segunda-feira, abril 09, 2012

Artigo no Novo Panorama


NOTA: Publicado no dia 5 de Abril de 2012

Os rumores eleitorais

Os rumores referentes às próximas eleições autárquicas começaram cedo. Manuel Fernandes, no programa da Rádio Ondas do Lima, Manhãs de Sábado, falou em rumores e boatos que davam como assunto fechado o candidato do PSD à Junta de Freguesia de Arcozelo e que não seria o actual presidente João Barreto.
Em 2009 foi, com muita honra e orgulho, o mandatário da candidatura de João Barreto e, se me fosse pedido, estaria pronto a desempenhar novamente essa função amanhã mesmo. A verdade é que, em 2009, o PSD conquistou ao PS a Junta de Freguesia de Arcozelo, liderando, desde então, de forma exemplar, a mais populosa freguesia do concelho de Ponte de Lima e só pode ter orgulho no trabalho realizado pelo presidente João Barreto.
Parece-me totalmente desnecessária e descabida a referência a boatos ou rumores quanto às intenções do PSD para Arcozelo. Não poderia ser de outra forma. Neste contexto, se as eleições fossem amanhã, João Barreto era o natural, e pretendido, cabeça de lista do PSD à Junta de Freguesia de Arcozelo.

O Caminho de Santiago

O nosso concelho foi notícia como sendo uma referência no Caminho de Santiago. Logo a seguir ao Porto, e junto com Lisboa, Braga e Chaves, Ponte de Lima é um dos locais preferidos para se iniciar a peregrinação a Compostela.
Tem sido um trabalho árduo, de vários voluntários, onde se destaca Ovídio Vieira, o responsável pelo Albergue de Peregrinos de Ponte de Lima, que transformou este espaço numa referência respeitada não só a nível nacional mas também a nível internacional.

Vazio  

Algumas pessoas, nas suas intervenções, gostam de fazer citações. Não sendo esta uma prática má, torna-se num verdadeiro problema quando citam um filósofo para de seguida citarem um estadista, para de seguida citarem um pensador… Confesso que estas pessoas, que não conseguem transmitir uma ideia sua e que precisam constantemente  de citar outros, me deixam agastado. Nunca sei ao certo se essas pessoas realmente leram os citados, se apenas fazem colecção de frases que acham bonitas ou se, por debaixo de tanta citação, existe alguma ideia saída do seu pensamento. Depois de as ouvir fica uma espécie de vazio.  
Mas existe um outro tipo de pessoa que consegue ser ainda mais incomodativo. São aqueles que, não tendo pensamento próprio, roubam ideias e textos de outros, misturam umas banais palavras suas, juntam mais um ou outro parágrafo “roubado” de outro lado qualquer, e apresentam-nas como sendo suas. Desprezo é o que estes merecem pelo seu embuste.  

