Uma iniciativa louvável de que se espera a repetição no próximo ano. Para oferta ou para completar as bibliotecas pessoais, alguns dos livros são de leitura “obrigatória” e deveriam constar da biblioteca de todos os amantes de Ponte de Lima.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Alto Minho artigo de 22-12-2008
Uma iniciativa louvável de que se espera a repetição no próximo ano. Para oferta ou para completar as bibliotecas pessoais, alguns dos livros são de leitura “obrigatória” e deveriam constar da biblioteca de todos os amantes de Ponte de Lima.
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Alto Minho artigo de 18-12-2008
O PSD estranhou o aumento, inconsistente e em ano de eleições, na transferência de verbas relativamente à rubrica da Actividade de Iniciativa das Freguesias. Uma situação que inevitavelmente leva à suspeita de uma gestão eleitoralista em vez de serem tidas em conta “as necessidades efectivas das respectivas pessoas das freguesias”. O PS definiu este documento como uma “declaração de intenções, com um elevado número de projectos que se arrastam desde o início do presente mandato, ou seja, desde o ano de 2005”.
Quer o PS quer o PSD têm razão. Este é um documento que aposta novamente em muitos projectos mediáticos, bons para os artigos nos jornais, mas que tardam em se efectivar, que trata as freguesias como criancinhas que em dia de festa (leia-se, ano eleitoral) têm direito a um doce.
Continuamos sem estratégia em pontos-chave como a economia. Continua-se a apostar num concelho bonito para a fotografia, mas não tão bom para viver. Este deveria ser um documento com maior sensibilidade social, onde o apoio às famílias limianas carenciadas deveria ser prioritário. São vários os indicadores que apontam para um aumento da pobreza em Ponte de Lima. O apoio deveria ser dado quer através das instituições de solidariedade social quer através das próprias instituições de apoio social ligadas às paróquias, como por exemplo os centros de dia, ou seja, os que estão mais perto dos necessitados.
O que fica deste Plano e Orçamento é que muito mais se poderia fazer, escasseiam projectos objectivos e concretos que em tempos difíceis deveriam ser levados a cabo. Fica a sensação de que se não fossem as eleições que se avizinham, nem a operação de cosmética o distinguiria dos outros Planos e Orçamentos sem chama, sem audácia dos últimos 4 anos.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Alto Minho artigo de 11-12-2008
A edificação de uma biblioteca nova, necessidade gritante que qualquer utente da actual biblioteca sente, poderia ser aproveitada para centrar aí a coordenação da dita rede de informação municipal na vertente cultural. O edifício no centro histórico, que actualmente alberga a Biblioteca Municipal, poderia ser aproveitado para albergar o fundo antigo bem como exposições permanentes sobre algumas das mais marcantes personalidades limianas.
Os parágrafos que acabaram de ler foram escritos aqui em 2006 e 2007, respectivamente. Poderiam ter sido outros, mas seleccionei estes por na semana passada ter alertado para uma situação lamentável que se vive na Biblioteca Municipal, e faço-o como mero exemplo de que a crítica que aqui se faz, faz-se não pela critica em si, mas para benefício da nossa comunidade. Se o que predomina neste espaço é a critica ao actual governo municipal de Ponte de Lima é porque o seu autor não comunga do caminho pseudo-ruralista, passadista, sem futuro, sem condições de vida, sem ambição que Daniel Campelo parece ter escolhido para o concelho limiano. Lamento, mas penso que se pode fazer muito mais e muito melhor.
Aproveitando a apresentação do livro “Esparsos Raros e Inéditos do Conde d'Aurora”, Daniel Campelo "atacou" os críticos que hoje escrevem nos jornais locais que, na sua opinião, não apontam novos caminhos, não apontam novas soluções, apelando a que lhes seja oferecido o livro para aprenderem com as críticas do Conde d'Aurora.
Como puderam ler, infelizmente não cumpro os requisitos e lá terei que comprar o livro...
