Ponte pedonal
Numa crónica de Julho do ano passado, escrevi sobre ser “tempo de pensar na construção de uma ponte pedonal, ciclável, entre Darque e a zona ribeirinha da cidade [Viana do Castelo]. Esta decisão iria revolucionar a mobilidade urbana, tirar pressão à centenária ponte Eiffel, promover o uso de transporte alternativo como a bicicleta e, claro, melhorar, e muito, a qualidade de vida de tantos.”. Na passada semana, a Câmara Municipal de Viana do Castelo veio anunciar que a ponte será em breve uma realidade, existindo, inclusive, uma proposta vencedora de uma ponte “em curva”. O Município sustenta que a escolha por um traçado curvo é “uma mais-valia da solução, não só pelo afastamento à ponte existente, como pelo efeito que provoca na circulação pedonal”.
As imagens do projecto causaram alguma estranheza, nomeadamente pela aproximação à ponte Eiffel. Esta decisão trará, certamente, polémica e discussão. O importante é que, rapidamente, uma ponte pedonal seja uma realidade para quem circula entre as duas margens da maior cidade do Alto Minho. Espera-se é que seja uma ponte preparada para o movimento pendular e não apenas para passeios de Verão ou de quem visita a cidade.
Regionalização
O novo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, resgatou para a discussão publica o tema da regionalização, pedido para se "refletir, estudar e pensar" sobre a mesma. Desde logo, várias personalidades, de presidentes e ex-presidentes de câmara a professores universitários, responderam “presente” juntando-se à discussão, reforçando que a regionalização é urgente para acabar com o "centralismo" e para valorizar o território. No rescaldo dos temporais, houve mesmo quem questionasse se a resposta aos mesmos não teria sido diferente se já existissem regiões.
E para nós, se a regionalização avançasse, ganharia o Alto Minho alguma coisa ou seria “engolido” pelo Porto ou Braga, por exemplo? Seria interessante ouvir a opinião dos autarcas e agentes políticos do Alto Minho sobre este tema.
Centro de Estudos Regionais
Por falar em regiões, alguns dos leitores não saberão, mas muitos dos estudos e publicações sobre a nossa história e sobre o espaço físico que ocupamos foram desenvolvidos sob a chancela do Centro de Estudos Regionais (CER). Criado em 1978, o CER tem vindo a desenvolver, ao longo destas décadas, investigação em áreas como a história, a arqueologia, a etnografia, em vários concelhos do Alto Minho. Através da sua revista anual, publicada em duas séries, desde 1984, são divulgados artigos científicos dessas temáticas que enriquecem o conhecimento sobre a nossa região.
Por todo o trabalho que tem realizado em prol da região, é mais que merecida a aprovação pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, por unanimidade, do parecer favorável à atribuição do estatuto entidade de utilidade pública. Assim este chegue rapidamente.