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domingo, julho 14, 2024

Alto Minho, artigo de 11-07-2024

Decisões

Quando falta menos de um ano para as listas candidatas às eleições autárquicas serem entregues, o tempo para a tomada das grandes decisões começa a escassear. Existe uma convergência nacional entre PSD e CDS que aparenta seguir para as autárquicas. Será que, por Ponte de Lima, iremos ver os sociais democratas em lista conjunta com os centristas? 

O PSD de Ponte de Lima está reduzido a “serviços mínimos”. Com o fim do ciclo autárquico dos atuais presidente e vice-presidente da concelhia local do PSD, enquanto presidentes de junta, há quem analise o silêncio e ausência do PSD como uma estratégia para não levantarem ondas com os responsáveis centristas. Talvez assim consigam integrar uma lista conjunta, dizem alguns. Não acredito nessa análise! Primeiro porque foram eleitos afirmando publicamente que o cabeça de lista do PSD, para eles, seria o mesmo de 2021, depois porque sei que não colocam aqueles que seriam os interesses pessoais à frente dos interesses coletivos do partido que lideram, e até os do concelho. Finalmente, até pelos longos anos de actividade política que ambos levam, sabem, certamente, que as negociações de coligações, para além da necessária convergência política, são sempre feitas tendo em conta a “força” eleitoral, a capacidade de penetração no eleitorado e a empatia e confiança entre as partes. Ora, a ausência da arena política leva ao esquecimento e este em nada ajuda na hora de construir uma coligação onde o PSD seja chamado a ter uma verdadeira palavra sobre o futuro de Ponte de Lima. 

Se o caminho é a da aproximação entre os centristas e os sociais democratas, qual será o papel dos atuais lideres locais do PSD? Saberão estar à altura das circunstâncias, dando lugar a outros protagonistas. Basta observar o que se passou localmente nas  eleições legislativas e europeias para perceber a alternativa.


Outro caminho


Mas não existirá, em Ponte de Lima, outro caminho que não o da integração dos projetos centrista e social-democrata? Claro que sim! Cada um pode apresentar listas próprias. Para o CDS isso poderá representar o fim da maioria de governação que, com a entrada de novos actores políticos, produzirá uma incógnita para o futuro do concelho. Para o PSD, atendendo ao isolamento e incapacidade de projecção do partido, o ponto de partida é muito difícil e poderá significar uma profunda redução de membros na Assembleia Municipal e ao quase desaparecimento nas Assembleias de Freguesia (em 2021 perdeu cerca de 40% dos seus eleitos). Este é o tempo dos partidos tomarem as grandes decisões com o pragmatismo que os novos actores políticos trouxeram à arena política.  


Novos actores políticos


Serão as próximas autárquicas “as” eleições dos “novos” partidos? Pelo concelho limiano, até agora, os “novos” partidos, de esquerda ou de direita pouca ou nenhuma relevância autárquica conquistaram. Não me refiro aos movimentos ditos independentes, até porque o Movimento 51 surgiu de dissidentes do PSD e o Movimento Ponte de Lima Minha Terra, maioritariamente de dissidentes do CDS apoiados pelo PS. Até 2021 apenas o CDS, PSD, PS e os referidos movimentos alcançaram lugares no executivo municipal, a estes junta-se a CDU na Assembleia Municipal. Mas, e em 2025? No próximo ano, dois “novos” partidos juntar-se-ão à discussão.

O CHEGA, em Ponte de Lima, com a dinâmica eleitoral que ajudou na eleição do deputado Eduardo Teixeira, obteve quase tantos votos como o PS, conquistando o terceiro lugar. Será capaz de capitalizar esse resultado para se consolidar autarquicamente? 

A Iniciativa Liberal tem feito um trabalho de implantação territorial, criou estruturas locais, atraindo vários quadros da sociedade que, ao darem a cara pelo partido, conseguiram aumentar substancialmente a votação, colocando os liberais no quarto posto. 

