Começo por um cumprimento especial ao canoísta limiano Fernando Pimenta (acabou agora mesmo a final A de K2 em Poznan, na Polónia onde a dupla portuguesa Fernando Pimenta e Emanuel Silva conquistaram o bronze). Depois do K1 1000 metros, irá, também, representar Portugal, nos próximos jogos olímpicos, em Londres, em K2 1000 metros. Não sei se os ouvintes já repararam, mas desde que comecei a minha colaboração com o "Manhãs de Sábado" o tema “canoagem” esteve quase sempre presente. O motivo é só um, o fantástico trabalho do Clube Náutico de Ponte de Lima que nos últimos anos tem conseguido elevar os seus atletas a patamares nunca antes atingidos pelo desporto limiano.
Destaco também a presença limiana no Festival de Cannes, mais propriamente no Short Film Corner com a curta "Rasgos de Solidão" uma produção DuplaFace e CAL. Embora não integre a competição, será certamente uma experiência que dará os seus frutos, será uma oportunidade única de contactar com a industria mundial do cinema. Este projecto, esta presença, é um bom exemplo de iniciativa e empreendedorismo cultural que se vive actualmente em Ponte de Lima, e como seria bom que outras áreas, como a empresarial, fossem contaminadas por esta, digamos, corrente.
E por falar em inovação e qualidade também foi notícia que uma escola limiana, a Escola de Freixo, através do seu grupo "robótica de Freixo", ficou em 3º Lugar, na prova individual, e em 2º lugar, na prova super-equipas, na Robotop 2012 que decorreu em Santo Tirso, no primeiro fim-de-semana deste mês. É certamente um bom exemplo do que de bom se faz nas escolas limianas, é um bom exemplo de incentivo à criatividade e empreendedorismo nos mais jovens. E como esse espírito é necessário nos tempos que correm...
quarta-feira, maio 23, 2012
Na Rádio Ondas do Lima
Partilho a minha intervenção no passado sábado na ROL - Rádio Ondas do Lima:
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Rádio Ondas do Lima
Local:
4990 Ponte de Lima, Portugal
terça-feira, maio 22, 2012
Artigo no Novo Panorama
NOTA: Publicado no dia 17 de Maio de 2012
Imagem e não só
O silêncio da noite já
se tinha imposto, embora interrompido, aqui e ali por uma voz mais alta de um
transeunte. Por volta da 1 hora da madrugada, tudo muda. O ruído emanado por um
motor de uma motorizada, daquelas do tempo em que Portugal produzia
motorizadas, lá para os lados de Águeda, nos idos de 70, ecoa por todo o
bairro. A mota está em ponto morto, o dono vai acelerando, acelerando e assim
foi durante mais de 15 minutos. O sono dos vizinhos foi interrompido,
ouviram-se alguns impropérios… Caso único? Não. O episódio repetiu-se durante a
semana. Tem sido assim após o fecho de um estabelecimento comercial no largo da
Alegria, na Além da Ponte em Arcozelo.
E o que tem de
especial? Poderia não ter nada, limitar-se à gravidade de ser mais um episódio
de falta de respeito de alguns pelo seu semelhante. Mas este caso reveste-se de
uma gravidade maior. Para além do incómodo provocado aos vizinhos, o que está
em causa é a imagem de Ponte de Lima. Porquê? Perguntará o leitor. Porque é no
largo da Alegria que funciona o Albergue de Peregrinos de Ponte de Lima, um dos
mais prestigiados albergues do Caminho de Santiago, sendo um dos mais
procurados em Portugal. É também nesse largo que se está a desenvolver o
projecto Hotel D' Além da Ponte, com a recuperação de duas casas.
As forças de segurança
deverão estar atentas na prevenção destas situações, se não for pelas pessoas
que lá vivem e são cada vez mais, o que por si só já era um bom motivo, que
seja pelos nossos visitantes. Claro que a responsabilidade não é só das forças
de segurança, é também, e acima de tudo, nossa responsabilidade, de todos os
limianos. É responsabilidade de todos preservar e levar a nossa imagem, a
imagem de Ponte de Lima, mais longe. A promoção também é isso, também é
proporcionar aos visitantes uma experiência única, de qualidade, que os façam
querer voltar a visitar Ponte de Lima.
