Artigo publicado no Novo Panorama em 09-08-2012
Boas notícias
Quem tem mais de 25 anos deverá ter memória do Cinema Rio Lima. Era lá que os limianos, desde os finais dos anos 80, assistiam às aventuras da 7* arte. A abertura de outros espaços nas cidades vizinhas, com as últimas estreias, ditaram o declínio do já antigo cinema.Durante anos fechado, metia dó a quem presenciou os seus dias áureos. Várias vezes escrevi acerca da necessidade de revitalizar e reinventar aquele espaço, cheguei mesmo a ser contactado por um jornal nacional para comentar o seu estado. Quando o Município deu a conhecer a sua vontade de construir um edifício para albergar um auditório, escrevi que seria melhor aplicar uma ínfima parte do orçamento desse auditório para renovar o espaço do antigo Cinema Rio Lima. O tempo veio dar-me razão. O Novo Panorama tinha noticiado no inicio do ano 2011 que a Câmara Municipal tinha a intenção de renovar o referido espaço, um ano depois o Boletim Municipal dá conhecer o projecto preparado para o velho cinema. Este projecto passa por revitaliza-lo, transformando-o num auditório municipal preparado para receber os mais variados eventos.É uma boa notícia para todos os que lá viveram experiências inolvidáveis.
Por falar nisso
O Cinema Rio Lima está inserido num espaço comercial outrora um exemplo de dinamismo comercial. Todos queriam uma loja naquele espaço. O tempo, associado a más decisões políticas, ditaram um longo período de decadência.Actualmente, assiste-se a alguma dinâmica com o surgimento de pequenos negócios ligados a áreas como o mundo do skate ou da produção de vestuário personalizado, que se juntam a algumas resistentes lojas que já se tornaram emblemáticas daquele espaço comercial. Infelizmente, outras não resistiram ao tempo! Quem ainda se lembra do café Bem Amado, da loja de desporto, ou do mítico Pub Horácio?Certamente que a revitalização do espaço do cinema vem dar uma ajuda preciosa na revitalização de todo aquele espaço comercial.
Post script
No momento em que escrevo sinto a felicidade de saber que um limiano estará a disputar uma final nos Jogos Olímpicos. O "nosso" Fernando Pimenta em conjunto com o seu companheiro, Emanuel Silva, apuraram-se, na passada segunda-feira, para as finais de k2 1000 metros. Não sei se chegarão às medalhas, mas este feito já é, quer para o desporto limiano, quer para o desporto português, histórico. Só podemos agradecer e dar os parabéns aos atletas, bem como aos seus treinadores e clubes de origem.
quinta-feira, agosto 16, 2012
quinta-feira, agosto 02, 2012
Artigo no Novo Panorama
NOTA: Publicado no dia 12 de Julho de 2012
Férias
As férias de Verão estão sempre presentes na nossa memória.
Normalmente as que ficam como momentos inesquecíveis são as da nossa juventude,
num tempo em que as férias eram realmente “grandes”.
As nossas, por norma, eram passadas no rio Lima. No final das aulas,
pegava-se na bicicleta, no meu caso uma bmx, e nunca mais a se largava, a meio
das férias esta já mais parecia um membro do nosso corpo que outra coisa
qualquer. Interessante como a bmx significava a possibilidade de ir onde
queríamos, literalmente não existiam limites nem que para isso a bicicleta
tivesse que ir em ombros… Os trilhos para a “ilha”, entre milho, vinha,
carvalhos e salgueiros eram calcorreados pelos pneus azuis da bmx como se
fossem trilhos de uma qualquer selva exótica. Os corpos iam ficando negros, não
bronzeados, pelas horas passadas ora dentro das águas do rio ora nas suas
margens ora nos longos raides ciclo-turísticos. A manhã era ocupada na
realização de “filmes” ou na visualização de vhs da National
Geographic ou do Jacques-Yves
Cousteau, intervalados
com a MTV, das 14 horas às 19 o rio era o nosso mundo.
