A verdade é que não está muito bem, mas o verdadeiro problema é que o vereador em causa, nomeadamente no caso junto à já referida escola básica, na verdade, não é o responsável pelo “caos” que por lá se vive nas “horas de ponta”. O verdadeiro culpado é o vereador da educação e, em última análise, Daniel Campelo, se não vejamos. O verdadeiro problema é a localização da escola, num local que, para o paradigma actual, não apresenta condições logísticas capazes de colmatar o problema que resulta do estacionamento selvagem. De facto, a escola de Ponte de Lima já deveria ter sido deslocalizada para outra área, por exemplo para junto do jardim-de-infância, agrupando as crianças de outras áreas como parte da Feitosa e Arca.
Já agora, dois pontos muito rápidos. O primeiro, tendo como base um argumento que li no último Alto Minho, proibir o estacionamento no largo de Camões apenas por razões estéticas não parece ser um grande argumento, é que talvez os limianos estejam “fartos” de fazer sacrifícios apenas para inglês ver (e antes fossem mesmo ingleses). O outro, e ainda relativamente à entrevista de Gaspar Martins, é que parece um pouco desconexo que quem acha que o Areal, e a sua capacidade para absorver as viaturas das pessoas que se deslocam ao centro histórico, é “o principal responsável pelo crescimento e desenvolvimento a nível do comércio em Ponte de Lima” seja apologista, e não vai assim há muito tempo, do pagamento do estacionamento nesse mesmo areal.