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domingo, novembro 12, 2023

Alto Minho, artigo de 09-11-2023

Senhoras e senhores, liguem os vosso motores…

Por Ponte de Lima a “corrida” para as próximas eleições autárquicas já começou. Ao contrário do que o presidente da distrital do PSD Alto Minho tinha sugerido, em entrevista a este jornal, o presidente da concelhia do PSD de Ponte de Lima afastou a possibilidade de coligação com o CDS-PP, anunciando que o cabeça de lista à Câmara Municipal é o anterior candidato e atual vereador, José Nuno Vieira de Araújo. 

Com 2 anos de trabalho pela frente, com o candidato definido e com uma liderança interna estável, que lidera há meia década, torna-se pouco ambiciosa a intenção do presidente social-democrata local ao declarar-se convicto de conseguir “pelo menos 11 candidaturas às freguesias”. 

Actualmente, o panorama político limiano é, basicamente, o seguinte: o movimento Ponte de Lima Minha Terra, após o afastamento do seu fundador e mentor, enquanto estrutura desapareceu, pelo menos publicamente. O PS já anunciou o fim do seu apoio a este movimento, e, depois de desaparecer do concelho nas duas últimas eleições autárquicas, perdendo a sua penetração e influência concelhia, espera agora que a maioria absoluta no governo de Portugal se reflita nas autárquicas (“spoiler”: não reflete). O “balão” eleitoral do M51 esvaziou completamente em 2021, ano em que muitos dos seus membros retornaram ao PSD de onde tinham saído. O CDS, embora mantendo o poder absoluto, foi o partido que mais votos perdeu nas últimas eleições autárquicas e corre contra o tempo sob uma bandeira que parece cada vez mais perto de ser apenas uma memória para os leitores. 

Neste contexto, o líder o PSD limiano deverá apontar para metas muito mais ambiciosas. Ter pelo menos candidaturas a metade das freguesias limianas, não se contentar com manter as actuais juntas de freguesia com a presidência social-democrata, mas aumentar o seu número, até porque, só assim, juntando à eleição dos seus membros, poderá conquistar uma maioria na Assembleia Municipal que permita ter verdadeira influência nas políticas concelhias. 


Um ano como antigamente


Este tem sido um Outono como já não se via há muito. Muita chuva, trovoada, vento… Os nossos ribeiros transbordam para os campos vizinhos, o nosso rio Lima ocupa a totalidade das suas margens. 

Um ano que remete para os longínquos Outonos e Invernos, que já só existiam nas recordações dos mais velhos, quando o atravessar da velha ponte medieval era encarado como uma luta, quase sempre perdida, contra a chuva e o vento. Ao mesmo tempo, por baixo dos arcos da ponte, nas agora escuras águas do Lima, os ramos e troncos seguiam vencidos pela corrente e redemoinhos. Nesse tempo, quando o rio descia, os pilares da ponte, normalmente, ficavam cobertos de lenha que muitos recolhiam para depois alimentar os fogões das suas cozinhas. 

Hoje ficamos pelo vislumbre de um rio que nos mostra que não está morto, que nos proporciona imagens que, se mais não for, nos fazem viajar no tempo. 




domingo, outubro 08, 2023

Alto Minho, artigo de 04-10-2023

Governo reduz em 30% portagens de algumas ex-SCUT 

Boa notícia para os utilizadores da A22 (Via do Infante/Algarve), da A23 (Beira Interior), da A24 (Interior Norte), da A25 (Beiras Litoral e Alta), da A4 (Túnel do Marão), da A13 e A13-1 (Pinhal Interior). Então e a A28 que serve o Alto Minho? Essa, caro leitor, ficou de fora.

As reacções começaram a surgir durante o fim de semana. A Associação Empresarial de Viana do Castelo tomou uma posição pública, culpando o Governo de “teimosamente, continuar a desprezar” o Alto Minho. A distrital do PSD Alto Minho acusou o Governo de “negligenciar, mais uma vez” a região. 

No nosso distrito, são seis os presidentes de Câmara eleitos pelo PS, o partido do governo. São três os deputados também eleitos pelo partido no poder. Já para não falar dos alto-minhotos que integram o executivo. O presidente da Câmara de Viana do Castelo, um dos 6 eleitos pelo PS, lamentou que a região tenha ficado de fora da medida, apontando, ainda, a necessidade de relocalizar o pórtico de Neiva, disponibilizando-se a arcar com a despesa da transferência. E os restantes? Vão ficar calados enquanto a região que representam é discriminada? Será que, afinal, somos uma região onde o transporte público coletivo é de qualidade e em quantidade, e ninguém nos avisou que podemos usufruir dele?  


