Mostrar mensagens com a etiqueta lagoas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lagoas. Mostrar todas as mensagens

domingo, dezembro 15, 2024

Alto Minho, artigo de 12-12-2024

24 anos

A Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos comemorou 24 anos. Durante todos estes anos, foram inúmeras as acções  realizadas, nas escolas, com os jovens e com os visitantes em geral. Pelo que informou o Municipio de Ponte de Lima, durante estes anos, cerca de 2,5 milhões de pessoas foram conhecer aquele espaço natural de excelência. 

Não posso deixar de referir que as acções de divulgação não começaram há 24 anos, nem mesmo há 30, tiveram início bem lá para trás. Nos finais dos anos 60, inícios de 70, do século passado, já por lá se faziam acampamentos de observação da natureza, já era um espaço de visita de investigadores estrangeiros e já vários jovens por lá ganhavam o seu tempo em observações e pesquisas duma fauna e flora únicas. 

Para comemorar este aniversário e já a preparar a comemoração dos 25 anos, deixo o desafio ao leitor para uma visita, “perdendo-se” nos passadiços e, claro, fazendo-se acompanhar pelo livro “Biodiversidade das lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos” de António Mário Leitão, o percursor dos estudos e da divulgação daquela zona húmida.


Anuário das Assembleias Municipais 2022


Foi apresentado no passado sábado, no distrito de Viana do Castelo, o “Anuário  das Assembleias Municipais 2022”. Pelo que pude ler, nem metade das Assembleias Municipais do distrito estiveram representadas. Infelizmente, alguns dos eleitos não têm noção da importância e supremacia que a lei dá a este orgão na gestão da “res publica” local.

Muitas das Assembleias Municipais ainda estão longe de serem a “casa da democracia” local. Basta consultar as actas para se perceber a pouca importância que muitos dos eleitos dão a pontos onde a discussão decide a acção política da comunidade. Em muitas das reuniões, gasta-se mais tempo em pequenos não assuntos, ou votos de louvor/pesar do que em pontos/assuntos que influenciam a vida das pessoas. 

Talvez tenha chegado a altura de se olhar para estes órgãos locais com uma visão critica que contribua para melhorar a sua acção e, consequentemente, para reforçar a democracia da vida política local.


Movimentações


Em Valença, o orçamento municipal para 2025 foi chumbado com os votos contra dos vereadores da oposição. O PS não tem maioria no executivo, 3 lugares contra 4 da oposição, que se encontra dividida entre 2 eleitos do PSD e 2 do movimento independente “Fortalecer Valença”. Depois de Carpinteira ceder em alguns pontos e reconhecer que o orçamento está “tecnicamente empolado”, lá conseguiu, 15 dias depois, a abstenção da oposição e a aprovação do documento. 

Eis que o ano de eleições traz novas dinâmicas. Este será um concelho onde as movimentações para as autárquicas serão interessantes de acompanhar. Terá o PS a capacidade de se manter como a força mais votada? Encontrará o PSD forma de se voltar a unir e reconquistar o executivo? Que papel o CHEGA terá nestas autárquicas em Valença?


quarta-feira, dezembro 15, 2010

Artigo n'O Povo do Lima

10 anos

O Poder político por norma custa a acordar, por norma corre atrás das correntes da comunidade. Por vezes, são precisos anos e anos de paciente persistência de membros da comunidade que, com visão, vão lutando para que o Poder político abra os olhos. As Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos fizeram 10 anos, a data foi comemorada com a presença de uma Secretária de Estado, do ex e do actual presidente da Câmara Municipal acompanhados pelos seus respectivos discursos. O actual responsável pelas lagoas foi dizendo que este é um projecto que envolve a sociedade. Nem ele sabe quanto. Saberá ele (pelo menos o ex-presidente da Câmara sabe) que aquele espaço, agora com a chancela oficial de zona húmida, zona protegida, foi durante anos e anos local de romagem de jovens que ali se iniciaram na “arte” de observação da natureza? Que muitos tiveram a experiência de lá pernoitar e acordar com os chumbos das armas dos caçadores que não queriam perder o seu local de caça, ou que um presidente de Junta afirmava a pés juntos que lá não existiam lontras, mas sim “zaganeiros”…?!
Claro que o papel de Daniel Campelo e, por arrasto, do Secretário de Estado do Ambiente da altura, José Sócrates, foi fundamental para a oficialização daquele espaço como um espaço protegido. Ninguém o nega, mas seria interessante que nos dez anos se lembrassem de todos os jovens e seus monitores que desde os anos 70 até aos 90 acreditaram que aquele era um espaço especial e digno de protecção. 
 
Natal

O Natal é um tempo especial. Gosto do frio, da lareira que o tenta superar, do bacalhau cozido, que nesse dia tem um sabor especial, e, acima de tudo, de ver na mesma mesa a família reunida.
Os anos vão passando. Uns vão deixando os seus lugares e outros vão ocupando-os. A vida não pára. Mas essa é a felicidade da vida, vermos que o ciclo não cessa, que um bocado de nós vai continuando, nos nossos filhos, nos nossos sobrinhos, nos filhos dos nossos primos, dos nossos amigos… A nossa “marca”, a nossa cultura, os nossos valores, vão subsistindo mesmo neste mundo que nos parece cada vez menos familiar. A semente vai passando e, como em todos os tempos da história, vai geminar e dar o seu fruto.