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domingo, março 22, 2026

Alto Minho, artigo de 19-03-2026

Mudanças

Sem grande surpresa, a estrutura do PSD de Ponte de Lima mudou de liderança. Pedro Salvador é o novo líder e, com ele, entra uma equipa que junta experiência e juventude. Numa eleição de lista única, os 84% de votos obtidos dizem muito, mas o que se destaca destas eleições é mesmo a mobilização conseguida. Já não se via há muito, numas eleições internas, uma participação, em muito, superior ao número de candidatos. Isso acontecer num momento em que o PSD de Ponte de Lima está, de facto, partido, desanimado e longe do brilho que o poder costuma atrair, traz de novo esperança. 

Esta nova equipa aparenta saber exatamente onde pisa e o terreno difícil que tem pela frente. Ao aceitarem este desafio, Pedro Salvador e os seus mostram que o que os move não são “cargos”, mas a vontade genuína de fazer o partido renascer. Sendo quase um momento da refundação, espera-se uma nova mobilização e, acima de tudo, um trabalho persistente, junto de cada uma das freguesias. Resta saber se o partido terá a maturidade para converter este ímpeto num verdadeiro sentimento de união. Sem isso, nenhuma tentativa de renascimento terá sucesso.

O caminho para a recuperação do protagonismo do PSD no concelho limiano terá começado, como canta Dillaz; 


“Se olhares pa' o caminho

Vais ver que não são só preciso pernas pa' andar

Também a motivação

Não oiças o que dizem, segue aquilo que sentes

Porque aquilo que sentes é mais do que te dão”


O Verde que se apaga das nossas estradas


Quem vive ou cresceu no Alto Minho guarda, certamente, memórias dos autocarros “do Cura”. Com 66 anos de história ao serviço da região, os seus autocarros de listas verdes fazem parte do nosso imaginário colectivo. Num tempo em que o automóvel não dominava as estradas, era neles que seguíamos para as areias da praia ou nas excursões a Fátima.

A notícia caiu com o peso da inevitabilidade, mas nem por isso com menos impacto, “AV Cura ficou sem licença e teve de ser a AVIC a assegurar transportes no Alto Minho”. O desaparecimento do "Cura" deixa o Alto Minho mais pobre de símbolos, marca o fim de um capítulo na história da mobilidade e da identidade da nossa região.


46 anos


Na passada semana, a vila de Arcozelo celebrou os 46 anos do seu clube de futebol, o ACR Arcozelo. Tendo sido fundado em 1980 com a designação “Arcozelo futebol Clube”, teve, durante décadas, a sua sede no largo da Freiria, na Além da Ponte. Já com outra designação, o clube resiste graças ao esforço e voluntariado de quem lhe dedica o seu tempo. Parabéns a todos os atletas e dirigentes que construíram o clube ao longo destes anos. 

domingo, dezembro 14, 2025

Alto Minho, artigo de 11-12-2025

 "Eu sou eu e minha circunstância, e se não a salvo a ela, não me salvo a mim"*

O PSD de Ponte de Lima entrou em processo conducente a eleições internas.  Pedro Salvador, ex líder da bancada social democrata no mandato 2017 a 2021, em entrevista a este jornal, apresentou-se como candidato à presidência da concelhia com algumas criticas à situação do partido. O actual presidente, Filipe Amorim, quis replicar, também aqui, no Alto Minho. Ao invés de rebater os argumentos apresentados, preferiu fazer insinuações e comparações entre os resultados de 2017 e 2025. Esqueceu-se, no entanto, das circunstâncias que envolveram as duas eleições. 


2010 a 2013


No rescaldo das eleições autárquicas de 2009, já no início de 2010, foram convocadas eleições internas no PSD limiano. Concorreram duas listas, uma liderada por Manuel Barros e outra liderada pelo então recém eleito vereador, Filipe Viana, que se recandidatava. Manuel Barros venceu por maioria absoluta. Alguns militantes, não aceitando a mudança escolhida pela larga maioria dos seus companheiros de partido, organizaram-se em torno do vereador num autoproclamado movimento que, de facção interna, se transformaria num movimento independente que viria a chamar-se Movimento 51. 

Se o rosto da cisão foi o do então vereador, este teve o respaldo de alguns militantes que tinham tido responsabilidades nas autárquicas de 2009. Paulo Morais, que tinha sido cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal, José Nuno Vieira de Araújo, que, mais tarde, chegou a liderar a bancada da Assembleia Municipal do PSD e se viria a desfiliar do PSD, Manuel Laranjeira, antigo director da campanha autárquica de 2009, entre outros que passaram a ser presença assídua nos encontros públicos do M51 e no apoio e, até, na integração nas listas candidatas deste movimento às autárquicas de 2013 e , mais tarde, nas de 2017. 

A participação de pessoas ligadas ao PSD nas actividades do M51 criou alguma confusão, dividindo o eleitorado social-democrata. Nessas eleições, embora perdendo 10% dos eleitores, o CDS perdeu apenas um vereador para o Movimento 51, que ficou em terceiro lugar, atrás do PSD. 


