terça-feira, fevereiro 14, 2012

Artigo no Novo Panorama


NOTA: Publicado no dia 9 de Fevereiro de 2012

Os cidadãos são, também, clientes

Aqui há uns dias um meu amigo afirmava que um dos problemas (e são tantos…) de Portugal é que o poder político, o Estado, não via o cidadão como um cliente, que paga, e bem, pelos serviços que este lhe presta. Não deixa de ter razão.
O mais recente caso da reabilitação e reforço estrutural da ponte da N. Sr.ª da Guia, um investimento superior a 1 milhão e 200 mil euros, é um exemplo paradigmático disso mesmo, de desrespeito e menosprezo pelo cidadão. Alguém contactou os empresários directamente afectados pelas obras? Alguém contactou a Câmara Municipal de Ponte de Lima para que esta se pronunciasse de forma a minorar os efeitos nefastos que uma obra como esta provoca na vida dos cidadãos? Será que este tipo de obra não é passível de trabalhos nocturnos?
O presidente da Câmara Municipal declarou, à Rádio Ondas do Lima, que a actual situação prolongar-se-ia até ao final do corrente mês, na semana seguinte a Estradas de Portugal, em comunicado, afirmaram que o “condicionamento ao trânsito sobre o tabuleiro, que decorre por fases, estará em vigor até à conclusão dos trabalhos que está prevista para o final do mês de Agosto”. Uma coisa é a actual situação durar um mês, um mês e meio, outra é durar perto de meio ano…
Alguém dizia “a placa colocada na ponte menciona como prazo de duração da obra 365 dias, se vai só até Agosto já fico contente”. Até poderemos ter uma ligeira sensação de alívio, mas isso não atenua o facto da actual solução ser vergonhosa. Urge repensar e alterar a mesma, ainda para mais quando a conclusão dos trabalhos está apenas prevista para o final Agosto.

Frio

Atravesso a ponte velha num sábado de manhã em direcção à vila de Ponte de Lima. Ao mesmo tempo que vou ouvindo o programa Manhãs de Sábado, na Rol, vou reparando que são poucas as pessoas que andam pela ponte e ainda menos as que percorrem as ruas do centro histórico de Ponte de Lima. Será do frio que a televisão tanto anuncia? Também terá a sua influência, mas este apenas acentua o facto de que é verdadeiramente necessário apostar, seriamente, em projectos que consigam ultrapassar a sazonalidade da procura. É por isso que o projecto associado ao slogan “Em época baixa Ponte de Lima em Alta” é bem-vindo. Espera-se, agora, é que atinja o objectivo de criar “uma nova atractividade e visibilidade do concelho e da região” e não seja mais uma desculpa para se realizarem eventos avulsos, sem uma real linha estratégica.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Artigo no Novo Panorama

NOTA: Publicado no dia 26 de Janeiro de 2012

Centro histórico

Este é um tema que, recorrentemente, abordo nos meus artigos. Bem sei que existem muitos outros problemas no nosso concelho, mas não deixa de ser verdade que o pólo de atracção, a referência, em Ponte de Lima como noutras localidades, é a sede de concelho e o seu centro histórico. 
No mês transacto, a Câmara Municipal noticiou uma reunião com os cidadãos a fim de apresentar um fundo para revitalização do centro histórico. Sendo uma boa notícia, pelas reacções, parece que novamente “a montanha pariu um rato”. O fundo, constituído por capitais públicos e privados, não está disponível para a recuperação de habitação. A única boa notícia sobre este fundo parece ser a que, com o recurso a ele, a Câmara Municipal poderá recuperar algumas valências. No entanto, o impedimento de recorrer a este fundo para revitalizar habitações torna-o ineficiente face as reais necessidades. Urge encontrar outro fundo, que, desta feita, promova o repovoamento do centro histórico ao recuperar casas para habitação.
Não sei se o leitor já parou para observar como a grande parte das velhas casas do centro histórico estão vazias de vida, vazias de pessoas. Talvez as únicas excepções a este cenário sejam mesmo o bairro da Além da Ponte (que assiste a um interessante movimento de novos habitantes), em Arcozelo e, talvez, a rua General Norton de Matos (o popularmente conhecido Pinheiro).
É preciso repensar o centro histórico, não só como espaço para actividades, culturais ou comerciais, mas como espaço de habitação. É preciso, tal como recentemente Guimarães o fez, recorrer à “mão de obra” local, formada, atenta, e promover a sua participação activa naquilo que poderá ser uma nova vida para o nosso centro histórico, para a nossa ancestral vila.
Não se pode é continuar com a actual situação confrangedora de verificar que às 19 horas, depois do fecho do comércio, o centro histórico entra numa espécie de letargia, ficando sem vida. 

