segunda-feira, outubro 20, 2008

Alto Minho artigo de 20-10-2008

Actualidade

Pelas circunstâncias e em termos da política local, teria dois temas que seriam “obrigatórios” abordar neste artigo. Por um lado, a “casmurrice” de Defensor Moura e, por outro, a entrevista “genial” de um líder ou ex-líder da JSD do “burgo”.

Quanto ao primeiro tema, de grande importância para a vida de nós todos e em particular dos vianenses, com o passar do tempo, com as declarações amargas que em catadupa o presidente da Câmara de Viana do Castelo vai fazendo, fica óbvio o que o realmente o move. Apenas e simplesmente o sentimento pessoal de derrota que Defensor sente ao ver o seu arqui-rival interno (PS), Rui Solheiro, a liderar a nova comunidade Intermunicipal do Alto Minho. A escolha dos presidentes da Câmara do distrito será essa e já se adivinhava que, dentro da conjuntura actual, não seria outra. Defensor Moura nunca conseguiu personificar o peso que Viana do Castelo tem no distrito. Com as suas posições e declarações “radicais” foi forçando a divisão do distrito e o afastamento entre o concelho que lidera e os restantes concelhos alto-minhotos.

Os cidadãos de Viana do Castelo são livres de escolher os seus líderes, mas devem ter consciência de que aquilo que escolherem se reflectirá na sua vida. Sim, na sua vida. É que esta posição de “orgulhosamente sós” que o seu presidente assumiu não é apenas uma “casmurrice” entre “eles”. As implicações económicas, sociais e até culturais desta decisão são mais que muitas.

Em relação ao segundo tema que dizer? Alguns leitores tem-me interpelado nesse sentido, “Leu a entrevista? Qual é o seu comentário?”, perguntam-me. Bom, caros leitores, em relação à entrevista apenas posso afirmar que comentários a “telenovelas” se encontram noutras publicações e não neste artigo.

Acesso gratuito à Internet

Um jornal nacional está a tentar criar um roteiro português do acesso gratuito à Internet. Ao ler isso não pude deixar de pensar de como seria bom ver Ponte de Lima presente nesse roteiro, não só pelos cafés que disponibilizam a Internet grátis, mas também pelos jardins e outros espaços públicos da zona histórica. Para isso era necessário que a Câmara Municipal conseguisse perceber a potencialidade deste (parco) investimento, mas aparentemente não consegue…

segunda-feira, outubro 13, 2008

Alto Minho artigo de 13-10-2008

Mudar

Discutem-se em Ponte de Lima, cada vez com maior abertura, duas questões que, de certa forma, são estruturantes para o concelho, pelo menos simbolicamente. Por um lado, a pertinência da mudança do feriado municipal para o dia 4 de Março, dia da outorga do foral de Dona Teresa, e por outro, o da elevação de Ponte de Lima a cidade.

Se o primeiro é um pouco mais consensual, o segundo já suscita todo o tipo de dúvidas e posições estremadas.

O feriado municipal como está actualmente deixou de fazer sentido, no dia 20 de Setembro nada de realmente importante existe para Ponte de Lima ao contrário do dia 4 de Março que, no fundo, será como que a data fundadora da Ponte de Lima que conhecemos. Faz todo o sentido a mudança do feriado Municipal e para isso apenas parece faltar uma verdadeira vontade política.

A elevação a cidade é para muitos limianos uma questão, como se diz agora, “fracturante”. Esta mudança implica ultrapassar algumas questões emotivas. É verdade que significaria perder o chavão de “vila mais antiga de Portugal”, mas não será que no computo final não seriam maiores os ganhos que as perdas? Geralmente, quando suscitada esta questão, é recorrente ouvir-se “mais vale ser uma vila de primeira que uma cidade de segunda”. Mas a questão será, por que há-de ser Ponte de Lima uma cidade de segunda? Poderá ser uma cidade pequena, mas isso não significa que seja de segunda. E essa deveria ser uma meta em que todos os limianos deveriam ser envolvidos, a de Ponte de Lima ser uma cidade modelo. Modelo na sua planificação urbana, na manutenção e preservação da sua zona histórica, na projecção de novos modelos económicos agregados às novas tecnologias, um modelo de aproveitamento da mão-de-obra jovem, no fundo, um modelo de desenvolvimento económico, social e cultural.

Este sim, é um desafio que é preciso ter coragem de assumir. É óbvio que isso significa uma mudança de paradigma, mas não será disso que Ponte de Lima precisa? Uma mudança? Falta saber se há coragem…

Dizeres

O Povo tem algumas expressões interessantes. Destaco duas “quem com ferro mata a ferro morre”, e já agora outra, “provou do próprio veneno”…

segunda-feira, outubro 06, 2008

Alto Minho artigo de 06-10-2008

Sede da Intermunicipal

A escolha de Viana do Castelo para albergar a sede da associação Intermunicipal Minho-Lima tem apenas um objectivo, o de provocar Defensor Moura. Penso que Defensor está seriamente errado ao teimar em colocar Viana do Castelo fora da Intermunicipal. Sobretudo quando foi o governo eleito pelo seu partido que definiu as regras e não deu alternativas. Faltando estas, o caminho é só um, o de minorar as perdas dos vianenses.

Esta provocação, de escolher o único concelho que tem dúvidas na adesão para sede da intermunicipal, apenas vem dar argumentos, demagógicos é certo (estou mesmo a ver os outros presidentes da Câmara do distrito de armadura a conquistar a Viana o Castelo da Barra), aos partidários do isolamento. A não ser que o objectivo fosse esse, a escolha é errada.

A escolha da sede deveria ser simbólica. Já que a parte administrativa se repartirá entre Valença e Ponte de Lima e não podendo ser um destes concelhos, por motivos óbvios, tal como o vereador do PSD na Câmara de Ponte de Lima afirmou na sua declaração de voto (que, para quem não sabe, votou contra os estatutos da Intermunicipal), a escolha da sede deveria ter recaído em Paredes de Coura, afinal é o concelho mais central do Alto Minho.