2013 a 2017


Ultrapassando a divisão, o PSD uniu-se, começando a falar a uma só voz nos vários órgãos autárquicos. O que o vereador proponha no executivo municipal era o que a bancada do PSD defendia na Assembleia Municipal e era o que a Comissão Política local tornava público. As reuniões pelas freguesias foram uma constante. Vários dos assuntos levantados pelos eleitos sociais-democratas, em reuniões dos diferentes órgãos autárquicos, sairam precisamente das preocupações transmitidas nessas reuniões. O número de militantes foi crescendo, fruto da forma construtiva, firme e determinada da acção política do PSD e seus eleitos. As reuniões internas, realizadas em conformidade com os estatutos, eram bastante participadas e palco de  discussões de assuntos relativos à realidade do concelho.

Quando foi necessário escolher o cabeça de lista à Câmara Municipal, o Plenário dos militantes, na altura liderado pelo actual líder do PSD local, Filipe Amorim, votou, numa sala cheia, com bastante participação, unanimemente e por aclamação a proposta da Comissão Política da recandidatura de Manuel Barros, na altura a exercer o cargo de vereador. Nessas autárquicas, apresentou-se a eleições, pela primeira vez, Abel Baptista. O movimento independente PLMT, embora com o apoio do PS, tinha na sua génese elementos ligados ao CDS. Iria dividir o eleitorado centrista? Na contagem de votos percebeu-se que a novidade do movimento de Abel Baptista afinal não retirará votos ao CDS, que manteve basicamente a mesma votação de 2013, mas a toda a oposição. O PSD perdeu cerca de 5% dos votos para a eleição do executivo municipal e cerca de 6% para a da Assembleia Municipal. A concentração de votos no PLMT elegeu 2 vereadores para essa força política. O PSD passou a terceira força eleitoral, ficando de fora do executivo municipal por uma centena de votos. Na Assembleia Municipal, passou de 8 para 5 membros. Já nas freguesias, conseguiu aumentar o número de eleitos e o de presidências das juntas, elegendo 4 em listas do PSD e uma como independente, com o apoio público do PSD.  


Consequência

 

Apesar da subida de eleitos nas assembleias de freguesia e da conquista de 5 presidências de junta e de muitos dos independentes que participaram no processo autárquico pedirem para se filiar, a Comissão Política local não se escudou em desculpas nem empurrou para outros a responsabilidade, assumiu-a e antecipou as eleições internas não se recandidatando. Eleitos em 2018, em lista única, os lideres locais do PSD não tiveram a organização de grupos internos de oposição, não tiveram facções a criar movimentos nem tão pouco enfrentaram novos movimentos cívicos. Tiveram sempre a disponibilidade dos anteriores lideres, mas nunca precisaram dela. Geriram, durante 8 anos, como entenderam, trabalharam com quem quiseram. Tudo o que hoje o PSD é e, acima de tudo, o que não é, no concelho, é da sua inteira responsabilidade. Depois de todos estes anos, apesar do fim do M51 e do declínio do PLMT, o PSD continua a ser a terceira força autárquica. Tentarem menorizar os que apresentam outro caminho com comparações de circunstâncias completamente diferentes talvez seja o maior reflexo do vazio onde se chegou e da necessidade de mudar.


* Meditaciones del Quijote / José Ortega y Gasset 

domingo, dezembro 07, 2025

Alto Minho, artigo de 04-12-2025

 “(…) o PSD tem denunciado com veemência a falta de revisão do PDM em Ponte de Lima” 

A frase que dá título a este texto é retirada de um comunicado do vereador do PSD, José Nuno Araújo, de Abril de 2023. É apenas um exemplo. O tema tem sido uma bandeira do PSD, nos últimos anos, e o vereador o seu rosto. É, aliás, um dos únicos temas que se associa ao PSD e ao seu vereador.

Eis que, finalmente, na reunião do executivo do passado dia 25 de Novembro constava o ponto “Plano Diretor Municipal (2ª revisão)”. Depois de anos a pedir que este momento chegasse, o vereador do PSD, provavelmente com a anuência dos líderes concelhios, não compareceu na reunião, solicitando a sua substituição pelo elemento seguinte na lista. Filipe Lima, antigo presidente da Junta de Freguesia da Seara, actual membro e presidente da Assembleia de Freguesia da Seara, convocado, apresentou-se na reunião. É, no entanto, surpreendido pelo presidente da Autarquia que o informa de que, apesar de ter sido convocado, não poderá tomar assento na reunião enquanto vereador. O motivo? A lei. A Lei Orgânica nº1/2001 na alínea b) do ponto 1 do Artigo 221 é clara: “É incompatível, dentro da área do mesmo município, o exercício simultâneo de funções nos seguintes órgãos: b) Câmara Municipal e assembleia de freguesia”. Pelo que se pôde ler na notícia sobre a reunião de Câmara, Lima, surpreendido, terá contactado os serviços jurídicos do PSD que o informam sobre a existência de incompatibilidade. Pediu, de imediato, a suspensão de membro da Assembleia de Freguesia, mas, porque a reunião já decorria, não foi aceite a sua participação como vereador. Com isto tudo, pede a palavra como membro do público, a reunião é pública, mas é novamente surpreendido pelo Regimento da Câmara Municipal de Ponte de Lima que, no ponto 2 do artigo 10, afirma que “Os cidadãos interessados em intervir terão de fazer a sua inscrição no período compreendido entre "Período de Antes da Ordem do Dia" e a "Ordem do Dia””. Ora, como esse período já tinha sido ultrapassado, foi-lhe, ao abrigo do referido Regimento, negada a palavra.

