Domingo é dia de eleições
Depois de meses de pré-campanha, eis que chegamos, finalmente, à campanha eleitoral. Infelizmente, em vez de melhorar o tempo político, a campanha trouxe à tona uma realidade que há muito não se queria assumir. Vivemos tempos onde a suspeita impera e é promovida, onde a hipocrisia reina e se torna o sal e a pimenta do prato da política.
A bolha da comunicação social nacional e das redes sociais tornaram-se o vórtex da discussão, arredando os temas que realmente interessam. O que parece importar é a “tracking poll” de uma cadeia de televisão, é que nem se trata de uma sondagem, mas, com a conivência dos média, influencia todo o debate. Faz, inclusive, com que alguns candidatos, que até agora se viam como impolutos, se transformem em profundos populistas, sem escrúpulos, não hesitando em cavalgar não argumentos, fazendo acusações e levantando suspeitas totalmente infundadas, colocando o acusado numa situação onde já não é a acusação que tem de provar o que acusa, mas o acusado a provar a sua inocência. Invertendo o básico princípio do direito da presunção de inocência, aproveitam-se das percepções que essas situações produzem nos eleitores.
Só vejo uma vantagem nisto. Se observarmos bem, rapidamente percebemos quem tem e quem não tem o estatuto e capacidade para que lhe seja confiada, pelos seus concidadãos, a mais alta magistratura do país.
Jovens na política
A JSD de Ponte de Lima voltou. Li, com bastante interesse, a entrevista do seu novo líder, João Barreiro. Achei curioso que um dos temas que a JSD limiana já abordava em 2009, continue, ainda hoje, a ser actual. Não se compreende que ainda não exista, no nosso concelho, um Conselho Municipal de Juventude. Há uma lei que estabelece o seu regime jurídico, definindo a sua criação, composição e competências. É a Lei n.º 8/2009, de 18 de Fevereiro, que posiciona o Conselho Municipal de Juventude como um órgão consultivo, obrigatório, que se pretende que seja representativo dos jovens do concelho, que se pronuncia sobre políticas de juventude, com pareceres sobre planos, orçamentos, etc. Por ser um orgão consultivo, onde se promove a participação dos jovens, não se percebe o porquê da não criação no concelho limiano.
Esperemos que a maioria reconheça a sua pertinência e que aconteça como no caso do orçamento participativo, uma ideia apresentada há muitos anos pela oposição, recusada, sistematicamente, por quem liderava o executivo municipal é, hoje, um factor de orgulho, sendo apresentado como exemplo de boas práticas do executivo.
Uma realidade
A Associação Desportiva “Os Limianos” viu ser assegurado pelo presidente do município de Ponte de Lima, na festa dos seus 73 anos, que o novo estádio vai ser mesmo uma realidade. Tal como escrito por aqui em Novembro, o Municipio de Ponte de Lima pretende, em conjunto com a Associação de Futebol de Viana do Castelo, aproveitar a preparação do Mundial de futebol de 2030 para reforçar a centralidade e atractividade do concelho. Depois do caminho das pedras para alcançar as licenças, tudo indica que, já no inicio deste Verão, teremos o avançar vigoroso do projecto que permitirá o clube mais representativo do concelho a almejar outros voos nas ligas nacionais.