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Alto Minho artigo de 01-12-2008
Já agora, o que está em causa na Integração de Viana do Castelo na Comunidade Intermunicipal do Alto Minho não é a gestão do concelho A, B ou C como Defensor quer fazer passar, mas sim a gestão integrada de uma região que, por causa dos líderes políticos “históricos”, ocupa o lugar que bem conhecemos nas tabelas de desemprego, investimento, actividades culturais, qualidade de vida…
A existência de um responsável com formação superior é obrigatória. Como o lugar vagou, restava à Câmara Municipal abrir concurso para provimento de lugar de técnico superior de biblioteca. Foi isso que aconteceu, o esquisito foi esse concurso ter sido anulado sem que o lugar tenha sido ocupado. Afinal o que se passa? Porque se anula um concurso para uma vaga que existe e que precisa urgentemente de ser ocupada? Será por questões de medida…?
A verdade é que os jovens têm uma nova forma de participação, não ideológica, mas de valores. Estaremos prontos para apostar nesta nova forma de estar na comunidade, na política? Estarão os partidos dispostos a apostar nos jovens, na renovação, numa nova atitude, numa nova esperança?
segunda-feira, novembro 24, 2008
Alto Minho artigo de 24-11-2008
Entretanto, o presidente da Câmara de Ponte de Lima tornou público que a entrega foi uma "experiência" para as crianças se “familiarizarem” com os computadores e que os alunos estavam avisados de que não iriam ficar com eles para já. Só não se percebe por que é que a experiência tinha que ser feita com as máquinas fotográficas e de filmar da comunicação social e um Primeiro-ministro a fazer o papel de distribuidor de material informático.
Esta situação suscita algumas questões. Alguém terá perguntado aos pais se concordavam com a entrada dos seus filhos como figurantes neste “sketch” publicitário? Experiência de quê? De como Daniel Campelo fica bem na fotografia com o Primeiro-Ministro? Experiência para travar a exposição mediática da contestação que paira no ensino em Portugal?
O mediático presidente da Câmara de Ponte de Lima não deveria pactuar com estas situações. O concelho de Ponte de Lima, os limianos devem ser tratados com respeito e ele deveria ser o primeiro a garantir isso.
Mas, ao chumbar o Orçamento e Plano, o PS assume o desespero da tentativa de bloqueio em ano de eleições, esquecendo-se de que quem vai pagar são as pessoas de Caminha, com obras atrasadas, projectos adiados, escolas, caminhos, água, eventos culturais…
segunda-feira, novembro 17, 2008
Alto Minho artigo de 17-11-2008
Depois do artigo que escreveu no número anterior deste jornal, Defensor alargou esta estratégia ao Partido Socialista. Esqueceu-se de que não existe um Partido Socialista de Viana do Castelo, mas um estrutura do Partido Socialista em Viana do Castelo. Depois das críticas feitas e com o embalo do resultado que pensa ter no referendo, o caminho autárquico de Defensor é claro, a candidatura independente à Câmara Municipal de Viana do Castelo.
O problema do trânsito junto à escola básica do primeiro ciclo da vila de Ponte de Lima
No caso da vila de Ponte de Lima, sabendo de todos os problemas inerentes à actual escola básica do 1º ciclo, porque não constroem uma nova noutro local? Por exemplo, e como já escrevi anteriormente, junto ao jardim-de-infância da vila de Ponte de Lima?
Continuará o PS distrital a dizer não às portagens nas SCUT?
O Partido Socialista realizou o congresso distrital em Ponte de Lima. Para além da quezília interna entre alguns militantes de Viana do Castelo e o resto do distrito, bem como a consolidação da hegemonia de Rui Solheiro na estrutura socialista distrital, o que mais se realçou foi a não votação de uma proposta de repúdio às portagens nas SCUT. Por motivos processuais essa votação apenas será realizada na próxima reunião da Comissão Política Distrital do PS. Ficámos todos curiosos por saber o desfecho desta votação que com certeza será publicitada.
segunda-feira, novembro 10, 2008
Alto Minho artigo de 10-11-2008
A jornalista dá conta da opinião dos intervenientes, dos alunos, do responsável pelo pelouro da Educação do município de Ponte de Lima, da empresa de transportes e do presidente do Conselho Executivo da escola.
Os alunos vêem o percurso como uma “aventura” cansativa e perigosa, a empresa, segundo os pais, considera o percurso não rentável, o vereador da Educação, Franclim Sousa, refere o “incumprimento” da empresa para de seguida afirmar que “em princípio” esta teria que efectuar todo o percurso até Vilar do Monte, empurrando a responsabilidade para o Instituto dos Transportes Terrestres e para a necessidade da escola “ocupar” os alunos até ao próximo transporte, a escola afirma que está “aberta até às 18.30” podendo os alunos almoçar e usar os recursos da escola para “melhorar o desempenho”.