Em reação a este insólito e desastrado caso, o vereador do PSD, José Nuno Araújo, divulga um comunicado onde afirma que o “PSD viu-se, assim, impedido de poder dar o seu contributo na reunião de Câmara, nos mais diversos pontos da Ordem do Dia, incluindo o da Revisão do PDM”. O vereador tem razão, mas, ao contrário do que insinua, esta situação resulta apenas e somente do erro grosseiro dele e de quem tem responsabilidades de liderar localmente o PSD. Erro por passar anos a pedir a discussão do PDM e, quando esta surge, pedir a substituição. Erro de quem lidera, por não se preparar dando aso a uma situação humilhante para todos os que depositaram o seu voto no PSD. 


Eleições internas


No inicio do próximo ano, o PSD limiano irá eleger os seus orgãos locais.


A importância do dia 25


Na passada semana, comemoraram-se os 50 anos do 25 de Novembro de 1975. Muitos aproveitaram esta data para promover a separação e a discórdia, fazendo comparações com o 25 de Abril de 1974. Para quê tanta perda de tempo? É simples, o 25 de Abril acabou com uma ditadura, o 25 de Novembro não permitiu a existência de outra.  

domingo, novembro 10, 2024

Alto Minho, artigo de 07-11-2024

Entrevista

Depois da entrevista a Vítor Paulo Pereira, líder distrital do PS, que deu a conhecer as pretensões autárquicas do seu partido para o distrito, na passada semana foi a vez de Olegário Gonçalves, líder do PSD Alto Minho, falar a este jornal. Confesso que, por ser recandidato à liderança distrital, tinha expectativas elevadas.

Usou, por várias ocasiões, a palavra “união”, principalmente quando falava para as estruturas do partido. É compreensível que assim seja, até porque imagino a apreensão do líder do PSD Alto Minho, ainda em Setembro último, nas eleições para eleger o líder nacional do partido, perto de 60% dos militantes do distrito não exerceram o seu direito de voto. Mais ainda, na concelhia de Viana do Castelo, concelho sede do distrito, essa percentagem ultrapassou os 85%, e no segundo maior concelho em termos de eleitores, Ponte de Lima, tendo apenas 44 inscritos só 18 votaram. Olegário já percebeu o que terá de mudar no seu próximo mandato distrital. União não é o mesmo que unanimismo. É tempo de passar das palavras aos actos, falar e envolver todos aqueles que, pelo distrito, são mais valias do e para o partido. 

Relativamente às eleições autárquicas, prevê manter as Câmaras atualmente laranja, aposta fortemente na vitória no concelho de Caminha, sendo que em Vila Nova de Cerveira e Melgaço existe a expectativa de alcançar a vitória. Teve o momento “wishful thinking” relativamente a Valença, quando falou do retorno ao PSD dos dissidentes que numa lista independente também elegeram 2 vereadores. Não se assumindo (ainda) como cabeça de lista à Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, afirma que o combate  eleitoral deve ser encarado com humildade e muito trabalho, até porque, para além da presidência da Câmara, existem 20 presidentes de Junta em final de mandato. Tentou, ainda, esvaziar um pouco a pressão na candidatura a Viana do Castelo. As expectativas para Paredes de Coura ficaram-se apenas pela participação e fixacção de eleitorado. Relativamente a Ponte de Lima, queiram, por favor, passar para o texto seguinte.


Gigante adormecido


“…se os tempos mudam e ele não varia de actuação, poderá arruinar-se” - Maquiavel, em “O Príncipe”.


Por Ponte de Lima, apesar de ver com bons olhos uma coligação com o CDS, esta, para Olegário Gonçalves, não acontecerá. A razão prende-se por actualmente existirem “feridas que não seriam fáceis de tratar”, não assume, no entanto, José Nuno Araújo como o candidato fechado.

