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domingo, setembro 13, 2026

Alto Minho, artigo de 10-03-2026

Feiras Novas

Atravessar a ponte velha nos dias das Feiras Novas, para além do banho de multidão, é um banho de humildade. Ali, naquele aperto, somos todos iguais, partilhamos todos a mesma sensação de pequenez do indivíduo face ao todo daqueles milhares de pessoas que atravessam a velha ponte medieval. 

Aos quinze anos, no sábado bem de manhã, atravessei a ponte sozinho, com botas alentejanas, em direcção ao São João. O objectivo era conseguir comprar um garrano. O meu avô bem que tinha prometido, mas a vida não o deixou cumprir a promessa de me comprar um “cavalinho”, mas eu, do alto da adolescência, com o dinheiro guardado dos aniversários, ia, certamente, conseguir realizar esse desejo e seria nesse sábado. Vi os contratadores de gado em acção, seu linguajar e trajar tão característicos, o bulido da compra e venda que nessa altura ainda ocorria na avenida de São João. Acabei por não  comprar o garrano, mas o caldo social, o barulho das pessoas a “marralhar” os preços, o cheiro dos animais, esses, nunca mais me deixaram. 

As Feiras Novas são todo um conjunto de vivências de situações características do povo que assume as ruas da vila de Ponte de Lima. São os espontâneos cantares à volta de uma concertina, o som das bandas de música no largo de Camões, os cortejos que representam as tradições das freguesias e a história do concelho, a “majestosa procissão”. São também os foguetes (agora com a ajuda de drones) que dão cor à noite, são ainda os dj`s na EXPOLIMA, o pão com chouriço e a animação dos bares, nas ruas e largos. As festas de Ponte de Lima parecem assumir o apoteótico encerramento das festas e romarias do Alto Minho. A palavra-chave que as define é “populares”, de todos para todos. 


É por isso…


As Feiras Novas servem para enaltecer o que de melhor existe no concelho, as suas tradições, os seus antigos e actuais ofícios, os seus trajes, a sua história, a sua religiosidade. 

Como podemos ler na Bíblia, em Eclesiastes 3, “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”, o tempo das Feiras Novas é “sagrado”, não é para ser usado em jogos políticos.


Será possível?


O Arquivo Distrital de Viana do Castelo partilhou o assento de batismo e a história de Domingos Rodrigues Alves. Um corneliano do século XIX, que aos 14 anos partiu, sem nada, para o Brasil, em busca de um futuro. Em terras de Vera Cruz, ultrapassou várias dificuldades até conseguir obter sucesso económico e social. O mais interessante da história de vida deste limiano foi a capacidade de colocar o seu sucesso ao serviço da educação dos filhos. A aposta resultou e de que maneira. O seu terceiro filho, Francisco, chegou ao mais alto lugar público do Brasil, tornando-se o seu quinto Presidente da República.

Hoje, a imigração é em sentido contrário. Nas nossas ruas, nos nossos comércios, nos nossos serviços, é agora natural ouvir o “português açucarado”. Muitos são descendentes dos portugueses que, entre o século XIX e meados do século XX, tal como Domingos, partiram com o sonho de alcançar um futuro no Brasil. Muitos conseguiram, a maioria nem por isso. 

Um filho de imigrante chegou ao mais alto cargo do país de acolhimento de seu pai. Será possível isso acontecer por cá?  

domingo, maio 17, 2026

Alto Minho, artigo de 14-05-2026

“A Romaria Minhota mais antiga de Portugal”

No dia da comemoração dos 200 anos, foi apresentado o programa e cartaz das Feiras Novas de 2026. No mesmo dia, foi ainda apresentada a actualização da Marca e Logomarca das festas, bem como o livro comemorativo dos 200 anos das Feiras Novas (parabéns, Amândio de Sousa Vieira). Durante a noite, houve baile e foguetes, destacando-se, ainda, a iluminação da igreja de Santo António da Torre Velha que, situando-se entre as velhas pontes romana e medieval, faz parte da paisagem icónica de Ponte de Lima. É de saudar, a propósito, o regresso do diálogo entre a Irmandade e o Município que permitiu este desfecho.

Imbuído pelo espírito festivo, visitei a página oficial (feirasnovas.pt) e deparei-me com a frase que dá título a este texto. Caros responsáveis, não há necessidade de recorrer a "não verdades" para promover o nosso concelho. Se o rigor histórico já é discutível perante seculares romarias vizinhas, o marketing tropeça aqui numa geografia surrealista. Dizer que esta é a “romaria minhota mais antiga de Portugal” é de uma redundância atroz. Se esta é a mais antiga de Portugal, qual será a “romaria minhota” mais antiga do mundo?

As Feiras Novas são gigantes pela sua alegria, pelo folclore e pela gente que as faz. Não precisam de "não verdades" nem de títulos inflacionados para serem grandes. A história de Ponte de Lima é demasiado rica para ser reduzida a slogans que tropeçam na geografia e ignoram o passado.


