terça-feira, janeiro 15, 2013

Artigo no Novo Panorama



 
Artigo publicado no Novo Panorama em 10-01-2013
 
Primeiro sábado do ano

O ano começou em festa aqui por Ponte de Lima. Desde o jogo que se realizou no início da tarde de sábado, dia 5 de Janeiro, passando pela apresentação do “obrigatório” e imperdível livro, de João Carlos Gonçalves, “Os Limianos” e a história do futebol em Ponte de Lima, acabando com o jantar dançante, com mais de 1000 pessoas, a comemoração dos 60 anos da Associação Desportiva “Os limianos” foi um verdadeiro hino ao clube do concelho, (sim, do concelho!).
Na emotiva apresentação do livro anteriormente mencionado, realizada por Franclim Sousa, vereador da cultura e desporto do município de Ponte de Lima, foi dito que, e cito de memória, “quase todas as famílias têm, no seu seio, alguém que passou pelo “Os Limianos””. É bem verdade, e é por isso que “Os Limianos” é um clube diferente, é um clube com uma história construída por pessoas de todo o concelho. É um clube agregador, como escrevi anteriormente, é o clube do concelho.  

Casas com história

Já algures escrevi que gosto de casas antigas. Todas elas têm uma história feita de várias histórias. Essas histórias foram as vidas que por lá passaram, são as vidas que por lá passam, que fazem com que essas casas ganhem um encanto especial.
É de apertar o coração verificar a quantidade de casas que em Ponte de Lima estão ao abandono, devolutas, moribundas. Estas situações são ainda mais custosas quando há memória da “vida” que por lá existiu.
A Câmara Municipal de Ponte de Lima tem vindo a adquirir, na zona urbana, alguns imóveis nessa situação. Mas esta é uma solução provisória, por norma a recuperação é interessante, as casas renascem com outra vida, com outra utilidade, mas a verdade é que o município não poderá adquirir todas as casas devolutas da zona urbana. É necessário envolver os privados, para, de alguma forma, multiplicar o exemplo vindo do município. São tempos de desafio, mas a vontade de voltar ao centro urbano existe, é já uma realidade em urbes maiores. Por cá, ainda que paulatinamente assiste-se a um pequeno movimento de retorno ao centro histórico.
Recentemente foi aprovado pela Câmara Municipal, “retificado” pela Assembleia Municipal, um incentivo ao arrendamento jovem no centro histórico, o “Centro Com Vida". É um bom passo no sentido certo, esperam-se outros para que juntos formem uma caminhada de retorno de “vida” às velhas casas que formam o nosso centro histórico. 

Boas notícias

Soubemos na passada semana que a Direcção-Geral do Património Cultural, após um parecer da secção do Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, irá propor à Secretaria de Estado da Cultura a classificação de alguns imóveis na ribeira Lima. Um deles será a Igreja Matriz de Ponte de Lima que deverá, finalmente, passar a ser classificada como monumento de interesse público.

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Artigo no Novo Panorama



Artigo publicado no Novo Panorama em 27-12-2012




Regresso ao passado

Não foi bem um regresso ao passado mas já deu para “matar” algumas saudades. O “nosso” rio encheu e ocupou a totalidade das suas margens mostrando toda a sua beleza.
Fotografias foram muitas e levadas imediatamente pelas redes sociais para os quatro cantos do mundo.
Esta facilidade informacional provocou uma “avalanche” de saudosismo nomeadamente na diáspora ponte-limense. Por momentos recordaram-se os tempos em que o Lima abraçava o centro histórico, recordaram-se e partilharam-se vivências de memoráveis cheias. Ao ver as fotos, ao ver o rio Lima, também me ocorreu a cheia de 1987, mas, também, o meu avô Arlindo que em dias como estes me contava como na sua juventude, com uma embarcação a remos, tinha resgatado algumas pessoas numas casas lá para os lados do Arquinho, em Arcozelo.
Claro que nem tudo são saudosismos bucólicos, por exemplo, a freguesia de Estorãos viu a sua velha ponte românica ficar num estado periclitante com a subida do rio Estorãos. Pela sua história, a sua beleza e o seu simbolismo espera-se que rapidamente seja recuperada.