Cavalos

Daniel Campelo definiu numa frase, que se pode ler num artigo sobre ele na revista Visão do passado dia 28 de Agosto, a sua politica para Ponte de Lima. Dizia Campelo que se deveria dar prioridade aos animais ao invés dos automóveis. Para o Presidente da Câmara de Ponte de Lima nós, limianos, deveríamos ser uma espécie de “amish”, aquela seita norte-americana, que vive como no século XVIII/XIX, com carroças e barbas compridas e mulheres de toucas. Como meio de sustento estaríamos todos a cumprir o seu sonho de pastorear o gado no monte, vivendo da jorna que o senhor gentilmente nos daria.

Claro que este cenário é exagerado, mas numa coisa Campelo tem mérito, é que tenta pôr os sonhos em prática, basta para isso ver como vão ficando as nossas zonas industriais… a mato.

Lucas Pires

No ano em que se assinala o 10º aniversário da morte de Francisco Lucas Pires, o PSD Alto Minho resolveu homenageá-lo. A cerimónia teve lugar em Ponte de Lima, infelizmente com pouca divulgação. No entanto, teve o mérito de o trazer de novo à nossa memória, ainda que apenas através de uma notícia do evento. A mim fez-me recordar alguém que tive o privilégio de conhecer e de falar exactamente cá, em Ponte de Lima, naqueles que seriam os últimos anos da sua vida. Lucas Pires exerceu os cargos públicos sem nunca renegar aos seus princípios, teve a coragem de afirmar as suas raízes cristãs, bem como os princípios culturais europeus de raiz cristã. Foi um dos principais defensores da abertura de Portugal à Europa, bem como da estabilidade democrática nacional.

Foi um político que, dez anos depois da sua morte, ainda é exemplo para todos os que participam na vida pública. Deixou legado e isso é algo que muitos podem almejar, mas que poucos alcançam.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Alto Minho artigo 26-09-2008

A culpa é da globalização

Esta foi a justificação que Daniel Campelo deu numa entrevista à ROL para a hegemonia cada vez maior da cerveja face ao vinho verde, nas Feiras Novas.

O que Daniel Campelo quis dizer foi que a indústria da cerveja envolve muito dinheiro, logo, a contribuição desta para as festas será bastante significativa dentro do "bolo" geral do orçamento das Feiras Novas. É isto que a indústria vinícola da região não consegue acompanhar querendo ou não aderir ao marketing de que Campelo falou.

Será esta atitude negativa? A resposta depende daquilo que se pretende das festas do concelho limiano. Poderá significar apenas que a aposta não é propriamente na exclusiva promoção dos produtos autóctones do concelho, mas também na capacidade de organizar umas festas com a grandiosidade que as Feiras Novas tomaram.

Feiras Novas

Este ano as festas começaram um pouco mais tarde. As aulas já tinham começado, quer no ensino secundário quer no universitário. Este factor não é menosprezável e influencia a maior ou menor afluência de pessoas.

Embora com menos de pessoas, as festas não perderam a sua essência nem o cariz popular. De louvar a iniciativa de um bar do centro histórico, que, no dia com menos gente, a segunda-feira, organizou rusgas que animaram a noite de uma forma paralela ao programa as ruas limianas.

A organização que há uns anos se recusava a recorrer a meios usados noutros eventos desta magnitude, como queimas das fitas e concertos, tem vindo paulatinamente a usa-los, o que é verdadeiramente positivo. Primeiro foram os sanitários móveis, agora a segurança privada. Esta última contribuiu e muito para o sucesso das festas deste ano.

Não posso deixar de referir as bandas de música, nomeadamente as de sexta-feira. As Feiras Novas já não seriam as mesmas sem estas, uma aposta que o tempo demonstrou ser ganha.

Fim das férias

Terminaram as Feiras Novas. Espera-se que agora a política volte a Ponte de Lima. É que se torna estranho que, faltando um ano para as eleições, o que mais se ouça seja o silêncio.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Artigo de 19-09-2008

Escolhas

Tal como imensos limianos, trabalho fora de Ponte de Lima. Por vezes desloco-me a Braga para aí apanhar o comboio para a cidade onde trabalho. Nessas viagens, mais do que a teoria, tenho a prática de como as decisões políticas têm uma enorme influência na vida das pessoas, na vida de gerações. Isto, porque, sempre que tenho que perder 35 minutos numa estrada com um traçado quase imutável desde o tempo de Oliveira Salazar, a estrada Ponte de Lima – Braga, pergunto-me como terá sido possível os decisores políticos terem sucumbido aos interesses de um lobby, como se diz agora, e terem deixado cair por terra o projecto, então em construção, da linha de comboio do Lima. Uma linha que certamente teria, mais tarde ou mais cedo, ligação a Braga. Como tudo teria sido diferente. Como este vale teria desenvolvido de forma totalmente diferente, como gerações poderiam ter tido outro futuro.

É esta a importância das nossas escolhas, a importância da nossa participação, da nossa consciente delegação de poderes nos nossos eleitos. Serão eles que, com as suas decisões, comprometerão o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos.

Feiras Novas

Penso que as Feiras Novas que mais nos marcam são aquelas primeiras, na adolescência início da juventude, que vivemos sozinhos com os amigos. São essas que nos irão marcar e definir a imagem daquilo que para nós são as Feiras Novas.

Para uns as Feiras Novas são as concertinas pelas ruas da vila e junto ao S. João, para outros, a música gravada e o convívio nas Pereiras e recentemente para uma nova geração, o que se passa na EXPOLIMA. Nenhuma substitui as outras e a verdade é que se complementam. No entanto, é preciso ter em conta que as primeiras foram sendo uma “imposição” popular, a última foi uma criação artificial e, como tal, será necessário ter em conta vários condicionalismos, dar melhores condições e estabelecer regras rigorosas, perceptíveis, fiscalizando o seu cumprimento. Isto para que este espaço não se transforme num “buraco negro” que engole o que de melhor têm as festas limianas.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Artigo de 12-09-2008

Opções e escolhas


Não será que um dos erros que os partidos da oposição cometem em Ponte de Lima é o de apostarem tudo à última da hora num cabeça de lista sebastianista, esquecendo-se de que se devem apresentar como uma alternativa, como defensores/construtores de um novo rumo para o concelho limiano?