terça-feira, março 27, 2012

Artigo no Novo Panorama


NOTA: Publicado no dia 22 de Março de 2012

Além da Ponte, um bairro histórico e com vida

O bairro da Além da Ponte sempre foi encarado como um género de hall de entrada da vila limiana. Por lá ainda podemos encontrar várias casas de famílias que marcaram a vida cívica e social de Ponte de Lima, no entanto, como noutros bairros do centro histórico limiano, o que se destacava era a forte componente comercial.
Na Além da Ponte, os cereais foram durante anos e anos os reis nos negócios. A farinha e o pão foram uma referência no comércio daquele bairro. Ainda no início dos anos 80 do século passado, era fascinante observar a chegada do moleiro à rua (a rua Manuel Lima Bezerra é localmente conhecida por “A rua”), em cima da sua carroça, puxada por um garboso cavalo esbranquiçado.
Lembro-me que muitas blusas, saias e fatos de cores vivas e espampanantes de mulheres recentemente enlutadas passavam pelo tintureiro, saindo de lá no mais sombrio negro. Mas o tintureiro não prestava apenas os seus serviços nessas alturas de pesar, servia para dar vida à roupa que tinha perdido a cor doutros tempos, mesmo que a opção tivesse por passar pelo negro.
A vida também passava pelas mercearias e pelas padarias. Por lá existiam também as famosas e afamadas tascas, com o agora divulgado bacalhau de cebolada e outros petiscos, onde nos dias de feira se juntavam muitas pessoas vindas de locais como as Argas, Labruja ou Paredes de Coura, antes de retomar o caminho de regresso, onde grupos de pescadores de Viana do Castelo faziam “peregrinações” para provarem o vinho novo. A loja de tecidos com os seus milhares de botões, o funileiro e, claro, o barbeiro, centro das novidades do bairro e do mundo.
Hoje, a Além da Ponte já não é assim, está em mutação. Por um lado, são as intervenções vindas da Câmara Municipal de Ponte de Lima com o Museu Rural, o Albergue de Peregrinos, o Museu do Brinquedo Português, os Hotéis e, dentro em breve, e bem perto, com o aparecimento de um parque de campismo. Por outro, é a vaga de novos habitantes, alguns com raízes familiares no bairro, outros vindos de fora, mas que juntos dão um colorido que, infelizmente, já vai rareando noutras partes do centro histórico limiano.
É verdade que a maioria dos negócios de que falei, as lojas por onde andei na minha infância, já desapareceram, mas também não deixa de ser verdade que a vida é feita de mudança. Felizmente para a Além da Ponte, após alguns anos de degradação e desinvestimento, esta mudança traz esperança. A esperança de que aquele seja um espaço novamente com vida. Assim se consiga replicar esta esperança noutros bairros do centro histórico de Ponte de Lima.



terça-feira, fevereiro 14, 2012

Artigo no Novo Panorama


NOTA: Publicado no dia 9 de Fevereiro de 2012

Os cidadãos são, também, clientes

Aqui há uns dias um meu amigo afirmava que um dos problemas (e são tantos…) de Portugal é que o poder político, o Estado, não via o cidadão como um cliente, que paga, e bem, pelos serviços que este lhe presta. Não deixa de ter razão.
O mais recente caso da reabilitação e reforço estrutural da ponte da N. Sr.ª da Guia, um investimento superior a 1 milhão e 200 mil euros, é um exemplo paradigmático disso mesmo, de desrespeito e menosprezo pelo cidadão. Alguém contactou os empresários directamente afectados pelas obras? Alguém contactou a Câmara Municipal de Ponte de Lima para que esta se pronunciasse de forma a minorar os efeitos nefastos que uma obra como esta provoca na vida dos cidadãos? Será que este tipo de obra não é passível de trabalhos nocturnos?
O presidente da Câmara Municipal declarou, à Rádio Ondas do Lima, que a actual situação prolongar-se-ia até ao final do corrente mês, na semana seguinte a Estradas de Portugal, em comunicado, afirmaram que o “condicionamento ao trânsito sobre o tabuleiro, que decorre por fases, estará em vigor até à conclusão dos trabalhos que está prevista para o final do mês de Agosto”. Uma coisa é a actual situação durar um mês, um mês e meio, outra é durar perto de meio ano…
Alguém dizia “a placa colocada na ponte menciona como prazo de duração da obra 365 dias, se vai só até Agosto já fico contente”. Até poderemos ter uma ligeira sensação de alívio, mas isso não atenua o facto da actual solução ser vergonhosa. Urge repensar e alterar a mesma, ainda para mais quando a conclusão dos trabalhos está apenas prevista para o final Agosto.

