Foi com grande consternação que recebi a notícia do falecimento de Luís Dantas. Conheci-o mais de perto quando me enviou algumas mensagens a propósito de textos por mim escritos sobre a necessidade de trazer de novo à memoria colectiva limiana os combatentes da nossa terra que participaram na I Guerra Mundial.
quinta-feira, junho 02, 2011
Texto no Cardeal Saraiva
Foi com grande consternação que recebi a notícia do falecimento de Luís Dantas. Conheci-o mais de perto quando me enviou algumas mensagens a propósito de textos por mim escritos sobre a necessidade de trazer de novo à memoria colectiva limiana os combatentes da nossa terra que participaram na I Guerra Mundial.
domingo, maio 30, 2021
Alto Minho, artigo de 26-05-2021
Como querem que seja o futuro?
Como disse recentemente Daniel Campelo no Programa do Fernando Pereira e da Sofia Ribeiro, na ROL, as decisões de futuro já não passam por construções, é muito mais exigente. No futuro, será preciso fazer funcionar a obra física existente tendo em vista um desenvolvimento sustentável e o bem estar das pessoas. Para isso é preciso pensar, planear, perceber onde queremos chegar daqui a 5,10, 20 anos. Nestes tempos de eleições autárquicas, parece faltar planeamento, ponderação do caminho que se quer para o concelho.
Faltam 5 ou 6 meses para as eleições autárquicas e ainda não se ouviu das candidaturas o que pretendem para o concelho, onde pensam que este pode estar futuramente. Não quero com isto dizer que deveriam apresentar já os programas eleitorais, mas apenas algumas linhas mestras da sua estratégia, até porque se imagina que foi a sua vontade de construir algo que as levou a avançar.
Não fiquem à espera, procurem!
A escolha dos eleitores deve ser esclarecida, deve ir além da empatia que a imagem de cada um dos candidatos transmite nos panfletos ou nos cartazes. As eleições em vários concelhos do nosso distrito significam a alteração de ciclos e de protagonistas políticos. Nós, os eleitores, temos a obrigação de ponderar bem a nossa escolha. É imperativo que a nossa atenção seja redobrada e a nossa preferência fundamentada, pois estas mudanças e escolhas terão um impacto enorme no futuro da nossa comunidade.
Um dos Grandes
Finais de Maio de 2010. Participava num encontro onde se debatia a informação em ambiente digital, quando soube da fatídica notícia da morte de Luís Dantas. Confesso que nesse momento deixei de ouvir os colegas a versar sobre o assunto que nos tinha reunido em Braga, sendo compelido a escrever umas singelas palavras publicadas, então, no jornal Cardeal Saraiva.
Conheci Luís Dantas graças ao livro que escrevia na altura sobre a participação de limianos na I Grande Guerra. Poeta, escritor, historiador entrou em contacto comigo devido a alguns textos que eu escrevera sobre a participação do meu bisavô na Grande Guerra. Com uma simpatia e humildade desconcertantes, não descuidava qualquer aspecto na sua rigorosa busca pelas fontes históricas. Um dos seus últimos livros, intitulado “Figuras Populares de Ponte de Lima”, dá a conhecer uma Ponte de Lima feita pelo povo, afigurando-se como um retrato da nossa comunidade, diferente da habitual história que parece só feita pelos “grandes”. Com 40 anos de vida literária, foi agraciado no dia de Ponte de Lima, em 2011, com a medalha de mérito cultural. Passados uns meses, Luís Dantas deixava-nos.
10 anos volvidos desde o seu desaparecimento fisico, recordamos a sua vida. Fica a sugestão ao Municipio de Ponte de Lima para que diligencie a reedição da sua obra. Os grandes escritores limianos não acabaram nos meados do século XX. Luís Dantas é um deles, pelo que seria de louvar e enriquecedor para a cultura limiana dar a conhecer a sua obra aos mais novos e ao público em geral.
Fotografia: Amândio de Sousa Vieira publicada na página
https://www.pontedelimacultural.pt
segunda-feira, abril 23, 2012
Artigo no Novo Panorama
quinta-feira, novembro 24, 2011
Artigo no Novo Panorama
As más decisões políticas reflectem-se
O Instituto Nacional de Estatística acaba de revelar que Ponte de Lima continua muito aquém do valor de referência nacional no que respeita ao Indicador per Capita (IpC) do poder de compra médio nacional, fica-se por um índice de 62,79%. No top 3 do distrito encontra-se o concelho de Viana do Castelo com um índice de 89,74%, Valença com 80,94%, e Caminha com 80,34%. A explicação está em opções erradas e no arrastar da aplicação de políticas que criem emprego e riqueza.
Essas opções começam, por exemplo, quando se faz política apenas pensando nos interesses imediatos. Ouvi, numa rádio nacional, a propósito de conferência organizada pelos Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, o deputado Abel Baptista a defender o vinho verde. O deputado defendia maior apoio, melhor ordenação, pedia até economia de escala para o sector.