Final de ano 

A época de final de ano é propícia a balanços, nas próximas linhas poderia enunciar alguns assuntos que, no último ano, e na minha opinião, marcaram a nossa região. Embora tentado, não o farei.
Vivemos tempos em que é mais importante olhar para o futuro. O ano de 2013 será um ano de grandes desafios, será um ano de decisões e opções. Como diz uma canção brasileira, o futuro “é a prova que o passado valeu a pena”…

Passagem de ano

Normalmente a passagem de ano é feita em comunidade. Depois de um Natal em família, a passagem de ano é tradicionalmente uma altura em que o espaço público se torna a “casa” da comunidade.
Em algumas aldeias a passagem de ano é celebrada em volta do madeiro ou lenho, tradição ainda muito enraizada, por exemplo, para os lados de Bragança, uma fogueira que é acesa pelo Natal e que dura, em alguns casos, até aos Reis. Embora os tempos sejam outros a passagem de ano em comunidade, ainda que sem fogueiras, ainda se vai verificando. Por Ponte de Lima, por exemplo, o centro histórico é o espaço escolhido, aí se juntam muitas pessoas para receberem o ano novo.

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Artigo no Novo Panorama

Artigo publicado no Novo Panorama em 13-12-2012






Parques infantis

Com a Assembleia Municipal marcada para o sábado anterior ao Natal desde já se começa a preparar a discussão do Plano e Orçamento da Câmara Municipal para 2013. Ao ler alguns documentos lembrei-me de algo abordado numa das últimas reuniões da Assembleia Municipal e que, aparentemente, continua esquecido, a necessidade de criar espaços públicos para as crianças e famílias, os chamados parques infantis. Abel Braga, antigo presidente da Junta de Freguesia de Ponte de Lima, usando do tempo reservado ao público, alertou a Câmara e a Assembleia Municipal para a necessidade de criação de tais espaços. Existe uma falha enorme neste campo, aliás, o único parque infantil existente na zona urbana está integrado nos jardins temáticos e já perdeu algumas das suas “valências”.
Com um orçamento tão grande, onde se aposta na educação, porque não apostar, também, nas famílias, disponibilizando algumas verbas para a construção de dois ou três parques infantis e recuperando o único existente? Não basta dizer que já existem parques infantis nas escolas, é preciso criar espaços públicos de convívio, fora do ambiente escolar, entre pais e filhos, entre as crianças, entre os pais, no fundo criar um ambiente propício à família.

Eis que chega o Natal


Esta época, em que se celebra o nascimento Daquele que é o centro da vida dos cristãos, Jesus Cristo, não deixa ninguém indiferente, mesmo aqueles que se dizem não cristãos, agnósticos  ou mesmo ateus sentem que esta é uma época especial. Infelizmente alguns interesses económicos ou mesmo sociais tentam transforma-la numa espécie artificial de um género de conto de fadas, bem longe do essencial. Ouvia, noutro dia, um comediante dizer que se Portugal continuasse a ser a potência económica que era há 500 anos, ou seja, se ocupasse o lugar que actualmente é ocupado pelos EUA, neste momento o símbolo do Natal mundial seria a "Popota" e não o "Pai Natal". Isso fez-me pensar como somos, por vezes, acéfalos, como é possível alguns centrarem o Natal numa figura que apareceu para vender um refrigerante? Não faz sentido, pois não?

Natal por Ponte de Lima

Não tem o branco da neve (talvez por Refóios ou Vilar do Monte), mas tem o calor das pessoas. O Natal, aqui por Ponte de Lima, ainda é vivido em família. Ainda se ouvem os sinceros desejos de um “santo Natal” ao sair de uma qualquer loja do comércio tradicional.
Já agora, este ano, como nos anteriores, a Biblioteca Municipal e a P. L. Arte - Associação de Artesãos de Ponte de Lima promovem até ao próximo dia 23 de Dezembro, no antigo posto de turismo, a Feira de Natal - Artesanato e Livro Limiano, é uma boa oportunidade para adquirir peças únicas do artesanato limiano (os presépios são tentadores) ou então para completar a nossa biblioteca, ou a de algum amigo, com um "livro limiano".