Que fazem os pais? Vão protestando “insistentemente” afirmando o direito dos alunos a serem “levados a casa” quando, para mais, estes têm um passe pago.
À indignação inicial junta-se a indignação face às respostas dos responsáveis. Ninguém é responsável, a empresa porque não tem lucro. Por que concorreu então ao transporte? O vereador alega o incumprimento da empresa, mas não tem a certeza e aponta outros responsáveis, um material, o tal Instituto, e um moral, a escola que deveria “ocupar” os alunos. Finalmente, a escola aponta os verdadeiros culpados, os alunos.
Eu diria que os verdadeiros culpados são os pais, e com eles nós todos. Porquê? Porque confiamos os nossos votos nestes responsáveis políticos que, ao invés de resolverem estes problemas, vão “sacudindo o capote”.
E as crianças? Vão fazendo exercício físico e se este influenciar negativamente a “prestação” escolar? Se não recuperarem antes, têm sempre a possibilidade de, daqui a uns anos, recorrerem às Novas Oportunidades…
segunda-feira, novembro 03, 2008
Alto Minho artigo de 03-11-2008
O vereador, Bento Chão, eleito pelas listas do PSD de Caminha, criticado anteriormente pelo PS de Caminha, a quem Júlia Paula tinha retirado os pelouros que detinha por “falta de confiança política”, deu mais um passo em falso. Cedeu ao oportunismo do PS local, votando com os vereadores deste partido para retirar poderes anteriormente delegados na presidente da Câmara. Com esta atitude consumou a traição.
A traição, ao contrário do que se possa pensar, não foi ao partido que o acolheu nas suas listas, o PSD, nem mesmo à líder dessa lista e presidente da Câmara, foi essencialmente para com as pessoas que o elegeram. Já agora, a traição aos eleitores é algo que estes tendem a não perdoar e a seriamente castigar.
Para além do barulho e da instabilidade política momentânea, o que fica deste caso? Apenas uma péssima imagem de um PS desesperado e sem ideias para Caminha.
Vejam o exemplo do nosso distrito, o leitor sabe, por acaso, o nome de apenas dois deputados eleitos pelo nosso distrito? Pois é. A verdade é que é difícil lembrarmo-nos dos nomes deles, ainda para mais quando estes apenas por cá passam de quatro em quatro anos.
Alguém sabe as suas posições, opiniões sobre o distrito, o futuro e o presente que defendem para o Alto Minho? Serão estes verdadeiramente os representantes dos eleitores do Alto Minho? Não deveriam eles, a título de exemplo, ter uma perspectiva social representativa do distrito que os elegeu. 59.59% dos eleitores do distrito votaram não no referendo da despenalização do aborto, como votaram os nossos deputados? Pode parecer irrelevante e uma questão de consciência e isso tudo, mas, na verdade, revela a ligação que existe com os eleitores, com a vivencia, a cultura que os deputados deveriam representar ao serem eleitos por um círculo eleitoral. É nisso que os partidos têm que reflectir agora que começam a preparar as próximas eleições. É isso que os eleitores deverão exigir votando conscientemente naqueles que querem como seus representantes.
segunda-feira, outubro 27, 2008
Alto Minho artigo de 27-10-2008
A verdade é que não está muito bem, mas o verdadeiro problema é que o vereador em causa, nomeadamente no caso junto à já referida escola básica, na verdade, não é o responsável pelo “caos” que por lá se vive nas “horas de ponta”. O verdadeiro culpado é o vereador da educação e, em última análise, Daniel Campelo, se não vejamos. O verdadeiro problema é a localização da escola, num local que, para o paradigma actual, não apresenta condições logísticas capazes de colmatar o problema que resulta do estacionamento selvagem. De facto, a escola de Ponte de Lima já deveria ter sido deslocalizada para outra área, por exemplo para junto do jardim-de-infância, agrupando as crianças de outras áreas como parte da Feitosa e Arca.