BaToTas – desportos radicais

Por muitos conhecido como um clube de desportos novos, os chamados radicais, os BaToTas são um clube nascido no seio de um grupo de amigos apaixonados pelas bicicletas que, no início da “febre” destes velocípedes todo o terreno, resolveram associar-se. Desde os primeiros tempos, este clube tem organizado vários encontros, várias provas que fazem parte do roteiro do ciclismo nacional.
Desde o Downown urbano, à Descida do Sarrabulho, são vários os eventos que trazem a Ponte de Lima muitos amantes das bicicletas todo o terreno bem como muitos atletas de topo a nível nacional. Desde cedo, o próprio clube tem sido ninho de atletas que a nível individual ou integrados em clubes têm dado cartas nas diferentes modalidades dentro do ciclismo dito de “montanha”.
Já no próximo dia 5 de Fevereiro, uma vez mais, o BaToTas inova e, integrado na 4ª edição da Feira do Porco e das Delícias do Sarrabulho de Ponte de Lima, organiza a I Resistência Limiana. Um evento a seguir e, para quem gostar e aguentar, participar.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Artigo no Novo Panorama

 NOTA: Publicado no dia 12 de Janeiro de 2012

Chega!
Cada vez tenho menos paciência para moralistas, demagogos e populistas. Farto de políticos, (pessoas que participam na vida política), que não conseguem compreender que este é o tempo de pensar na sua comunidade, no que a faz mover, que política deve seguir, que caminho deve traçar. Políticos que não percebem que não é tempo de abstenções e justificações tipo "chapa 5" sem ter em conta as pessoas, a vida das pessoas, pensando apenas nas suas vaidades. Políticos que não percebem que este não é o tempo, certamente, de cavar trincheiras burocráticas para lá refugiar a vacuidade do seu pensamento. Este é o tempo de agir!

Porque é tempo de agir…
O PDM de Ponte de Lima foi revisto. Uma revisão fundamental que consolida, inequivocamente, a freguesia de Arcozelo como pólo de desenvolvimento industrial do concelho. O que estava em causa era o desenvolvimento de Arcozelo, de Ponte de Lima. O que estava em causa era o ganha-pão de centenas de famílias limianas. Quando é isso que está em causa não se pode ter dúvidas e, felizmente, a Assembleia Municipal, na sua última reunião, demonstrou que não as teve.

Porque não para a nossa Biblioteca Municipal?
Nos últimos tempos os formatos eletrónicos, dos ebooks, do acesso à informação têm tido uma evolução, em crescendo, dando novas possibilidades e abrindo novos caminhos. Primeiro no campo dos periódicos, agora no campo dos livros, as bibliotecas podem encontrar aí um novo modelo de negócio. Cada vez são mais os utilizadores, que quando tem disponível uma plataforma simples, fácil de usar, preferem utilizar/consultar a versão electrónica.
A realidade vem demonstrar que os utilizadores estão receptivos aos formatos electrónicos, vejam-se as vendas de ebooks nas principais livrarias nacionais e internacionais, e as bibliotecas devem seguir o que os seus utilizadores querem.
Como utilizadores, não será interessante poder requisitar um livro na biblioteca a qualquer hora do dia, em qualquer lugar? Para a biblioteca não será interessante aumentar a sua capacidade de suprimir as necessidades informacionais dos seus utilizadores? E, se os livros já não forem sujeitos a direitos de autor, por exemplo, os livros antigos sobre Ponte de Lima existentes na Biblioteca municipal, tanto melhor…
Os tempos são outros, são de mudança e as bibliotecas só têm uma escolha que é seguir os tempos, serem agentes da mudança.

Sugestões
No próximo sábado, dia 14 de Janeiro, pelas 21.30 horas, ouvem-se os cantares de reis no Teatro Diogo Bernardes. Nesse mesmo dia, mas no auditório Municipal de Ponte de Lima, pelas 15 horas, assiste-se ao lançamento do livro Aníbal Marinho - Cinco Décadas Literárias. Vale a pena resgatar do esquecimento a vida e obra deste poeta, deste limiano.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Artigo no Novo Panorama

Balanços 
No final do ano chegam os habituais balanços. Não resistindo também eu a esse hábito, deixo alguns dos protagonistas que, por Ponte de Lima, marcaram o ano de 2011... 