Entrevista ao presidente do PSD Alto Minho


Li, com atenção, a entrevista que o presidente do PSD Alto Minho deu a este semanário e logo me vieram à memória as palavras do Papa Francisco, que dias antes tinha lido no seu livro “A alegria de um sorriso”. Escreveu Francisco, “Há ainda outro grupo, que é mais perigoso, porque se engana a si mesmo. (…) Os que andam às voltas e se enganam a si próprios ao dizerem: «Eu caminho». Não, tu não caminhas, tu andas às voltas!”.


Façam alguma coisa



O Campo do Triunfo, na veiga junto à Expolima, às portas de Ponte de Lima, alberga muitas das actividades das equipas de formação da Associação Desportiva “Os Limianos”. Para além dessa utilização, também por lá passa alguma da formação dos árbitros da Associação de Futebol de Viana do Castelo. 
Num dos últimos fins de semana, assisti a um jogo entre uma equipa da formação d`“Os Limianos” e outra equipa de Ponte de Lima. O jogo foi divertido para ambas as equipas, que é o que realmente interessa nesses escalões, o que já não foi divertido foi, chegado o final do jogo, os atletas dirigirem-se para o balneário para tomar banho e rapidamente saírem sem o fazer por se encontrar num estado lamentável.

Centenas de crianças e jovens limianos, e de outros locais, passam por esse campo, árbitros e candidatos a árbitros têm lá formação. Tratando-se, normalmente, de jogos da formação, têm vários pais e familiares, de todo o distrito, a assistir aos jogos sem qualquer protecção ao clima (extremamente quente no Verão, frio e húmido no Inverno). É uma vergonha para o concelho serem recebidos assim. 

Embora ainda não tenha sido apresentado, a existência de um projeto para a construção de um estádio municipal preparado para as necessidades atuais e futuras do concelho e do clube de futebol mais abrangente do concelho limiano, no espaço do Campo do Triunfo, tem sido referido em várias ocasiões e momentos públicos. Chegadas as infra-estruturas de apoio ao lamentável estado actual, das duas uma, ou o projeto se torna realidade ou será necessário e urgente que, enquanto se espera, o município faça alguma diligência para dar condições a quem usa atualmente o Campo do Triunfo. Certamente não será muito o investimento para resolver ou minimizar o problema nos balneários e providenciar uma pequena e provisória proteção para quem assiste aos jogos. 

domingo, junho 25, 2023

Alto Minho, artigo de 21-06-2023

 Parcerias


Toda a gente sabe que a nossa região precisa de escala, precisa de parcerias, de agir em conjunto. Um dos nossos produtos endógenos, como muitos gostam de se referir, de excelência é o vinho. Um produto que, na idade média, a nossa região conseguia exportar  com eficiência para países como a Inglaterra e que transformou o porto de mar de Viana, na Foz do Lima, na altura, num dos maiores portos do país. Longe vão esses tempos, mas, como disse, e bem, o engenheiro Francisco de Calheiros, presidente da direcção da ADRIL, a propósito do Festival do Loureiro, “as pessoas têm de sair deste vale a falar e a promover o loureiro”.

Não só as pessoas que passam por cá, mas também nós, os de cá, os nossos representantes políticos têm de sair e falar, a uma só voz, sobre os nossos produtos. No jornal da passada semana, podíamos encontrar, sorridentes, os presidentes de Câmara de Viana do Castelo, de Ponte de Lima, de Ponte da Barca e de Arcos de Valdevez a falarem de promoção, envolvimento, território, iniciativas. Em resumo, afirmavam que o Vale do Lima estava unido numa nova fase de desenvolvimento de produtos e do território.

Tudo isso é de louvar e, de facto, aponta para o caminho certo. Mas, depois, no mesmo fim de semana em que se realizou a 31ª Feira do Vinho Verde e dos Produtos Regionais no concelho de Ponte de Lima, os responsáveis políticos de Ponte da Barca acharam que a melhor forma de criar sinergias com o concelho vizinho na promoção do vinho da região era realizar um Mercado do Vinho no seu concelho. Vasco Ferraz, presidente da Câmara de Ponte de Lima, deixando de lado o politicamente correto, classificou como demonstrativo de “algum amadorismo”. 

Realmente, a nova fase de união e criação de escala para a região pode começar por organizar e coordenar agendas. Deixar de lado a vontade de protagonismo ou a adolescente tentação de fotografias nas redes sociais para consumo interno, e dar prioridade à região, aos seus produtos e às suas pessoas. 


Férias


O calor e as férias já espreitam. A nossa região tem tudo para ser um produto atrativo que convença as pessoas a passarem algum do seu tempo de ócio por cá. Da montanha, passando pelos rios e vales, até às praias e mar, temos de tudo um pouco.