Como me parece que a resposta é positiva, imagino que os partidos da oposição já fervilhem quer na organização de listas (naturalmente, pois falta um ano para as eleições autárquicas), quer na procura do seu candidato a Presidente da Câmara. Infelizmente, o que o passado recente nos mostra é que a aposta recorrente é a procura de um “cabeça de cartaz”. Esquecem-se de que este deveria ser um rosto de políticas diferentes e alternativas para o concelho. Essas políticas alternativas, esse projecto, devem ser construídas com tempo, com ponderação, com o envolvimento dos seus militantes bem como da comunidade. Será que alguém na comunidade se envolve em algo quando o que lhe é apresentado é apenas um nome ou um possível nome pouco antes das eleições?

O tempo de D. Sebastião já lá vai, 530 anos é muito tempo e não me parece que mesmo com muito nevoeiro, e este mês tem sido pródigo nisso, ele volte. Muito menos a Ponte de Lima.

Princesa do Lima?

O Presidente da Câmara de Viana do Castelo parece viver numa redoma de vidro. Agora quer tentar referendar uma lei. Com a pergunta que referiu ao Alto Minho, “Aceita aderir a uma Comunidade com estas regras?”, o que Defensor Moura parece querer é que o referendo seja chumbado no Tribunal Constitucional, pois as matérias da competência legislativa reservada aos órgãos de soberania não podem ser objecto de referendo local.
Viana do Castelo comete um erro estratégico, histórico se ficar de fora da comunidade intermunicipal Minho-Lima. Este erro não se irá reflectir apenas arduamente em questões económicas, mas também em questões sociais e de influência deste concelho que até aqui tem sido capital do distrito com o seu nome. Com esta lei do governo socialista e possivelmente com a implementação, em breve, da regionalização, os distritos, como os conhecemos, deixarão de fazer sentido. Talvez nessa altura, o concelho de Viana do Castelo, se persistir em ficar de fora, sinta da pior forma o vazio onde escolheu cair.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Artigo de 05-09-2008

Vaga de fundo

Na política local o escrutínio torna-se, digamos, mais pessoal, de maior proximidade entre o eleito e o eleitor. As pessoas conhecem-se do dia a dia, sabem a proveniência, sabem quem é quem. Por vezes torna-se difícil para o eleitor distinguir racionalmente entre a “persona” política e a “persona” social. É com esta dificuldade que o eleitor terá que escolher o seu representante nos órgãos que teoricamente mais próximo estão do eleitorado.

A carga pessoal por vezes dificulta a distância que a escolha do nosso representante necessitaria. Muitos políticos aproveitam este facto, que para eles é encarado como uma vantagem. Nestas circunstâncias e quando o político quer demonstrar desapego ao lugar que ocupa, procura, para se recandidatar, o que se denomina como “vaga de fundo”.

Imaginemos que alguém exerce um cargo há vários anos, que já não tem o folgo de outrora, que o vigor reformista há muito foi perdido, mas que ainda assim não pretende deixar o cargo que exerce. A primeira coisa que faz é demonstrar que já não está interessado em exercer o cargo, aí alguns próximos do político, os mais afoitos, começam a aparecer como interessados no seu lugar, isto permite, por um lado esclarecer o político de quem está realmente com ele, por outro dá-lhe tempo de eclipsar esses “usurpadores”. Posteriormente, os de maior confiança, os que não pretenderam o seu lugar, vão calcorreando o terreno, preparando o caminho. O político, esse continua a dizer que não está interessado em exercer o cargo, que este foi muito estimulante, que deseja que o concelho ou a freguesia continue no caminho do sucesso que foi, obviamente, alcançado nos seus mandatos, mas ele já sente cansaço do exercício do poder, precisa de novos desafios.

A empatia pessoal está, no entanto, a ser moldada pelos da sua confiança. As pessoas, os eleitores, começam a ser levadas a crer que não existe alternativa, que até existem muitas falhas, mas que pelo menos já sabem com o que contar. Que o político até quer sair, mas o que será de nós, se pelo menos existisse alternativas? A contra informação é uma ferramenta usada constantemente pelo político. Hoje dá-se a entender que não se continua, amanhã que até poderia continuar, depois que se está cansado e por aí fora com uns tabus pelo meio para “apimentar”…

Falta um ano para as eleições autárquicas, a estratégia da “vaga de fundo” já tem seguidores em Ponte de Lima e não é difícil para o leitor descobrir quem são os seus partidários.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Alto Minho artigo de 22-08-2008

Até quando?

As praias do Arnado e Dona Ana foram, uma vez mais, referidas negativamente na imprensa nacional. A Ponte de Lima continua a ser associada uma imagem extremamente negativa, enquanto a Câmara Municipal tenta, por todos os meios, transmitir para o exterior uma imagem de um concelho onde se vive e se recebe com qualidade.

Infelizmente, nesta matéria desde há vários anos que ouvimos o responsável autárquico pelo pelouro do ambiente falar de um urgente apuramento de responsabilidades, no entanto, até hoje, ainda não foi conhecido publicamente nenhum resultado dessa averiguação. Já pelo contrário, responsáveis de associações ambientais, como a Quercus, repetidamente responsabilizaram a deficiente rede de esgotos domésticos do concelho. Também por isto os responsáveis autárquicos deveriam rapidamente averiguar responsabilidades, até porque fica seriamente manchada a imagem de qualidade de qualquer concelho se a este estiver associado uma rede de esgotos ineficaz…

Já o disse anteriormente, é vergonhoso que nomes como o do Arnado e Dona Ana, que estão associados à memoria de muitas gerações de limianos como locais de eleição para desfrutarem das águas do rio Lima, sejam agora constantemente apontados como o exemplo a não seguir a nível nacional.