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Artigo no Novo Panorama


Artigo publicado no Novo Panorama em 29-11-2012





Fica a nostalgia

Em criança corria rua acima (rua Manuel Lima Bezerra, na Além da Ponte) com a pressa própria de quem quer chegar rapidamente ao local de brincadeira (neste caso, o largo da Freiria). Pelo caminho, invariavelmente, parava na padaria da tia Francelina (mais tarde da tia Gusta, irmã da primeira) para abastecimento de mantimentos. A entrada na velha padaria era feita com a solenidade que as nossas tias-avós nos imponham, mas era certo e sabido que não sairíamos de lá com as mãos a abanar, e à saída já vinha na mão um pedaço de broa de milho. Chegado ao local da brincadeira o pedaço de broa serviria como fonte de energia, a mim e aos meus companheiros de brincadeira, para uma tarde de jogos de bola, de escalada das velhas arvores ou de incursões à, já na altura, arruinada casa da “separadora”.
Aquela velha padaria sempre teve um encanto especial, as características balanças, três diferentes para diferentes tipos de pesagem, o S. António a olhar para nós, os diferentes tipos de farinha, o milho, o mobiliário... Por lá aprendi com o meu pai o prazer que dá enterrar a mão nos grãos do milho, já devidamente ensinado à minha filha…
Depois de cerca de 80 anos a trabalhar no negócio, que já havia sido do seu pai, a actual dona da velha padaria resolveu descansar. Uma decisão que compreensivelmente lhe custou muito, que foi adiando, mas que era inevitável. Os tempos são outros e como se pode ler na Bíblia, no capítulo 3 de Eclesiastes "Para tudo há um momento e um tempo...".

Dois novos e imperdíveis livros

No passado sábado, Amândio Sousa Dantas apresentou aquele que ele descreve como o livro de sua autoria de que mais gosta, o “Sentimento do Poema”. Quer pelos poemas escolhidos para serem declamados, quer pela forma como foi feita essa declamação ou mesmo como a apresentação foi feita, foi um momento memorável. Este é um livro onde vive o sentimento, imperdível para quem realmente gosta de poesia.
Já no próximo sábado é apresentado aquele que será “O” livro referência da zona húmida das lagoas de Bertiandos e S. Pedro d'Arcos, “Biodiversidade das lagoas de Bertiandos e S. Pedro d'Arcos”. Porquê referência? Porque o autor do livro é António Mário Leitão, nada mais nada menos que o percursor dos estudos daquela zona. Foi ele, muito antes de qualquer classificação oficial, que trouxe a Ponte de Lima, às lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos, vários cientistas e investigadores portugueses e estrangeiros e que, com o GEICE e os Amigos do Mar, deu a conhecer a várias gerações de jovens limianos a riqueza da biodiversidade daquela zona.
Existirão alguns livros e brochuras sobre as lagoas, mas para quem gosta das lagoas de Bertiandos e S. Pedro d'Arcos e quiser saber mais sobre a sua biodiversidade e história este é um livro obrigatório.

sexta-feira, novembro 23, 2012

Artigo no Novo Panorama




Artigo publicado no Novo Panorama em 15-11-2012






Bem prega…

 “Já havia os deputados para-quedistas, aqueles que concorrem por círculos longe da sua residência. Nascerá agora a figura do presidente de câmara emigrante…”, escreveu numa rede social Paulo Morais, natural de Viana do Castelo, residente no Porto, candidato, em 2009, a presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima …

Inquietante

Segundo notícias que vieram a público recentemente, o número dos nascimentos em Portugal é o mais baixo de sempre, 2012 será mesmo o ano com menos bebés, desde que há registos. Ao todo, neste ano, não deverão nascer mais do que noventa mil crianças ou seja menos que a lotação do Camp Nou, o estádio do Barcelona.
Os alertas já estão todos a soar, esta inversão na pirâmide demográfica põem em causa, por exemplo, a sustentabilidade da Segurança Social, e poderá significar o fim do chamado Estado Social, tal como o conhecemos.
O meu filho mais novo nasceu precisamente este ano, que futuro terá? Esta é uma daquelas clássicas perguntas que ao longo de séculos os pais se colocaram. E a “crise”? -  perguntam-me. Mas, a crise que vivemos será maior quando comparável com as crises (económicas, culturais, guerras mundiais…) que viveram os nossos avós? Não sei. A verdade é que actualmente vivemos, não só uma crise económica, mas também uma crise de identidade, uma crise de valores, perdemos a noção de comunidade, a começar pela mais pequena, a família, cada vez mais desestruturada e disfuncional. A verdade é que vivemos cada vez mais sós.
Mas, e o futuro? O actual Estado Social, que vemos ruir perante nós, foi concebido logo após a crise de 1929 como uma resposta às necessidades sociais criadas pela grande Depressão, e durou mais ou menos 84 anos. Costuma-se dizer que o futuro a Deus pertence, o que é um facto, e Deus deu-nos algo interessante, que é liberdade, a liberdade de traçarmos o nosso caminho. O futuro? Como se costuma dizer, o caminho faz-se caminhando…

De visita obrigatória

Não sei se o leitor gosta de feiras de antiguidades. Eu gosto. E, pelos vistos, muitas outras pessoas também. A feira de antiguidades de Ponte de Lima já ganhou fama, muitas pessoas já se deslocam da região do grande Porto só para a visitar.
Devido a obras no espaço que a albergava, a avenida 5 de Outubro (popularmente conhecida por avenida dos Plátanos), a feira realiza-se agora na Avenida de S. João. Ganhou com esta mudança. Pelo que alguns vendedores me disseram, têm melhores condições que no anterior espaço. Como frequentador, concordo com esta opinião. É necessário ter em atenção um facto, o sucesso da feira. Este começa a dar-lhe uma dimensão que talvez já justifique uma ordenação mais estruturada, onde não seja o “salve-se quem poder” a reinar.
No segundo domingo de cada mês, é mais um bom motivo para visitar a vila de Ponte de Lima. 

quarta-feira, novembro 07, 2012

Artigo no Novo Panorama


Artigo publicado no Novo Panorama em 31-10-2012






Autárquicas 2013 - Já mexem

Aos poucos as eleições autárquicas de 2013 vão ganhando visibilidade. No final da passada semana a comunicação social dava conta do desentendimento entre as distritais do PSD e do CDS-PP de Viana do Castelo. O PSD Alto Minho veio afirmar que estariam a ser negociadas coligações em Melgaço e Viana do Castelo mas que, a existir listas conjuntas, o cabeça de lista deveria pertencer ao PSD. Com esta posição do PSD o líder do CDS-PP, Abel Baptista, escreveu nas redes sociais que desta forma deixava de existir condições para coligações. Resultado disto? O PSD garante que Daniel Campelo não irá liderar uma lista de coligação a Viana do Castelo, o CDS vê ruir o seu objectivo de tentar conquistar, à boleia do PSD, a Câmara da capital de distrito. Assim, por Viana do Castelo está confirmada a recandidatura do socialista José Maria Costa e, ao que tudo indica, a candidatura de Eduardo Teixeira pelo PSD, quem sabe com o apoio do CDS-PP concelhio, aparentemente posto de lado na badalada possibilidade Campelo.
Aqui por Ponte de Lima ainda reina a incerteza. No CDS-PP a recandidatura de Vítor Mendes é tomada como natural, aliás a concelhia local já lhe concedeu o apoio. Vítor Mendes diz que ainda não tomou uma decisão, mas é ele que preside à concelhia que declarou o apoio à sua recandidatura...
Já no PSD, com uma liderança consolidada, sufragada e escolhida pela grande maioria dos militantes tem a obrigação de, em breve, apresentar um candidato que consiga dar a volta ao desaire de 2009. Nas últimas autárquicas o PSD pagou muito caro os erros de uma escolha que se revelou politicamente fraca, má preparada e com um rumo errático. Perdeu uma oportunidade única, proporcionada pela retirada de Daniel Campelo, de se afirmar enquanto alternativa, obtendo o pior resultado de sempre.
No PS esperam-se os resultados das eleições internas que terão lugar em meados de Novembro. Os prazos estipulados nacionalmente vão aproximando-se e, embora, já sejam falados alguns nomes, o PS local dá o início do próximo ano como a data para a divulgação do cabeça de lista.
Existe ainda a vontade do vereador Filipe Viana em estar "presente". Pelo que se lê na comunicação social o vereador organizou um jantar na sua freguesia, Vitorino dos Piães, ao que parece, com alguma aceitação entre amigos e familiares. Será esta a oportunidade do núcleo do PSD de Vitorino dos Piães - Navió ter finalmente uma estratégia vencedora? Com a reforma administrativa as freguesias de Vitorino dos Piães  e Navió ficarão juntas, tendo em conta a disponibilidade cívica do vereador, o núcleo terá, aparentemente, um óptimo candidato à nova junta de freguesia.

