Placebo?
Li, por aqui, que a Junta de Freguesia da Facha, Ponte de Lima, nos últimos 13 anos, terá investido cerca de 45 mil euros num projecto de incentivo à natalidade. O projecto consiste, basicamente, em entregar cheques natalidade a jovens casais, no Dia da Freguesia.
O concelho de Ponte de Lima, entre os censos de 2011 e 2021, perdeu 5,3% da população. Não pensem, no entanto, que é um problema apenas deste concelho, na realidade este é um dos maiores desafios para todos os concelhos da nossa região. Nem Viana do Castelo escapa a esta situação, ao contrário, de Braga, por exemplo. Os números só não são piores, porque, também nós, acolhemos imigração.
E na freguesia da Facha? Pois bem, entre 2011 e 2021, a população desceu cerca de 9%. Embora seja um problema nacional, há características regionais próprias, pelo que as políticas de natalidade deveriam ser integradas, inter-concelhias. A capacidade de atração, fixação e criação de sentimento de pertença é algo que deve ser feita com escala. Eis um tema que deveria subir à discussão numa reunião da Assembleia Intermunicipal da CIM Alto Minho.
Rio Lima
Em breve entraremos na época balnear. Como está a ser preparada? No final dos anos 90, do século passado, fruto de candidaturas a fundos comunitários, foram construídas infra-estruturas que constituíam a Praia Fluvial do Arnado (na vila de Arcozelo) e a Praia Fluvial do Pessegueiro (freguesia de Vitorino das Donas). Na altura, este equipamentos foram apresentados como uma forma de “incentivar a permanência mais demorada de todos aqueles que vêm até nós”. Não se pede a Bandeira Azul, obtida em 1998, mas seria interessante que estas infra-estruturas voltassem a ser prioritárias e que o “nosso” rio voltasse a ser centro de atracção com condições para receber os locais e quem nos procura.
De primeira
Embora o Alto Minho não tenha uma equipa na Primeira Liga, temos a sorte de, bem perto, ter duas equipas que têm lutado pelos lugares cimeiros, o SCBraga e o Gil Vicente, em Braga e em Barcelos, respectivamente. Se em Braga encontramos um estádio diferente, em Barcelos encontramos um estádio acolhedor, que faz lembrar os ingleses. As equipas representam a cidade, os seu adeptos são-no por paixão pela sua terra e, por norma, não concebem o “sou do Braga/Gil e do Porto/Sporting/Benfica”. Quem os visita, por norma, é bem recebido, sendo espaços interessantes que ainda permitem assistir a partidas de futebol em família.
Não sei se alguma vez teremos uma equipa nestes patamares, mas, independentemente de lá chegarmos, espera-se que o Braga e o Gil se mantenham fortes e competitivos.