Não se percebe a razão desta situação, uma vez que o município apostou afincadamente na obtenção da bandeira azul, sendo uma das primeiras praias fluviais, se não a primeira, a nível nacional a obter esse galardão, para passado uns anos a situação ser a que se vê. Será caso para dizer que é mais um exemplo das políticas errantes do município?

O Grande Irmão limiano

Actualmente, no Reino Unido, discute-se a aplicação de câmaras de filmar com reconhecimento facial. Esta discussão foi despoletada pelo facto das autarquias locais terem implementado a aplicação de câmaras de vigilância em locais públicos. Com o pretexto de segurança foi invadida a privacidade dos cidadãos. Hoje muitos autarcas questionam-se se, com esta atitude, não terão originado uma histeria que, de certa forma, ameaça a privacidade individual dos cidadãos sem que o resultado dessa perda de privacidade se reflicta no aumento da segurança. Tudo isto vem a propósito da aplicação de câmaras de vigilância em alguns locais limianos. Se visitar os jardins temáticos encontra câmaras de vigilância, se estacionar no parque do Festival de Jardins também as encontra. Não sei se estas têm a devida autorização da Comissão Nacional de Protecção de Dados nem sequer se estão a funcionar, mas que suscitam algumas dúvidas lá isso suscitam.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Alto Minho artigo de 01-08-2008

Separadora

No bairro da Além da Ponte, na vila de Arcozelo, existe um largo designado por Freiria. Há uns anos, foi alvo de uma recuperação condigna, tendo nascido um local ainda mais aprazível onde os jovens e não só podem desfrutar da frescura das sombras das árvores centenárias ou praticar desporto no recinto construído para o efeito (já agora poderiam recolocar os cestos de basquetebol que lá existiram). O largo é de tal forma agradável que já é escolhido por alguns forasteiros, mais exploradores, para realizar piqueniques.

Mas não há bela sem senão, e junto ao largo da Freiria existe um imóvel que em tempos teve um papel importante na actividade mineira, a separadora, que está em ruínas. Não faltará muito para que as paredes exteriores sigam as interiores e cedam à ruína. Com esta se perderá um dos edifícios da nossa “arqueologia industrial”. Por lá ainda restam algumas máquinas que serviram na tarefa de separar o minério e que já suportam o que antes foi telhado e paredes interiores de um edifício que poderia ser a imagem do nosso passado recente de uma indústria que parece querer voltar à região.

Quando são comprados tantos edifícios com pouco interesse histórico ou simbólico para o concelho, para a comunidade limiana, talvez fizesse sentido olhar para este edifício por outra perspectiva, pela perspectiva de preservação de património colectivo.


Balão

Existem alguns dirigentes de estruturas partidárias que são como os balões, apenas têm ar soprado por outros. Geralmente estes são “líderes” fruto de circunstâncias especiais, que vivem no medo que um dia seja desmascarada a sua mediocridade e vacuidade.

Esse medo leva a que desconfiem de tudo. Para eles, todos o querem atraiçoar, todas as acções alheias têm em vista acabar com o seu “poder”. Como o vazio é que impera no seu ser não toleram que alguém pense, que alguém se questione, não percebem como poderão os outros ter a capacidade de verem, viverem, agirem para além da mesquinhez da política partidária. Se alguém pensa algo, seja o que for, certamente que o motivo, secreto, é uma conspiração ao género das da “republica romana” contra ele. Então, se se juntam dois ou três dos que ousam pensar, certamente o golpe palaciano estará em curso.

O problema desta espécie de líder e subespécies existentes é que, como qualquer balão, apenas lhes restam dois destinos, ou “murcham” após algum tempo, bastando para isso que quem o encheu já não se interesse por ele, ou arrebentam, neste caso, para além do estrondo, pouco sobra. Seja como for, por mais ou menos tempo, um dos dois é inevitável.

sexta-feira, julho 25, 2008

Alto Minho artigo de 25-07-2008

Nova Política

O vereador da cultura e educação, Franclim Sousa, em entrevista a este jornal, deixou no ar, a propósito da mudança da escola EB1 de Ponte de Lima que a ocupação desse espaço será feito com a edificação de nova Biblioteca Municipal.

Já várias vezes se tem escrito sobre essa necessidade, inclusive a da possibilidade precisamente de ocupar o espaço da actual escola básica do 1º ciclo de Ponte de Lima e de alargar o serviço de biblioteca a centro de informação. Até aqui, o responsável pelo pelouro tinha outra política, afirmando que a política da autarquia era investir nas bibliotecas escolares. Ora, uma coisa não impede a outra e o facto da autarquia apostar nas bibliotecas escolares não pode significar o “abandono” da Biblioteca Municipal.

É, pois, interessante e louvável que o responsável da cultura tenha reflectido e invertido a sua política e equacione agora construir uma nova Biblioteca Municipal na zona das escolas. Isto mais não é que ir ao encontro daquilo que qualquer utente, ou pessoa atenta, constatava, a actual Biblioteca Municipal já passou o seu “prazo de validade”. Tinha sido construída noutra altura, noutra perspectiva, e pese embora tenha sido um marco nas bibliotecas municipais, faz muito tempo que tinha perdido esse estatuto.

Verão caro

Há cerca de uma década, os jovens limianos passavam o Verão no rio Lima. Por lá se encontravam, por lá se divertiam, por lá usufruíam do doce passar do tempo estival. Hoje os tempos são outros. O rio deixou de ser convidativo e poucos são os jovens que por lá passam. A Câmara Municipal criou um espaço de excelência para estes passarem o seu tempo de férias, uma piscina no recinto do Festival de Jardins. Ora, sendo este um local óptimo para os jovens passarem as tardes de Verão, não o é para os bolsos dos seus pais. Os preços praticados são elevados, imaginem uma família média com dois filhos. Os preços de 2€ por dia útil ou de 7 € pelo bilhete semanal tornam-se uma realidade apenas para alguns. Esta é uma política de selecção errada para um serviço que deveria estar aberto aos limianos, principalmente aos mais novos.

sexta-feira, julho 11, 2008

Alto Minho artigo de 11-07-2008

Aproximam-se as autárquicas

Quem acompanha as hostes partidárias e a política local já se apercebeu de como vai decorrer o filme eleitoral. De um lado, novamente Daniel Campelo, muito provavelmente com reciclada roupagem independente, do outro lado, uma grande incógnita.