No Alto Minho, é possível passar a manhã a caminhar num bosque, almoçar no remanso de um dos nosso rios e reservar o final da tarde para a praia, esperando por um inesquecível pôr do sol. Precisamos é, lá está, de escala. Precisamos de coordenar esforços para nos tornarmos ainda mais atrativos e “visíveis”. 




domingo, abril 02, 2023

Alto Minho, artigo de 29-03-2023

 Realidades 

Ultimamente o país tem sido assolado por notícias de fechos de serviços de hospitais. Mais na zona centro e Lisboa mas também no Algarve, o que mais chocou as televisões foi o encerramento de maternidades e as contingências nas urgências. Em alguns casos, os utentes passaram a estar à distancia de 60 a 100 quilómetros desses serviços. Mesmo que seja por encerramento momentâneo, o impacto é imenso.  


Saúde no Alto Minho


Por cá, no Alto Minho, uma mulher que queira dar á luz e seja de Melgaço, para chegar à maternidade andará mais de 100 quilómetros e demorará, em média, 1 hora e 20 minutos (isto a sair do centro de Melgaço) por só existir maternidade em Viana do Castelo. A distancia encurtar-se-á por existirem alguns serviços médicos no hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. No entanto, embora a capital de Distrito fique geograficamente numa das extremidades do território, a maioria das valências apenas existem no Hospital de Viana do Castelo 


Transportes no Alto Minho


Quando um elétrico, em Lisboa, ou um autocarro elétrico ou movido a hidrogénio, dos STCP (Porto), avaria, os telejornais e as televisões de notícias por cabo, fazem longos diretos sobre os constrangimentos que daí advêm para a população. Nós, aqui pelo Alto Minho, não podemos afirmar que temos uma rede de transportes deficitária, porque não temos nenhuma rede de transportes (já para não mencionar os autocarros com 20 ou 30 anos, horários desfasados da realidade, inexistência de intermodalidade de transportes...). 

É verdade que decorre um concurso público internacional para o serviço de transportes públicos no Alto Minho, mas, infelizmente, já foi anunciado que um dos grandes objectivos a atingir com este concurso será o de habilitar “as autoridades de transportes do Alto Minho de um conhecimento mais profundo das dinâmicas ao nível do transporte público rodoviário de passageiros”. Ou seja, nos próximos anos ainda estaremos a desenvolver uma experiência em grande escala. Certamente continuaremos todos a depender do transporte privado, com a imposição de tecnologias e combustíveis caros para os alto-minhotos que continuam longe do poder de compra nacional. 


Longe do poder

 

O Alto Minho, ou a “província” mais a norte, como os de Lisboa nos veem, continua longe, muito longe das decisões e investimento dos políticos. O gravitas eleitoral situa-se, cada vez mais, apenas nas grandes cidades. Partidos há que apenas representam esses eleitores citadinos, não existindo politicamente nos territórios do interior. Territórios que não conhecem nem parecem ter interesse em conhecer. 

A democracia também sangra por aí, pela falta de representatividade, pelo abandono do território que parece relegado à extravagância dos seus “produtos endógenos” consumidos momentaneamente pelos das cidades que se aventuram uns dias na “província”.  


domingo, janeiro 15, 2023

Alto Minho, artigo de 11-01-2023

 Tempus fugit

Os chapéus e bonés sempre me fascinaram. A razão para isso talvez seja ter acompanhado o meu avô na minha meninice vendo-o sempre usar, à semana, um boné, ao domingo, um chapéu. Ficaram-me na memória as caixas dos chapéus, redondas, com os monogramas das marcas, que eram guardadas para receber os chapéus sempre que não estavam em uso. 

Quando cresci, o uso de chapéu foi saíndo de moda, e, talvez por vergonha, foi deixando-os de lado, mas mantive o hábito de usar bonés. Comecei a guardar alguns, dos mais tradicionais aos “americanos”, que chegavam até nós através da bondade do Sr. Malheiro, pai do Aníbal que os enviava do Canadá, até a alguns de funções profissionais que implicam o uso desse acessório.

Quando encerraram as chapelarias que existiam em Ponte de Lima, a alternativa para comprar um chapéu ou boné de qualidade era encontrada nas cidades de Viana do Castelo ou de Braga. Recentemente, dirigi-me a uma chapelaria em Viana do Castelo. Ainda antes da pandemia tinha adquirido lá um boné para oferecer. Para meu espanto, já não encontrei a loja. Confesso que me senti perdido, e a sensação de nos perdermos numa cidade que conhecemos desde sempre não é das mais agradáveis. No local onde seria a loja, encontrei um “salão de beleza”. Bem sei que os chapéus e os bonés podem embelezar um rosto, mas não seria, certamente, essa beleza que ofereciam no salão. 

Infelizmente, perdemos, todos os dias, marcos na nossa vida que pensamos estar adquiridos. Lojas de bairro que desaparecem sem se dar por ela, hábitos que entram em desuso e que se esfumam com o tempo. Agora tudo tem de ser rápido, imediato, sem tempo a perder. Não há tempo para escrever uma carta, para comprar e ler um jornal, quanto mais um livro. Tudo tem de caber num ecrã de telemóvel. As chamadas feitas para este aparelho têm de ser imediatamente atendidas. É um tempo novo que não é melhor ou pior, mas que é diferente do tempo em que havia tempo, lá isso é.

