24 anos
A Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos comemorou 24 anos. Durante todos estes anos, foram inúmeras as acções realizadas, nas escolas, com os jovens e com os visitantes em geral. Pelo que informou o Municipio de Ponte de Lima, durante estes anos, cerca de 2,5 milhões de pessoas foram conhecer aquele espaço natural de excelência.
Não posso deixar de referir que as acções de divulgação não começaram há 24 anos, nem mesmo há 30, tiveram início bem lá para trás. Nos finais dos anos 60, inícios de 70, do século passado, já por lá se faziam acampamentos de observação da natureza, já era um espaço de visita de investigadores estrangeiros e já vários jovens por lá ganhavam o seu tempo em observações e pesquisas duma fauna e flora únicas.
Para comemorar este aniversário e já a preparar a comemoração dos 25 anos, deixo o desafio ao leitor para uma visita, “perdendo-se” nos passadiços e, claro, fazendo-se acompanhar pelo livro “Biodiversidade das lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos” de António Mário Leitão, o percursor dos estudos e da divulgação daquela zona húmida.
Anuário das Assembleias Municipais 2022
Foi apresentado no passado sábado, no distrito de Viana do Castelo, o “Anuário das Assembleias Municipais 2022”. Pelo que pude ler, nem metade das Assembleias Municipais do distrito estiveram representadas. Infelizmente, alguns dos eleitos não têm noção da importância e supremacia que a lei dá a este orgão na gestão da “res publica” local.
Muitas das Assembleias Municipais ainda estão longe de serem a “casa da democracia” local. Basta consultar as actas para se perceber a pouca importância que muitos dos eleitos dão a pontos onde a discussão decide a acção política da comunidade. Em muitas das reuniões, gasta-se mais tempo em pequenos não assuntos, ou votos de louvor/pesar do que em pontos/assuntos que influenciam a vida das pessoas.
Talvez tenha chegado a altura de se olhar para estes órgãos locais com uma visão critica que contribua para melhorar a sua acção e, consequentemente, para reforçar a democracia da vida política local.
Movimentações
Em Valença, o orçamento municipal para 2025 foi chumbado com os votos contra dos vereadores da oposição. O PS não tem maioria no executivo, 3 lugares contra 4 da oposição, que se encontra dividida entre 2 eleitos do PSD e 2 do movimento independente “Fortalecer Valença”. Depois de Carpinteira ceder em alguns pontos e reconhecer que o orçamento está “tecnicamente empolado”, lá conseguiu, 15 dias depois, a abstenção da oposição e a aprovação do documento.
Eis que o ano de eleições traz novas dinâmicas. Este será um concelho onde as movimentações para as autárquicas serão interessantes de acompanhar. Terá o PS a capacidade de se manter como a força mais votada? Encontrará o PSD forma de se voltar a unir e reconquistar o executivo? Que papel o CHEGA terá nestas autárquicas em Valença?