domingo, novembro 01, 2026

Alto Minho, artigo de 29-10-2026

Ponte pedonal

Há algum tempo, o Município de Viana do Castelo apresentou o projecto vencedor para a construção de uma travessia pedonal do rio Lima, entre Darque e a cidade. As reacções foram variadas, uns gostaram da ideia, mas não do projecto, outros, do projecto e da ideia, outros, ainda, não gostaram nem do projecto nem da ideia. O tempo vai passando e o projecto continua isso mesmo, um projecto.

Há, no entanto, uma novidade, Viana do Castelo foi distinguida, no País Basco, com o Prémio Cidades que Caminham, precisamente pelo projecto da nova ponte pedonal e ciclável sobre o rio Lima, na categoria “Cidades e Vilas que Caminham”. Na verdade, a cidade ainda não “caminha” e, pelas palavras da vereadora Fabíola Oliveira, a travessia ainda é apenas “um projecto conceptual”. Resumindo, o que foi premiado foi a ideia de mobilidade suave, porque, aparentemente, não estará para breve a sua transformação em realidade.


Habitação social


Há documentação que comprova, embora com designações diferentes, a construção de habitação social ao longo de todo o século XX. Na nossa região, encontram-se vários projectos dessa tipologia em bairros constituídos um pouco por todos os concelhos do distrito. Dos bairros para os pescadores,  às habitações para as “classes pobres”, até aos bairros de casas pré-fabricadas, são muitos os exemplos que vamos encontrando numa rápida pesquisa, por exemplo, na página do Arquivo Distrital de Viana do Castelo - https://digitarq.arquivos.pt -.

Normalmente, são processos de pedido de financiamento ao Governo Central, envolvendo as Câmaras Municipais, as Misericórdias, cooperativas ou similares. Por lá, encontramos argumentação como “com vistas a eliminar a especulação lucrativa de intermediários e restantes negociantes ligados à construção civil”. Não se pense que é terminologia revolucionária, pois a citada foi escrita um ano antes da Revolução dos Cravos. 

Sim, hoje, há um problema habitacional, mas não é coisa inédita. Existem soluções e muitos exemplos com resultados práticos. Resta-nos olhar para o passado e replicar os melhores. Ah! Não se pode é pensar que a resposta reside na velha política de apartamentos da União Soviética, onde estes eram  a única habitação disponível, distribuídos conforme a fidelidade ao “partido”.