O PSD tem uma liderança eleita faz pouco tempo, um líder jovem, ainda pouco conhecido. Com os militantes expectantes, tem o problema de encontrar um candidato que tenha realmente vontade de enfrentar a máquina de Campelo, para isso terá que começar por mudar o paradigma na escolha do perfil do candidato do partido. O PSD é o maior partido da oposição mas teve um resultado de má memoria nas últimas eleições que não poderá repetir.

No PS, a candidatura natural parece ser a de Jorge Silva que, sucedendo a Montenegro Fiúza, conseguiu conquistar o PS e o lidera sem grande contestação, como se percebeu pela entrevista dada na passada semana a este jornal. Tranquilidade parece ser o mote, aliás, isso mesmo é visível no seu “modus operandi” enquanto vereador. O PS tenta ganhar alguns votos ao PSD, vejam-se as posições tomadas pelo PS relativamente ao PSD na Assembleia Municipal, mas isso só acontecerá se o eleitorado limiano encarar o PS como uma real alternativa de poder e não como a terceira ou quarta força autárquica.

Finalmente, teremos um CDS numa estranha posição. Com Campelo como candidato independente, o CDS terá a obrigação, sob pena de desaparecer localmente, de apresentar uma candidatura sua à Câmara Municipal. Aí tudo indica que será Abel Baptista a arcar com a responsabilidade e a candidatar-se. Será este partido capaz de mobilizar o seu tradicional eleitorado contra o seu antigo candidato vencedor?

A história diz que sim. Francisco Abreu Lima, depois de ser eleito pelo CDS, foi candidato pelo PSD e o CDS conseguiu derrotá-lo. Mas as circunstâncias são muito diferentes. Por um lado, Campelo já se candidatou como independente e com a ausência do CDS conseguiu que a máquina centrista fosse ocupada pela sua, sendo neste momento muito difícil diferencia-las. Por outro lado, há sempre a possibilidade de desta vez ser o próprio CDS a tentar encontrar uma solução alternativa como a coligação com outro partido. Falta saber se os líderes do PSD ou do PS cairão na tentação.

sexta-feira, julho 04, 2008

Alto Minho artigo de 04-07-2008

Desporto limiano

O desporto limiano acaba o ano com um saldo extremamente positivo. O Clube Náutico e os seus atletas venceram uma série de provas, dando cartas a nível nacional e europeu. O Clube Náutico é incontestavelmente uma referência na canoagem nacional.

A Escola Desportiva Limiana é também uma referência na formação de atletas que vão ganhando campeonatos nacionais ano após ano, é o caso do basquetebol, nomeadamente o feminino. Também na natação, a EDL faz permanecer a sua presença com resultados bastante interessantes.

O hóquei do clube “Os Limianos” também se destacou durante o presente ano, conquistando resultados que se podem considerar históricos no panorama hoquista limiano.

Existindo condições, os nossos atletas, secundados pelas nossas escolas de formação desportiva, demonstram que podem ombrear com os outros melhores a nível nacional. Falta, no entanto, dar um pequeno passo. O da visibilidade num campeonato e num desporto que tenha alguma projecção. Tenha-se o exemplo do concelho Ovar e o seu Ovarense e logo se verá o que nos falta. As escolas dão resultados, talvez seja altura de dar o passo seguinte.

Investir

Finalmente a Câmara Municipal de Ponte de Lima começa a olhar para a situação económica do concelho com outros olhos. A associação do município ao IAPMEI e ao programa FINICIA é um passo considerável no sentido certo. Nada como o aproximar das eleições para abrir os horizontes…

Apostar na “prata da casa” deveria ser uma prioridade na captação de investimento. Porquê desperdiçar o capital financeiro e humano do concelho esperando por uma solução milagrosa? Quantos anos desperdiçados esperando, esperando… Nesse mesmo tempo, quantos foram para fora, investiram noutro concelho ou simplesmente não investiram?

Talvez seja verdade aquilo que se pode ler num cartaz às portas da vila limiana, agora é mais atractivo investir em Ponte de Lima. Pena que se tenha acordado tão tarde.

sexta-feira, junho 27, 2008

Alto Minho artigo de 27-06-2008

Politica à moda limiana

A política faz-se de críticas e propostas alternativas, quando na oposição, e de acções, quando se é poder. O propósito da oposição é fiscalizar e propor uma alternativa, tentando influenciar a acção dos que no momento tem o ónus do poder.

Neste sentido, o PSD local obteve na passada semana uma vitória política. Esta pode até ter passado ao lado da maioria dos cidadãos limianos, mas o PSD conseguiu fazer com que o responsável autárquico pela educação olhasse finalmente para a Acção Social Escolar e propusesse medidas nesta área. Pode até este dizer que já estavam há muito pensadas e até calendarizadas, mas é deveras interessante que só após o anúncio da proposta do PSD à Assembleia Municipal de Ponte de Lima, realizada no passado sábado, é que o pelouro da Educação apresentou a sua proposta na reunião do Executivo Municipal.

Com esta proposta, que até foi chumbada pela maioria CDS-PP e parte dos eleitos socialistas, o PSD conseguiu com que a Câmara Municipal olhasse para um problema que se vinha a arrastar para desespero dos pais e crianças. Essa foi a vitória política do PSD.

Festa

É de louvar o reaparecimento de algumas tradições que pareciam há muito perdidas em Ponte de Lima. Primeiro, o Santo António, no bairro da Além da Ponte, que parece ter voltado com força e agora o São João que as gentes de Ponte de Lima, do Arrabalde e outros bairros, abraçaram com paixão. As marchas populares foram já no ano passado e ainda mais neste ano o ponto alto das festas populares. Para uns, uma perda de tempo, para a maioria, o ressurgir, o recordar de velhas tradições, de velhas “rivalidades” entre bairros vizinhos que dão um colorido especial às ruas limianas.

