparente reflexo e não se prevê nenhuma redução significativa nas taxas aplicadas. Já vão longe os dias de campanha…
É verdade que a Câmara Municipal goza de boa "saúde" financeira, mas, em contra partida, a indústria é uma miragem em Ponte de Lima e o comércio definha, o grande motor económico, a construção civil, está neste momento a passar momentos de crise e não se prevêem melhorias para breve. O líder do maior partido da oposição, João Barreto, chamou a atenção para o facto de as Juntas de Freguesia receberem no seu todo praticamente o equivalente ao que o Município gasta em jardins, este facto diz muito sobre o que está no topo das preocupações do executivo municipal.
Diz a Doutrina Social da Igreja, que alguns gostam muito de apelar sem a ler, que a finalidade das instituições políticas é tornar acessíveis às pessoas os bens necessários – materiais, culturais, morais, espirituais. Seria bom que a "saúde" financeira do Município, que é de todos, fosse canalizada realmente para todos.
quinta-feira, maio 03, 2007
Alto Minho artigo de 03-05-2007
Nesta última sessão falou-se muito no período antes da ordem do dia, mas na altura da discussão das Contas e Gerência, como quase sempre em casos similares, apesar do esforço da oposição, pouco ou nada se discutiu. Afinal de contas o sentido de voto já estava traçado…
Como não poderia deixar de ser, o tema dos cartazes foi abordado. Crítica da oposição respondida com o silêncio do resto da Assembleia. Mas Campelo neste assunto não tem dúvidas, (em qual é que terá?). Segundo o próprio, a maioria gostou dos cartazes, não tivesse ele recebido 17 mensagens, estando apenas uma delas em desacordo…
As críticas, na análise do edil, apenas vêm de pessoas com camisola partidária, as mesmas que apenas falam, pois então, porque ele, Campelo, trabalha. Mas também… sempre são 14 anos…. E, é claro que as 16 pessoas que lhe escreveram são livres e sem rótulos partidárias, é bom de ver.
O Presidente da Câmara acha que já não se vai lá com campanhas de sensibilização, mas com campanhas de “choque”, essas sim é que produzem resultados. Podemos nós, limianos, estar sossegados, dentro em breve Campelo fará, com certeza, o favor de nos dar a conhecer os números, calculados, claro, dos efeitos que os cartazes de “choque” causaram.
Mas na Assembleia Municipal, para além de se debater, por exemplo, os inesperados resultados da cobrança de impostos, que ultrapassaram em quase 60% o previsto pela Câmara Municipal, (com tanto dinheiro será que nós, os limianos, iremos ter direito a um desafogo da carga fiscal?), também se teve tempo para discutir filosofia. A oposição citou Freud, a que o Presidente da Câmara respondeu afirmando a sua preferência por, entre outros, S. Tomás de Aquino, uma boa escolha, diria eu. Mas já que ficamos a conhecer alguns dos gostos filosóficos do Presidente da Câmara não posso deixar de citar um dos meus preferidos, padre António Vieira. Este disse “O primeiro remédio é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba…”. Talvez não fosse mau alguns políticos terem isto em mente.
sexta-feira, abril 27, 2007
Alto Minho artigo 27-04-2007
O fim-de-semana passado foi um bom exemplo do que se pode fazer no campo da animação na vila limiana. O folclore tomou conta das ruas da vila de Ponte de Lima e as bandas de música do Largo de Camões, que antes tinha sido ocupado pelos Zés Pereiras. Claro que este tipo de animação não pode ser feita todos os fins-de-semana - pese embora os “feirões” aos domingos de manhã, animados pelos grupos folclóricos, ajudarem à animação da sede do concelho limiano- pois poder-se-ia cair no erro da banalização. Mas talvez não fosse mau de todo que este ou outro tipo de animação, algum mais vocacionado para os jovens, ocorresse uma vez por mês.
Também positiva foi a opção da Câmara Municipal em celebrar o dia mundial da leitura no dia 23 de Abril em conjunto como IPLB inaugurando algumas bibliotecas escolares. Talvez fosse interessante o pelouro responsável pela cultura planear a edificação de uma nova Biblioteca Municipal. Como qualquer pessoa pode verificar, e tantas vezes já se chamou a atenção, a actual já não cumpre os seus objectivos. Bem sei que a questão financeira tem um grande peso, mas é preciso que a vontade política exista, e se esta existe por que não começar por modificar a presença web da BM. A Biblioteca é muito mais que um catálogo, é muito mais que um depósito, deverá ser um ponto de referência para a comunidade e a página na Internet, hoje e cada vez mais, deverá reflectir isso mesmo. Infelizmente a actual é um pouco o reflexo de uma política de não aposta numa Biblioteca que já foi exemplo para as outras.