São estes os dois partidos que poderão ocupar o papel que o provável desaparecimento dos movimentos independentes deixará livre. A escolha dos seus protagonistas ditará a sua capacidade de influenciar as próximas autárquicas em Ponte de Lima.  

domingo, fevereiro 04, 2024

Alto Minho, artigo de 01-02-2024

Trânsfuga

Uma das definições que o “Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa”, da Porto Editora, apresenta para trânsfuga é “pessoa que abandona o seu partido”. Neste momento não tenho conhecimento se Eduardo Teixeira abandonou, formalmente, o PSD, o seu partido de “há mais de 30 anos”. O anúncio do presidente do CHEGA de que o vianense seria o cabeça da lista deste partido pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo não deixa dúvidas, formalmente ou não, o PSD faz parte do passado para Teixeira, e, de acordo com o ponto 4 do artº 9 dos Estatutos do PSD, a sua inscrição no partido cessada.

Desde os tempos da JSD que Eduardo Teixeira é conhecido pela sua persistência, por não saber parar ou recuar. Reparem que não escrevi “desistir”, mas “parar” ou “recuar”. É que, por vezes, é preciso parar ou mesmo recuar, nem que seja para “lamber as feridas” de um qualquer revés, para voltar com mais ânimo e, porque não, ímpeto. 

No PSD, muitos vêem-no como alguém que não olha a meios para atingir os objetivos políticos a que se propõe. Foi conseguindo impor-se internamente no PSD Alto Minho e, durante mais de uma década, tornou-se uma figura incontornável na política regional. 

A sua primeira eleição como deputado, em 2011, trouxe-lhe uma visibilidade política e social que até então só tinha conseguido no concelho de Viana do Castelo e no seio da estrutura social-democrata. O deputado Eduardo Teixeira passou a ser conhecido desde a freguesia de Castelo de Neiva à de Cevide. A forma como exerceu o mandato de deputado foi diferente do que se estava habituado, a tónica foi a da proximidade e da atenção. Do mais anónimo cidadão, à instituição sediada no local mais recôndito do distrito, todos os que queriam tinham a atenção do deputado. Assim foi durante o mandato de 2011 a 2015. 

As sempre presentes “guerras” internas, escolhas erradas, que não fazem prisioneiros nem deixam espaços vazios, afastaram Eduardo Teixeira da lista de deputados de 2015. Mas nem isso o fez parar ou recuar. Continuou activo nos órgãos internos e na política autárquica no concelho de Viana do Castelo, onde marcou, nem sempre pelas melhores razões, a agenda mediática. A 6 de Outubro de 2019, voltou a ser eleito à Assembleia da República, mas o ímpeto do primeiro mandato já se tinha esvaecido e, azar dos azares, o mandato não chegou ao fim. Novas eleições em 2022, mas, apesar dos apoios que ainda tinha, foi incapaz de afastar os anticorpos que ganhou nas guerras internas, que muitas das vezes provocou, e foi, novamente, afastado da lista de deputados.

Aparentemente, a negociação durou meses, mas só há duas ou três semanas se tornou pública a possibilidade de Eduardo Teixeira liderar a lista do CHEGA. O impacto foi grande, da incredulidade inicial, à possibilidade real, foram surgindo posições públicas de antigos companheiros e estruturas sociais-democratas surpreendidas pela possibilidade de trânsfuga. Teixeira manteve publicamente o silêncio, forçando a estrutura do PSD vianense à posição extrema de lhe retirar a confiança política enquanto vereador. Uma retirada de confiança à qual reagiu com violência, acusando a concelhia “de coartar a liberdade dos cidadãos, garantindo que aquele órgão não pode retirar a confiança política aos militantes”. Poucas horas depois, André Ventura anunciava-o como cabeça de lista do CHEGA.