Apontamento


Sendo, actualmente, as Feiras Novas “A” festa de Ponte de Lima, sabe o leitor que nem sempre estas foram as maiores do concelho? Se recuarmos ao século XIX, à obra "O Minho Pitoresco" de José Augusto Vieira, descobrimos que, naquela época, a grande e notável romaria de Ponte de Lima era a do Senhor do Socorro, na freguesia da Labruja, cujo Santuário foi construído em 1773. 

Descrita como um "extenso formigueiro de gente" que durava três dias, tinha na pancadaria uma quase "condição sine qua non" para que a romaria fosse considerada "bem cumprida". O espectáculo, esse, media-se pelo estrondo do fogo de artifício que era descrito como tendo uma beleza e uma "dinamite" que ousava rivalizar com o famoso fogo da Senhora da Agonia. 


Insólito


Depois do bloqueio institucional que paralisou a vila de Arcozelo nos últimos meses, eis que surge um novo episódio digno de registo nos anais do insólito autárquico. O cenário é quase surreal, o Presidente da Junta apresentou à Assembleia de Freguesia, para discussão e votação, uma "primeira alteração modificativa" ao orçamento de 2026.

Até aqui, nada a apontar, não fosse um detalhe, para que um orçamento possa ser alterado, tem que existir. E a verdade é que não existe. Embora os órgãos tenham finalmente tomado posse, o Presidente da Junta ainda não apresentou qualquer proposta de Orçamento e Plano para o ano de 2026. A oposição social-democrata já baptizou o fenómeno de “criatividade institucional”. O caso, de tão bizarro, poderia até ser lido como uma anedota política, mas a realidade é bem mais séria. Este episódio é o espelho do estado de degradação a que chegou a gestão da “res publica” na segunda vila do concelho de Ponte de Lima. Entre o amadorismo e o contra-senso, a vila de Arcozelo continua à espera de um rumo que a "criatividade" teima em adiar.

domingo, setembro 15, 2024

Alto Minho, artigo de 12-09-2024

 Pormenores de uma grande romaria

Tinha uma tia avó que avaliava os restaurantes e pastelarias pelo asseio das suas casas de banho. Se não tinham cuidado na limpeza e asseio, era porque o serviço ficava muito a desejar e só muito relutantemente é que lá voltaria. Durante o último fim de semana lembrei-me dela. Alguém consegue imaginar um evento à escala das Feiras Novas com casas de banho móveis sempre asseadas e limpas? Pois bem, foi o que se encontrou, por exemplo, no mercado municipal, nas casas de banho móveis. Bem sei que parece uma futilidade mas, caro leitor, não é. Ainda me lembro de há umas décadas, enquanto dirigente de uma juventude partidária, propor a colocação de casas de banho móveis. A ideia foi ridicularizada pelo detentores do poder, alegando que confundíamos as Feiras Novas com uma festa académica. Tinham razão, as Feiras Novas não são nem nunca foram uma festa académica, no entanto a sua grandiosidade ultrapassa-as. Passados alguns anos, para o bem da salubridade do centro histórico, um pouco a medo, as casas de banho móveis foram colocadas em alguns pontos chave.

A actual situação passa a imagem de organização e respeito pelos que nos visitam e, aqui, a  Associação Concelhia das Feiras Novas fez um trabalho meritório.


Não é necessário




Na semana da abertura das Feiras Novas, fomos inundados por infundadas afirmações  destacando “a romaria mais antiga de Portugal”. O Municipio de Ponte de Lima deveria afastar-se dessas afirmações, deveria até tornar pública uma comunicação onde desse conta de que as nossas festas maiores não necessitam de frases falsas para se imporem como uma das maiores e mais tradicionais romarias do país. 


Não sei se repararam


Na passada sexta feira, o Partido Social Democrata teve eleições internas. Se não sabem é porque, certamente, estiveram a viver intensamente as Feiras Novas. Não foi por falta de transparência, o PSD criou uma página web (http://resultados.psd.pt) onde se pode consultar a participação dos militantes e os resultados. 

Para além da magnitude da vitória natural de um recandidato único à presidência do partido, que exerce, actualmente, o cargo de Primeiro Ministro, vale a pena consultar a página para perceber algumas dinâmicas internas. Na análise, que certamente os responsáveis nacionais irão fazer, é perceptível como o PSD no distrito de Viana do Castelo se encontra, de certa forma, desfasado da real dinâmica eleitoral do distrito. Não é normal que na maior concelhia, a de Viana do Castelo, estejam 521 militantes em condição de votar e apenas 70 o tenham feito, nem é normal o exacerbado peso da concelhia de Arcos de Valdevez que, internamente, vale várias vezes o conjunto dos votos que todas as outras 9 concelhias juntas obtiveram. 