Já agora, dois pontos muito rápidos. O primeiro, tendo como base um argumento que li no último Alto Minho, proibir o estacionamento no largo de Camões apenas por razões estéticas não parece ser um grande argumento, é que talvez os limianos estejam “fartos” de fazer sacrifícios apenas para inglês ver (e antes fossem mesmo ingleses). O outro, e ainda relativamente à entrevista de Gaspar Martins, é que parece um pouco desconexo que quem acha que o Areal, e a sua capacidade para absorver as viaturas das pessoas que se deslocam ao centro histórico, é “o principal responsável pelo crescimento e desenvolvimento a nível do comércio em Ponte de Lima” seja apologista, e não vai assim há muito tempo, do pagamento do estacionamento nesse mesmo areal.
segunda-feira, outubro 20, 2008
Alto Minho artigo de 20-10-2008
Quanto ao primeiro tema, de grande importância para a vida de nós todos e em particular dos vianenses, com o passar do tempo, com as declarações amargas que em catadupa o presidente da Câmara de Viana do Castelo vai fazendo, fica óbvio o que o realmente o move. Apenas e simplesmente o sentimento pessoal de derrota que Defensor sente ao ver o seu arqui-rival interno (PS), Rui Solheiro, a liderar a nova comunidade Intermunicipal do Alto Minho. A escolha dos presidentes da Câmara do distrito será essa e já se adivinhava que, dentro da conjuntura actual, não seria outra. Defensor Moura nunca conseguiu personificar o peso que Viana do Castelo tem no distrito. Com as suas posições e declarações “radicais” foi forçando a divisão do distrito e o afastamento entre o concelho que lidera e os restantes concelhos alto-minhotos.
Os cidadãos de Viana do Castelo são livres de escolher os seus líderes, mas devem ter consciência de que aquilo que escolherem se reflectirá na sua vida. Sim, na sua vida. É que esta posição de “orgulhosamente sós” que o seu presidente assumiu não é apenas uma “casmurrice” entre “eles”. As implicações económicas, sociais e até culturais desta decisão são mais que muitas.
Em relação ao segundo tema que dizer? Alguns leitores tem-me interpelado nesse sentido, “Leu a entrevista? Qual é o seu comentário?”, perguntam-me. Bom, caros leitores, em relação à entrevista apenas posso afirmar que comentários a “telenovelas” se encontram noutras publicações e não neste artigo.
segunda-feira, outubro 13, 2008
Alto Minho artigo de 13-10-2008
Se o primeiro é um pouco mais consensual, o segundo já suscita todo o tipo de dúvidas e posições estremadas.
O feriado municipal como está actualmente deixou de fazer sentido, no dia 20 de Setembro nada de realmente importante existe para Ponte de Lima ao contrário do dia 4 de Março que, no fundo, será como que a data fundadora da Ponte de Lima que conhecemos. Faz todo o sentido a mudança do feriado Municipal e para isso apenas parece faltar uma verdadeira vontade política.
A elevação a cidade é para muitos limianos uma questão, como se diz agora, “fracturante”. Esta mudança implica ultrapassar algumas questões emotivas. É verdade que significaria perder o chavão de “vila mais antiga de Portugal”, mas não será que no computo final não seriam maiores os ganhos que as perdas? Geralmente, quando suscitada esta questão, é recorrente ouvir-se “mais vale ser uma vila de primeira que uma cidade de segunda”. Mas a questão será, por que há-de ser Ponte de Lima uma cidade de segunda? Poderá ser uma cidade pequena, mas isso não significa que seja de segunda. E essa deveria ser uma meta em que todos os limianos deveriam ser envolvidos, a de Ponte de Lima ser uma cidade modelo. Modelo na sua planificação urbana, na manutenção e preservação da sua zona histórica, na projecção de novos modelos económicos agregados às novas tecnologias, um modelo de aproveitamento da mão-de-obra jovem, no fundo, um modelo de desenvolvimento económico, social e cultural.
Este sim, é um desafio que é preciso ter coragem de assumir. É óbvio que isso significa uma mudança de paradigma, mas não será disso que Ponte de Lima precisa? Uma mudança? Falta saber se há coragem…
segunda-feira, outubro 06, 2008
Alto Minho artigo de 06-10-2008
Esta provocação, de escolher o único concelho que tem dúvidas na adesão para sede da intermunicipal, apenas vem dar argumentos, demagógicos é certo (estou mesmo a ver os outros presidentes da Câmara do distrito de armadura a conquistar a Viana o Castelo da Barra), aos partidários do isolamento. A não ser que o objectivo fosse esse, a escolha é errada.