Livros
Gosto de apresentações de livros. Gosto de ouvir os autores a falarem da sua criação, gosto da opinião dos convidados e gosto da fila para a assinatura e dedicatória que o autor nos dá na folha de rosto.
Gosto de apresentações de livros. Gosto de ouvir os autores a falarem da sua criação, gosto da opinião dos convidados e gosto da fila para a assinatura e dedicatória que o autor nos dá na folha de rosto.
A apresentação de
livros de autores limianos ou que versem sobre Ponte de Lima tem um
"sabor" especial. Foi com esse sentimento que assisti à apresentação
do livro "Os vigilantes das lagoas II" da autoria de Adélia
da Silva Lima Araújo. Um livro em co-autoria com o filho, responsável
pelas gravuras, apresentada de forma apaixonada pelo seu marido. Um livro para
os mais novos, mas não só.
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Local:
4990 Ponte de Lima, Portugal
segunda-feira, abril 23, 2012
Artigo no Novo Panorama
NOTA: Publicado no dia 19 de Abril de 2012
Memória
A batalha de La Lys fez
na passada segunda-feira, dia 9 de Abril, 94 anos. Nessa batalha combateram
vários limianos, muitos deles foram capturados pelos alemães só regressando do
cativeiro após o final da 1º Grande Guerra. Graças ao trabalho do saudoso Luís
Dantas podemos hoje saber quem eram e de onde eram esses limianos. Como seria
interessante, até para memória futura, que na senda do trabalho de Luís Dantas
se honrasse, também por escrito, aqueles que passaram pela dolorosa e mais
recente guerra do Ultramar.
Espaços
A nossa vida também
é feita de memórias dos espaços que frequentamos. Muitos espaços comerciais marcam-nos
pela sua decoração, pela sua mobília. Alguns que ficaram na minha memória por
esse motivo, infelizmente, já desaparecem, outros foram descaracterizados pelas
imposições que a “modernidade” acarreta, mas outros, felizmente, vão
conseguindo resistir ao passar dos anos. Com melhoramentos, ou apenas
manutenção, conseguem manter a sua identidade.
Ponte de Lima tem
vários desses espaços, cada vez menos, é certo, mas alguns vão resistindo,
imutáveis, outros transformam-se em espaços surpreendentes continuando,
honrando o seu passado, a marcar memórias.
Anotar na
agenda
O José Cid actuará em Ponte de Lima, no Festival ExpoLima 2012, no dia 11
de Agosto. A única vez que ouvi, ao vivo, o José Cid foi em 2008 no Cerveira
ao piano em Vila Nova de Cerveira. Foi um concerto pequeno, quase intimista, onde
se revisitaram vários dos seus sucessos.
José Cid não dececiona, é um artista com muita experiencia de palco, sendo
que é interessante verificar que as suas músicas, de repente, mal escutamos o
primeiro acorde, aparecem no nosso cérebro. Certamente que será um concerto inesquecível.
Post scriptum
…
A deputada do PS e
ex-ministra da cultura, Gabriela Canavilhas, a propósito da existência de candeeiros
de Siza Vieira em espaço escolar, disse o seguinte "Qual é o problema de ter candeeiros Siza Vieira numa ou outra escola? É
um grande artista português." É bem verdade que Siza é um dos grandes
arquitectos portugueses. Mas o problema não é esse, o problema é gastar-se só numa
escola 20 mil euros em apenas 12 candeeiros, o problema é verificar que, com o
país a viver a situação que vive por causa destes devaneios, os nossos
ex-governantes acham isso perfeitamente normal…
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segunda-feira, abril 09, 2012
Artigo no Novo Panorama
NOTA: Publicado no dia 5 de Abril de 2012
Os rumores eleitorais
Os rumores referentes às próximas
eleições autárquicas começaram cedo. Manuel Fernandes, no programa da Rádio
Ondas do Lima, Manhãs de Sábado, falou em rumores e boatos que davam como
assunto fechado o candidato do PSD à Junta de Freguesia de Arcozelo e que não
seria o actual presidente João Barreto.