O PSD de Arcos de Valdevez, fruto do seu trabalho, é certo, conquistou por direito próprio as rédeas da estrutura distrital. Cometeu, no entanto, o erro de afastar quase todos os que, de outras concelhias, pela sua influência, poderiam criar alguma entropia à sua tomada do poder interno. O problema é que o afastamento local dessas pessoas levou a que outros também se afastassem, e o resultado está à vista. São cada vez menos os militantes que, mesmo quando o partido está no poder, se dão ao trabalho de exercer o mais básico dos seus direitos, o de votar internamente. 

As eleições autárquicas estão à porta e a mobilização, pelo que se vê, parece muito fraca. Talvez seja tempo de voltar a incluir e não excluir aqueles que não se conformam em ser “yes man”. 

domingo, setembro 08, 2024

Alto Minho, artigo de 05-09-2024

 Assim foi Agosto


Durante as férias foram vários os acontecimentos que marcaram a vida da nossa comunidade. Deixo quatro.


Agosto fica marcado pela partida de Manuel Pimenta. Reputado farmacêutico e analista da nossa região, criador de vários postos de trabalho, tornou-se exemplo de dádiva ao outro com vasta obra altruísta que encontrou o seu expoente máximo na obra social realizada na Guiné. Ficarão para sempre marcadas na minha memória as palavras que me dirigiu, sem que a isso fosse obrigado, aquando de um momento difícil. Foram um bálsamo que me ajudou nesse momento. Fica para sempre o seu exemplo.


Ficamos a saber que o Município de Ponte de Lima irá avançar com uma obra estruturante na maior entrada da vila limiana. Este executivo demonstra a coragem e arrojo que outros não tiveram. A entrada na vila, após a ponte de Nossa Senhora da Guia, será beneficiada pela alteração da via e o alargamento da zona fronteira ao Teatro Diogo Bernardes. Apenas se espera que as obras sigam o mais rapidamente possível e que sejam realizadas de forma a minimizar os constrangimentos que os utilizadores e comerciantes terão de enfrentar. As obras na rua General Norton de Matos poderão servir como exemplo do que não pode acontecer. 


Já o velho dito popular afirma que “o que nasce torto tarde ou nunca se endireita”. O processo de concessão dos transportes públicos no Alto Minho segue para um terceiro concurso. O novo concurso, se tudo correr bem, apenas terá lugar em 2025 e, sim, agora alguns autarcas começam a suar porque será ano de eleições autárquicas. O medo desta novela ter repercussões eleitorais poderá ser o tónico que leve, finalmente, a bom porto, neste caso a bom terminal rodoviário, o concurso dos transportes públicos do Alto Minho. Entretanto fica a pergunta, a Câmara Municipal de Viana do Castelo, ou, eventualmente, a CIM, já encontrou uma resposta para os utentes que fazem o movimento pendular, em transporte público rodoviário, entre o nosso distrito e a cidade do Porto?  


Foram várias as criticas ao estacionamento selvagem bem no centro da vila de Ponte de Lima. Na sombra dos Paços do Concelho, o estacionamento ocupou vários dias os passeios da Praça da Republica junto à Fonte da Vila. Esta situação faz questionar se a PSP, tão solicita durante o resto do ano, quando a vila já hiberna, a multar os residentes que por lá param (não estacionam) a viatura, deixou de ter os meios para a sua actuação. Não teria efectivos para patrulharem aquela zona, de forma apeada, para que a sua presença fosse um motivo dissuasor do estacionamento? 


Feiras Novas


Oficialmente começou ontem a última das maiores festas do Alto Minho, as Feiras Novas. Longe vão os tempos em que ranchos de gentes vindas das montarias do concelho limiano e vizinhos desciam à festa, pernoitando nos alojamentos nos arrabaldes  da vila. O da Além da Ponte era dos mais procurados. As noites eram vividas ao som das castanholas, concertinas, gaitas de foles e cavaquinhos que promoviam a dança durante quase toda a noite. Eram três dias de festa, de negocio, de religiosidade. Já não é assim, a roda do tempo não para… 

As pessoas continuam a vir, e vêm de muito mais longe, as festas, entretanto divididas em várias mini festas, continuam a ter algum do peso da tradição, mas, cada vez mais, de forma “enlatada”. As mudanças são muitas. Alguns limianos até já aproveitam as festas para saírem do concelho por sentirem que as Feiras Novas já não são para os limianos.  

Continuo a considerar as Feiras Novas como um momento de festa, de limianismo embora já sem capacidade, ou será vontade, de esperar uma ou mais horas ao sol para ver passar um cortejo que dura quase quatro horas. Para mim, o importante são as rusgas e as concertinas continuarem a percorrem as ruas e largos do centro histórico, o som das bandas de música a “inundar” o largo de Camões, os garranos e bovinos na zona de São João e, no último dia, a procissão em honra de Nossa Senhora das Dores a percorrer as ruas do centro histórico. 