A escolha da sede deveria ser simbólica. Já que a parte administrativa se repartirá entre Valença e Ponte de Lima e não podendo ser um destes concelhos, por motivos óbvios, tal como o vereador do PSD na Câmara de Ponte de Lima afirmou na sua declaração de voto (que, para quem não sabe, votou contra os estatutos da Intermunicipal), a escolha da sede deveria ter recaído em Paredes de Coura, afinal é o concelho mais central do Alto Minho.
Claro que este cenário é exagerado, mas numa coisa Campelo tem mérito, é que tenta pôr os sonhos em prática, basta para isso ver como vão ficando as nossas zonas industriais… a mato.
Foi um político que, dez anos depois da sua morte, ainda é exemplo para todos os que participam na vida pública. Deixou legado e isso é algo que muitos podem almejar, mas que poucos alcançam.
sexta-feira, setembro 26, 2008
Alto Minho artigo 26-09-2008
Esta foi a justificação que Daniel Campelo deu numa entrevista à ROL para a hegemonia cada vez maior da cerveja face ao vinho verde, nas Feiras Novas.
O que Daniel Campelo quis dizer foi que a indústria da cerveja envolve muito dinheiro, logo, a contribuição desta para as festas será bastante significativa dentro do "bolo" geral do orçamento das Feiras Novas. É isto que a indústria vinícola da região não consegue acompanhar querendo ou não aderir ao marketing de que Campelo falou.
Será esta atitude negativa? A resposta depende daquilo que se pretende das festas do concelho limiano. Poderá significar apenas que a aposta não é propriamente na exclusiva promoção dos produtos autóctones do concelho, mas também na capacidade de organizar umas festas com a grandiosidade que as Feiras Novas tomaram.
Feiras Novas
Este ano as festas começaram um pouco mais tarde. As aulas já tinham começado, quer no ensino secundário quer no universitário. Este factor não é menosprezável e influencia a maior ou menor afluência de pessoas.
Embora com menos de pessoas, as festas não perderam a sua essência nem o cariz popular. De louvar a iniciativa de um bar do centro histórico, que, no dia com menos gente, a segunda-feira, organizou rusgas que animaram a noite de uma forma paralela ao programa as ruas limianas.
A organização que há uns anos se recusava a recorrer a meios usados noutros eventos desta magnitude, como queimas das fitas e concertos, tem vindo paulatinamente a usa-los, o que é verdadeiramente positivo. Primeiro foram os sanitários móveis, agora a segurança privada. Esta última contribuiu e muito para o sucesso das festas deste ano.
Não posso deixar de referir as bandas de música, nomeadamente as de sexta-feira. As Feiras Novas já não seriam as mesmas sem estas, uma aposta que o tempo demonstrou ser ganha.
Fim das férias
Terminaram as Feiras Novas. Espera-se que agora a política volte a Ponte de Lima. É que se torna estranho que, faltando um ano para as eleições, o que mais se ouça seja o silêncio.
sexta-feira, setembro 19, 2008
Artigo de 19-09-2008
Escolhas
Tal como imensos limianos, trabalho fora de Ponte de Lima. Por vezes desloco-me a Braga para aí apanhar o comboio para a cidade onde trabalho. Nessas viagens, mais do que a teoria, tenho a prática de como as decisões políticas têm uma enorme influência na vida das pessoas, na vida de gerações. Isto, porque, sempre que tenho que perder 35 minutos numa estrada com um traçado quase imutável desde o tempo de Oliveira Salazar, a estrada Ponte de Lima – Braga, pergunto-me como terá sido possível os decisores políticos terem sucumbido aos interesses de um lobby, como se diz agora, e terem deixado cair por terra o projecto, então em construção, da linha de comboio do Lima. Uma linha que certamente teria, mais tarde ou mais cedo, ligação a Braga. Como tudo teria sido diferente. Como este vale teria desenvolvido de forma totalmente diferente, como gerações poderiam ter tido outro futuro.
É esta a importância das nossas escolhas, a importância da nossa participação, da nossa consciente delegação de poderes nos nossos eleitos. Serão eles que, com as suas decisões, comprometerão o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos.
Feiras Novas
Penso que as Feiras Novas que mais nos marcam são aquelas primeiras, na adolescência início da juventude, que vivemos sozinhos com os amigos. São essas que nos irão marcar e definir a imagem daquilo que para nós são as Feiras Novas.