Frio

Atravesso a ponte velha num sábado de manhã em direcção à vila de Ponte de Lima. Ao mesmo tempo que vou ouvindo o programa Manhãs de Sábado, na Rol, vou reparando que são poucas as pessoas que andam pela ponte e ainda menos as que percorrem as ruas do centro histórico de Ponte de Lima. Será do frio que a televisão tanto anuncia? Também terá a sua influência, mas este apenas acentua o facto de que é verdadeiramente necessário apostar, seriamente, em projectos que consigam ultrapassar a sazonalidade da procura. É por isso que o projecto associado ao slogan “Em época baixa Ponte de Lima em Alta” é bem-vindo. Espera-se, agora, é que atinja o objectivo de criar “uma nova atractividade e visibilidade do concelho e da região” e não seja mais uma desculpa para se realizarem eventos avulsos, sem uma real linha estratégica.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Artigo no Novo Panorama

NOTA: Publicado no dia 26 de Janeiro de 2012

Centro histórico

Este é um tema que, recorrentemente, abordo nos meus artigos. Bem sei que existem muitos outros problemas no nosso concelho, mas não deixa de ser verdade que o pólo de atracção, a referência, em Ponte de Lima como noutras localidades, é a sede de concelho e o seu centro histórico. 
No mês transacto, a Câmara Municipal noticiou uma reunião com os cidadãos a fim de apresentar um fundo para revitalização do centro histórico. Sendo uma boa notícia, pelas reacções, parece que novamente “a montanha pariu um rato”. O fundo, constituído por capitais públicos e privados, não está disponível para a recuperação de habitação. A única boa notícia sobre este fundo parece ser a que, com o recurso a ele, a Câmara Municipal poderá recuperar algumas valências. No entanto, o impedimento de recorrer a este fundo para revitalizar habitações torna-o ineficiente face as reais necessidades. Urge encontrar outro fundo, que, desta feita, promova o repovoamento do centro histórico ao recuperar casas para habitação.
Não sei se o leitor já parou para observar como a grande parte das velhas casas do centro histórico estão vazias de vida, vazias de pessoas. Talvez as únicas excepções a este cenário sejam mesmo o bairro da Além da Ponte (que assiste a um interessante movimento de novos habitantes), em Arcozelo e, talvez, a rua General Norton de Matos (o popularmente conhecido Pinheiro).
É preciso repensar o centro histórico, não só como espaço para actividades, culturais ou comerciais, mas como espaço de habitação. É preciso, tal como recentemente Guimarães o fez, recorrer à “mão de obra” local, formada, atenta, e promover a sua participação activa naquilo que poderá ser uma nova vida para o nosso centro histórico, para a nossa ancestral vila.
Não se pode é continuar com a actual situação confrangedora de verificar que às 19 horas, depois do fecho do comércio, o centro histórico entra numa espécie de letargia, ficando sem vida. 

BaToTas – desportos radicais

Por muitos conhecido como um clube de desportos novos, os chamados radicais, os BaToTas são um clube nascido no seio de um grupo de amigos apaixonados pelas bicicletas que, no início da “febre” destes velocípedes todo o terreno, resolveram associar-se. Desde os primeiros tempos, este clube tem organizado vários encontros, várias provas que fazem parte do roteiro do ciclismo nacional.
Desde o Downown urbano, à Descida do Sarrabulho, são vários os eventos que trazem a Ponte de Lima muitos amantes das bicicletas todo o terreno bem como muitos atletas de topo a nível nacional. Desde cedo, o próprio clube tem sido ninho de atletas que a nível individual ou integrados em clubes têm dado cartas nas diferentes modalidades dentro do ciclismo dito de “montanha”.
Já no próximo dia 5 de Fevereiro, uma vez mais, o BaToTas inova e, integrado na 4ª edição da Feira do Porco e das Delícias do Sarrabulho de Ponte de Lima, organiza a I Resistência Limiana. Um evento a seguir e, para quem gostar e aguentar, participar.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Artigo no Novo Panorama

 NOTA: Publicado no dia 12 de Janeiro de 2012

Chega!
Cada vez tenho menos paciência para moralistas, demagogos e populistas. Farto de políticos, (pessoas que participam na vida política), que não conseguem compreender que este é o tempo de pensar na sua comunidade, no que a faz mover, que política deve seguir, que caminho deve traçar. Políticos que não percebem que não é tempo de abstenções e justificações tipo "chapa 5" sem ter em conta as pessoas, a vida das pessoas, pensando apenas nas suas vaidades. Políticos que não percebem que este não é o tempo, certamente, de cavar trincheiras burocráticas para lá refugiar a vacuidade do seu pensamento. Este é o tempo de agir!