Mas o fim-de-semana passado foi também o da resolução da “guerra nacional” do CDS-PP. Esta “guerra”, que terminou com a vitória de Portas, entre outras coisas, deixou a descoberto a fragilidade de Campelo. Apesar de Ribeiro e Castro ter ganho em Ponte de Lima, único concelho do distrito de Viana onde isso sucedeu, a votação ficou muito aquém do esperado, nem sequer 50% dos militantes votaram, sendo que Castro obteve 145 votos e Portas 94. No distrito, Castro obteve 179 e Portas 162 o que demonstra que o discurso redutor e mediatista de Campelo, à excepção de Ponte de Lima, onde ainda tem algum peso, já não cola. Daniel Campelo parece já ser considerado uma peça do passado para o CDS alto-minhoto. Abel Baptista pode estar sossegado, a liderança da distrital não parece estar ameaçada.
Campelo parece falar e agir no Município para o passado. Por vezes até poderá falar de futuro, mas, mais que falar do futuro, é necessário falar do destino e esse parece ser uma grande incógnita para Campelo.
sexta-feira, abril 20, 2007
Alto Minho artigo 20-04-2007
No site da autarquia limiana podemos encontrar a seguinte frase “todas as campanhas em prol da recolha selectiva do lixo, da reciclagem, da reutilização de materiais, nunca serão demais para que um programa de educação ambiental produza os seus frutos no mais breve espaço de tempo. Sabemos que muitas dessas campanhas têm tido um êxito assinalável (…)”. É verdade que o texto não é actualizado desde 2001, (fruto, certamente, da inexistência de uma política municipal de informação), em todo o caso, face às mais recentes declarações do Presidente da Câmara de Ponte de Lima, depreende-se que, neste campo, as prioridades do município já são outras. Sensibilização para a reciclagem e para a reutilização de materiais parece ser coisa do passado, agora entramos na época do “choque”.
Mas quais são na verdade os objectivos desta nova campanha de “choque”? Será que não é para preparar os limianos para um novo imposto desta feita sobre o lixo?
Um objectivo que parece evidente é o de tentar voltar os holofotes da comunicação social nacional novamente para Campelo. Aí sim, ninguém tem dúvidas sobre os resultados desta campanha. Em tempos de eleições internas para o partido de Campelo, o CDS, nada melhor que dar “isco” para a comunicação social “picar”.
Mas a campanha chama a atenção para o problema do lixo. Um problema onde por norma, como li algures num blog, todos temos a tendência para pensar que “os outros” é que não se sabem comportar, que “os outros” é que não têm cultura ambiental. A verdade é que é preciso implementar mais ecopontos pelo concelho, é preciso que o município não se fique pelo “choque”, é preciso mais e melhor informação do município para os seus munícipes.
Mas a semana passada chegou com mais uma “ideia de choque”. O Presidente da Câmara aludiu para a possibilidade de no próximo dia do ambiente colocar cerca de 30 toneladas de lixo no Largo de Camões, bem no centro da vila de Ponte de Lima, como forma de sensibilização. O meu primeiro pensamento foi para os comerciantes, certamente iriam “gostar imenso” de colaborar nessa campanha… Os cartazes da “campanha de choque” dizem "Em Ponte de Lima, seja limpo ou vá-se embora". Tem a certeza que quer despejar 30 toneladas de lixo na sede do concelho, senhor presidente?
terça-feira, abril 17, 2007
Alto Minho artigo 17-04-2007
Ciclicamente a indústria do cinema prenda-nos com os chamados “remakes”. Estes são nada mais nada menos que cópias modernas de filmes passados, geralmente ficam aquém dos originais. Mas há pior. As sequelas, geralmente usam o título anterior acrescentado de numeração romana, essas sim, no final deixam sempre um sentimento de fraude. Há quem diga que ninguém volta a ser totalmente feliz onde já o foi.
Vem isto a propósito do que se pode ler no jornal Alto Minho de há umas semanas. Daniel Campelo, tal como já tinha escrito noutro artigo, pondera candidatar-se a líder da distrital do CDS. Mas não é tudo… Eis que no número posterior se podia ler que Gaspar Martins também pensa em candidatar-se mas este à concelhia limiana do CDS-PP.
O leitor poderá perguntar o que é que terá isto de interessante. Para além do déjà vu, parece um ”remake“ de uma sequela cinematográfica. Por um lado começa o posicionamento das peças dentro do CDS local. Por outro, o resultado desse posicionamento irá influenciar as perspectivas do próprio concelho.
14 anos é muito tempo. Campelo e a sua equipa, nomeadamente Gaspar Martins, já estão há uma década e meia a liderar os destinos do concelho. Cada vez mais se nota o estancamento.
Os partidos são os pilares das nossas democracias e Ponte de Lima não é excepção. O PS renovou-se, o PSD também, até o PCP tem vindo a renovar os seus intervenientes. O CDS não só não tem acompanhado esse movimento, natural aliás, como parece apostado em seguir o caminho contrário. É pena, pois o debate de ideias sairia a ganhar se estas apontassem para o futuro. É que à excepção da auto-exclusão aquando da candidatura de Campelo como independente, o CDS esteve sempre ligado à liderança da Câmara Municipal de Ponte de Lima. É por isso mesmo o principal responsável da actual situação.