Para uns as Feiras Novas são as concertinas pelas ruas da vila e junto ao S. João, para outros, a música gravada e o convívio nas Pereiras e recentemente para uma nova geração, o que se passa na EXPOLIMA. Nenhuma substitui as outras e a verdade é que se complementam. No entanto, é preciso ter em conta que as primeiras foram sendo uma “imposição” popular, a última foi uma criação artificial e, como tal, será necessário ter em conta vários condicionalismos, dar melhores condições e estabelecer regras rigorosas, perceptíveis, fiscalizando o seu cumprimento. Isto para que este espaço não se transforme num “buraco negro” que engole o que de melhor têm as festas limianas.
sexta-feira, setembro 12, 2008
Artigo de 12-09-2008
Não será que um dos erros que os partidos da oposição cometem em Ponte de Lima é o de apostarem tudo à última da hora num cabeça de lista sebastianista, esquecendo-se de que se devem apresentar como uma alternativa, como defensores/construtores de um novo rumo para o concelho limiano?
Como me parece que a resposta é positiva, imagino que os partidos da oposição já fervilhem quer na organização de listas (naturalmente, pois falta um ano para as eleições autárquicas), quer na procura do seu candidato a Presidente da Câmara. Infelizmente, o que o passado recente nos mostra é que a aposta recorrente é a procura de um “cabeça de cartaz”. Esquecem-se de que este deveria ser um rosto de políticas diferentes e alternativas para o concelho. Essas políticas alternativas, esse projecto, devem ser construídas com tempo, com ponderação, com o envolvimento dos seus militantes bem como da comunidade. Será que alguém na comunidade se envolve em algo quando o que lhe é apresentado é apenas um nome ou um possível nome pouco antes das eleições?
O tempo de D. Sebastião já lá vai, 530 anos é muito tempo e não me parece que mesmo com muito nevoeiro, e este mês tem sido pródigo nisso, ele volte. Muito menos a Ponte de Lima.
Princesa do Lima?
O Presidente da Câmara de Viana do Castelo parece viver numa redoma de vidro. Agora quer tentar referendar uma lei. Com a pergunta que referiu ao Alto Minho, “Aceita aderir a uma Comunidade com estas regras?”, o que Defensor Moura parece querer é que o referendo seja chumbado no Tribunal Constitucional, pois as matérias da competência legislativa reservada aos órgãos de soberania não podem ser objecto de referendo local.
Viana do Castelo comete um erro estratégico, histórico se ficar de fora da comunidade intermunicipal Minho-Lima. Este erro não se irá reflectir apenas arduamente em questões económicas, mas também em questões sociais e de influência deste concelho que até aqui tem sido capital do distrito com o seu nome. Com esta lei do governo socialista e possivelmente com a implementação, em breve, da regionalização, os distritos, como os conhecemos, deixarão de fazer sentido. Talvez nessa altura, o concelho de Viana do Castelo, se persistir em ficar de fora, sinta da pior forma o vazio onde escolheu cair.
sexta-feira, setembro 05, 2008
Artigo de 05-09-2008
Vaga de fundo
Na política local o escrutínio torna-se, digamos, mais pessoal, de maior proximidade entre o eleito e o eleitor. As pessoas conhecem-se do dia a dia, sabem a proveniência, sabem quem é quem. Por vezes torna-se difícil para o eleitor distinguir racionalmente entre a “persona” política e a “persona” social. É com esta dificuldade que o eleitor terá que escolher o seu representante nos órgãos que teoricamente mais próximo estão do eleitorado.
A carga pessoal por vezes dificulta a distância que a escolha do nosso representante necessitaria. Muitos políticos aproveitam este facto, que para eles é encarado como uma vantagem. Nestas circunstâncias e quando o político quer demonstrar desapego ao lugar que ocupa, procura, para se recandidatar, o que se denomina como “vaga de fundo”.
Imaginemos que alguém exerce um cargo há vários anos, que já não tem o folgo de outrora, que o vigor reformista há muito foi perdido, mas que ainda assim não pretende deixar o cargo que exerce. A primeira coisa que faz é demonstrar que já não está interessado em exercer o cargo, aí alguns próximos do político, os mais afoitos, começam a aparecer como interessados no seu lugar, isto permite, por um lado esclarecer o político de quem está realmente com ele, por outro dá-lhe tempo de eclipsar esses “usurpadores”. Posteriormente, os de maior confiança, os que não pretenderam o seu lugar, vão calcorreando o terreno, preparando o caminho. O político, esse continua a dizer que não está interessado em exercer o cargo, que este foi muito estimulante, que deseja que o concelho ou a freguesia continue no caminho do sucesso que foi, obviamente, alcançado nos seus mandatos, mas ele já sente cansaço do exercício do poder, precisa de novos desafios.