Lembra-se, caro leitor, como Camilo Castelo Branco termina o romance “A queda de um anjo”? É com a seguinte frase “Fica sendo, portanto, esta coisa uma novela que não há de levar ao céu número de almas mais vantajoso que a novela do ano passado”. 

domingo, outubro 16, 2022

Alto Minho, artigo de 12-10-2022



Tardes de praia em Outubro

Certamente o leitor conhecerá aquela satisfação de chegar a uma das nossas praias e enterrar os pés na areia. O quente da superfície dá lugar à sensação mais fresca à medida que vamos enterrando os pés. Este Outono tem permitido repetir esse gozo para além do normal de outros anos. As praias no Alto Minho, menos povoadas, são um interessante espaço para aproveitar o sol que ainda nos vai fazendo companhia. As tardes são agradavelmente passadas entre a areia e a água, a ver as acrobacias do surfistas, que finalmente se vêem livres dos banhistas, os voos das aves marinhas e o chegar, mais para o entardecer, do doce cheiro a maresia. 

Mas as praias, nesta época, são também bons sítios para formar equipas e promover o seu espírito de corpo. Que o digam os rapazes do ADC da Correlhã que, ainda numa destas tardes, aproveitavam o sol e a ausência de pessoas na praia, para promover isso mesmo com corridas, peladinhas na areia e mergulhos coletivos. 


Aviso


Caro leitor, caso não goste de ler sobre a política caseira, obrigado por ter passado por aqui, marcamos encontro para a próxima semana. Para os que ficam, já repararam que os partidos políticos, por cá, parecem tudo fazer para não nos surpreenderem? Quando têm a hipótese de ir ao encontro dos simpatizantes e militantes, preferem fechar-se nos grupelhos de controlo interno, não conseguindo dar outra escolha que não seja a de manter o status quo bafiento que, por vezes, os levam ao desaparecimento. 

Em datas festivas, como o 25 de Abril, enchem a boca com palavras como “democracia”, “liberdade” e “participação cívica”. No entanto, internamente, não há debates, não há discussão, não se promove a participação activa dos militantes. Fazem-se eleições sem que antes haja debate interno, das quais os militantes têm conhecimento em cima da data, e, por vezes nem convocados são. É quase como um clube privado, fechado entre si, falam e agem cada vez em círculos menores, singrando o amiguismo e arrivismo. Órgãos que vão fazer escolhas de quem é candidato, em que lugar é que são candidatos, são eleitos com menos de um quarto da votação dos militantes existentes.

Depois admiram-se da cada vez maior ameaça do extremismo de esquerda e de direita. Quando os partidos, ditos tradicionais, até internamente vivem numa encenação permanente, quando os militantes e simpatizantes são tratados como meros figurantes, a história diz-nos onde vamos parar. 


Nota


O PS limiano elegeu um novo líder. Cometeu o mesmo erro que o PSD já tinha cometido. A liderança do partido passa ser feita por um presidente da Junta. De manhã o presidente da junta negoceia com a Câmara Municipal, à tarde, a mesma pessoa, mas com as vestes de presidente de um partido da oposição, critica o executivo. Todos sabemos onde irá acabar e que função irá ceder…

O PSD de Ponte de Lima poderá reverter esse erro já no próximo mês de Novembro, quando eleger os seus novos dirigentes, isto se ainda houver militantes suficientes.

segunda-feira, abril 25, 2022

Alto Minho, artigo de 20-04-2022


Ministério Público pela vila de Arcozelo
 

Na semana passada teve chamada de capa neste jornal a notícia onde se podia ler que o Ministério Público intentou uma acção onde alega que a “Ré Junta de Freguesia de Arcozelo, a quem cabia a gestão dos baldios, violou regras legais imperativas de alineação de terrenos dos baldios, através da transferência da propriedade para si própria, apropriando-se do produto da venda, que deveria ter sido entregue aos compartes”. 

Já na página web do Tribunal de Contas, no seu relatório nº 04/2022 sobre a verificação interna de contas da Junta de Freguesia de Arcozelo - Gerências de 2013 a 2015, pode-se ler o seguinte “A JFA, ao longo dos anos, na qualidade de Administrador do Baldio, tem vindo ilegitimamente a escriturar na sua contabilidade, as receitas e as despesas daquele Baldio, desconsiderando a personalidade jurídica do mesmo, em montante que não é possível, nesta sede, determinar”.