Porque é tempo de agir…
O PDM de Ponte de Lima foi revisto. Uma revisão fundamental que consolida, inequivocamente, a freguesia de Arcozelo como pólo de desenvolvimento industrial do concelho. O que estava em causa era o desenvolvimento de Arcozelo, de Ponte de Lima. O que estava em causa era o ganha-pão de centenas de famílias limianas. Quando é isso que está em causa não se pode ter dúvidas e, felizmente, a Assembleia Municipal, na sua última reunião, demonstrou que não as teve.

Porque não para a nossa Biblioteca Municipal?
Nos últimos tempos os formatos eletrónicos, dos ebooks, do acesso à informação têm tido uma evolução, em crescendo, dando novas possibilidades e abrindo novos caminhos. Primeiro no campo dos periódicos, agora no campo dos livros, as bibliotecas podem encontrar aí um novo modelo de negócio. Cada vez são mais os utilizadores, que quando tem disponível uma plataforma simples, fácil de usar, preferem utilizar/consultar a versão electrónica.
A realidade vem demonstrar que os utilizadores estão receptivos aos formatos electrónicos, vejam-se as vendas de ebooks nas principais livrarias nacionais e internacionais, e as bibliotecas devem seguir o que os seus utilizadores querem.
Como utilizadores, não será interessante poder requisitar um livro na biblioteca a qualquer hora do dia, em qualquer lugar? Para a biblioteca não será interessante aumentar a sua capacidade de suprimir as necessidades informacionais dos seus utilizadores? E, se os livros já não forem sujeitos a direitos de autor, por exemplo, os livros antigos sobre Ponte de Lima existentes na Biblioteca municipal, tanto melhor…
Os tempos são outros, são de mudança e as bibliotecas só têm uma escolha que é seguir os tempos, serem agentes da mudança.

Sugestões
No próximo sábado, dia 14 de Janeiro, pelas 21.30 horas, ouvem-se os cantares de reis no Teatro Diogo Bernardes. Nesse mesmo dia, mas no auditório Municipal de Ponte de Lima, pelas 15 horas, assiste-se ao lançamento do livro Aníbal Marinho - Cinco Décadas Literárias. Vale a pena resgatar do esquecimento a vida e obra deste poeta, deste limiano.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Artigo no Novo Panorama

Balanços 
No final do ano chegam os habituais balanços. Não resistindo também eu a esse hábito, deixo alguns dos protagonistas que, por Ponte de Lima, marcaram o ano de 2011... 

Pessoas 
Luís de Sousa Dantas – Recebeu, como corolário da sua dedicação literária, do seu contributo cultural para com Ponte de Lima, a medalha de mérito cultural. Num ano predestinado para o sucesso, acaba por ficar marcado pelo seu precoce desaparecimento. 
Fernando Pimenta – O melhor canoísta nacional da atualidade teve um ano, apesar das dificuldades, marcado por sucessivas vitórias nacionais e internacionais elevando, com orgulho, o nome de Ponte de Lima. Teve como “cereja no topo do bolo” a sua qualificação para os Jogos Olímpicos que se irão realizar em Londres, já no próximo ano. 

Política 
Manuel Barros – Renovou por mais de 2/3 dos votos dos militantes a liderança do PSD de Ponte de Lima. 
Miguel Pires da Silva – O vereador na Câmara Municipal de Ponte de Lima foi eleito líder nacional da Juventude Popular. 
Daniel Campelo – Deixou a liderança da Distrital do CDS de Viana do Castelo para assumir a função de Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural. 

Cultura 
Grupo DUPLAFACE – Este grupo, sozinho ou em parceria, marcou o ano cénico de Ponte de Lima. The 
Kanguru Project – 2011 foi o ano de consagração desta banda limiana. Se no ano transato quase tinham de pagar para actuar no festival de música que se realizou na EXPOLIMA, em 2011 foram selecionados para atuar no Festival de Música de Paredes de Coura. 