É preciso manter a serenidade e não fechar nenhuma porta. Em Fevereiro do próximo ano, se tudo correr normalmente, haverá eleições internas no PSD de Ponte de Lima. Nessas eleições poderão estar em cima da mesa várias correntes de opinião sobre o caminho autárquico. Deixo três possíveis. Manter o que existe neste momento com uma candidatura própria; optar por uma candidatura que integre, por exemplo, os movimentos independentes, ou o que resta deles; ou, ainda, uma coligação com o CDS. Qual destas opções tem capacidade para acordar e capitalizar o gigante adormecido que é a máquina e o eleitorado laranja em Ponte de Lima? Eis a pergunta à qual os militantes terão de responder.   

O PSD de Ponte de Lima, em tempos constituído por muitos militantes participativos, com reuniões acesas e esclarecedoras do caminho que o partido queria para o concelho, há pelo menos meia década, desapareceu. Mas muitos sabem que esse músculo eleitoral estará, apenas, adormecido. A mobilização depende muito de quem lidera, de quem dá a cara, da capacidade de envolver os diferentes agentes e, acima de tudo, do projeto que apresentam. Qual é o projecto do PSD para Ponte de Lima? Na actual conjuntura, qual é a melhor forma de o tornar uma realidade? 

domingo, setembro 15, 2024

Alto Minho, artigo de 12-09-2024

 Pormenores de uma grande romaria

Tinha uma tia avó que avaliava os restaurantes e pastelarias pelo asseio das suas casas de banho. Se não tinham cuidado na limpeza e asseio, era porque o serviço ficava muito a desejar e só muito relutantemente é que lá voltaria. Durante o último fim de semana lembrei-me dela. Alguém consegue imaginar um evento à escala das Feiras Novas com casas de banho móveis sempre asseadas e limpas? Pois bem, foi o que se encontrou, por exemplo, no mercado municipal, nas casas de banho móveis. Bem sei que parece uma futilidade mas, caro leitor, não é. Ainda me lembro de há umas décadas, enquanto dirigente de uma juventude partidária, propor a colocação de casas de banho móveis. A ideia foi ridicularizada pelo detentores do poder, alegando que confundíamos as Feiras Novas com uma festa académica. Tinham razão, as Feiras Novas não são nem nunca foram uma festa académica, no entanto a sua grandiosidade ultrapassa-as. Passados alguns anos, para o bem da salubridade do centro histórico, um pouco a medo, as casas de banho móveis foram colocadas em alguns pontos chave.

A actual situação passa a imagem de organização e respeito pelos que nos visitam e, aqui, a  Associação Concelhia das Feiras Novas fez um trabalho meritório.


Não é necessário




Na semana da abertura das Feiras Novas, fomos inundados por infundadas afirmações  destacando “a romaria mais antiga de Portugal”. O Municipio de Ponte de Lima deveria afastar-se dessas afirmações, deveria até tornar pública uma comunicação onde desse conta de que as nossas festas maiores não necessitam de frases falsas para se imporem como uma das maiores e mais tradicionais romarias do país. 


Não sei se repararam


Na passada sexta feira, o Partido Social Democrata teve eleições internas. Se não sabem é porque, certamente, estiveram a viver intensamente as Feiras Novas. Não foi por falta de transparência, o PSD criou uma página web (http://resultados.psd.pt) onde se pode consultar a participação dos militantes e os resultados. 

Para além da magnitude da vitória natural de um recandidato único à presidência do partido, que exerce, actualmente, o cargo de Primeiro Ministro, vale a pena consultar a página para perceber algumas dinâmicas internas. Na análise, que certamente os responsáveis nacionais irão fazer, é perceptível como o PSD no distrito de Viana do Castelo se encontra, de certa forma, desfasado da real dinâmica eleitoral do distrito. Não é normal que na maior concelhia, a de Viana do Castelo, estejam 521 militantes em condição de votar e apenas 70 o tenham feito, nem é normal o exacerbado peso da concelhia de Arcos de Valdevez que, internamente, vale várias vezes o conjunto dos votos que todas as outras 9 concelhias juntas obtiveram. 

O PSD de Arcos de Valdevez, fruto do seu trabalho, é certo, conquistou por direito próprio as rédeas da estrutura distrital. Cometeu, no entanto, o erro de afastar quase todos os que, de outras concelhias, pela sua influência, poderiam criar alguma entropia à sua tomada do poder interno. O problema é que o afastamento local dessas pessoas levou a que outros também se afastassem, e o resultado está à vista. São cada vez menos os militantes que, mesmo quando o partido está no poder, se dão ao trabalho de exercer o mais básico dos seus direitos, o de votar internamente. 

As eleições autárquicas estão à porta e a mobilização, pelo que se vê, parece muito fraca. Talvez seja tempo de voltar a incluir e não excluir aqueles que não se conformam em ser “yes man”. 

domingo, maio 19, 2024

Alto Minho, artigo de 16-05-2024

 50 anos


Numa outra vida foi um dos organizadores das comemorações, em Ponte de Lima, dos 40 anos do PPD-PSD. Na altura envolvemos na festividade os fundadores do partido neste concelho, os antigos presidentes de junta eleitos pelo PSD e familiares dos entretanto falecidos, os, então, eleitos locais e todos os militantes limianos. 