Seriamos aí uns 10 ou 11 membros dessa tribo. Construíamos uma “casa”
na ilha com os galhos dos salgueiros e tratávamos essa “casa” como se fosse um
castelo. Fomos vendo como o rio mudava, como a barragem e as suas descargas
influenciavam o seu leito, a sua fauna, como a areia ia aumentando ou
diminuindo (hoje a areia é uma raridade nas margens do nosso rio…).
Mas as férias não eram só de dia, as férias de Verão eram também as
noites quentes. À noite percorríamos várias esplanadas, lembro-me do Dança na eira, (ainda se lembram?) um
espaço aprazível, com uma explanada onde antes existia uma eira, na freguesia
de Arcozelo, actualmente é um afamado restaurante, ou as esplanadas na Avenida
dos Plátanos.
As férias de Verão eram realmente grandes e só terminavam com os
últimos foguetes das Feiras Novas, como canta o Canário, “já setembro vai a
meio”.
Hoje, já nem as férias são grandes nem as Feiras Novas são a meio de
Setembro, tudo muda, como canta Mercedes Sosa…
Todo cambia
Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo
(…)
Pero no cambia mi amor
Por mas lejo que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente
(…)
Etiquetas:
férias,
Novo Panorama
Local:
4990 Ponte de Lima, Portugal
segunda-feira, julho 16, 2012
Artigo no Novo Panorama
NOTA: Publicado no dia 12 de Julho de 2012
Desencontros?
São cada vez mais as votações desencontradas dentro da maioria
CDS-PP na Câmara Municipal de Ponte de Lima. Votações desencontradas e
declarações de voto fortíssimas… Em Fevereiro último, o vice-presidente da
Câmara, Gaspar Martins, votou contra uma proposta de aquisição de 200
exemplares de uma tese de doutoramento, declarando que votava contra "por
considerar que não foi explicada a dualidade de critérios existente
relativamente à aquisição de obras literárias". Esta proposta acabaria
por ser aprovada por maioria.
Na passada reunião da Assembleia Municipal, questionei a
decisão de compra de tão inusitado número de livros, o presidente da Câmara de
Ponte de Lima, Vitor Mendes, não explicou, preferindo afirmar que não passava
de um subsídio que como outros foi proposto e democraticamente votado.
Tendo em conta as declarações do vice-presidente e a resposta ambígua
do presidente da Câmara à Assembleia Municipal, a interpretação a que se chega
é que o vereador da cultura, Franclim Sousa, já com vários anos no exercício
destas funções, ainda não foi capaz de estipular critérios claros e inequívocos
no que concerne aos apoios/aquisição de "obras literárias". Em
2007, num artigo no jornal Alto Minho, escrevi que se deveria definir
parâmetros e que estes deveriam ser públicos, de forma a não deixar lugar a
ambiguidades. Sabemos hoje, através do vice-presidente da Câmara, que a decisão
de apoio continua sujeita ao critério de sempre, a subjectividade…
Coesão?
Na recente votação, em reunião de Câmara, sobre a antecipação da
vinda dos divertimentos das Feiras Novas, na qual o presidente e o
vice-presidente votaram vencidos, na declaração de voto do vice-presidente lê-se
o seguinte “há meia dúzia de anos, a Câmara viu-se na obrigação de criar um
Regulamento para de certo modo aligeirar a Comissão de Festas da pressão que
era feita aos seus membros e com isso disciplinar e criar regras objectivas
para esse fim que, diga-se, até hoje nunca foi conseguido”. Daqui
depreende-se que, ou não se cumpre o regulamento, ou este é ineficaz, qualquer
uma das escolhas é grave e deve ser rapidamente explicada e acima de tudo resolvida
por quem deverá ter autoridade, o Presidente da Câmara.
Inércia?