Ainda ecoava nos ouvidos a musica da canção “As time goes by” quando Rick, a personagem de Humphrey Bogart, um dos ícones do uso do chapéu, no filme ”Casablanca”, responde à pergunta de Ilsa, um papel de Ingrid Bergman, “Mas, e nós?” com a conhecida resposta “Teremos sempre Paris!”. Pois é, caro leitor, mesmo ficando as memórias, a vida muda, o tempo corre.


Tristes realidades


No final do ano ficamos a saber que o ganho médio mensal no Alto Minho é de 1057,2€ e em Portugal é de 1247,2. O concelho, no Alto Minho, onde esse ganho médio é menor é o de Ponte da Barca, não ultrapassando os 902,8€, já o maior encontra-se no concelho de Viana do Castelo com 1153€. Ponte de Lima surge a meio da tabela com 960,3€ de ganho médio mensal, logo a baixo de Paredes de Coura com um ganho médio mensal 964,2€.

O nosso distrito continua longe da média nacional. Ainda temos, enquanto comunidade, um longo caminho para percorrer e esse caminho, caros responsáveis políticos, não se faz nem com discursos bonitos, nem com guerrilhas partidárias. Faz-se com ideias, visão e trabalho.

terça-feira, outubro 20, 2015

Ainda se lembram de Daniel Campelo?

(Artigo publicado no jornal Cardeal Saraiva de 16 de Outubro de 2015)

Numa altura em que por todo o lado se ouvem discussões sobre governos de maioria, governos minoritários, estabilidade, instabilidade são vários os artigos que lembram aquele que ficou para a história como o "orçamento limiano". Limiano por causa do deputado Daniel Campelo, o presidente da Câmara de Ponte de Lima que soube, como ninguém, fazer o jogo do marketing político. Conseguiu, com isso, catapultar-se para a política nacional, aprofundando, ao mesmo tempo, a sua penetração no eleitorado local. 
Daniel Campelo soube sair pelo seu pé da presidência da Câmara limiana. Depois de uma breve passagem pelo governo, como secretário de Estado das Florestas, passou à "vida civil" e há muito que não se deixa ver pela vida política. 
É verdade que, muitas das vezes, o silêncio diz mais que um discurso. Pelo que se pode ler em vários jornais, Daniel Campelo tem escolhido, sistematicamente, o silêncio para responder a quem o interpela sobre a política local e nacional. 
Nunca, como nos últimos dois anos, se assistiu a tantas polémicas envolvendo a maioria no executivo municipal de Ponte de Lima. Desde a polémica da rede de muito alta tensão, passando pela construção dos novos paços do concelho, até à cisão do até aqui inabalável CDS limiano. Neste momento, a maioria dividiu-se entre a concelhia do CDS liderada pelo deputado (reeleito) Abel Baptista, e os vereadores e uma minoria dos eleitos CDS na Assembleia Municipal liderados, bicefalamente, por Vitor Mendes (presidente da Câmara) e Gaspar Martins (vice-presidente da Câmara que já assumiu a ruptura com o CDS). Tudo isto tem passado sem qualquer comentário, pelo menos público, de Daniel Campelo, o icónico ex-presidente da Câmara do CDS.
Com o silêncio, Campelo vai passando incólume entre as gotas da polémica. Alguns dizem que é tudo calculado, que está a preparar o seu regresso, outros, que simplesmente deixou de se interessar pela política, outros ainda defendem que não lhe interessa voltar… agora.
A verdade é que, nos últimos tempos, os holofotes se voltaram para Daniel Campelo, não só pelo já exposto, mas também por ter recebido a comenda da Ordem de Mérito das mãos do Presidente da República e, recentemente, pelo prémio Intermarché Produção Nacional, na categoria Prémio ‘Produtos Biológicos’, que a empresa “Aromáticas Vivas”, gerida por Campelo, venceu. 

Até quando Campelo se dedicará apenas às ervas aromáticas? A resposta só ele a pode dar, mas que há muitos centristas, ditos centristas e ex-centristas limianos que esperam que se mantenha por lá por muitos anos, lá isso há. 

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Alto Minho artigo de 22-12-2008

Curioso

O leitor já reparou que, no debate que neste jornal se vai fazendo acerca do Sim e do Não à integração do concelho de Viana do Castelo à Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, o defensor do Não é sempre o mesmo Defensor, enquanto os do Sim se vão revezando…? Poderá existir uma excepção ou outra (a verdade é que não a encontrei), mas a regra é ser Defensor Moura a defender os argumentos dos apoiantes da integração. Poder-se-á dizer que ele é o porta-voz do movimento do Não, mas não deixa de ser estranho. Defensor e a sua entourage, eis no que parece resumir-se o movimento pró Não. Claro que não podemos ser ingénuos e teremos que ter consciência que é essa mesma entourage, e não propriamente o Partido Socialista, que, eleição após eleição, tem dado as sucessivas vitórias a Moura. Isto associado à já habitual falta de participação directa das pessoas na “respublica” ditará, por ventura, uma taxa de abstenção elevada associada a uma vitória do Não. Não restem dúvidas, Viana do Castelo ficará a perder, Defensor Moura também, bem como todo o distrito.