Este fim de semana já sabe, caro leitor, encontramo-nos algures junto a uma concertina numa qualquer rua ou largo de Ponte de Lima.




domingo, setembro 17, 2023

Alto Minho, artigo de 13-09-2023

Feiras Novas

Nenhuma descrição disponível.

Não, caro leitor. Se está à espera que escreva sobre estéreis polémicas ocorridas nas redes sociais no início das festas de Ponte de Lima, por favor, passe para o tema seguinte. Não o faço porque, na minha opinião, as festas maiores do concelho limiano precisam de uma profunda reflexão e não de polémicas. 

O modelo seguido nas últimas décadas, por vários factores, esgotou-se. O que temos tido nos últimos anos é a tentativa de remediar esse esgotado modelo na ânsia de o manter, mas com resultados, visivelmente, cada vez mais constrangedores.  

Precisamos de olhar para as festas criticamente, perceber o que é essencial e o que é acessório. Ouvir as forças vivas do concelho, dos dirigentes políticos às associações, e criar um novo paradigma que faça as nossas maiores festas retomarem o estatuto de serem realmente a festa dos limianos e para os limianos, mas que os visitantes tanto gostam de viver. 

 

Preservar a memória


Os fotógrafos profissionais, aqueles com estúdio aberto, que com estudo e prática desenvolveram a arte de fixar o momento, durante anos estiveram presentes nos momentos mais importantes das nossas vidas. Das mais significativas cerimónias religiosas, passando pelas fotografias para os bilhetes de identidade ou para os cartões de estudante, estiveram sempre por perto. Como tantas outras coisas e actividades que nos parecem garantidas, com o advento da era digital, quase desapareceram. 

Não sei se se dão conta, mas os espólios dos estúdios fotográficos são espaços onde podemos encontrar retratada a nossa comunidade, a nossa terra. As maneiras de vestir, os usos e costumes. Por norma, esses profissionais, para além dos “retratos”, fotografavam com mestria e conhecimento os eventos que marcavam a comunidade. Nos espólios não vamos, de certeza, encontrar apenas cerimónias religiosas, estarão lá as civis, as festas populares, paisagens e locais já desaparecidos e “retratos” de tantos que “nos” fizeram.

É neste contexto que os poderes públicos, municipais, devem ter a coragem de investir na aquisição, preservação e divulgação deste património. O investimento terá o retorno de preservar a nossa memória comum.  




domingo, setembro 18, 2022

Alto Minho, artigo de 14-09-2022

Feiras Novas

A ansiedade era muita, a vontade de lá estar ainda maior. Depois de dois anos de pausa, as Feiras novas, as Festas do concelho de Ponte de Lima, estavam de volta.  E as expectativas foram superadas, as pessoas, como diz a canção, vindas de “toda a parte e de toda a condição”, “inundaram” as ruas da vila limiana e até o sol, apesar das ameaças dos boletins meteorológicos, compareceu e ofereceu o seu calor. 

As Feiras Novas voltaram em força. Regressou o som das concertinas, das castanholas, dos reco-recos, dos cantares ao desafio, o cheiro a churrasco, os pregões da feira, os bombos e o barulho da multidão e dos divertimentos, tudo isto, junto, concede um ambiente único às festas de Ponte de Lima.


Melhorias


Pelo que se pode ler de responsáveis, neste ano foi mote, e bem, a redução de custos com as festas. É no entanto necessário que os cortes não sejam em algo que prejudique os momentos que são referência da festa. 

A coordenação entre a decoração luminosa das ruas e os cortejos e a procissão terá de ser algo a melhorar. A presença de policiamento e de seguranças nos cortejos deverá ser revisto para evitar situações de desentendimento entre a assistência, contribuindo, ainda, para a fluidez dos quadros dos cortejos. Embora maioritariamente de surgimento expontâneo, as rusgas não podem permanecer em pontos que, quais barragens, bloqueiem a fluidez da multidão gerando momentos de verdadeiro caos. Caberá à organização sensibilizar e deslocar, por vezes poucos metros, para locais mais abertos.

A mudança de parte da equipa organizativa, a saída, infelizmente alguns por falecimento, de membros que durante anos foram referência, criou um desafio muito grande para os que ficaram. Certamente este ano foi de aprendizagem e os próximos serão muito melhores. Os novos terão tempo de perceber a responsabilidade que carregam ao organizar as Festas de todo um concelho como o de Ponte de Lima.


Estereis polémicas


As redes sociais foram inundadas e alimentaram a polémica da falta de iluminação na igreja de Santo António da torre Velha durante as Feiras Novas. Não fazendo parte da direção da Irmandade, dona e gestora do edifício, pelo que fui lendo, a ausência de iluminação aconteceu, apenas e só, por opção da Comissão de Festas. Esta preferiu não colocar na igreja a iluminação temporária tal como a que vemos nas ruas e que no final das festas é retirada. Aliás, tal como optou por não o fazer nos arcos da ponte velha. 