São coisas do passado? Em 2017, os eleitores da vila de Arcozelo decidiram mudar. O antigo presidente da junta perdeu as eleições, esperando os leitores uma mudança na forma de gestão. O novo executivo da Junta de Freguesia, agora liderado pelo movimento do Ponte de Lima Minha Terra - PLMT - continuou, no entanto, com a política de, nas palavras do Tribunal de Conta, “ilegitimamente a escriturar na sua contabilidade, as receitas e as despesas daquele Baldio”. 

Não se consegue perceber a razão de se manterem as políticas de “misturar” o que é dos baldios com a o que é da Junta de freguesia. A vontade política de mudar continua a ser nula, ainda no passado mês de Fevereiro, o actual executivo voltou a apresentar e a aprovar um Orçamento e Plano onde junta o que é dos baldios com o que é da junta. Os Baldios não têm conta bancária com o seu dinheiro, não têm orçamento e plano nem contas aprovadas. Na votação e discussão da prestação de contas de 2020, foi assumido pelo presidente da Junta, o mesmo que foi reeleito nas eleições autárquicas do ano passado, que constavam como receitas correntes da Junta de Freguesia valores referentes aos Baldios. Os valores dos Baldios significavam, na altura, cerca de 60% das receitas correntes apresentadas nas contas da Junta de Freguesia (ver acta nº19 do mandato 2017-2021).

Não foi por falta de chamadas de atenção que as políticas não mudaram. Talvez as duras palavras do Tribunal de Contas e a atuação do Ministério Público venham a fazer com que finalmente haja a reposição da legitimidade. Esperemos, no entanto, que não seja tarde demais e que não seja a comunidade a “pagar”. Uma coisa é certa, politicamente há responsáveis e estes têm de assumir as suas acções por colocarem a vila de Arcozelo, a freguesia mais populosa do concelho de Ponte de Lima, na fragilidade onde  actualmente se encontra.


Eleições no PSD


Para já com dois já anunciados candidatos, o PSD vive mais uma eleição interna. Mais uma eleição, mas, talvez, uma das mais ou a mais decisiva/s da sua história. Com cada vez maior desconexão com os eleitores, a importância destas eleições será o de evitar o caminho do PS francês que, em menos de 10 anos, passou de partido dominador para a irrelevância política. Faz falta afastar aqueles que, de eleição interna em eleição interna ,“mergulham na piscina, mas saem de lá sempre secos” e vão afastando os que, quando mergulham, gostam de se molhar porque o fazem com convicção. 

É tempo de definir o que o PSD defende e quem representa. No fundo é necessário voltar a fazer do PSD um partido que representa e dá voz à sociedade portuguesa. 

domingo, março 14, 2021

Alto Minho artigo de 10-03-2021

 

Continuar

Crescemos a vê-los, estiveram sempre presentes. Os anos passam, a idade vai pesando, mas, porque os vemos todos os dias, porque eles “fazem” a nossa “aldeia”, não nos damos conta disso. Alimentamos a ilusão de que vivemos sempre no mesmo tempo. A verdade é que ele não dá tréguas. 

Dizem que os lugares fazem as pessoas, talvez seja verdade, não tenho a certeza. Mas não duvido de que as pessoas fazem o lugar, e o meu está cada vez mais pequeno. Já não encontro a Gusta, a São, o Manuel, a Custódia, o José, a Gustinha, a Minda, a Carminda, a Cinda, a Adrianinha, o eterno romance do Malheiro e a Lia… Olho para as paredes das suas casas, umas vazias, outras convertidas em apartamentos com novos habitantes, outras em alojamentos locais, outras, ainda, animadas pelas famílias de sempre. 

A minha “aldeia” é a Além da Ponte, Arcozelo, Ponte de Lima. Se há algo que Eles, os que por cá andaram antes, nos ensinaram é que os desta “aldeia” continuam, não param, avançam, adaptam-se e evoluem. Perpetuam a sua memória dando vida à sua “aldeia”.