A empatia pessoal está, no entanto, a ser moldada pelos da sua confiança. As pessoas, os eleitores, começam a ser levadas a crer que não existe alternativa, que até existem muitas falhas, mas que pelo menos já sabem com o que contar. Que o político até quer sair, mas o que será de nós, se pelo menos existisse alternativas? A contra informação é uma ferramenta usada constantemente pelo político. Hoje dá-se a entender que não se continua, amanhã que até poderia continuar, depois que se está cansado e por aí fora com uns tabus pelo meio para “apimentar”…
Falta um ano para as eleições autárquicas, a estratégia da “vaga de fundo” já tem seguidores em Ponte de Lima e não é difícil para o leitor descobrir quem são os seus partidários.
sexta-feira, agosto 22, 2008
Alto Minho artigo de 22-08-2008
Infelizmente, nesta matéria desde há vários anos que ouvimos o responsável autárquico pelo pelouro do ambiente falar de um urgente apuramento de responsabilidades, no entanto, até hoje, ainda não foi conhecido publicamente nenhum resultado dessa averiguação. Já pelo contrário, responsáveis de associações ambientais, como a Quercus, repetidamente responsabilizaram a deficiente rede de esgotos domésticos do concelho. Também por isto os responsáveis autárquicos deveriam rapidamente averiguar responsabilidades, até porque fica seriamente manchada a imagem de qualidade de qualquer concelho se a este estiver associado uma rede de esgotos ineficaz…
Já o disse anteriormente, é vergonhoso que nomes como o do Arnado e Dona Ana, que estão associados à memoria de muitas gerações de limianos como locais de eleição para desfrutarem das águas do rio Lima, sejam agora constantemente apontados como o exemplo a não seguir a nível nacional.
Não se percebe a razão desta situação, uma vez que o município apostou afincadamente na obtenção da bandeira azul, sendo uma das primeiras praias fluviais, se não a primeira, a nível nacional a obter esse galardão, para passado uns anos a situação ser a que se vê. Será caso para dizer que é mais um exemplo das políticas errantes do município?
sexta-feira, agosto 01, 2008
Alto Minho artigo de 01-08-2008
Mas não há bela sem senão, e junto ao largo da Freiria existe um imóvel que em tempos teve um papel importante na actividade mineira, a separadora, que está em ruínas. Não faltará muito para que as paredes exteriores sigam as interiores e cedam à ruína. Com esta se perderá um dos edifícios da nossa “arqueologia industrial”. Por lá ainda restam algumas máquinas que serviram na tarefa de separar o minério e que já suportam o que antes foi telhado e paredes interiores de um edifício que poderia ser a imagem do nosso passado recente de uma indústria que parece querer voltar à região.
Quando são comprados tantos edifícios com pouco interesse histórico ou simbólico para o concelho, para a comunidade limiana, talvez fizesse sentido olhar para este edifício por outra perspectiva, pela perspectiva de preservação de património colectivo.
Esse medo leva a que desconfiem de tudo. Para eles, todos o querem atraiçoar, todas as acções alheias têm em vista acabar com o seu “poder”. Como o vazio é que impera no seu ser não toleram que alguém pense, que alguém se questione, não percebem como poderão os outros ter a capacidade de verem, viverem, agirem para além da mesquinhez da política partidária. Se alguém pensa algo, seja o que for, certamente que o motivo, secreto, é uma conspiração ao género das da “republica romana” contra ele. Então, se se juntam dois ou três dos que ousam pensar, certamente o golpe palaciano estará em curso.
O problema desta espécie de líder e subespécies existentes é que, como qualquer balão, apenas lhes restam dois destinos, ou “murcham” após algum tempo, bastando para isso que quem o encheu já não se interesse por ele, ou arrebentam, neste caso, para além do estrondo, pouco sobra. Seja como for, por mais ou menos tempo, um dos dois é inevitável.
sexta-feira, julho 25, 2008
Alto Minho artigo de 25-07-2008
O vereador da cultura e educação, Franclim Sousa, em entrevista a este jornal, deixou no ar, a propósito da mudança da escola EB1 de Ponte de Lima que a ocupação desse espaço será feito com a edificação de nova Biblioteca Municipal.