A proposta apresentada e não aceite pela Irmandade de Santo António foi bem diferente, consistia na iluminação permanente com lâmpadas led do conjunto igreja e ponte velha durante todo o ano. Ora, essa é uma iluminação que nada tem a ver com as das Feiras Novas e espero que rapidamente o Município e a Irmandade consigam encontrar uma proposta consensual.

Mais uma vez, as redes sociais apenas serviram para um género de catarse coletiva onde, sem lerem as noticias, todos tinham uma frase de suspeita e insulto. Ao invés de aproximar e informar, as redes sociais servem cada vez mais para separar as comunidades.




domingo, setembro 05, 2021

Alto Minho, artigo de 01-09-2021

 Recta final

As eleições estão aí. Entramos na reta final e as candidaturas fazem de tudo para encontrar a melhor forma de lá chegar em primeiro lugar. 

47 anos de democracia deveriam dar-nos sapiência para saber que neste momento seria importante estar a ler e a discutir as diferentes propostas. Deveríamos discernir entre o que os candidatos querem que achemos deles e o que eles realmente representam, saber o histórico de cada um, tão simples de procurar no Google, o que defenderam no passado, o que dizem defender actualmente para percebermos o que realmente cada um representa. Infelizmente, não é a realidade que vivemos. 

Muitos de nós, simples cidadãos, só agora é que voltamos a acordar para o processo político. A maioria, durante 4 anos, não tem interesse nenhum em saber o que se passa na sua comunidade, não lê jornais, não participa nas reuniões, não se informa. Sem o conhecimento ou a capacidade de interpretação do diluvio de informação que nos entra pelos nossos olhos torna-se difícil tomar boas e esclarecidas opções. Sucumbiremos aos casos e às insinuações?


Companheiros



Em conversa entre amigos, alguém disse que se tinha celebrado o Dia Mundial do cão. Lembrei-me dos cães que se cruzaram com a minha vida. 

O Sheik, fiel companheiro do meu avô Arlindo que, sempre que saíamos de bicicleta, nos escoltava atentamente até ao nosso destino. O Duque e o Marx foram os parceiros da adolescência. O primeiro até entrou nas curtas metragens que nessa altura eram realizadas nas nossas férias. Já o Marx foi o parceiro do final da adolescência e juventude. Também o Nick, que, embora pertencesse a um vizinho, se escapulia para integrar a sua alcateia, que era o meu grupo de pré-adolescentes. Nem às actividades dos escoteiros faltava. Na infância, os companheiros foram 3 pastores alemães, o Bell, nome que retirei dos desenhos animados Bell e Sebastião, e o Dike, que amparavam todas as minhas brincadeiras, mesmo quando estas significavam ter um miúdo a tentar cavalgar em cima deles o jardim. Finalmente, o Ringo, o cão de todos os primos. Morava na casa do avô Manuel e da avó Glória. Lembro-me bem de brincar com o Mário e o André e com o Ringo que acompanhou as nossas estadias e aventuras na casa dos nossos avós.

É engraçado como os animais de companhia dão tudo em troca de tão pouco, como marcam o nosso percurso, mesmo quando ainda nem temos consciência da existência de um percurso. 


Sugestões


Com as Feiras Novas a chegar, devido aos condicionalismos que vivemos, este ano ainda não serão vividas como queremos e conhecemos. Há, no entanto, algo que poderemos fazer, a tradição continua, que é ler o Anunciador das Feiras Novas. Já chegou às bancas e, como sempre, é imperdível. 

Também imperdível é o livro que João Barbosa escreveu sobre a sua amada freguesia de S. Martinho da Gandra. Intitulado História da freguesia de São Martinho da Gandra, é uma obra obrigatória não só para os habitantes daquela freguesia, mas para todos os que se interessam pelas “coisas” de Ponte de Lima. Um livro para ler e integrar todas as bibliotecas com obras sobre Ponte de Lima e suas gentes. 

segunda-feira, julho 21, 2014

Já cheira às Feiras Novas

Artigo publicado originalmente no Novo Panorama (ver em http://novopanorama.com/?p=7981 )


Por formação académica tudo o que anda à volta da “informação” desperta-me curiosidade. Foi com bastante interesse que fui lendo nas notícias que as Feiras Novas deste ano teriam uma novidade tecnológica, uma aplicação que permitiria aos visitantes terem na sua palma da mão, no seusmartphone, toda a informação considerada importante para “viver a festa”. Realmente, a aplicação é interessante, bem construída e de fácil navegação. Uma ideia que promete evoluir com os anos e que, para quem vem de fora, poderá ser bastante útil.