Pessoas 
Luís de Sousa Dantas – Recebeu, como corolário da sua dedicação literária, do seu contributo cultural para com Ponte de Lima, a medalha de mérito cultural. Num ano predestinado para o sucesso, acaba por ficar marcado pelo seu precoce desaparecimento. 
Fernando Pimenta – O melhor canoísta nacional da atualidade teve um ano, apesar das dificuldades, marcado por sucessivas vitórias nacionais e internacionais elevando, com orgulho, o nome de Ponte de Lima. Teve como “cereja no topo do bolo” a sua qualificação para os Jogos Olímpicos que se irão realizar em Londres, já no próximo ano. 

Política 
Manuel Barros – Renovou por mais de 2/3 dos votos dos militantes a liderança do PSD de Ponte de Lima. 
Miguel Pires da Silva – O vereador na Câmara Municipal de Ponte de Lima foi eleito líder nacional da Juventude Popular. 
Daniel Campelo – Deixou a liderança da Distrital do CDS de Viana do Castelo para assumir a função de Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural. 

Cultura 
Grupo DUPLAFACE – Este grupo, sozinho ou em parceria, marcou o ano cénico de Ponte de Lima. The 
Kanguru Project – 2011 foi o ano de consagração desta banda limiana. Se no ano transato quase tinham de pagar para actuar no festival de música que se realizou na EXPOLIMA, em 2011 foram selecionados para atuar no Festival de Música de Paredes de Coura. 

Desporto 
A AD Os Limianos – 2011 fica como o ano em que Os Limianos subiram ao Campeonato Nacional da 2ª Divisão B. 
Clube Náutico de Ponte de Lima – Os seus atletas são referências nacionais e internacionais na modalidade, tendo-se sagrado campeões a vários níveis, a título individual e coletivo. Pelo 5º ano consecutivo, o Clube Náutico de Ponte de Lima, sagrou-se Campeão Nacional de Clubes. 

Instituições 
Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima – Num investimento de 1,5 milhões de euros, os Bombeiros Voluntários viram o seu velho sonho de ter um novo quartel tornar-se realidade. 
Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima – Mesmo com a atual frágil conjuntura económica e o tardar dos apoios estatais, a Santa Casa da Misericórdia, conjuntamente com a Junta de Freguesia de Arcozelo e Câmara Municipal, avançou com o tão necessário Centro Comunitário, em Arcozelo. 

Novo ano 
Numa conjuntura difícil, onde a falta de valores se assume como pilar de uma crise profunda, a esperança deverá ser o nosso rumo. O ano novo será aquilo que nós procurarmos que ele seja. Nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Toronto (2002), tive a oportunidade de ouvir as seguintes palavras da boca do beato João Paulo II “Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens.". Esperança deverá ser a palavra sempre presente nos nossos corações durante o próximo ano de 2012. 
NOTA: Publicado no dia 28 de Dezembro

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Artigo no Novo Panorama


Afinal…

Muitas vezes duvidamos da influência e atuação dos membros da Assembleia Municipal, quer seja pela sua atividade quer seja pela pouca importância que a Câmara Municipal parece dar à sua intervenção.
Lendo o Orçamento e Opções do Plano para 2012 da Câmara Municipal de Ponte de Lima parece que afinal, talvez de forma subtil, não será tanto assim. A Câmara Municipal propõe-se criar, em 2012, um Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde indo assim ao encontro de uma proposta chumbada pelo CDS-PP na Assembleia Municipal em 2010. Se, por um lado, é positivo, por outro, levanta-se o lamento e os prejuízos do concelho e do sector vinícola por terem tido que esperar dois anos por este, digamos, incentivo.
O que não teve que esperar tanto foi a Biblioteca Municipal, depois de anos de desatenção, é com satisfação que vejo que o apelo feito por mim na última Assembleia Municipal teve eco logo no Orçamento e Opções do Plano de 2012. Depois de Orçamentos em que a Biblioteca ocupava pouco mais de um parágrafo, onde a limitavam a um género de biblioteca central das bibliotecas escolares do concelho, prevê-se para 2012 que a Biblioteca Municipal recupere o lugar de importância de outrora. A criação de uma página Web e o alargamento a outros públicos, com a Biblio Sénior e a Biblio Saúde, são exemplos disso.

31 anos

Fez na passada semana 31 anos da morte de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. No dia da sua morte, o meu pai, Alípio de Matos, encontrava-se numa ação política na freguesia de Sá. Os ventos do PREC, embora já tivessem passado, ainda se faziam notar e as pessoas ainda tinham uma legítima vontade de participar na vida política. Nessa noite, quando a notícia da morte do primeiro-ministro e do ministro da defesa foi divulgada, assisti, numa televisão a preto e branco a esse momento triste da história de Portugal. É impressionante como existem momentos da história coletiva que marcam mesmo uma criança pequena.
31 anos volvidos, são muitos os que gostam de os citar, muitos, que depois de escrever e proclamar um discurso, acabam com uma passagem dos seus pensamentos. Infelizmente, muitos desses que os citam fazem-no sem realmente os ler. 