Não poderia concordar mais, aliás, penso que no Alto Minho ninguém discordará, no entanto não consigo perceber que Abel Baptista, enquanto presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, não tenha defendido o mesmo quando, no ano passado, o PSD de Ponte de Lima apresentou na Assembleia Municipal a proposta de criação de uma Estrutura de Missão para o desenvolvimento do sector do Vinho Verde. Nessa proposta, o PSD defendia o que o deputado veio agora defender. A proposta acabaria por ser chumbada pela maioria CDS-PP.
93 anos após o final da I Guerra Mundial
Fez, no passado dia 11 de Novembro, 93 anos que a I Guerra Mundial terminou. Foram muitos os limianos que participaram nesta guerra, felizmente podemos saber quem eram, de onde eram e o por lá lhes aconteceu. Basta para isso ler o livro do saudoso Luís Dantas, Os Limianos na Grande Guerra, que é uma verdadeira homenagem a todos os combatentes limianos.
O rio lima
Já muitas pessoas, nas quais me incluo, alertaram para a crítica situação do rio Lima. Finalmente, alguma coisa parece começar a ser feita. O município de Ponte de Lima, aproveitando fundos europeus, começou a realizar um conjunto de intervenções nas margens do rio. Sendo um passo importante, deverá ser complementado por mais alguns. Desde logo, dever-se-á fazer uma avaliação do impacto da construção do açude a jusante da ponte de Nossa Senhora da Guia e, posteriormente, pensar na exequibilidade da criação de um espaço de referência mundial no que concerne à modalidade da canoagem. Ponte de Lima, graças ao seu Clube Náutico, é uma referência, não só nacional, mas, mundial na canoagem. Com atletas de renome mundial não tem, no entanto, condições físicas para a prática da canoagem ao nível dos seus atletas.
terça-feira, julho 18, 2017
Apresentação da candidatura do PSD "Arcozelo Vale Mais"
Muito obrigado a todos e cada um pela sua presença. Uma presença que muito nos honra e que nos dá não só mais alento, mas também mais responsabilidade.
Como sabem, sou presidente da concelhia do PSD aqui, em Ponte de Lima. Devido a essa função, desde final de Agosto do ano passado, tenho percorrido o concelho em reuniões com muitas pessoas que se querem apresentar como candidatas às suas juntas. Normalmente, o processo de constituição de listas às Assembleias de Freguesia inicia-se com uma pessoa que pretende ser candidato à junta e para tal constitui a sua equipa e apresenta-se. Porque Arcozelo Vale Mais, aqui, foi diferente…
Temos vivido tempos difíceis. As pessoas deixaram de se rever nos seus representantes. Aliás, os eleitos deixaram de ser representantes dos seus eleitores. A Junta e a Assembleia de Freguesia chegaram a um ponto de ruptura tal que deixou de existir a possibilidade de criar pontes entre órgãos, entre eleitos. Poderíamos pensar que isso é coisa de políticos, de politiquices. Porém, não é.
A verdade é que este clima de crispação, da velha política de políticos velhos, se reflecte nos serviços que nos deveriam ser prestados, na liderança da freguesia, no exemplo que, como segunda vila do concelho, como freguesia mais populosa deveríamos ser para as outras freguesias de Ponte de Lima.
Citando Salgueiro Maia, no discurso que fez aos seus soldados na madrugada do 25 de Abril de 1974, “todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos.”. Foi a necessidade de alterar o estado a que chegamos em Arcozelo que se juntou este grupo de pessoas que hoje se apresenta perante vós.
Uma lista de pessoas comprometidas com a comunidade, com experiência e vida profissional, associativa, académica e familiar reconhecida.
Alguns dizem que esta é uma lista sem experiência política. Estão tão longe da verdade! É verdade que alguns têm experiência na política partidária, alguns até já foram eleitos para funções autárquicas, mas a realidade é que todos, nesta lista, temos vasta experiencia e participação activa em várias actividades e instituições na comunidade de Arcozelo. Isto é que é fazer política, participar activamente na comunidade, em prol da comunidade.
Porque Arcozelo Vale Mais, não nos conformamos.
Porque Arcozelo Vale Mais, não aceitamos olhar para o lado como se nada fosse connosco.
Porque Arcozelo Vale Mais, não ficámos pela discussão nos cafés ou nas redes sociais
Porque Arcozelo Vale Mais, estamos disponíveis para dar o nosso tempo e o nosso conhecimento à comunidade onde vivemos.
É por isso, meus amigos, que, como disse anteriormente, esta lista é diferente das que tive a honra de ver nascer um pouco por todo o concelho. Esta lista não nasce em torno do Nuno Matos. Esta lista nasceu porque para nós realmente Arcozelo Vale Mais. Juntos fomos reunindo, juntos fomos discutindo, juntos fomos pensando a nossa comunidade e juntos, com todos vós, com todos os que se vão juntar ao nosso projecto, iremos demonstrar que Arcozelo Vale Mais.