Já o cartaz da festa provoca reacções diversas. Aliás como “manda” a tradição, é que o cartaz das festas de Ponte de Lima, ao longo dos anos, quase nunca foi consensual, até me parece que não seria o mesmo se o fosse. Confesso que gosto dos cartazes antigos, de fotos da festa, não sou muito fã dos formatados, que seguem regras à risca. Sobre o deste ano, e não resisto a contribuir para esta estéril polémica, realço duas fraquezas (lembrei-me agora da já velha analise SWOT), por um lado, a falta de rigor dos trajes, por outra,a não figuração da imagem de marca de Ponte de Lima que é o conjunto ponte medieval e igreja de Santo António da Torre Velha. Se tirarmos o texto, poucas pessoas de fora de Ponte de Lima conseguirão localizar a que terra se refere o cartaz das Feiras Novas de 2014.

Já menos compreensível é o cartaz da reintroduzida tourada (ou corrida de touros). Há uma tradição antiga de nas festas de Ponte de Lima, nas Feiras Novas, se realizar uma tourada. Estas fizeram parte do programa durante anos, mas este ano, depois de alguns de ausência, parece que a tourada passou a um plano quase idêntico ao das festas que integram, com um cartaz próprio, que no dia da apresentação foi colocado ao mesmo nível do das Feiras novas.

Ultimamente parece que para os responsáveis não chegam as nossas tradições, parece existir uma ânsia de fazer diferente, de deixar uma marca. Não se pode cair no erro de esquecer que é a tradição que faz o resto, é que, com tantas “inovações”, podemos um dia vir a verificar que as tradições já se perderam e que em troca ficamos apenas com alguns eventos iguais a tantos outros por essas terras fora…

Voltando ao cartaz das Feiras Novas, não seria interessante reintroduzir um concurso aberto a todos, com regras bem definidas, em que os cartazes apresentados fossem públicos, com um júri transparente que assumisse a responsabilidade da escolha?

segunda-feira, setembro 23, 2013

Artigo no Novo Panorama

Artigo publicado no Novo Panorama em 05-09-2013

Feiras Novas

Caro leitor, é inevitável que neste número, coincidente com a última das grandes festas do Alto Minho, tenha como primeiro tema as Feiras Novas.
As festas do nosso concelho são esperadas ansiosamente, ano após ano, e quando chegam são vividas intensamente deixando sempre um sentimento de terem passado rápido de mais.
A tradição é passada de pais para filhos, os limianos nutrem pelas suas festas amor e orgulho.
As Feiras Novas são umas festas verdadeiramente populares e especiais. Desde logo, os sons, os cheiros, os burburinhos, a animação e o colorido que enche toda a zona histórica da vila de Ponte de Lima. O orgulho de integrar o cortejo etnográfico, a honra de representar os antepassados no cortejo histórico e, acima de tudo, a emoção de integrar a procissão de N.Sra. das Dores. É o percorrer das ruas históricas de Ponte de Lima, reconhecer caras que há muito não se viam, é mostrar aos amigos, forasteiros, como a nossa terra é uma terra de grandes tradições. É o espanto perante a luz e o barulho dos espectáculos pirotécnicos, é a simplicidade de durante a madrugada ter o prazer de comer um pão com chouriço. As bandas de música que vão enchendo a "sala de visitas" de Ponte de Lima, o largo de Camões, com o seu espectáculo contagiante que junta desde os mais novos aos mais velhos. A festa é isto e muito mais, a festa é a saudade que provoca quando termina...

Pessoas marcantes

Tenho pensado nos últimos dias em como é possível alguém conseguir passar quase 50 anos ao serviço de uma comunidade, mantendo-se fiel aos princípios com que iniciou a sua caminhada nessa longa jornada. Conseguindo relevar as insinuações, mantendo-se firme na clareza de espirito e pensamento, com a capacidade de acompanhar os problemas, vivendo-os, mas olhando-os como desafios, apontando caminhos e soluções sem se impor, sem se enaltecer, fazendo como nos dizia o Evangelho de domingo passado, tornando-se o ultimo.
50 anos ao serviço de uma comunidade... Escrevo sobre o reverendo padre Manuel Miranda, pároco da paróquia de Sta. Marinha de Arcozelo, que à grande maioria desta paróquia baptizou ou casou (em norma até administrou os dois sacramentos).
A mim, marcou-me na minha formação como pessoa e como cristão. É um dos grandes exemplos de vida, de dedicação e forma de estar na comunidade. Quando vivemos tempos mais difíceis, tempos que deveriam ser de merecido descanso mas que se vão tornando em tempos de continuo trabalho, não poderia deixar de lhe dizer, Obrigado! Obrigado pela sua vida dedicada à nossa comunidade.