Mais um tabu…

Na edição anterior do Alto Minho e de forma mais alargada em entrevista a uma rádio local de Viana do Castelo, a GEICE, Daniel Campelo foi alimentando o tabu da sua recandidatura à Câmara de Ponte de Lima.

Que Daniel Campelo não resiste a recandidatar-se é cada vez mais claro. A dúvida apenas subsiste se se candidata como independente ou como candidato do CDS-PP.

Dessa decisão, colateralmente, se saberá se o CDS realmente existe em Ponte de Lima. Se Campelo se candidatar como independente, terá o CDS coragem de apresentar uma candidatura sua aos órgãos autárquicos limianos?

sexta-feira, junho 20, 2008

Alto Minho artigo de 20-06-2008

O Povo é quem mais ordena…

Defensor Moura, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, foi peremptório em colocar o concelho a que preside de fora da comunidade intermunicipal Minho-Lima. Esquecendo que não foram os outros concelhos que fizeram as regras, muito menos Rui Solheiro, Moura agarrou-se ao argumento, esquecido noutras circunstâncias análogas, da proporcionalidade do voto dentro da comunidade com o número de habitantes de cada concelho (o melhor seria mesmo nós cidadãos votarmos directamente, talvez assim se encontrassem verdadeiros lideres regionais…).

O que transpareceu desta posição foi o de uma briga interna no PS distrital. O líder vianense parece estar disposto a sacrificar os fundos europeus que o concelho de Viana do Castelo teria direito se cumprisse as regras que o governo socialista definiu.

Na semana passada, o PSD propôs uma consulta aos vianenses através de referendo. A proposta foi aprovada por unanimidade, mas com o recado de Defensor Moura de que caso o resultado fosse contrário à sua posição se demitiria. Mais uma vez, e a menos de um ano do término do seu mandato, demonstra que nem sempre o concelho de Viana do Castelo estará nas primeiras prioridades.

Agora cabe à Assembleia Municipal decidir se o povo vianense será consultado ou não. Palpita-me que a maioria PS, como tem sido seu hábito, usará da sua força de bloqueio, não se vá ver a braços com a demissão do seu candidato…

Infelizmente, neste assunto, Defensor Moura não está sozinho. Daniel Campelo, líder do Município de Ponte de Lima, continua a alimentar um tabu sobre este assunto, talvez como forma de ser referido na comunicação social pois sabe bem que se Ponte de Lima ficar de fora da futura comunidade Intermunicipal Minho-Lima não podendo, assim, contratualizar no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional, o futuro do seu concelho ficará deveras comprometido. E eu ainda acredito que, apesar de tudo, Campelo quererá o melhor para o concelho limiano.

Associações

Todos nós, ao longo da nossa vida, vamos pertencendo a várias associações. Muitas destas associações definham, por vezes lentamente, até deixarem de existir. Independentemente de algumas particularidades, um motivo que está sempre subjacente a esse trágico final é o do afastamento dos sócios.

Esse desfasamento é sintomático quando os resultados das eleições para os corpos dirigentes vão dando resultados “históricos” a listas únicas.

Se os sócios não se reverem na associação a que pertencem não terá esta perdido a razão de existir…?

sexta-feira, junho 13, 2008

Alto Minho artigo de 13-06-2008

Informação ao munícipe

Após alguma insistência, as actas das reuniões da Câmara Municipal de Ponte de Lima estão disponíveis no site da autarquia. Estas são uma das formas de os eleitores se inteirarem do que se discute e se decide nesse órgão executivo. Muita outra informação poderia e deveria estar disponível, a verdade é que a autarquia está a dar os primeiros passos nesse sentido e ao que parece com a ajuda da VALIMAR digital os passos serão mais firmes. Só é pena que todo o processo tenha sido bastante lento.

Já a Assembleia Municipal, também na página web do município, parece ter ficado pela inovação. Nesse espaço reservado à Assembleia, os eleitores apenas podem encontrar informação correspondente a 2002. Se nessa data foi com certeza uma boa novidade, é confrangedor verificar que ficou por aí.

Quem assiste às reuniões da Assembleia poderá ficar com a impressão que lá nada se passa ou por outro, que o que lá se passa poderá não ter muita importância para o comum dos limianos. Mas essa será uma conclusão errada. Por lá passam as mais importantes rectificações e decisões sobre o concelho e certamente será importante divulgar por todos os meios, e a web é um por excelência.

Festas populares

Esta é a altura do ano em que começam as festas populares. Na semana passada, em Arcozelo, celebrou-se o Santo António. O dia deste santo é o de hoje, sexta-feira 13, mas devido à coincidência da festa popular com a Feira do Vinho Verde, que se realiza este fim-de-semana, resolveram antecipar as festividades antoninas.

As festas populares têm vários aspectos interessantes. Entre eles a capacidade de união, de entrega dos organizadores, da participação voluntária das pessoas, da convivência. A comunidade está presente, colabora e funciona entre problemas de ultima hora até à satisfação de os ultrapassar, sempre em conjunto, em comunidade. As manifestações públicas de fé, as procissões, a eucaristia, a música popular, as concertinas… As pessoas de idade a recordarem a sua juventude, os jovens que aderem a estas iniciativas mesmo que à primeira vista assim não o pareça.

O Santo António da Torre Velha parece ter renascido das cinzas. Que assim continue mesmo com os obstáculos que os cavalos desportivos da “elite”, que se passearam pela Expolima, trouxeram, mesmo com a indelével e diligente autoridade ciosa da coima e indiferente a licenças…

sexta-feira, junho 06, 2008

Alto Minho artigo de 06-06-2008

Afinal o que se pretende?

Esta estranha Primavera caminha a passos largos para o seu término. As festas populares estão a começar e já se vêem as comissões de festas ansiosas pelo tempo a passar.