Exemplar

O Município de Ponte de Lima decidiu dar uma prenda a todos os limianos que gostam de saber mais sobre a sua terra, colocando à venda, na passada semana, os livros que a Câmara Municipal editou ou de certa forma ajudou na edição com um substancial desconto.

Uma iniciativa louvável de que se espera a repetição no próximo ano. Para oferta ou para completar as bibliotecas pessoais, alguns dos livros são de leitura “obrigatória” e deveriam constar da biblioteca de todos os amantes de Ponte de Lima.

Boas Festas

Não resisto a desejar a todos, mesmo todos, os leitores destas linhas um Santo Natal e um 2009 cheio de boas e acertadas escolhas e decisões.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Alto Minho artigo de 01-12-2008

Defensor e a Comunidade Intermunicipal do alto Minho

Defensor Moura, no seu artigo aqui no Alto Minho da semana passada, fez-me lembrar aquele velhinho que ao encontrar e ler uma carta escrita por si na juventude sobre como deveria proceder quando fosse velhinho, comenta para os seus botões “juízo Zézinho, juízo…”.

Já agora, o que está em causa na Integração de Viana do Castelo na Comunidade Intermunicipal do Alto Minho não é a gestão do concelho A, B ou C como Defensor quer fazer passar, mas sim a gestão integrada de uma região que, por causa dos líderes políticos “históricos”, ocupa o lugar que bem conhecemos nas tabelas de desemprego, investimento, actividades culturais, qualidade de vida…

Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

Faz algum tempo que a responsável pela Biblioteca de Ponte de Lima deixou o seu lugar vago. Foram passando os meses e nada… A Biblioteca Municipal foi funcionando sem responsável. Como Biblioteca pertencente à Rede de Leitura Pública tem que cumprir alguns parâmetros nomeadamente no que diz respeito aos profissionais com formação específica que lá trabalham, número de técnicos superiores e de técnicos profissionais.

A existência de um responsável com formação superior é obrigatória. Como o lugar vagou, restava à Câmara Municipal abrir concurso para provimento de lugar de técnico superior de biblioteca. Foi isso que aconteceu, o esquisito foi esse concurso ter sido anulado sem que o lugar tenha sido ocupado. Afinal o que se passa? Porque se anula um concurso para uma vaga que existe e que precisa urgentemente de ser ocupada? Será por questões de medida…?

Mudar

É recorrente ler que os jovens estão afastados da política. Mas será mesmo assim? Será que estamos preparados para os ver assumir responsabilidades políticas na sociedade ou queremos apenas que estes participem politicamente apenas de forma simbólica.

A verdade é que os jovens têm uma nova forma de participação, não ideológica, mas de valores. Estaremos prontos para apostar nesta nova forma de estar na comunidade, na política? Estarão os partidos dispostos a apostar nos jovens, na renovação, numa nova atitude, numa nova esperança?

segunda-feira, outubro 20, 2008

Alto Minho artigo de 20-10-2008

Actualidade

Pelas circunstâncias e em termos da política local, teria dois temas que seriam “obrigatórios” abordar neste artigo. Por um lado, a “casmurrice” de Defensor Moura e, por outro, a entrevista “genial” de um líder ou ex-líder da JSD do “burgo”.

Quanto ao primeiro tema, de grande importância para a vida de nós todos e em particular dos vianenses, com o passar do tempo, com as declarações amargas que em catadupa o presidente da Câmara de Viana do Castelo vai fazendo, fica óbvio o que o realmente o move. Apenas e simplesmente o sentimento pessoal de derrota que Defensor sente ao ver o seu arqui-rival interno (PS), Rui Solheiro, a liderar a nova comunidade Intermunicipal do Alto Minho. A escolha dos presidentes da Câmara do distrito será essa e já se adivinhava que, dentro da conjuntura actual, não seria outra. Defensor Moura nunca conseguiu personificar o peso que Viana do Castelo tem no distrito. Com as suas posições e declarações “radicais” foi forçando a divisão do distrito e o afastamento entre o concelho que lidera e os restantes concelhos alto-minhotos.

Os cidadãos de Viana do Castelo são livres de escolher os seus líderes, mas devem ter consciência de que aquilo que escolherem se reflectirá na sua vida. Sim, na sua vida. É que esta posição de “orgulhosamente sós” que o seu presidente assumiu não é apenas uma “casmurrice” entre “eles”. As implicações económicas, sociais e até culturais desta decisão são mais que muitas.