Cultura

A CAL  –  Comunidade Artística Limiana inaugurou o seu novo espaço. Numa parceria com os Bombeiros Voluntário de Ponte de Lima, que em boa hora cedeu o espaço, este, dentro do antigo quartel dos Bombeiros, para além de dar outra dignidade a esta comunidade artística permite outros ensejos que a antiga sede, no mercado municipal, não permitia.
Será bom recordar que a CAL conseguiu marcar de forma profunda a vida cultural em Ponte de Lima, conseguindo, inclusive, ser uma espécie de factor de dinamismo para o próprio pelouro da cultura do município limiano.

terça-feira, outubro 23, 2012

Artigo no Novo Panorama




Artigo publicado no Novo Panorama em 18-10-2012





A arte do engodo…

Partilho com o leitor algo que me deixou perplexo. Contaram-me o seguinte…
O telefone tocou, do outro lado uma voz agradável anunciava a realização de um rastreio à hipertensão arterial. “Leu a carta que lhe foi enviada”. – “Carta, qual carta?”. “Talvez os Correios se tenham atrasado”, talvez… À pergunta sobre a organização desse rastreio informaram que era uma colaboração com a Junta de Freguesia e outras entidades.
Eram várias as caras conhecidas que se juntaram no dia, na hora e local marcado, o antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima. Uma ou outra pessoa, auxiliadas por bombeiros, deslocavam-se em cadeiras de rodas. O estranho é que, para além de algum aparato e azafama a colocar mesinhas, não se via pessoal médico.
Depois de uma breve “triagem”, alguns homens recebiam as pessoas para uma “pequena entrevista”. Os minutos passavam, a conversa seguia, prolongava-se e depois de intermináveis inquéritos eis que chega o verdadeiro objectivo, o clássico “colchão ortopédico e a cadeira de massagens”. Et voilà, o objectivo da “coisa” estava consumado.
Tudo não passava de um engodo, de uma fraude para a venda de “milagrosos” colchões e cadeiras de massagens. Não existia nenhum rastreio, as autoridades de saúde e as juntas de freguesia nada teriam que ver com o assunto. Uma fraude, simplesmente uma fraude.
Por explicar fica um pormenor. O local. O antigo quartel dos Bombeiros Voluntários. Este local, ao contrário das salas dos hotéis, dá credibilidade ao “rastreio”, as pessoas associam este espaço a uma instituição de bem, que presta inestimáveis serviços na área da saúde. Os Bombeiros voluntários de Ponte de Lima não sabiam disto, pois não? Também foram enganados, não foram? É que não acredito noutra coisa…

Manifestação da Fé

Alguns poderiam pensar que o Ano da Fé, decretado pelo Santo Padre, nada significaria pelas nossas bandas. A adesão de tantos cristãos do Alto Minho ao desafio feito pelo Bispo da Diocese, de iniciar o ano da Fé com a celebração simultânea, em todos os arciprestados da diocese, da Santa Missa, deve ter sido uma surpresa para muitos sectores. Mesmo com chuva, centenas de pessoas quiseram manifestar a sua Fé participando, no caso de Ponte de Lima, numa missa campal.

Transparência 

Estão finalmente disponíveis, na página do município na Internet, as gravações das reuniões da Assembleia Municipal de Ponte de Lima. Foi uma proposta feita por mim, enquanto membro da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, secundada pelos eleitos do PSD e aprovada com 5 votos contra e 4 abstenções. Um exemplo de cooperação ao serviço de todos, sem interesses pessoais ou de grupo... Com esta decisão de abertura da Assembleia aos seus eleitores, ganhamos em verdade, lealdade e transparência. O importante é ser, mais do que parecer…