Nota
Não posso deixar de desejar a todos os que me dão a honra de ler estas linhas um Santo e Feliz Natal. 

Publicado no dia 14 de Dezembro

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Artigo no Novo Panorama


Reorganização do território

"Ponte de Lima debate redução de freguesias às escondidas", este foi o título que um jornal local usou para relatar uma reunião à porta fechada entre a Câmara Municipal e os presidentes de Junta para discutir a reorganização do território, ao abrigo do Documento Verde, apresentado recentemente pelo governo. Nessa reunião, a Câmara Municipal apresentou uma proposta aos presidentes de Junta para servir como base de trabalho. Penso que esse trabalho deverá ter como pilar principal os presidentes de junta, mas não pode, no entanto, esgotar-se neles. As Assembleias de Freguesia deverão ter um papel importante nesta discussão e, claro, a Assembleia Municipal deverá estar intimamente integrada em todo este processo.
Tendo em conta que o governo dá uma margem enorme de discussão, a Câmara Municipal ao apresentar o documento que apresentou, da forma como o fez, com uma divisão muito discutível, parece querer imputar toda a responsabilidade nos presidentes de Junta.
A Reforma do Poder Local deverá ser encarada como uma oportunidade para, por exemplo, dar escala e poder de revindicação às juntas de freguesia de forma a servir melhor os seus fregueses. É tendo em conta estes aspectos que se deverá decidir a agregação das freguesias e não a manutenção de poderes políticos, ou a manutenção de estatutos balofos. É preciso ter em conta que agregar freguesias com vários problemas congénitos, sem massa crítica, apenas irá agravar e aumentar a escala desses mesmos problemas.
É por isso que as populações e todos os seus eleitos deverão ser chamados a intervir neste processo. É por isso que, mais do que pensar no controlo ou manutenção de poderes, dever-se-á pensar na melhor forma de dar dimensão, nas diferentes competências, às novas unidades territoriais para que estas prestem um melhor, mais eficaz e mais célere serviço às populações. 

Política cultural

É interessante o novo movimento cultural em Ponte de Lima. De uma forma empreendedora, várias pessoas, com interesses e actividades culturais diversificadas, têm, nos últimos anos, dado uma vida cultural que há muito não se via por Ponte de Lima. De tal forma a vida cultural mudou que a inata inércia do pelouro da cultura sentiu como que a obrigação de acompanhar e apoiar este novo movimento. No fim-de-semana passado, pude assistir à estreia e projecção de uma curta-metragem feita em Ponte de Lima, com argumento, realização, representação limianos. Diga, caro leitor, quando pensou que isto poderia acontecer? Parabéns aos nossos empreendedores culturais que, com uma politica cultural alternativa, vão dando outra alegria à nossa comunidade.     

Nota: Publicado no dia 30 de Novembro

quinta-feira, novembro 24, 2011

Artigo no Novo Panorama


As más decisões políticas reflectem-se
 
O Instituto Nacional de Estatística acaba de revelar que Ponte de Lima continua muito aquém do valor de referência nacional no que respeita ao Indicador per Capita (IpC) do poder de compra médio nacional, fica-se por um índice de 62,79%. No top 3 do distrito encontra-se o concelho de Viana do Castelo com um índice de 89,74%, Valença com 80,94%, e Caminha com 80,34%. A explicação está em opções erradas e no arrastar da aplicação de políticas que criem emprego e riqueza.
Essas opções começam, por exemplo, quando se faz política apenas pensando nos interesses imediatos. Ouvi, numa rádio nacional, a propósito de conferência organizada pelos Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, o deputado Abel Baptista a defender o vinho verde. O deputado defendia maior apoio, melhor ordenação, pedia até economia de escala para o sector.
Não poderia concordar mais, aliás, penso que no Alto Minho ninguém discordará, no entanto não consigo perceber que Abel Baptista, enquanto presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, não tenha defendido o mesmo quando, no ano passado, o PSD de Ponte de Lima apresentou na Assembleia Municipal a proposta de criação de uma Estrutura de Missão para o desenvolvimento do sector do Vinho Verde. Nessa proposta, o PSD defendia o que o deputado veio agora defender. A proposta acabaria por ser chumbada pela maioria CDS-PP.
                   