Nota sobre as autárquicas

Normalmente quando se debate a situação no concelho de Ponte de Lima a tendência é logo alguém dizer, "a autarquia limiana é um exemplo de gestão dos dinheiros públicos, consegue ter muito dinheiro no banco". É inegável que esta é realmente uma situação invejável, mas por outro lado é preciso ter consciência que este não deveria ser "O" objectivo último da autarquia. Infelizmente,  deixou-se de olhar para esta situação como um meio, mas sim como um fim. Ter "os cofres cheios" deve ser um meio para servir ainda melhor a comunidade, as pessoas. O dinheiro é das pessoas e não da autarquia, pelo que deve estar ao serviço das pessoas... Deve servir, por exemplo, para captar e acarinhar investimentos privados que criem emprego. Isso não tem acontecido, basta observar as zonas industriais existentes no concelho desde sempre praticamente vazias e sem vestígios de investimento.
Felizmente,  já se sentem ventos de mudanças no concelho, ainda noutro dia lia uma proposta para utilizar o espaço entretanto vazio da primária da vila de Ponte de Lima. Proponham lá colocar uma infra-estrutura de apoio ao empreendedorismo, à criação do próprio emprego, à criação de sinergias entre inovadores e empreendedores. Felizmente, esta proposta, feita por uma juventude partidária (sim, elas também fazem propostas e desafios, ao contrário dos estereótipos que alguns lhes querem impor), foi integrada nas propostas eleitorais da candidatura do PSD local. Esta é uma atitude pro-activa para o concelho de Ponte de lima Lima, um bom exemplo de como se pode por a "excelente condição financeira da autarquia" ao serviço das pessoas.

quinta-feira, setembro 13, 2012

Artigo no Novo Panorama

Artigo publicado no Novo Panorama em 06-09-2012

Feiras Novas

Era inevitável escrever sobre as Feiras Novas. Outro dia dei por mim a pensar no que levou à criação destas festas. A verdade é que poderiam simplesmente fazer uma feira anual, caso o objectivo fosse apenas o de trocas comerciais, mas não foi só isso, foi muito mais. Os nossos antepassados quiseram homenagear Nossa Senhora, por isso o grande dia, o culminar da festa, é o dia da procissão em honra de Nossa Senhora das Dores. Hoje, a festa tomou uma dimensão muito além do que qualquer um dos fundadores alguma vez previu, mas quantos de nós, inclusive dos que dão o seu tempo e engenho na organização, se lembram que as Feiras Novas existem porque os nossos antepassados quiseram homenagear a mãe de Jesus Cristo? Pieguice ou beatice? Não! Se não fosse outra coisa, seria a tão badalada tradição que não se limita a concertinas, mas também à religiosidade do povo. Mais do que cortejos que se realizam ano sim ano não, é a procissão que, na sua magestosidade, dá uma consistência especial às Feiras Novas.

Por falar em Feiras Novas

Não sei se o leitor já se apercebeu, mas as Feiras Novas são também pretexto para leitura. Sim, leitura. São vários os textos sobre Ponte de Lima, as suas tradições, a sua história, os seus protagonistas que neste tempo de festa dão à estampa. Publicações como o Almanaque das Feiras Novas trazem todos os anos mais informação sobre nós, sobre o nosso concelho, sobre Ponte de Lima. Aproveite para aumentar a biblioteca, é que por norma são textos de leitura obrigatória.

Falta um ano

Dizem que antes da tempestade há uma anormal calma. Parece ser esse o tempo político que vivemos aqui por Ponte de Lima. Falta praticamente um ano para as eleições autárquicas e, neste momento, tudo é calmo, os partidos ainda não apresentaram os seus candidatos, ainda não existem notícias sobre candidatos e possíveis candidatos. Fica a primeira dúvida. Será que Vítor Mendes se recandidata ou o sempre presente Daniel Campelo, com um percurso muito apagado como Secretário de Estado, se candidata ao seu "amado" lugar de Presidente da Câmara?

quinta-feira, agosto 30, 2012

Artigo no Novo Panorama

Artigo publicado no Novo Panorama em 23-08-2012


Vagas de insegurança


No ano passado, foi no mês de Julho, este ano, a vaga de assaltos chegou com um mês de atraso... As últimas semanas têm sido negras para a maior freguesia do concelho de Ponte de Lima, Arcozelo. Os alvos dos assaltos são os do costume, igrejas, capelas e nichinhos. Chegam ao ponto de começar o "trabalho" numa noite e acabar noutra, na maior impunidade. A verdade é que a situação é grave e deverá servir para meditar de forma a que rapidamente se tomem medidas de prevenção.
As forças de segurança, alertadas para o que se está a passar, limitam-se a verificar a sua falta de meios. Realmente, seria impensável que estas estivessem em todo o lugar, a toda a hora, a proteger os bens, mas a falta de meios acelera todo o processo, significa menos rondas, menos possibilidade de intervenção, menos eficácia na prevenção.
Alguns dos responsáveis destes espaços já se questionam se valerá a pena recuperar o património afectado, pois o custo começa a superar o "ganho". Pessoas há que lhes sugerem a realização de esperas... Sinceramente não sou apologista de nenhuma dessas soluções, espero, no entanto, que os executivos, os políticos, da freguesia e do município, consigam abrir os olhos dos responsáveis para a necessidade de reforço das forças de segurança. Mais patrulhas, sem horários prévios, com outra estratégia que só é possível com mais meios e, claro, colaboração entre forças de segurança. Se existir vontade e meios, a "vaga" desaparecerá.