Já várias vezes se tem escrito sobre essa necessidade, inclusive a da possibilidade precisamente de ocupar o espaço da actual escola básica do 1º ciclo de Ponte de Lima e de alargar o serviço de biblioteca a centro de informação. Até aqui, o responsável pelo pelouro tinha outra política, afirmando que a política da autarquia era investir nas bibliotecas escolares. Ora, uma coisa não impede a outra e o facto da autarquia apostar nas bibliotecas escolares não pode significar o “abandono” da Biblioteca Municipal.
É, pois, interessante e louvável que o responsável da cultura tenha reflectido e invertido a sua política e equacione agora construir uma nova Biblioteca Municipal na zona das escolas. Isto mais não é que ir ao encontro daquilo que qualquer utente, ou pessoa atenta, constatava, a actual Biblioteca Municipal já passou o seu “prazo de validade”. Tinha sido construída noutra altura, noutra perspectiva, e pese embora tenha sido um marco nas bibliotecas municipais, faz muito tempo que tinha perdido esse estatuto.
Há cerca de uma década, os jovens limianos passavam o Verão no rio Lima. Por lá se encontravam, por lá se divertiam, por lá usufruíam do doce passar do tempo estival. Hoje os tempos são outros. O rio deixou de ser convidativo e poucos são os jovens que por lá passam. A Câmara Municipal criou um espaço de excelência para estes passarem o seu tempo de férias, uma piscina no recinto do Festival de Jardins. Ora, sendo este um local óptimo para os jovens passarem as tardes de Verão, não o é para os bolsos dos seus pais. Os preços praticados são elevados, imaginem uma família média com dois filhos. Os preços de 2€ por dia útil ou de 7 € pelo bilhete semanal tornam-se uma realidade apenas para alguns. Esta é uma política de selecção errada para um serviço que deveria estar aberto aos limianos, principalmente aos mais novos.
sexta-feira, julho 11, 2008
Alto Minho artigo de 11-07-2008
O PSD tem uma liderança eleita faz pouco tempo, um líder jovem, ainda pouco conhecido. Com os militantes expectantes, tem o problema de encontrar um candidato que tenha realmente vontade de enfrentar a máquina de Campelo, para isso terá que começar por mudar o paradigma na escolha do perfil do candidato do partido. O PSD é o maior partido da oposição mas teve um resultado de má memoria nas últimas eleições que não poderá repetir.
No PS, a candidatura natural parece ser a de Jorge Silva que, sucedendo a Montenegro Fiúza, conseguiu conquistar o PS e o lidera sem grande contestação, como se percebeu pela entrevista dada na passada semana a este jornal. Tranquilidade parece ser o mote, aliás, isso mesmo é visível no seu “modus operandi” enquanto vereador. O PS tenta ganhar alguns votos ao PSD, vejam-se as posições tomadas pelo PS relativamente ao PSD na Assembleia Municipal, mas isso só acontecerá se o eleitorado limiano encarar o PS como uma real alternativa de poder e não como a terceira ou quarta força autárquica.
Finalmente, teremos um CDS numa estranha posição. Com Campelo como candidato independente, o CDS terá a obrigação, sob pena de desaparecer localmente, de apresentar uma candidatura sua à Câmara Municipal. Aí tudo indica que será Abel Baptista a arcar com a responsabilidade e a candidatar-se. Será este partido capaz de mobilizar o seu tradicional eleitorado contra o seu antigo candidato vencedor?
A história diz que sim. Francisco Abreu Lima, depois de ser eleito pelo CDS, foi candidato pelo PSD e o CDS conseguiu derrotá-lo. Mas as circunstâncias são muito diferentes. Por um lado, Campelo já se candidatou como independente e com a ausência do CDS conseguiu que a máquina centrista fosse ocupada pela sua, sendo neste momento muito difícil diferencia-las. Por outro lado, há sempre a possibilidade de desta vez ser o próprio CDS a tentar encontrar uma solução alternativa como a coligação com outro partido. Falta saber se os líderes do PSD ou do PS cairão na tentação.