Com a melhoria do tempo, também os visitantes começam a chegar em maior número às terras limianas e o rio volta a ser atractivo para um mergulho. Por esta razão não se percebe que ano após ano a Câmara Municipal pareça continuar inerte perante a degradação da qualidade das águas das praias mais concorridas do concelho, a do Arnado e D. Ana.

Já aqui, várias vezes, alertei para esta situação. Para a vergonha de ter esses espaços interditos a banhos, para a falta de sinalização desse facto que permite crianças e adultos banharem-se ignorando os perigos inerentes. A incompreensão é maior tendo em conta que o vereador do pelouro do ambiente já se pronunciou sobre o assunto, dando conta que medidas estavam a ser tomadas, nomeadamente uma investigação a possíveis prevaricadores… A verdade é que ainda nada foi tornado público e os resultados das análises continuam a interditar as nossas praias.

Alguns responsáveis autárquicos, nomeadamente o presidente, já vieram dizer que isto tudo é uma falácia, pois as referidas praias já não o são… E isso deverá dar consolo a gerações de limianos que passaram a sua juventude no rio? Deixará por isso a água estar imprópria?

Lamento, mas vergonha deve ser o sentimento de qualquer limiano que leia notícias como as que se puderam ler na passada semana no Jornal de Notícias ou no Diário de Notícias, dando Ponte de Lima como exemplo de "praias interditas há muito tempo e que já deviam ter os seus problemas resolvidos". Isto, quando o nosso rio é o da lenda do esquecimento, quando a nossa Câmara Municipal parece fazer tudo por dar uma imagem de Ponte de Lima como um concelho ecológico por excelência.

População no distrito de Viana do Castelo

Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, a população residente no distrito de Viana do Castelo era, em 2006, de 252 011. O que significa que a população aumentou desde o inicio da década, uma vez que em 2000 viviam no distrito 247 332 pessoas.

No entanto apenas os concelhos de Ponte de Lima, Ponte da Barca, Valença e Viana do Castelo registaram aumentos de facto na sua população desde 2000. De realçar que todos os concelhos no distrito decrescem em número de crianças e jovens, aumentando, por outro lado, a população adulta A grande excepção é o concelho de Melgaço que em todos os grupos etários perde população, curiosamente mantendo um número de eleitores claramente superior ao da população residente. Como se poderá comprovar consultando os sites do INE e da Associação Nacional de Municípios Portugueses, o número de habitantes residentes neste concelho em 2005 era de 9 693, mas o número de eleitores registados para as eleições autárquicas desse ano foi 10 496.

sexta-feira, maio 30, 2008

Alto Minho artigo de 30-05-2008

Festival Internacional de Jardins

O tema deste ano do Festival é Energias no jardim, tendo sido apresentados a concurso 19 trabalhos (informação retirada daqui, notícias mais recentes dão conta de 43). No Festival participarão 11, escolhidos pelo júri, e um 12º que transita do festival de 2007.

Este festival é uma tentativa de construir uma marca identificadora do concelho limiano. A participação internacional é, sem dúvida, uma das mais importantes e cobiçadas pela organização. Talvez fosse interessante revelar quantos projectos internacionais foram apresentados e quantos foram rejeitados. Assim ficaria claro que a participação internacional não era “protegida” pela organização e que o concurso seria mesmo um concurso onde os interessados partiriam em pé de igualdade, independentemente de terem nacionalidade portuguesa ou estrangeira.

Coisas pequenas

São pequenas ou talvez não. Parece sina que sempre que se constroem, reformulam ou renovam espaços públicos passado algum tempo volta-se a abrir um buraco para passar alguma coisa que não fora prevista.

No ano passado, foram as Aguas do Minho e Lima que esburacaram as estradas e que pareciam ter esquecido que havia pessoas que por lá continuavam a ter que passar. Agora, foi a obra de colocação de fibra óptica. É verdade que em nada se compara com o exemplo citado anteriormente até porque o método usado nesta obra foi bem diferente. Ao fim de uma semana já o buraco estava tapado e repavimentado. Mas esta situação não pode permitir a ausência de fiscalização de quem de direito, de forma a verificar se essa repavimentação está a ser realizada de forma correcta.

Interessante

No início do próximo mês realiza-se em Ponte de Lima um encontro de camionistas e camiões. A Câmara Municipal apoia o evento que reunirá centenas de camiões na vila limiana. Este evento faz realçar a necessidade de um parque próprio para este tipo de transporte que vai ocupando os caminhos e estradas de Ponte de Lima. Em tempos, a Câmara justificou a compra de um terreno na saída da auto-estrada na freguesia da Ribeira com a construção desse espaço. O terreno foi adquirido, mas o parque TIR ficou limitado às intenções e destas...

sexta-feira, maio 23, 2008

Alto Minho artigo de 23-05-2008

Será que queremos que participem?

Depois do inquérito feito pela Universidade Católica, patrocinado pelo Presidente da Republica, para aferir a sensibilidade dos jovens para com a política, os alertas vermelhos foram accionados.

A verdade é que quanto mais longe ficamos da época revolucionária do 25 de Abril mais acentuada é mutação das formas de actuação política dos jovens. É certo que muitos jovens não querem nem têm qualquer motivação para participarem de uma forma tradicional na política. Não o querem por várias razões e entre as primeiras está a falta de credibilidade que certa classe política tem imprimido na sua actuação.

Os jovens participam na comunidade desde que motivados para isso. Vejam o caso das várias associações cheias de jovens onde estes dão o seu contributo, o seu tempo, a sua inteligência em prol dos outros, em prol da comunidade. São as causas ambientais e sociais as que usualmente têm maior adesão em detrimento das juventudes partidárias que vão tendo alguns números, mas cada vez menos militantes. Ou seja, o problema não está na participação dos jovens na política, enquanto forma de influenciar e melhorar a comunidade, o problema está na participação dos jovens de forma clássica através dos pilares da democracia que devem ser os partidos.

