As três fraquezas do Ministro José Manuel Fernandes
José Manuel Fernandes, histórico presidente de Câmara de Vila Verde, deu, pela primeira vez, “nas vistas” do público em geral, enquanto esteve deputado europeu. Quando muitos previam um mandato sem grande história entre Vila Verde e Bruxelas, provou que estava ali para mais, estava ali para realmente representar os portugueses que o tinham elegido. Chegou mesmo a ser distinguido como “Deputado Europeu do Ano” e considerado o eurodeputado português mais influente. Aqui chegados, encontramos a primeira fraqueza. José Manuel Fernandes não faz como muitos políticos que, quando eleitos, logo se esquecem de quem os elegeu. Dá-se mesmo ao desplante de ir ao encontro deles, de criar empatia e, até, resolver ou tudo fazer para resolver os problemas que lhe são colocados pelos seus concidadãos. Onde já se viu um político genuinamente preocupado com as pessoas?
Outra fraqueza que lhe pode ser apontada é a da pontualidade. Toda a gente sabe que as horas marcadas para eventos, reuniões, compromissos com pessoas importantes, como os políticos, são meramente indicativos. Estes nunca chegam à hora marcada, chegam sempre depois. Mas não é que José Manuel Fernandes, mesmo agora que está Ministro da Agricultura e Pescas, chega sempre pontualmente aos seus compromissos? Será que, em vez de respeitar a referida regra de etiqueta dos “muito importantes”, prefere respeitar os que se vão encontrar com ele?
Finalmente, a terceira fraqueza. Vindo de fora da bolha mediática de Lisboa, José Manuel Fernandes é um homem do Minho, robusto, afável e simples, directo, longe de ser um “rústico”, e isso é imperdoável. Como é que pode manter a compostura e educação quando confrontado, nacionalmente e em directo nas televisões, com rudeza, inoportunidade e mesmo malcriadez? Isso é que não!
Nestes tempos polemizados, é reconfortante ter um governante como o actual Ministro da Agricultura e Pescas.
“À matroca”
Passados quase 5 meses das eleições autárquicas, a vila de Arcozelo continua sem executivo. Na passada semana, ficou-se a saber que as três forças da oposição deram provas de uma maturidade política que tem vindo a faltar em todo o processo. Num gesto de compromisso, uniram-se e redigiram uma carta-compromisso onde fundiram propostas da lista vencedora com as suas próprias, estabelecendo calendários e metas para a realização das mesmas.
Feita uma reunião com o presidente eleito, onde se chegou a um acordo verbal, ficou este com a responsabilidade de, após validação jurídica, redigir um memorando de entendimento. Infelizmente, o tempo passa, a oposição espera e o documento teima em não aparecer.
Conhece, caro leitor, o termo náutico “à matroca”? É usado quando um barco está à deriva, sem governo ou direção, entregue à sorte das correntes e dos ventos. É nesta posição que se encontra a vila de Arcozelo. Sem rumo! Quando assim é, corre-se o risco de embater na rocha da irrelevância e do atraso. Não será tempo de alguém assumir o leme?