93 anos após o final da I Guerra Mundial

 
Fez, no passado dia 11 de Novembro, 93 anos que a I Guerra Mundial terminou. Foram muitos os limianos que participaram nesta guerra, felizmente podemos saber quem eram, de onde eram e o por lá lhes aconteceu. Basta para isso ler o livro do saudoso Luís Dantas, Os Limianos na Grande Guerra, que é uma verdadeira homenagem a todos os combatentes limianos.
 
O rio lima
 
Já muitas pessoas, nas quais me incluo, alertaram para a crítica situação do rio Lima. Finalmente, alguma coisa parece começar a ser feita. O município de Ponte de Lima, aproveitando fundos europeus, começou a realizar um conjunto de intervenções nas margens do rio. Sendo um passo importante, deverá ser complementado por mais alguns. Desde logo, dever-se-á fazer uma avaliação do impacto da construção do açude a jusante da ponte de Nossa Senhora da Guia e, posteriormente, pensar na exequibilidade da criação de um espaço de referência mundial no que concerne à modalidade da canoagem. Ponte de Lima, graças ao seu Clube Náutico, é uma referência, não só nacional, mas, mundial na canoagem. Com atletas de renome mundial não tem, no entanto, condições físicas para a prática da canoagem ao nível dos seus atletas.
 

Nota: Publicado no dia 18 de Novembro

sexta-feira, novembro 11, 2011

Artigo no Novo Panorama


À luz das candeias?

A crise, a falta de dinheiro, até o ambiente tem vindo a ser desculpa para desligar a iluminação pública um pouco por todo o concelho. Na zona urbana, as ruas ficam sem um único foco de luz durante a madrugada e as primeiras horas da manhã. Muitos põem em causa esta decisão por questões de segurança. Concordando com eles, hoje venho falar doutra situação.
Por volta das 6h30m, já vai ecoando o som das vassouras nas calçadas, mas, nestes tempos, o trabalho dos que limpam as nossas ruas parece inglório. Para além das vicissitudes inerentes à meteorologia e à estação do ano, junta-se agora a cegueira. Não é que agora estes profissionais tem que trabalhar às escuras...?
Estamos no inverno, faz algum sentido a luz pública continuar apagada a partir das 6 horas da manhã? Será assim tão caro ligar a luz pública nas primeiras horas da manhã, enquanto o sol não raiou? Não sei se os decisores políticos locais sabem, mas a essa hora já muitos limianos se levantaram para trabalhar ou seguir para o seu trabalho...  

Entrevista

É com muito interesse que leio as entrevistas de Gaspar Martins. Não só por ser o actual vice-presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, mas porque é um dos decanos do executivo municipal. Já nem sei quantos anos leva enquanto vereador e, pelo que se lê na entrevista, ainda quer ficar, como vereador, pelo menos mais 10 anos.
Na entrevista, Gaspar Martins não foi parco nas palavras e, pela primeira vez, um membro do executivo de Campelo assume um erro de gestão. Gaspar Martins assumiu o erro da recuperação atabalhoada do mercado municipal. Durante anos, aquele edifício foi alvo de críticas essencialmente porque, com as obras, deixou de cumprir aquilo para que foi construído, ser o mercado municipal. Talvez daqui a alguns anos se possa ler mais meia dúzia de “mea culpa” porque exemplos não vão faltando um pouco por todo o concelho...

Vereador da oposição

Muitas vezes me perguntam para que serve um vereador da oposição quando este, quase sempre, se abstém nas votações da câmara? Devo dizer que realmente não serve para nada. O leitor perguntar-se-á: Mas ele não tem quem o ajude, quem o auxilie? É claro que tem, até porque o vereador da oposição só foi eleito porque liderava a lista do PSD à Câmara Municipal de Ponte de Lima. O problema é que o vereador da oposição parece preferir fazer oposição à legítima liderança do PSD local que à Câmara Municipal.
Confuso? Agora imaginem o sentimento de todos aqueles limianos que votaram no PSD nas últimas autárquicas ao ouvirem do cabeça de lista do PSD e agora vereador, frases como “na sequência do movimento cívico das últimas eleições autárquicas…”.
O PSD tem responsabilidades face a esses eleitores e perante um vereador que parece fazer “tabula rasa” dos militantes e de todos os que votaram nas listas do PSD, não deverá ter medo de dizer que aquele, por sua responsabilidade e opção, deixou de representar o PSD, os militantes e os limianos que depositaram a sua confiança na lista do PSD nas eleições autárquicas de 2009.

NOTA: Publicado no dia 3 de Novembro