No concelho de Ponte de Lima, nas zonas industriais, o
cenário de 2007 é praticamente o mesmo que encontramos hoje, em 2012. Terrenos
vazios… É verdade o que a Câmara Municipal diz sobre o IMT, este imposto
realmente sobrevaloriza, em demasia, os prédios exclusivamente destinados à
localização das empresas, o que significa um rude golpe na atractividade desses
terrenos. Mas também não deixa de ser verdade que o problema não é de agora e
não se prende apenas com o IMT. O problema reside, essencialmente, nas
políticas de captação de empresas do Município de Ponte de Lima. Basta olhar
para outros concelhos e verificar como estes, em menos anos, conseguiram que as
suas zonas industriais fossem preenchidas. Comparativamente, falta dinâmica e proactividade
na Câmara Municipal de Ponte de Lima.
segunda-feira, julho 02, 2012
Proposta - Assembleia Municipal de Ponte de Lima de 29 de Junho de 2012
Apresentei na última reunião da Assembleia Municipal de Ponte de Lima a seguinte proposta que foi aprovada por maioria com 5 votos contra e 4 abstenções...
PropostaTendo em conta a transparência que deve reger os actos desta Assembleia.Tendo em conta que a própria Câmara Municipal, a exemplo de outras, tem aderido a alguns projectos de forma a conseguir uma maior transparência nos serviços autárquicos servindo-se para isso de plataformas online.Tendo em conta que esta Assembleia decidiu que ao fazer registo magnético, na acta, apenas se faça referência às intervenções feitas durante a sessão da Assembleia Municipal, constando, como anexos, as intervenções apresentadas por escrito, não sendo transcrito na acta, por exemplo, os pedidos de esclarecimentos e as intervenções dos Membros que as façam de forma espontânea e sem recurso à sua apresentação escrita, nem as respostas dadas, quer pelo Presidente da Mesa da Assembleia, quer pelo Presidente da Câmara.Tendo em conta que as gravações das reuniões da Assembleia Municipal não estão acessíveis aos cidadãos de forma livre e online.Tendo em conta que actualmente existe uma situação de défice de informação.Propomos, a bem da abertura, da transparência democrática e do direito à informação, que esta Assembleia Municipal aprove que, a partir desta sessão, a gravação das suas sessões seja disponibilizada, junto à acta das mesmas, na página do município na Internet, em ficheiro editado que permita consultar, separadamente, cada um dos pontos da Ordem de Trabalhos.
segunda-feira, junho 18, 2012
Artigo no Novo Panorama
Pessoas que são
exemplo
É daquelas pessoas que foram tudo o que
se propuseram ser na política. Foi membro da Assembleia Municipal de Ponte de
Lima, vereador na Câmara Municipal de Ponte de Lima e na de Viana do Castelo,
foi deputado, Governador Civil, não desempenhou funções no Governo da República
porque não quis. No campo partidário, foi presidente da concelhia do PSD de
Ponte de Lima, presidente da mesa do plenário também do PSD de Ponte de Lima,
presidente da distrital do PSD de Viana do Castelo, conselheiro nacional e
secretário-geral adjunto. Nunca procurou fazer política para as “gordas” dos
jornais, ou para satisfazer “amigos”, como os tempos eram diferentes a política
era feita, recatadamente, e vejam lá, para as populações.
Mas esta não é a sua única e mais
importante faceta. Sim, é verdade, para além da política há toda uma vida de
empreendedorismo completamente independente da actuação política.
Numa altura de crise e dificuldades,
este empresário consegue fazer a diferença, o seu grupo empresarial está em
crescendo, sendo já uma referência da região. São inúmeros os postos de
trabalho de limianos, alto-minhotos e não só, fruto da visão e coragem deste
empresário.
Infelizmente, alguns sentem dificuldade
em reconhecer as pessoas que mais fazem pela nossa terra, uma dificuldade ainda
maior quando essa pessoa ganha visibilidade não pelos media, mas assente no seu
trabalho.
O leitor, nesta altura, perguntar-se-á sobre
quem é que escrevo. Simples, caro leitor, escrevo sobre António Carvalho
Martins e não, não o faço a pensar em qualquer eleição que se aproxime, ou
porque me encomendaram o sermão, o leitor já sabe que não vou em sermões, nem é
sequer por ter a honra de ser seu amigo, faço-o porque é uma singela maneira de
prestar uma justa homenagem a um exemplo de empreendedorismo que o nosso
concelho e a nossa região tanto precisa que se replique.
