Mas não há bela sem senão, e junto ao largo da Freiria existe um imóvel que em tempos teve um papel importante na actividade mineira, a separadora, que está em ruínas. Não faltará muito para que as paredes exteriores sigam as interiores e cedam à ruína. Com esta se perderá um dos edifícios da nossa “arqueologia industrial”. Por lá ainda restam algumas máquinas que serviram na tarefa de separar o minério e que já suportam o que antes foi telhado e paredes interiores de um edifício que poderia ser a imagem do nosso passado recente de uma indústria que parece querer voltar à região.
Quando são comprados tantos edifícios com pouco interesse histórico ou simbólico para o concelho, para a comunidade limiana, talvez fizesse sentido olhar para este edifício por outra perspectiva, pela perspectiva de preservação de património colectivo.
Esse medo leva a que desconfiem de tudo. Para eles, todos o querem atraiçoar, todas as acções alheias têm em vista acabar com o seu “poder”. Como o vazio é que impera no seu ser não toleram que alguém pense, que alguém se questione, não percebem como poderão os outros ter a capacidade de verem, viverem, agirem para além da mesquinhez da política partidária. Se alguém pensa algo, seja o que for, certamente que o motivo, secreto, é uma conspiração ao género das da “republica romana” contra ele. Então, se se juntam dois ou três dos que ousam pensar, certamente o golpe palaciano estará em curso.
O problema desta espécie de líder e subespécies existentes é que, como qualquer balão, apenas lhes restam dois destinos, ou “murcham” após algum tempo, bastando para isso que quem o encheu já não se interesse por ele, ou arrebentam, neste caso, para além do estrondo, pouco sobra. Seja como for, por mais ou menos tempo, um dos dois é inevitável.