Em relação ao segundo tema que dizer? Alguns leitores tem-me interpelado nesse sentido, “Leu a entrevista? Qual é o seu comentário?”, perguntam-me. Bom, caros leitores, em relação à entrevista apenas posso afirmar que comentários a “telenovelas” se encontram noutras publicações e não neste artigo.

Acesso gratuito à Internet

Um jornal nacional está a tentar criar um roteiro português do acesso gratuito à Internet. Ao ler isso não pude deixar de pensar de como seria bom ver Ponte de Lima presente nesse roteiro, não só pelos cafés que disponibilizam a Internet grátis, mas também pelos jardins e outros espaços públicos da zona histórica. Para isso era necessário que a Câmara Municipal conseguisse perceber a potencialidade deste (parco) investimento, mas aparentemente não consegue…

sexta-feira, junho 20, 2008

Alto Minho artigo de 20-06-2008

O Povo é quem mais ordena…

Defensor Moura, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, foi peremptório em colocar o concelho a que preside de fora da comunidade intermunicipal Minho-Lima. Esquecendo que não foram os outros concelhos que fizeram as regras, muito menos Rui Solheiro, Moura agarrou-se ao argumento, esquecido noutras circunstâncias análogas, da proporcionalidade do voto dentro da comunidade com o número de habitantes de cada concelho (o melhor seria mesmo nós cidadãos votarmos directamente, talvez assim se encontrassem verdadeiros lideres regionais…).

O que transpareceu desta posição foi o de uma briga interna no PS distrital. O líder vianense parece estar disposto a sacrificar os fundos europeus que o concelho de Viana do Castelo teria direito se cumprisse as regras que o governo socialista definiu.

Na semana passada, o PSD propôs uma consulta aos vianenses através de referendo. A proposta foi aprovada por unanimidade, mas com o recado de Defensor Moura de que caso o resultado fosse contrário à sua posição se demitiria. Mais uma vez, e a menos de um ano do término do seu mandato, demonstra que nem sempre o concelho de Viana do Castelo estará nas primeiras prioridades.

Agora cabe à Assembleia Municipal decidir se o povo vianense será consultado ou não. Palpita-me que a maioria PS, como tem sido seu hábito, usará da sua força de bloqueio, não se vá ver a braços com a demissão do seu candidato…

Infelizmente, neste assunto, Defensor Moura não está sozinho. Daniel Campelo, líder do Município de Ponte de Lima, continua a alimentar um tabu sobre este assunto, talvez como forma de ser referido na comunicação social pois sabe bem que se Ponte de Lima ficar de fora da futura comunidade Intermunicipal Minho-Lima não podendo, assim, contratualizar no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional, o futuro do seu concelho ficará deveras comprometido. E eu ainda acredito que, apesar de tudo, Campelo quererá o melhor para o concelho limiano.

Associações

Todos nós, ao longo da nossa vida, vamos pertencendo a várias associações. Muitas destas associações definham, por vezes lentamente, até deixarem de existir. Independentemente de algumas particularidades, um motivo que está sempre subjacente a esse trágico final é o do afastamento dos sócios.

Esse desfasamento é sintomático quando os resultados das eleições para os corpos dirigentes vão dando resultados “históricos” a listas únicas.

Se os sócios não se reverem na associação a que pertencem não terá esta perdido a razão de existir…?

sexta-feira, junho 06, 2008

Alto Minho artigo de 06-06-2008

Afinal o que se pretende?

Esta estranha Primavera caminha a passos largos para o seu término. As festas populares estão a começar e já se vêem as comissões de festas ansiosas pelo tempo a passar.

Com a melhoria do tempo, também os visitantes começam a chegar em maior número às terras limianas e o rio volta a ser atractivo para um mergulho. Por esta razão não se percebe que ano após ano a Câmara Municipal pareça continuar inerte perante a degradação da qualidade das águas das praias mais concorridas do concelho, a do Arnado e D. Ana.

Já aqui, várias vezes, alertei para esta situação. Para a vergonha de ter esses espaços interditos a banhos, para a falta de sinalização desse facto que permite crianças e adultos banharem-se ignorando os perigos inerentes. A incompreensão é maior tendo em conta que o vereador do pelouro do ambiente já se pronunciou sobre o assunto, dando conta que medidas estavam a ser tomadas, nomeadamente uma investigação a possíveis prevaricadores… A verdade é que ainda nada foi tornado público e os resultados das análises continuam a interditar as nossas praias.

Alguns responsáveis autárquicos, nomeadamente o presidente, já vieram dizer que isto tudo é uma falácia, pois as referidas praias já não o são… E isso deverá dar consolo a gerações de limianos que passaram a sua juventude no rio? Deixará por isso a água estar imprópria?