Novo
museu
Quando passar por Ponte de Lima já tem
mais um motivo para passar a ponte velha em direcção à vila de Arcozelo. Depois
de visitar a igreja de Santo António da Torre Velha, visite o Museu do
Brinquedo Português, vai ver que vale a pena. Por lá encontra brinquedos de
várias épocas, com várias temáticas e feitos em Portugal.
Já agora, aproveite para passear pelo
bairro da Além da Ponte é que para além do Museu do Brinquedo Português, encontra
por lá o Museu Rural, os jardins temáticos e, claro, as pessoas que fazem deste
bairro um dos bairros históricos, actualmente, com mais vida.
quarta-feira, maio 23, 2012
Na Rádio Ondas do Lima
Partilho a minha intervenção no passado sábado na ROL - Rádio Ondas do Lima:
Começo por um cumprimento especial ao canoísta limiano Fernando Pimenta (acabou agora mesmo a final A de K2 em Poznan, na Polónia onde a dupla portuguesa Fernando Pimenta e Emanuel Silva conquistaram o bronze). Depois do K1 1000 metros, irá, também, representar Portugal, nos próximos jogos olímpicos, em Londres, em K2 1000 metros. Não sei se os ouvintes já repararam, mas desde que comecei a minha colaboração com o "Manhãs de Sábado" o tema “canoagem” esteve quase sempre presente. O motivo é só um, o fantástico trabalho do Clube Náutico de Ponte de Lima que nos últimos anos tem conseguido elevar os seus atletas a patamares nunca antes atingidos pelo desporto limiano.
Destaco também a presença limiana no Festival de Cannes, mais propriamente no Short Film Corner com a curta "Rasgos de Solidão" uma produção DuplaFace e CAL. Embora não integre a competição, será certamente uma experiência que dará os seus frutos, será uma oportunidade única de contactar com a industria mundial do cinema. Este projecto, esta presença, é um bom exemplo de iniciativa e empreendedorismo cultural que se vive actualmente em Ponte de Lima, e como seria bom que outras áreas, como a empresarial, fossem contaminadas por esta, digamos, corrente.
E por falar em inovação e qualidade também foi notícia que uma escola limiana, a Escola de Freixo, através do seu grupo "robótica de Freixo", ficou em 3º Lugar, na prova individual, e em 2º lugar, na prova super-equipas, na Robotop 2012 que decorreu em Santo Tirso, no primeiro fim-de-semana deste mês. É certamente um bom exemplo do que de bom se faz nas escolas limianas, é um bom exemplo de incentivo à criatividade e empreendedorismo nos mais jovens. E como esse espírito é necessário nos tempos que correm...
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Rádio Ondas do Lima
Local:
4990 Ponte de Lima, Portugal
terça-feira, maio 22, 2012
Artigo no Novo Panorama
NOTA: Publicado no dia 17 de Maio de 2012
Imagem e não só
O silêncio da noite já
se tinha imposto, embora interrompido, aqui e ali por uma voz mais alta de um
transeunte. Por volta da 1 hora da madrugada, tudo muda. O ruído emanado por um
motor de uma motorizada, daquelas do tempo em que Portugal produzia
motorizadas, lá para os lados de Águeda, nos idos de 70, ecoa por todo o
bairro. A mota está em ponto morto, o dono vai acelerando, acelerando e assim
foi durante mais de 15 minutos. O sono dos vizinhos foi interrompido,
ouviram-se alguns impropérios… Caso único? Não. O episódio repetiu-se durante a
semana. Tem sido assim após o fecho de um estabelecimento comercial no largo da
Alegria, na Além da Ponte em Arcozelo.
E o que tem de
especial? Poderia não ter nada, limitar-se à gravidade de ser mais um episódio
de falta de respeito de alguns pelo seu semelhante. Mas este caso reveste-se de
uma gravidade maior. Para além do incómodo provocado aos vizinhos, o que está
em causa é a imagem de Ponte de Lima. Porquê? Perguntará o leitor. Porque é no
largo da Alegria que funciona o Albergue de Peregrinos de Ponte de Lima, um dos
mais prestigiados albergues do Caminho de Santiago, sendo um dos mais
procurados em Portugal. É também nesse largo que se está a desenvolver o
projecto Hotel D' Além da Ponte, com a recuperação de duas casas.