Mas como atrair os jovens aos partidos, à política nacional quando eles olham para os partidos e vêem, por exemplo um primeiro ministro que prometeu mundos e fundos e muito pouco cumpriu? Quando olham para a oposição e não conseguem perceber onde está a alternativa?

O primeiro passo deverá ser o de ter a coragem de assumir uma mudança de atitude. Na passada sexta feira, numa conferência aberta à comunidade, promovida pelo PSD de Ponte de Lima, os participantes puderam ouvir o conferencista, Paulo Morais, a afirmar precisamente isso, a necessidade de ter coragem para mudar um sistema vicioso que enfraquece o Estado.

Mas como faze-lo? Não nos abstendo das nossas responsabilidades. Estas começam na nossa participação activa na comunidade, passando pela nossa responsabilidade de usar, contrariando um chavão da esquerda dos idos de Abril, a nossa arma, que é o voto, para eleger aqueles que como nós querem servir a comunidade sem demagogias, sem hipocrisias, sem espectáculo, mas com seriedade, com projectos realistas assentes na verdade e não em fumos de marketing político. Aqueles que nos tratam, a nós eleitores e cidadãos, com o respeito que merecemos.

Quando isto for uma realidade, aí veremos como os jovens estão presentes na política, de onde, aliás, nunca estiveram alheados, porque participar é também recolher assinaturas para que a Câmara Municipal construa, por exemplo, um espaço radical no concelho tal e qual como um grupo de adolescentes fez aqui há uns meses em Ponte de Lima e que se espera que venha a resultar na construção de tal espaço, a exemplo de concelhos vizinhos como o dos Arcos de Valdevez.

sexta-feira, maio 16, 2008

Alto Minho de 16-05-2008

Vaca das Cordas

Por muitos e bons eventos que se tragam e se promovam em Ponte de Lima nenhum se aproxima das tradicionais Vaca das Cordas e Feiras Novas.

Estes dois eventos assumem uma importância enorme no chamado “marketing de cidades” do concelho de Ponte de Lima.

A propósito da Vaca das Cordas, é justo fazer alusão a uma das últimas famílias ao estilo de clãs ainda existentes na vila limiana, a família Varela. Para quem não sabe, esta família é uma das principais responsáveis pela Vaca das Cordas como a conhecemos actualmente. Hoje, é Aníbal Varela quem dá a cara por todo o processo organizativo.

A Vaca das Cordas é uma festa popular que junta não só aficionados da corrida do touro pelas ruas limianas mas também muitos que aproveitam o mote para se reunirem e passarem um bom bocado com os amigos. Não será este o sucesso das festas limianas, o sentir-se bem com o ambiente, com o local, com os amigos?

Atenção

Escrevi aqui, faz duas semanas, que a Câmara Municipal deveria dar especial atenção à igreja de S. António da torre velha. A verdade é que, passada uma semana, via-se que a atenção já existia. Uma equipa de uma empresa de iluminação trabalhava com azáfama. Seria para renovarem a iluminação da igreja…? Não, apenas colocavam uma qualquer iluminação festiva, de duvidoso gosto, talvez mais propício para épocas natalícias e nos EUA, onde o berbequim era usado para furam as pedras centenárias e os telhados serviam de andaime…

Assim sim

O auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima foi pequeno para as pessoas que lá se deslocaram para assistir à primeira tertúlia de história local. Esta é uma boa iniciativa do pelouro da cultura que merece a boa recepção dos limianos.

Mas com esta iniciativa ficou também demonstrado que a Biblioteca Municipal já não tem as condições necessárias para aquilo que se pretende. O auditório é pouco acolhedor e foi bom no início da década de 90. Mas este é talvez o menor dos problemas da biblioteca que tem vindo a perder a importância para outras valências construídas mais recentemente. Talvez seja tempo de pensar num novo e abrangente edifício para a Biblioteca.

sexta-feira, maio 09, 2008

Alto Minho artigo de 09-05-2008

Fórum Municipal da Juventude

Durante anos algumas juventudes partidárias deram voz ao pedido da juventude limiana para a realização de um fórum municipal da juventude. O poder político sempre negou este espaço que se pretendia de reflexão.

Recentemente, talvez menos de um ano depois de negar mais um pedido da JSD local, a Câmara Municipal tornou público o desejo de criar um fórum municipal de juventude.

Se essa atitude era louvável, revelou-se na passada semana um “flop”. Porquê? Porque de fórum teve pouco. O que se programou foi uma festita para a juventude onde se incluía uma palestra dividida em dois assuntos. Estes até eram pertinentes e interessantes, mas o que se pretendia quando se falava em Fórum Municipal da Juventude era um espaço aberto de discussão dos problemas dos jovens limianos. Um espaço onde estes pudessem, sem intermediários que não os das suas associações, interpelar, alertar, discutir com quem detém o poder em seu nome, e não uma “palestra” por mais meritório que fosse o palestrante.

Infelizmente, a discussão, a interpelação, a conversa parecem não fazer parte das políticas dinamizadas pelo executivo municipal. Para este parece mais cómodo colocar os jovens a ouvir, a cantar, até, mas sem oportunidade de usarem a sua tradicional irreverência para “falarem”, para interpelarem. A mensagem parece ser, “ouçam, cantem, mas não falem, não pensem”.

Decisões no PS distrital

“Desta vez não temos desculpas pois quem nos humilha é um dos nossos” eis o que escreve Manuel Pires Trigo, um destacado independente socialista de Ponte de Lima, relativamente à atitude de Defensor Moura. Realmente, o PS deixa de ter desculpas. É mais que evidente que a guerra interna começa a ter propulsões intolerantes. Não é por poder, talvez seja por influência, a verdade é que seja pelo que for não podem ser os cidadãos do Alto Minho a sofrer as consequências.

Talvez seja tempo do PS pensar se por uma guerra inócua vale a pena sacrificar os alto-minhotos, em particular os vianenses. A decisão dentro em breve terá que ser tomada. Será que o PS estará pronto para sacrificar uma câmara em prol de uma região?