Lamento, mas vergonha deve ser o sentimento de qualquer limiano que leia notícias como as que se puderam ler na passada semana no Jornal de Notícias ou no Diário de Notícias, dando Ponte de Lima como exemplo de "praias interditas há muito tempo e que já deviam ter os seus problemas resolvidos". Isto, quando o nosso rio é o da lenda do esquecimento, quando a nossa Câmara Municipal parece fazer tudo por dar uma imagem de Ponte de Lima como um concelho ecológico por excelência.

População no distrito de Viana do Castelo

Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, a população residente no distrito de Viana do Castelo era, em 2006, de 252 011. O que significa que a população aumentou desde o inicio da década, uma vez que em 2000 viviam no distrito 247 332 pessoas.

No entanto apenas os concelhos de Ponte de Lima, Ponte da Barca, Valença e Viana do Castelo registaram aumentos de facto na sua população desde 2000. De realçar que todos os concelhos no distrito decrescem em número de crianças e jovens, aumentando, por outro lado, a população adulta A grande excepção é o concelho de Melgaço que em todos os grupos etários perde população, curiosamente mantendo um número de eleitores claramente superior ao da população residente. Como se poderá comprovar consultando os sites do INE e da Associação Nacional de Municípios Portugueses, o número de habitantes residentes neste concelho em 2005 era de 9 693, mas o número de eleitores registados para as eleições autárquicas desse ano foi 10 496.

sexta-feira, maio 02, 2008

Alto Minho artigo de 02-05-2008

Primadona

Aqui há uns anos, os políticos do distrito tomaram uma das suas piores decisões de sempre dividindo o distrito em dois. Há coisa de 5 anos mais uma oportunidade de união foi perdida por razões que a razão desconhece. Recentemente, os fundos do QREN fizeram reaparecer a inevitável e necessária união dos dez concelhos do distrito.

O casamento, por conveniência, é certo, parecia bem encaminhado, as declarações de Solheiro, presidente da Câmara Municipal de Melgaço, eram constantes e até apresentavam prazos curtos para a união do distrito. As reuniões começaram a suceder-se e os diversos executivos municipais foram aprovando, por unanimidade, a criação e integração do respectivo concelho numa comunidade a 10. Eis que chega a vez de Viana do Castelo e o seu presidente da Câmara, escudando-se no desejo teimoso de o número de votos dentro de uma comunidade a dez ser determinado pelo número de população de cada concelho, declara os seus “pesamos” aos executivos dos concelhos que já tinham aprovado a criação da região a dez.

É no mínimo lamentável o modo e a forma usados pelo edil vianense. Será que esta é a vingança por não ter sido convidado para o almoço de “acção de graças” ao edil de Melgaço?

É lamentável que se arranjem pequenos pretextos processuais para isolar um concelho, uma região, especialmente quando quem o faz lidera o principal concelho do distrito que deveria liderar todo o processo de união, que deveria ser o centro da união.

Justo

O vereador do PSD, Manuel Trigueiro, na Câmara Municipal de Ponte de Lima, chamou, e bem, a atenção para um assunto que, parecendo de menor importância, não o é, a ajuda que a Câmara Municipal deverá proporcionar à Irmandade de S. António da Torre Velha para a manutenção da igreja com o mesmo nome.

A grande imagem identificadora de Ponte de Lima, em qualquer parte do mundo, é o conjunto da ponte medieval e a igreja de S. António. Este é um “postal” que todos conhecem. Daí que é justo afirmar, tal como o vereador o fez, que a Câmara Municipal deverá dar toda a atenção e colaboração à irmandade que administra a dita igreja. Não só uma colaboração directa mas também de apoio a candidaturas a possíveis projectos. Essa atitude poderia resultar como exemplo do que os serviços municipais poderiam significar na sua relação com o munícipe, colaboração.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Alto Minho artigo 07-09-2007

Depois de no programa “A Alma e a Gente”, que passou no canal A Dois no passado domingo, serem apresentadas estatísticas sobre Ponte de Lima assaltou-me a curiosidade de consultar as estatísticas oficiais, as do Instituto Nacional de Estatística, para perceber alguns comentários de José Hermano Saraiva.

Ponte de Lima é de facto um recanto cheio de beleza e por isso os limianos são abençoados pela natureza. A qualidade de vida proporcionada pela natureza é realmente boa.

Da mesma forma, os grandes centros culturais e económicos estão a um pequeno passo de Ponte de Lima. Porto, Braga, Vigo e até Santiago de Compostela são já ali. Este factor contribui também para que muitos limianos encontrem outro tipo de qualidade de vida, a económica. São cada vez mais os limianos que deixam a “qualidade de vida natural” de Ponte de Lima para irem trabalhar nas cidades vizinhas, especialmente na Galiza. Ainda no número anterior deste jornal se constatava a movimentação cada vez maior de alto-minhotos para a Galiza procurando educação e emprego. Quase todos os limianos têm conhecimento de alguém que partiu para a Galiza. É uma realidade incontestável.