Cada vez mais parece óbvio que Ponte de Lima está prestes a chegar a um entroncamento e que terá que escolher entre ficar presa a um passado, sem grandes perspectivas, ou escolher um futuro onde o caminho a trilhar seja claro, seguro e ao mesmo tempo ambicioso. A ver vamos.
quinta-feira, abril 12, 2007
Alto Minho artigo 12-04-2007
A Páscoa em Ponte de Lima ainda é o que era. O compasso a passar de casa em casa, sendo os de Fontão e Vitorino das Donas os mais conhecidos, as pessoas estão mais alegres e receptivas, visitam as casas vizinhas e, porque não, abusam das doçarias. O tempo em que só os párocos lideravam os compassos já lá vai. Na sede de concelho, na paróquia de Santa Maria dos Anjos, podia-se, num primeiro momento, ouvir o pároco José Sousa, Arcipreste de Ponte de Lima, a apelar para o voluntariado e num segundo, a congratular-se pela presença dos jovens.
Realmente a Páscoa, no sentido da vivência humana, ainda se vai mantendo no nosso concelho, fruto da dedicação de muitos que abdicando do conforto do lar, da companhia da família, calcorreiam os caminhos limianos. Lembro-me que já há longos anos passam lá por casa Jorge Ferreira, Carlos Lima e José Maria Rocha. Páscoa após Páscoa, lá aparecem eles mantendo a tradição da visita do compasso pascal.
Este ano o dia de Páscoa terminou de forma bem diferente da que tinha iniciado, a chuva apareceu e dificultou o trabalho dos compassos. Dificultou, mas não impediu. Os voluntários continuaram firmemente, casa após casa, escada após escada, “Jesus ressuscitou, aleluia, aleluia! Paz a esta casa, aleluia, aleluia!”
quinta-feira, abril 05, 2007
Alto Minho artigo de 05-04-2007
Sem qualquer identificação do autor, presume-se que a Câmara Municipal, o cartaz é precisamente a antítese do que se pretende que Ponte de Lima seja, Terra rica da Humanidade. Que Humanidade é essa que não prevê a educação e a sensibilização?
Se é certo que o problema do lixo trazido por alguns visitantes, e não só, é grave, não o é menos a possibilidade de passear entre o largo Alexandre Herculano, no bairro da Além da Ponte, até praticamente ao Mercado Municipal e se poder contar apenas por uma mão os locais para depositar o lixo. Como é grave, também, as zonas de merendeiro não estarem sinalizadas, se é que existem.
Seria melhor utilizar o dinheiro, que se gastou nestes cartazes de gosto duvidoso, para colocar outros cartazes indicando as zonas de merendas, bem como apetrecha-las com as infra-estruturas necessárias à recolha do lixo. A existência de infra-estruturas significaria que quem não cumprisse as regras seria autuado sem complacências. Sensibilização e fiscalização, essas deveriam ser as premissas.
Já agora, seria bom que os responsáveis pelos cartazes assumissem claramente com o seu logótipo (Ponte de Lima Terra rica da Humanidade...?) a sua autoria. Ou será que a falta de assinatura é sintoma de vergonha pela frase escolhida?
terça-feira, abril 03, 2007
Alto Minho artigo de 03-04-2007
Infelizmente, Campelo continua a aplicar o seu tão característico método de tratar a verdade. Um político à séria, talvez o único de Ponte de Lima, como alguns gostam de dizer… O próprio Campelo definiu muito bem este tipo de político quando criticou Portas.
Ponte de Lima tem duas zonas industriais, a da Gemieira e a da Queijada. A da Gemieira, por exemplo e como já aqui escrevi, continua na sua maior parte a mato, fruto única e exclusivamente de uma má política económica para o concelho de Campelo. Mas para este, pelo que se poder ler na entrevista, existem também zonas industriais em Arcozelo, Refoios, etc e ainda nos quer fazer crer que as empresas fazem fila para se instalarem em Ponte de Lima. Infelizmente está à vista de todos que essa edílica realidade, que só o próprio Campelo vê, está longe de ser a verificada no concelho de Ponte de Lima.
Para Campelo, agora é que um Presidente da Câmara trabalha. Os outros, João Abreu Lima, Francisco Abreu Lima, Fernando Calheiros apenas liam os jornais e passeavam-se pela vila. Pois é, agora é que o Presidente da Câmara trabalha… Esta forma de rebaixar os seus antecessores para se engrandecer não é a mais justa para o trabalho que em tempos difíceis, bem ou mal, sem os ricos fundos europeus, foi feito pelos seus antecessores.
Campelo confessou o seu desejo em visitar o Canada. Ora este é um bom destino para encontrar o exemplo que procura para as novas zonas urbanas. Poderá encontrar bairros bem projectados, onde as próprias actividades económicas a instalar são planeadas e onde, pasme-se, se encontram zonas verdes, recantos com avisos como "Por favor pise a relva".
Esta é uma entrevista onde Campelo apresenta uma realidade bastante diferente da dos limianos. Uma entrevista onde a mestria da velha maneira de fazer política se volta a revelar.
Fica a dúvida, será que não indo para o Parlamento Europeu ficará Campelo satisfeito com o lugar de director da zona protegida de Bertiandos, S. Pedro de Arcos?