Para além da celebração de uma Eucaristia, na igreja matriz da paróquia de Santa Maria dos Anjos, freguesia sede do concelho de Ponte de Lima, proporcionámos a reunião dos militantes mais antigos, participando com eles na festa do PSD nacional. As comemorações terminaram num dia em que o auditório municipal Rio Lima se encheu para a entrega de uma recordação a todos os que desde 1974 ajudaram, no exercício de cargos autárquicos e na estrutura local do partido, a construir a social-democracia em Ponte de Lima. Seguiu-se um grande jantar no Mercado Municipal que ficou eternizado numa histórica fotografia que juntou todos os que, até então, tinham exercido a presidência da estrutura concelhia. Foi um evento que me marcou particularmente pela reação nos mais antigos, bem como nas famílias dos já falecidos, que viram naquele momento um reconhecimento do seu trabalho e dos seus entes queridos.

Os partidos são espaços de pertença, onde o trabalho de união, de participação deve estar sempre presente nos que momentaneamente exercem lugares de liderança. Os partidos vazios de ideias, de pessoas, do faz de conta, não são nada! Apenas existem formalmente pois, na realidade, são completamente irrelevantes para a comunidade onde deveriam estar inseridos. 

Entretanto, passaram 10 anos, muita água passou por de baixo da nossa velhinha ponte,  e o PPD-PSD completou, na passada semana, 50 anos.     


Memória urbana


Outrora uma casa imponente, solarenga até, hoje, ainda que mantenha o aspecto de casa, é mais um amontoado de pedras e madeira à espera de ruir. Já ninguém lá vive, já poucos se lembrarão de quem lá viveu. Em breve será vendida a um qualquer especulador imobiliário que a arrasará para dar lugar a um conjunto habitacional de apartamentos, iguais a tantos outros existentes por esse mundo. 

É inegável que os espaços urbanos se vão regenerando, mas também não deixa de ser verdade que, pelo menos, alguma da memória do passado deveria ser protegida. Infelizmente, pelo que se vai assistindo, nem sempre essa vontade existe pelo que passará pelos responsáveis políticos garantir que prevaleça. 


Dominador


No passado domingo, com a vitória sobre o Hóquei Club Marco, o “Os Limianos” sagrou-se campeão nacional da 3 ª Divisão Nacional Serie A em hóquei em patins. Com esta conquista, no próximo ano, a equipa do clube limiano irá disputar a 2º Divisão Nacional. 

Das equipas mais jovens às equipas seniores, do futebol ao hóquei, “Os Limianos” tiveram uma época dominadora. Garantiram que na próxima época levarão o nome do concelho às competições nacionais em quase todos os escalões. Parabéns a todos os envolvidos, que, com grande organização, dedicação e empenho, garantem os meios para desenvolver os talentos dos atletas e equipas técnicas. 

domingo, janeiro 28, 2024

Alto Minho, artigo de 25-01-2024

 A insustentável leveza dos partidos

Leram a entrevista que o presidente da concelhia do PSD de Viana do Castelo deu, há duas semanas, aqui, ao jornal Alto Minho? Dizia ele que o candidato proposto pela concelhia que lidera para integrar a lista de candidatos do PSD à Assembleia da República “reúne condições políticas, humanas e de curriculum profissional para desempenhar um cargo de excelência na Assembleia da República”, afirmando ainda que “se não for cabeça de lista, será o número dois pelo distrito.”. O candidato referido é Eduardo Paço Viana, Secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, no efémero XX Governo Constitucional, com vasta experiência como gestor público e privado. Realmente curriculum não lhe falta e até foi proposto por uma concelhia que nas últimas eleições legislativas obteve mais 5549 votos que as concelhias de Valença, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca juntas. Mas será isso importante para a constituição da lista de candidatos à Assembleia da República? 

A lista do PSD foi tornada pública na passada semana, será encabeçada por José Pedro Aguiar Branco que, enquanto ministro da defesa, tomou as decisões difíceis, mas certas, para salvar a indústria de construção naval de Viana do Castelo. Em segundo lugar, fica a candidata já repetente, a arcuense Emília Cerqueira, e Jorge Mendes, ex-presidente da Câmara de Valença, depois de ter liderado a lista social-democrata nas últimas eleições legislativas, é despromovido para o terceiro lugar. O quarto lugar será de Joana Mendes, que representa o CDS, partido que, nas últimas eleições legislativas, no distrito, foi apenas o quinto mais votado, obtendo 3,36% dos votos (em Ponte de Lima, que os mais distraídos apelidam como concelho centrista, o PSD obteve mais 6938 votos que o CDS, que apenas teve mais 768 votos que o CHEGA), e o quinto lugar é de Alfredo Oliveira, vereador na Câmara Municipal de Ponte da Barca. 