Em 2009 foi, com muita honra e
orgulho, o mandatário da candidatura de João Barreto e, se me fosse pedido,
estaria pronto a desempenhar novamente essa função amanhã mesmo. A verdade é
que, em 2009, o PSD conquistou ao PS a Junta de Freguesia de Arcozelo, liderando, desde
então, de forma exemplar, a mais populosa freguesia do concelho de Ponte de Lima
e só pode ter orgulho no trabalho realizado pelo presidente João Barreto.
Parece-me totalmente desnecessária
e descabida a referência a boatos ou rumores quanto às intenções do PSD para
Arcozelo. Não poderia ser de outra forma. Neste contexto, se as eleições fossem
amanhã, João Barreto era o natural, e pretendido, cabeça de lista do PSD à
Junta de Freguesia de Arcozelo.
O Caminho de Santiago
O nosso concelho foi notícia como
sendo uma referência no Caminho de Santiago. Logo a seguir ao Porto, e junto com
Lisboa, Braga e Chaves, Ponte de Lima é um dos locais preferidos para se
iniciar a peregrinação a Compostela.
Tem sido um trabalho árduo, de
vários voluntários, onde se destaca Ovídio Vieira, o responsável pelo Albergue
de Peregrinos de Ponte de Lima, que transformou este espaço numa referência respeitada
não só a nível nacional mas também a nível internacional.
Vazio
Algumas pessoas, nas suas
intervenções, gostam de fazer citações. Não sendo esta uma prática má, torna-se
num verdadeiro problema quando citam um filósofo para de seguida citarem um
estadista, para de seguida citarem um pensador… Confesso que estas pessoas, que
não conseguem transmitir uma ideia sua e que precisam constantemente de citar
outros, me deixam agastado. Nunca sei ao certo se essas pessoas realmente leram
os citados, se apenas fazem colecção de frases que acham bonitas ou se, por debaixo
de tanta citação, existe alguma ideia saída do seu pensamento. Depois de as
ouvir fica uma espécie de vazio.
Mas existe um outro tipo de pessoa
que consegue ser ainda mais incomodativo. São aqueles que, não tendo pensamento
próprio, roubam ideias e textos de outros, misturam umas banais palavras suas,
juntam mais um ou outro parágrafo “roubado” de outro lado qualquer, e
apresentam-nas como sendo suas. Desprezo é o que estes merecem pelo seu
embuste.
terça-feira, março 27, 2012
Artigo no Novo Panorama
NOTA: Publicado no dia 22 de Março de 2012
Além da Ponte, um bairro histórico e com
vida
O bairro da Além da Ponte sempre foi encarado como um género de hall de entrada da vila limiana. Por lá
ainda podemos encontrar várias casas de famílias que marcaram a vida cívica e
social de Ponte de Lima, no entanto, como noutros bairros do centro histórico limiano,
o que se destacava era a forte componente comercial.
Na Além da Ponte, os cereais foram durante anos e anos os reis nos
negócios. A farinha e o pão foram uma referência no comércio daquele bairro. Ainda
no início dos anos 80 do século passado, era fascinante observar a chegada do
moleiro à rua (a rua Manuel Lima Bezerra é localmente conhecida por “A rua”),
em cima da sua carroça, puxada por um garboso cavalo esbranquiçado.
Lembro-me que muitas blusas, saias e fatos de cores vivas e
espampanantes de mulheres recentemente enlutadas passavam pelo tintureiro,
saindo de lá no mais sombrio negro. Mas o tintureiro não prestava apenas os
seus serviços nessas alturas de pesar, servia para dar vida à roupa que tinha
perdido a cor doutros tempos, mesmo que a opção tivesse por passar pelo negro.
A vida também passava pelas mercearias e pelas padarias. Por lá existiam
também as famosas e afamadas tascas, com o agora divulgado bacalhau de cebolada
e outros petiscos, onde nos dias de feira se juntavam muitas pessoas vindas de
locais como as Argas, Labruja ou Paredes de Coura, antes de retomar o caminho
de regresso, onde grupos de pescadores de Viana do Castelo faziam
“peregrinações” para provarem o vinho novo. A loja de tecidos com os seus
milhares de botões, o funileiro e, claro, o barbeiro, centro das novidades do
bairro e do mundo.