Epitáfio político 


O passado dia 4 de Março foi o último em que Vitor Mendes participou, enquanto presidente da Câmara de Ponte de Lima, nas comemorações do primeiro foral que fez vila o lugar de Ponte”. E assim será, pelo menos durante os próximos 4 anos. No seu discurso, emotivo, virado, e bem, para as vítimas da pandemia e para quem, no dia a dia, a combate, deixou algumas palavras que indiciam como gostaria de ser recordado. Está no seu direito, afinal, foram quase duas décadas a exercer cargos executivos no município de Ponte de Lima. 


Mas não dá para esquecer


Foram várias as “batalhas” travadas com o presidente cessante. De quase todas saí derrotado, mas não me arrependo de ter travado nenhuma delas. 

Na memória, rapidamente, surgem-me, a luta por uma política urbana consistente e virada para a fixação das pessoas, a fábrica de betuminoso no centro da vila de Arcozelo, a tentativa de construção de um edifício novo para os Paços do Concelho, a luta para travar as linhas de muito alta tensão às quais a Câmara Municipal tinha dado  o aval escondido de todos, a poluição no rio do esquecimento ou esquecido, a incapacidade de captação de indústria, a necessidade de criar incubadoras de empresas, o fórum da juventude, apoio à medicação dos seniores desfavorecidos, gabinete integrado de apoio ao desporto, a importância de tratar as freguesias como parceiros da acção política autárquica e não como agentes subservientes do município. E tantas outras que, como as que descrevi, estão documentadas nas páginas deste jornal e noutros lugares. 


O PCP fez 100 anos 


Quem conhece as orgânicas partidárias sabe que, para um partido, completar 100 anos não é algo banal. Ideologicamente, estou longe do PCP, mas os partidos, para além das ideologias, são feitos por pessoas. Ao longo da minha participação pública, cruzei-me com várias pessoas ligadas ao PCP.  Lembro-me da Sandra Fernandes, da Patrícia Moreira, do José Monteiro (Louro), do Manuel Moreira, só para citar alguns. De todos eles, concordando ou discordando, encontrei exemplo de trabalho, dedicação e frontalidade. Saúdo o centenário do seu partido.

quarta-feira, junho 15, 2016

A propósito das eleições para o PSD de Ponte de Lima

Enviei hoje um e-mail aos militantes do PSD de Ponte de Lima onde lhes fiz saber o seguinte...

"(...) decidi encabeçar uma lista candidata às eleições de 8 de Julho.

Faço-o, em primeiro lugar, por imperativo de consciência. Estive, nos últimos 6 anos, na linha da frente do projecto de mudança do PSD para o nosso concelho. Fui rosto de várias intervenções do PSD, quer enquanto vice-presidente, quer como porta-voz, bem como recentemente enquanto líder da bancada na Assembleia Municipal. A equipa que tenho a honra de liderar é constituída por companheiros que estiveram presentes, na linha da frente, na oposição firme do PSD à maioria que governa o nosso concelho, uma oposição que é reconhecida por todos. Lutamos para desmascarar as políticas e os líderes da maioria que nos desgoverna, traçamos e propusemos caminhos alternativos. Demos o rosto por essa luta. Não ficaria bem comigo, com os companheiros que sempre estiveram presentes, com aqueles que nas ruas, nas praças, nos cafés, nas freguesias acreditam no PSD, se agora abandonasse este projecto de mudança e esperança para Ponte de Lima.

Em segundo lugar, porque estou fortemente motivado para tudo fazer para acabar com esta maioria. A construção de um novo futuro, de um novo caminho, de uma nova esperança para o nosso concelho passa pelo PSD. Não me resigno a viver num concelho que consta sempre na cauda no que mais conta para as pessoas, no poder de compra, no emprego, nas políticas sociais… 

Em terceiro lugar, porque é preciso continuar o trabalho interno que a liderança do companheiro Manuel Barros começou. Longe vai o tempo de um partido dividido, sem rumo, mais preocupado com as guerras internas. Manuel Barros conseguiu unir e abrir o partido. Temos hoje um partido feito de pessoas oriundas de todo o concelho, de várias profissões e formações. A equipa que me acompanha é reflexo disso, é constituída por pessoas de várias freguesias, pessoas com vontade de mudar, com esperança e que acreditam que é possível outra realidade para o nosso concelho. (...)"