Sendo que nem um terreno nem outro pertencem à Câmara Municipal, torna-se imprescindível que se torne público, sim os limianos têm o direito de saber, a razão da opção por um terreno embargado em detrimento de outro sem entraves. Existe alguma justificação lógica?
Este projecto só peca por não promover a iniciativa privada. Por que não entregar os albergues à gestão privada, possibilitando a concessão da exploração a quem quiser investir e explorar este tipo de produto? Claro que muitos dirão que é um projecto que dá lucro e que até já rendeu aos cofres da Câmara de Ponte de Lima cerca de 130 mil euros. É verdade, mas não vejo a Câmara Municipal como mais um agente económico. A Câmara Municipal deverá ser parceira dos agentes económicos, não concorrente, cabendo a esta promover o investimento e fixação dos mesmos no concelho. E que melhor forma, neste caso, de promover o investimento privado do que a concessão da exploração para que estes assegurem mais postos de trabalho em zonas onde o emprego normalmente é escasso?!
Não seguindo esse caminho e tendo em conta que as escolas foram construídas para prestar um serviço às populações de uma determinada junta de freguesia, é de total justiça que, no mínimo, o “lucro”, ou uma boa parte dele, das novas “funções” reverta para as populações desse espaço físico, ou seja, para as juntas de Freguesia que deveriam ser chamadas para participarem na sua gestão.