As forças de segurança
deverão estar atentas na prevenção destas situações, se não for pelas pessoas
que lá vivem e são cada vez mais, o que por si só já era um bom motivo, que
seja pelos nossos visitantes. Claro que a responsabilidade não é só das forças
de segurança, é também, e acima de tudo, nossa responsabilidade, de todos os
limianos. É responsabilidade de todos preservar e levar a nossa imagem, a
imagem de Ponte de Lima, mais longe. A promoção também é isso, também é
proporcionar aos visitantes uma experiência única, de qualidade, que os façam
querer voltar a visitar Ponte de Lima.
Livros
Gosto de apresentações de livros. Gosto de ouvir os autores a falarem da sua criação, gosto da opinião dos convidados e gosto da fila para a assinatura e dedicatória que o autor nos dá na folha de rosto.
Gosto de apresentações de livros. Gosto de ouvir os autores a falarem da sua criação, gosto da opinião dos convidados e gosto da fila para a assinatura e dedicatória que o autor nos dá na folha de rosto.
A apresentação de
livros de autores limianos ou que versem sobre Ponte de Lima tem um
"sabor" especial. Foi com esse sentimento que assisti à apresentação
do livro "Os vigilantes das lagoas II" da autoria de Adélia
da Silva Lima Araújo. Um livro em co-autoria com o filho, responsável
pelas gravuras, apresentada de forma apaixonada pelo seu marido. Um livro para
os mais novos, mas não só.
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Local:
4990 Ponte de Lima, Portugal
segunda-feira, abril 23, 2012
Artigo no Novo Panorama
NOTA: Publicado no dia 19 de Abril de 2012
Memória
A batalha de La Lys fez
na passada segunda-feira, dia 9 de Abril, 94 anos. Nessa batalha combateram
vários limianos, muitos deles foram capturados pelos alemães só regressando do
cativeiro após o final da 1º Grande Guerra. Graças ao trabalho do saudoso Luís
Dantas podemos hoje saber quem eram e de onde eram esses limianos. Como seria
interessante, até para memória futura, que na senda do trabalho de Luís Dantas
se honrasse, também por escrito, aqueles que passaram pela dolorosa e mais
recente guerra do Ultramar.
Espaços
A nossa vida também
é feita de memórias dos espaços que frequentamos. Muitos espaços comerciais marcam-nos
pela sua decoração, pela sua mobília. Alguns que ficaram na minha memória por
esse motivo, infelizmente, já desaparecem, outros foram descaracterizados pelas
imposições que a “modernidade” acarreta, mas outros, felizmente, vão
conseguindo resistir ao passar dos anos. Com melhoramentos, ou apenas
manutenção, conseguem manter a sua identidade.
Ponte de Lima tem
vários desses espaços, cada vez menos, é certo, mas alguns vão resistindo,
imutáveis, outros transformam-se em espaços surpreendentes continuando,
honrando o seu passado, a marcar memórias.
Anotar na
agenda
O José Cid actuará em Ponte de Lima, no Festival ExpoLima 2012, no dia 11
de Agosto. A única vez que ouvi, ao vivo, o José Cid foi em 2008 no Cerveira
ao piano em Vila Nova de Cerveira. Foi um concerto pequeno, quase intimista, onde
se revisitaram vários dos seus sucessos.
José Cid não dececiona, é um artista com muita experiencia de palco, sendo
que é interessante verificar que as suas músicas, de repente, mal escutamos o
primeiro acorde, aparecem no nosso cérebro. Certamente que será um concerto inesquecível.
Post scriptum
…
A deputada do PS e
ex-ministra da cultura, Gabriela Canavilhas, a propósito da existência de candeeiros
de Siza Vieira em espaço escolar, disse o seguinte "Qual é o problema de ter candeeiros Siza Vieira numa ou outra escola? É
um grande artista português." É bem verdade que Siza é um dos grandes
arquitectos portugueses. Mas o problema não é esse, o problema é gastar-se só numa
escola 20 mil euros em apenas 12 candeeiros, o problema é verificar que, com o
país a viver a situação que vive por causa destes devaneios, os nossos
ex-governantes acham isso perfeitamente normal…
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