Perguntará o leitor “Então, e o candidato indicado por Viana do Castelo?”. Em Dezembro escrevi que a escolha da lista de candidatos a deputados, normalmente, rege-se “por critérios de afirmação e interesses internos dos partidos”, o lugar que lhe reservaram foi o de suplente.   


Partidas


Inscreveu-se no PPD completava o partido 4 meses, em Setembro de 1974. Foi, em conjunto com o seu marido, José de Matos Melo, uma das fundadoras, em Ponte de Lima, do que se tornaria no Partido Social Democrata. Manteve a militância durante toda a sua vida, participando em várias acções e campanhas do partido. A Palmira não é, no entanto, conhecida pela sua participação partidária, é conhecida pela sua simpatia, carinho e preocupação por todos, principalmente pelos mais novos da família.  

Ficarão para sempre marcados na minha memória, os dias de Páscoa em sua casa. Subir as escadas e sentir o cheiro a café, sentar-nos à mesa e, enquanto os adultos iam falando e o Compasso Pascal não chegava, nós, os mais novos, íamos comendo fatias de bolos caseiros e de Pão de Ló, roendo os rebuçados da Páscoa e tirando os pequenos “nacos” de queijo, ainda limiano, que nesse dia tinham um sabor especial. 

Palmira da Silva Soares, moradora que foi na rua Manuel Lima Bezerra, na Além da Ponte, partiu na passada semana, com 89 anos, para junto do seu José. 


Quem também partiu foi o José Augusto Caçador Alves. Um Homem das bandas de música, foi vários anos membro dos Corpos Sociais da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima, foi, também, uma referência no PSD limiano. Sempre que me encontrava, cumprimentava-me com uma piada. Tive a honra de o ter sempre como apoiante nas minhas andanças políticas e a sorte de saborear o seu incrível mel. Também o dia de Páscoa está presente na memória que tenho com o Sr. Caçador. Era na sua casa que a Cruz, por sua insistência, tinha de fazer uma pausa ao meio-dia. Era lá que eu passava o testemunho ao Jorge Ferreira que passava a presidir o Compasso Pascal no período da tarde. 


Duas vidas pelas quais dou graças a Deus por se terem cruzado com a minha.

domingo, novembro 12, 2023

Alto Minho, artigo de 09-11-2023

Senhoras e senhores, liguem os vosso motores…

Por Ponte de Lima a “corrida” para as próximas eleições autárquicas já começou. Ao contrário do que o presidente da distrital do PSD Alto Minho tinha sugerido, em entrevista a este jornal, o presidente da concelhia do PSD de Ponte de Lima afastou a possibilidade de coligação com o CDS-PP, anunciando que o cabeça de lista à Câmara Municipal é o anterior candidato e atual vereador, José Nuno Vieira de Araújo. 

Com 2 anos de trabalho pela frente, com o candidato definido e com uma liderança interna estável, que lidera há meia década, torna-se pouco ambiciosa a intenção do presidente social-democrata local ao declarar-se convicto de conseguir “pelo menos 11 candidaturas às freguesias”. 

Actualmente, o panorama político limiano é, basicamente, o seguinte: o movimento Ponte de Lima Minha Terra, após o afastamento do seu fundador e mentor, enquanto estrutura desapareceu, pelo menos publicamente. O PS já anunciou o fim do seu apoio a este movimento, e, depois de desaparecer do concelho nas duas últimas eleições autárquicas, perdendo a sua penetração e influência concelhia, espera agora que a maioria absoluta no governo de Portugal se reflita nas autárquicas (“spoiler”: não reflete). O “balão” eleitoral do M51 esvaziou completamente em 2021, ano em que muitos dos seus membros retornaram ao PSD de onde tinham saído. O CDS, embora mantendo o poder absoluto, foi o partido que mais votos perdeu nas últimas eleições autárquicas e corre contra o tempo sob uma bandeira que parece cada vez mais perto de ser apenas uma memória para os leitores. 

Neste contexto, o líder o PSD limiano deverá apontar para metas muito mais ambiciosas. Ter pelo menos candidaturas a metade das freguesias limianas, não se contentar com manter as actuais juntas de freguesia com a presidência social-democrata, mas aumentar o seu número, até porque, só assim, juntando à eleição dos seus membros, poderá conquistar uma maioria na Assembleia Municipal que permita ter verdadeira influência nas políticas concelhias. 


Um ano como antigamente


Este tem sido um Outono como já não se via há muito. Muita chuva, trovoada, vento… Os nossos ribeiros transbordam para os campos vizinhos, o nosso rio Lima ocupa a totalidade das suas margens. 

Um ano que remete para os longínquos Outonos e Invernos, que já só existiam nas recordações dos mais velhos, quando o atravessar da velha ponte medieval era encarado como uma luta, quase sempre perdida, contra a chuva e o vento. Ao mesmo tempo, por baixo dos arcos da ponte, nas agora escuras águas do Lima, os ramos e troncos seguiam vencidos pela corrente e redemoinhos. Nesse tempo, quando o rio descia, os pilares da ponte, normalmente, ficavam cobertos de lenha que muitos recolhiam para depois alimentar os fogões das suas cozinhas. 