Hoje, a Além da Ponte já não é assim, está em mutação. Por um lado,
são as intervenções vindas da Câmara Municipal de Ponte de Lima com o Museu
Rural, o Albergue de Peregrinos, o Museu do Brinquedo Português, os Hotéis e,
dentro em breve, e bem perto, com o aparecimento de um parque de campismo. Por
outro, é a vaga de novos habitantes, alguns com raízes familiares no bairro,
outros vindos de fora, mas que juntos dão um colorido que, infelizmente, já vai
rareando noutras partes do centro histórico limiano.
É verdade que a maioria dos negócios de que falei, as lojas por onde
andei na minha infância, já desapareceram, mas também não deixa de ser verdade
que a vida é feita de mudança. Felizmente para a Além da Ponte, após alguns
anos de degradação e desinvestimento, esta mudança traz esperança. A esperança
de que aquele seja um espaço novamente com vida. Assim se consiga replicar esta
esperança noutros bairros do centro histórico de Ponte de Lima.
terça-feira, fevereiro 14, 2012
Artigo no Novo Panorama
NOTA: Publicado no dia 9 de Fevereiro de 2012
Os cidadãos são, também, clientes
Aqui há uns dias um meu
amigo afirmava que um dos problemas (e são tantos…) de Portugal é que o poder
político, o Estado, não via o cidadão como um cliente, que paga, e bem, pelos
serviços que este lhe presta. Não deixa de ter razão.
O mais recente caso da
reabilitação e reforço estrutural da ponte da N.
Sr.ª da Guia, um investimento superior a 1 milhão e 200 mil
euros, é um exemplo paradigmático disso mesmo, de desrespeito e menosprezo pelo
cidadão. Alguém contactou os empresários directamente afectados pelas obras?
Alguém contactou a Câmara Municipal de Ponte de Lima para que esta se
pronunciasse de forma a minorar os efeitos nefastos que uma obra como esta
provoca na vida dos cidadãos? Será que este tipo de obra não é passível de
trabalhos nocturnos?
O
presidente da Câmara Municipal declarou, à Rádio Ondas do Lima, que a actual
situação prolongar-se-ia até ao final do corrente mês, na semana seguinte a
Estradas de Portugal, em comunicado, afirmaram que o “condicionamento ao trânsito sobre o tabuleiro,
que decorre por fases, estará em vigor até à conclusão dos trabalhos que está
prevista para o final do mês de Agosto”. Uma coisa é a actual situação durar
um mês, um mês e meio, outra é durar perto de meio ano…
Alguém dizia “a placa colocada na ponte menciona como prazo de duração
da obra 365 dias, se vai só até Agosto já fico contente”. Até
poderemos ter uma ligeira sensação de alívio, mas isso não atenua o facto da
actual solução ser vergonhosa. Urge repensar e alterar a mesma, ainda para mais
quando a conclusão dos trabalhos está apenas
prevista para o final Agosto.
Frio
Atravesso a ponte
velha num sábado de manhã em direcção à vila de Ponte de Lima. Ao mesmo tempo
que vou ouvindo o programa Manhãs de Sábado, na Rol, vou reparando que são
poucas as pessoas que andam pela ponte e ainda menos as que percorrem as ruas
do centro histórico de Ponte de Lima. Será do frio que a televisão tanto anuncia?
Também terá a sua influência, mas este apenas acentua o facto de que é
verdadeiramente necessário apostar, seriamente, em projectos que consigam
ultrapassar a sazonalidade da procura. É por isso que o projecto associado ao
slogan “Em época baixa Ponte de Lima em Alta” é bem-vindo. Espera-se, agora, é
que atinja o objectivo de criar “uma nova
atractividade e visibilidade do concelho e da região” e não seja mais uma
desculpa para se realizarem eventos avulsos, sem uma real linha estratégica.
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