Chamo aqui
O Tiago Fernandes
O António Cunha
A Rita Branco
O Fábio Saraiva
O José Dantas
A Joana Matos
A Inês Viana
O Joaquim Meneses
A Joana Morais
O João Paulo Pereira
O Luís Paulo Ferreira
A Dores Pereira
O Ricardo Sousa
Esta é a lista que se propõe a tornar a Junta de Freguesia da vila de Arcozelo num órgão autárquico de e para as pessoas, um agente agregador da comunidade, um polo de promoção e desenvolvimento da cultura e património de Arcozelo, um ponto de apoio para aqueles que na nossa comunidade mais necessitam.
Apresentámo-nos com responsabilidade, representatividade, eficiência. Muitos acham que é impossível fazer política na sua mais nobre função que é servir a comunidade. Não concordamos. Nós estamos aqui porque para nós também é Possível Fazer diferente, nós estamos aqui porque para nós Arcozelo Vale Mais.
Obrigado.
domingo, julho 04, 2021
Alto Minho, artigo de 30-06-2021
Vidas
Numa casa baixinha, na primeira curva da antiga estrada que passava na Além da Ponte rumo a Viana do Castelo, antes do cemitério das Regadas, do outro lado do nicho de S. Gonçalo, aí vivia o José. Pele queimada pelo sol, andava, quase sempre, de mangas cavas. Fazia do espaço, junto ao nicho, a sua oficina de escultura ao ar livre. A sua actividade era a da estatuária popular, era um santeiro. As pedras, na sua mão, transformavam-se ora num S. António, ora num S. José ou num S. João. Por vezes, apenas numa pedra com um vulto.
Vivia sozinho e assim foi até, já em idade mais avançada, se perder de amores. Talvez estivesse farto de comer apenas uma refeição, por vezes uma sardinha sem ser das de lata, que acompanhava com um cigarro de marca kentucky. A verdade é que casou tarde e transformou-se. Alargou-se em corpo e na felicidade que não conseguia esconder.
Lembrei-me dele ao passar naquele que foi o seu espaço, a sua casa, a sua oficina. Hoje, poucos se lembrarão que ali se criavam imagens esculpidas na pedra granítica da região. Poucos se lembrarão do pó da sua actividade, da sua loucura artística e também social. A casa está fechada, sem vida, o espaço da sua oficina é a entrada de um arruamento. Como alguém disse, a nossa memória é o espaço onde vivem aqueles que já partiram e na minha memória também vive o José.
Vai um mergulho no rio?
Agora que o tempo aquece, ressurge a vontade de um mergulho no nosso rio. Num breve passeio entre o Arnado e a capela de S. João, reparei numas placas colocadas nos extremos desses locais. Aproximei-me de uma e de outra. Pareciam um aviso, mas para aviso estavam, digamos, um pouco escondidas. Aproximei-me mais, sim, confirmei, eram avisos da Administração da Região Hidrográfica do Norte. Aqueles são espaços de "banho desaconselhado", a água não está identificada como água balnear.
Já aqui escrevi, em tempos, no expediente usado para a classificação daquele espaço, que um dia chegara a ser praia de bandeira azul, por forma a não aparecer todos os anos nas notícias como um dos piores exemplos nacionais de praias balneares. Sempre que este assunto ressurge mediaticamente, ouvimos algum responsável municipal afirmar que é feita a análise às aguas e que esta tem vindo a demonstrar que são de qualidade. Para as análises serem tomadas a sério deverão ter uma periodicidade quinzenal ou semanal de acordo com a variação sistemática da qualidade. Não duvidando dos bons resultados obtidos, porque chegou a época de "banhos", por que não torná-los públicos?
Fica mais um desafio aos candidatos. Qual deles está disposto a agarrar o desafio de formalizar um pedido de classificação para a prática balnear junto das Direcções Regionais do Ambiente e do Ordenamento do Território? Estariam dispostos a envolver o município num projecto de devolução do rio à comunidade?
Feira do Livro
A Feira do Livro de Ponte de Lima está aí à porta. Marque na sua agenda, terá lugar de 8 a 11 de Julho. É sempre uma boa altura para encontrar algumas novidades. Teria sido uma altura interessante para apresentar a reedição dos livros de Luís Sousa Dantas, por exemplo. Pessoalmente, gosto de procurar livros sobre Ponte de Lima ou de autores limianos.
A Feira do Livro volta a ocupar a sala panorâmica da EXPOLIMA. É pena, seria mais interessante voltarmos a ter uma Feira do Livro ao ar livre, poderia ter sido pensada para a Lapa, por exemplo. Aproveitava-se a sombra das seculares arvores e devolvia-se vida a um espaço recentemente intervencionado.