Hoje ficamos pelo vislumbre de um rio que nos mostra que não está morto, que nos proporciona imagens que, se mais não for, nos fazem viajar no tempo. 




domingo, março 12, 2023

Alto Minho, artigo de 08-03-2023

 Cultura

O mês de Março ainda agora começou, mas tem já proporcionado momentos de excelência cultural e de promoção da memória coletiva. Depois de no passado sábado o momento alto das cerimónias de 4 de Março ter sido a apresentação da reedição do livro de Amândio Sousa Vieira “Rainha D. Teresa - E Fez Vila o Lugar de Ponte”, na manhã da próxima sexta-feira, o Município de Ponte de Lima promoverá um seminário intitulado "À Descoberta dos Solares da Ribeira Lima”, onde será apresentado o livro "À Descoberta dos Solares da Ribeira Lima - um Património entre a Continuidade e a Reinvenção" da autoria de Miguel Ayres de Campos Tovar. Mas a agenda não fica por aí. Pelas 15 horas  deste sábado, o mesmo autor será o cicerone de uma visita guiada, promovida pela paróquia de Santa Maria dos Anjos, à igreja Matriz da vila de Ponte de Lima. “Re-visitar a igreja matriz com um novo olhar” promete trazer uma visão da matriz que para a maioria de nós será uma surpresa. 



Não, não é um certificado de confiança


Desde os idos de Março de 2018 que o PSD de Ponte de Lima é liderado pelos mesmos protagonistas. Nas autárquicas de 2021, o PSD, com mais 182 votos que a candidatura à Câmara Municipal de 2017, recuperou um vereador, perdendo, no entanto, votação para a Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia às quais foram apresentadas menos candidaturas do que na eleição anterior. No final, o PSD em Ponte de Lima, em 2021, perdeu cerca de 40% dos seus eleitos. 

Desaparecido do espaço publico apenas emergiu a um ano das eleições, envolto em polémicas sobre possíveis coligações. Sem capacidade de atrair militantes, eleitos ou simpatizantes, as reuniões passaram a ser frequentadas por 4 ou 5 pessoas. No passado mês de Setembro de 2022, foram eleitos os órgãos distritais do PSD Alto Minho, em Ponte de Lima votaram 6 militantes. As eleições para a concelhia, que se realizariam dali a dois meses, foram adiadas com a argumentação unânime de que seria necessário envolver os militantes, promover a renovação, olhar para fora, ter uma estratégia clara para o concelho e um plano para a comunicar. 

Todavia, apesar do diagnostico, a aposta foi na mesma receita. Na passada semana, neste jornal, foi anunciado que, apesar dos cinco anos na liderança, a reeleita liderança estaria a “preparar um documento”. Eleitos “aproximadamente por duas dezenas de votos” (20), na realidade, os novos órgãos locais do PSD são constituídos por 14 membros efectivos. Não, a existência de uma só candidatura não é um certificado de confiança, é um certificado de indiferença e abandono. A esperança, a liderança de uma renovação política para o concelho não passa pelo passado, seja ele mais longínquo ou mais próximo.


Esperança no futuro


Foi com o convite para integrar a lista do PSD à Câmara Municipal que Felismina Barros despertou para a política activa. A advogada, conhecida em Ponte de Lima como “Tininha”, integrou a lista do PSD por Viana do Castelo candidata às eleições legislativas de 2022. Embora relegada para um lugar onde praticamente seria impossível ser eleita, não se resignou, arregaçou as mangas, contactou pessoas, planeou, ouviu e conseguiu mobilizar gente de várias facções políticas, até mesmo militantes que estavam arredados da militância activa. Trouxe, efetivamente, uma lufada de ar fresco, uma esperança de renovação. Ponte de Lima foi o único concelho a manter-se laranja. Felismina Barros acabaria por se filiar no Partido Social Democrata, apadrinhada pelo presidente nacional do PSD. A dois anos das eleições autárquicas está bom de ver onde está a esperança no futuro.

domingo, janeiro 29, 2023

Alto Minho, artigo de 25-01-2023

 

A imagem é da capa do nº 1 do jornal "A Paródia", de Bordalo Pinheiro, publicado a 17 de Janeiro de 1900. Retirada da página do Museu Bordalo Pinheiro

A porca

No fim da especialidade, no meu percurso castrense, tive com os meus camaradas um género de semana de campo semelhante à que havíamos tido na recruta. Um dos exercícios que tivemos que fazer foi o de progressão no terreno, para isso tivemos de nos camuflar com o que havia no terreno, que era de areia, num longo pinhal junto ao mar. Era difícil produzir lama para usar, porém um dos camaradas resolveu isso aparecendo com a cara bem camuflada. Rapidamente percebemos que o “truque” usado tinha um cheiro nauseabundo. A sua camuflagem provinha de um espaço usado como pocilga. De facto estava camuflado, mas o cheiro que dele saía era perceptível a vários metros de distancia, o que não parecia incomodar o mancebo. Provavelmente sofria de perda total do olfato.