Desporto 
A AD Os Limianos – 2011 fica como o ano em que Os Limianos subiram ao Campeonato Nacional da 2ª Divisão B. 
Clube Náutico de Ponte de Lima – Os seus atletas são referências nacionais e internacionais na modalidade, tendo-se sagrado campeões a vários níveis, a título individual e coletivo. Pelo 5º ano consecutivo, o Clube Náutico de Ponte de Lima, sagrou-se Campeão Nacional de Clubes. 

Instituições 
Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima – Num investimento de 1,5 milhões de euros, os Bombeiros Voluntários viram o seu velho sonho de ter um novo quartel tornar-se realidade. 
Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima – Mesmo com a atual frágil conjuntura económica e o tardar dos apoios estatais, a Santa Casa da Misericórdia, conjuntamente com a Junta de Freguesia de Arcozelo e Câmara Municipal, avançou com o tão necessário Centro Comunitário, em Arcozelo. 

Novo ano 
Numa conjuntura difícil, onde a falta de valores se assume como pilar de uma crise profunda, a esperança deverá ser o nosso rumo. O ano novo será aquilo que nós procurarmos que ele seja. Nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Toronto (2002), tive a oportunidade de ouvir as seguintes palavras da boca do beato João Paulo II “Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens.". Esperança deverá ser a palavra sempre presente nos nossos corações durante o próximo ano de 2012. 
NOTA: Publicado no dia 28 de Dezembro

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Artigo no Novo Panorama


Afinal…

Muitas vezes duvidamos da influência e atuação dos membros da Assembleia Municipal, quer seja pela sua atividade quer seja pela pouca importância que a Câmara Municipal parece dar à sua intervenção.
Lendo o Orçamento e Opções do Plano para 2012 da Câmara Municipal de Ponte de Lima parece que afinal, talvez de forma subtil, não será tanto assim. A Câmara Municipal propõe-se criar, em 2012, um Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde indo assim ao encontro de uma proposta chumbada pelo CDS-PP na Assembleia Municipal em 2010. Se, por um lado, é positivo, por outro, levanta-se o lamento e os prejuízos do concelho e do sector vinícola por terem tido que esperar dois anos por este, digamos, incentivo.
O que não teve que esperar tanto foi a Biblioteca Municipal, depois de anos de desatenção, é com satisfação que vejo que o apelo feito por mim na última Assembleia Municipal teve eco logo no Orçamento e Opções do Plano de 2012. Depois de Orçamentos em que a Biblioteca ocupava pouco mais de um parágrafo, onde a limitavam a um género de biblioteca central das bibliotecas escolares do concelho, prevê-se para 2012 que a Biblioteca Municipal recupere o lugar de importância de outrora. A criação de uma página Web e o alargamento a outros públicos, com a Biblio Sénior e a Biblio Saúde, são exemplos disso.

31 anos

Fez na passada semana 31 anos da morte de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. No dia da sua morte, o meu pai, Alípio de Matos, encontrava-se numa ação política na freguesia de Sá. Os ventos do PREC, embora já tivessem passado, ainda se faziam notar e as pessoas ainda tinham uma legítima vontade de participar na vida política. Nessa noite, quando a notícia da morte do primeiro-ministro e do ministro da defesa foi divulgada, assisti, numa televisão a preto e branco a esse momento triste da história de Portugal. É impressionante como existem momentos da história coletiva que marcam mesmo uma criança pequena.
31 anos volvidos, são muitos os que gostam de os citar, muitos, que depois de escrever e proclamar um discurso, acabam com uma passagem dos seus pensamentos. Infelizmente, muitos desses que os citam fazem-no sem realmente os ler. 

Nota
Não posso deixar de desejar a todos os que me dão a honra de ler estas linhas um Santo e Feliz Natal. 

Publicado no dia 14 de Dezembro