No rio

Algumas notícias dão conta da reabertura do bar no campo do Arnado (não caro leitor, não vou escrever sobre polémicas...). Com esta valência, as margens do rio Lima passam a ter, junto à ponte de N.S. da Guia, dois cafés e um restaurante, junto à ponte medieval, outro café. Os espaços, desde a criação de uma ilha, em frente à alameda de S. João, à criação de relvados nas margens de um lado e de outro do rio, incitam ao natural usufruto do rio. Ora, usufruir do rio significa, também, o banhar-se nele. Infelizmente, aí a embalagem não coincide com o produto. As águas não são as melhores e, pelo visto, a não classificação de praia fluvial significa a não vigilância do espaço. Infelizmente, este ano já houve duas mortes.
Questionada, a Câmara Municipal diz que nada pode fazer, pois até nem se trata de uma praia fluvial... A mesma desculpa foi usada durante anos para a constante interdição dos espaços por causa da inadequada qualidade das águas, um problema que só terminou quando aqueles espaços deixaram de figurar na listagem das praias fluviais. Ou seja, o problema persiste, mas a burocracia diz que está resolvido e como é bem mais fácil utilizar a malha burocrática para nada fazer...

Rádio

A rádio de Ponte de Lima faz anos. Ainda estão na memória os anos das rádios piratas, as suas festas, a sua magia. A Rádio Ondas do Lima tem conseguido levar, ao longo dos anos, o nosso concelho, as nossas tradições mais longe. Se antes o limite era o Porto (sim, várias vezes graças à ROL consegui ouvir o que se estava a passar no nosso concelho, nas Feiras Novas, na Vaca das cordas...). Hoje, através da Internet, são milhares os limianos espalhados por todo o mundo que, graças à ROL, ouvem os sons das festas grandes do seu concelho e ficam a par dos últimos acontecimentos. Parabéns a todos os que ao longo dos anos vão mantendo a ROL também nesse caminho de serviço público.

domingo, agosto 26, 2012

Manhãs de Sábado, na Rádio Ondas do Lima


Estes foram os assuntos que abordei no programa Manhãs de Sábado da ROL – 25 de Agosto

A Rádio Ondas do Lima fez 26 anos na passada quinta-feira e nesta data não poderia deixar de saudar todos os que diariamente fazem a ROL. É inegável o serviço público que esta rádio presta. São milhares os limianos que estando fora da sua terra têm conhecimento do que se passa em Ponte de Lima e na região pela ROL. É através desta que mantêm a sua ligação, por vezes em directo, com as tradições, com os acontecimentos da sua terra natal.

De parabéns, e nunca é demais dizê-lo, está também a canoagem, está o cube náutico de Ponte de Lima, está Hélio Lucas, e, claro, acima de tudo, está Fernando Pimenta, sem esquecer o seu companheiro, Emanuel Silva. Confesso que estava à espera de um bom resultado nos Jogos Olímpicos, esse bom resultado já seria alcançado com a qualificação para a final.
Penso que os únicos que tiveram uma grande surpresa foram os jornais, tv’s e rádios nacionais que só vêem um desporto, o futebol. Por vezes pareceu que nem se documentaram devidamente para fazerem a cobertura de um acontecimento como os jogos olímpicos. Alguém da comunicação social nacional se deu ao trabalho de verificar o currículo do Fernando Pimenta ou do Emanuel Silva? Alguém que o conhecesse ficaria surpreendido com uma boa participação? Fica o resultado histórico, espera-se que esta visibilidade, esta repentina sede dos órgãos de comunicação social nacional de terem o Fernando e o Emanuel nos seus programas se mantenha e resulte numa maior abertura na cobertura desportiva e, claro, se traduza em mais apoios. 

Para terminar, dizer que já começa a “cheirar” a Feiras Novas. Faltam duas semanas, o programa e o cartaz já são conhecidos e as preparações já começaram. Em breve o nosso concelho albergará uma das maiores festas populares portuguesas. Uma festa genuína, vinda da tradição, vinda do povo, uma festa imperdível e única, pelo que deixo o desafio para os que nos ouvem fora de Ponte de Lima, não percam esta festa, marquem já na vossa agenda e no fim-de-semana de 8 a 10 de Setembro rumem a Ponte de Lima, certamente não se irão arrepender.