Bordalo Pinheiro, no início do século XX, representava, no jornal “A paródia”, a política como uma “grande porca” a dar de mamar a vários leitõezinhos. Infelizmente, com a quantidade de casos que diariamente os jornais nos dão a conhecer, parece que não evoluímos muito desde o início do século passado.

Muitos entram na política como o meu camarada, borram-se todos pensando que estão camuflados, esquecendo de que, mais cedo ou mais tarde, os outros lhe sentirão o cheiro. Parece que aprendem desde muito novos que para singrar nesse meio não interessam ideias, não interessa assumir o serviço à comunidade, o que interessa é servir o cacique, o que interessa é estar no “lado certo” nas disputas internas, mesmo que isso signifique trair a própria consciência. É assim que acham que asseguram a sua “teta” na “grande porca” do Bordalo. 


A esperança da mudança


O PSD de Viana do Castelo mudou. Novos protagonistas assumiram a maior concelhia do distrito. Maior por representar o maior número de eleitores sociais-democratas no distrito. A importância desta concelhia está representada nos números, os eleitores do concelho de Viana do Castelo em conjunto com os de Ponte de Lima elegem a quase totalidade dos deputados sociais-democratas alto-minhotos presentes na Assembleia da Republica. 

Há quem diga que o maior desafio desta nova estrutura será o de preparar uma alternativa vencedora ao poder socialista na Câmara Municipal da capital do distrito. É verdade, mas os desafios não se ficam por aí. A nova concelhia terá de promover novas formas de intervenção política que sejam capazes de abrir e mobilizar o partido.

Tem, também, a responsabilidade de liderar uma restruturação do partido a nível distrital. Nas últimas eleições legislativas, no distrito alto-minhoto, o partido só manteve o concelho limiano na esfera social-democrata. O desfasamento entre a influência interna com a dos eleitores é cada vez maior, o que torna o partido cada vez mais periférico. Isso tem consequências eleitorais. É necessário recentrar, dar voz a todos no distrito e não apenas a alguns e, sim, a maior concelhia deverá ser capaz de criar sinergias internas que alinhem a realidade interna com a externa. 

domingo, dezembro 04, 2022

Alto Minho, artigo de 30-11-2022

Afinal?

No inicio do mês, escrevi sobre os preocupantes resultados de um diagnostico feito pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Ponte de Lima (CPCJ) que a sua presidente, Liliana Lemos, tornou públicos. Entre outros resultados, era realçado o aumento do consumo de drogas no concelho. No meu comentário, questionei o silêncio dos nossos responsáveis autárquicos, oposição e governo, e terminei com um apelo à coordenação entre órgãos políticos e autoridades policiais. 

No decorrer da passada semana, foi tornado público pelo vereador da oposição, eleito pelo PSD, que este assunto fora abordado em reunião do executivo municipal de Ponte de Lima. Fazendo fé no comunicado desse vereador, o Presidente da Câmara terá relativizado o problema, remetendo o mesmo a algo mais abrangente que o concelho limiano e revelando, ainda, que alguns dos dados estatísticos anunciados estariam errados. O vice-presidente terá, aliás, apontado alguma imprudência à presidente da CPCJ por revelar informação cuja base cientifica seria questionável.

Espera-se um rápido esclarecimento. Há um problema grave e que tende a piorar, ou o que foi transmitido não passou de uma “imprudência” alarmista? Os pais e a comunidade necessitam de respostas e estas deverão ser dadas pela presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Ponte de Lima.


O verdadeiro destaque


Há pessoas que gostam de concursos de miss “disto e daquilo”. Há outras que vêem nesses concursos a transformação do sexo feminino em objectos estereotipados. Para mim, os verdadeiros concursos, aqueles que realmente interessam, são os que as mulheres ganham diariamente destacando-se nas várias atividades a que se dedicam. 

Não posso deixar de assinalar que, na 6ª edição do Galardão de Mérito das Mulheres Empreendedoras Europa e África, a limiana Manuela Pimenta ganhou o prémio “Solidariedade - Cooperação - Sustentabilidade 2022”, destacando-se, entre outras coisas, pelo seu trabalho social na Guiné Bissau. Eis um bom exemplo que merece destaque.


Mudanças no PSD de Viana do Castelo


Com a impossibilidade de recandidatura de Eduardo Teixeira, abriu-se a oportunidade de mudar o rumo da estrutura social-democrata na capital de distrito. Essa oportunidade foi agarrada pelos militantes que deram a vitória a um rosto novo apoiado por uma nova geração, que, embora nova, já tem vasta experiência na participação política. 

O PSD de Viana do Castelo dá, assim, um sinal ao distrito de aposta na renovação. Demonstraram que é possível ter esperança na mudança, agora é pô-la em prática e ao serviço da comunidade vianense.