O INE diz-nos que o poder de compra da região do Minho-Lima é de 1,611%, o terceiro mais baixo da região norte, e que o de Ponte de Lima é de 0.223%, o segundo mais elevado do distrito. Para Daniel Campelo parece bastar Ponte de Lima ser um dos melhores entre os piores. É pena. Sendo o Presidente da Câmara de Ponte de Lima deveria governar com outra ambição, a “garra” que outrora lhe imputavam parece ter ficado num passado longínquo.

Ponte de Lima torna-se cada vez mais um concelho sem estratégia e sem ambição.

quinta-feira, maio 17, 2007

Alto Minho artigo de 17-05-2007

A Vida política portuguesa parece condenada a viver em círculos. Depois do aborto, de novo a regionalização. Muitos têm vindo a público em sua defesa, uns defendendo um referendo, outros a iniciativa parlamentar.

No nosso distrito já quase todos os autarcas se manifestaram a favor da regionalização, um bom barómetro, por ventura, da opinião pública. Não deixam, no entanto, de serem curiosas estas tomadas de posição. Um dos aspectos interessantes é verificar que esses mesmos responsáveis autárquicos têm liderado o distrito ao longo de já vários anos, alguns décadas. Com a excepção de Júlia Paula, eleita presidente da Câmara de Caminha no mandato anterior, e Vassalo Abreu, eleito presidente da Câmara de Ponte da Barca neste mandato, todos os outros já são como que “dinossauros” autárquicos no Alto Minho. Não se compreende por que é que esses defensores, actuais ou não, da regionalização não conseguiram entender-se de forma a criar uma só região no Alto Minho. Este facto não os impediu de defender, nos meios de comunicação social, a fusão dos dois vales, no entanto isso nunca se veio a verificar, adivinhem por culpa de quem… Já agora, como está o processo de fusão das regiões de turismo do Alto Minho com a do distrito de Braga?

Outro aspecto interessante é o de não existir, aparentemente, igual interesse por algo que carece de reforma urgente, a própria administração local. O modelo eleitoral actual está falido. O sistema de autarquias repartidas caducou e já não serve os interesses dos munícipes. A Assembleia Municipal está, na prática, esvaziada de poderes, os Presidentes da Junta como que cumprem um pró-forma, encontrando-se geralmente economicamente reféns do Executivo Municipal, os próprios vereadores da oposição executam uma tarefa no mínimo ingrata. É necessário criar um modelo, do género do que é usado na formação do governo central, onde se elegeria a Assembleia Municipal, de onde sairia o Executivo Municipal oriundo do partido, ou coligação mais votado, aumentando, ao mesmo tempo, os poderes fiscalizadores da Assembleia Municipal. Os Presidentes da Junta formariam um órgão consultivo independente.

O que deveria estar em cima da mesa, era essa reforma, essa sim, verdadeiramente necessária. Não quero com isto dizer que não se necessite da regionalização, mas por quê criar novos problemas quando os velhos ainda se encontram por resolver?

Esperemos que a regionalização não seja apenas um pretexto para alimentar quaisquer interesses partidários.

quinta-feira, março 15, 2007

Alto Minho artigo de 15-03-2007

Uma verdade regional inconveniente

Um problema anexado à nossa ruralidade é o nosso individualismo. Cada um vê-se a si mesmo e fica feliz com isso. Não existem muitas dúvidas sobre a necessidade de um SAP nos Arcos de Valdevez, os concelhos dos Arcos e da Barca têm uma população muito dispersa e os acessos não são os melhores. Mas daí a usar argumentos do género de que Ponte de Lima não necessita de urgência por estar a 20 minutos de Viana é recorrer à demagogia. Infelizmente, aqueles dois concelhos parecem não desejarem a solidariedade vizinha, o que é, acima de tudo, pena. Mais uma vez a verdade da região veio ao de cima e quase parece já ser uma máxima alto-minhota o "cada um por si… -a não ser que me dê algum jeito envolver mais alguém para atingir os meus fins". Olhem para os exemplos recentes vindos de Viana do Castelo, de Monção, de Melgaço...

"Os de Lisboa" podem não saber muitas coisas, mas sabem quem vale o quê e quanto. Somos uma região pequena, mas, mesmo nesta, 30 mil pessoas não é exactamente o mesmo que 100 mil e 100 mil não é o mesmo que 300 mil. Se se continuar a apostar no micro cosmo, no umbiguismo, bem podem agitar bandeiras os deputados do PCP do Porto (o PCP não tem deputados por Viana do Castelo e os do Porto vêm cá dar uma perninha) ou o do CDS de Viana do Castelo que em nada irá resultar. Infelizmente, no Alto Minho ou se é pelas lógicas nacionais ou pelas lógicas de coutada, não há o intermédio. Mais uma vez é pena porque seria neste que encontraríamos a força, o chamado lobi, para que "os de Lisboa" passassem a respeitar a nossa região.