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sexta-feira, novembro 23, 2012

Artigo no Novo Panorama




Artigo publicado no Novo Panorama em 15-11-2012






Bem prega…

 “Já havia os deputados para-quedistas, aqueles que concorrem por círculos longe da sua residência. Nascerá agora a figura do presidente de câmara emigrante…”, escreveu numa rede social Paulo Morais, natural de Viana do Castelo, residente no Porto, candidato, em 2009, a presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima …

Inquietante

Segundo notícias que vieram a público recentemente, o número dos nascimentos em Portugal é o mais baixo de sempre, 2012 será mesmo o ano com menos bebés, desde que há registos. Ao todo, neste ano, não deverão nascer mais do que noventa mil crianças ou seja menos que a lotação do Camp Nou, o estádio do Barcelona.
Os alertas já estão todos a soar, esta inversão na pirâmide demográfica põem em causa, por exemplo, a sustentabilidade da Segurança Social, e poderá significar o fim do chamado Estado Social, tal como o conhecemos.
O meu filho mais novo nasceu precisamente este ano, que futuro terá? Esta é uma daquelas clássicas perguntas que ao longo de séculos os pais se colocaram. E a “crise”? -  perguntam-me. Mas, a crise que vivemos será maior quando comparável com as crises (económicas, culturais, guerras mundiais…) que viveram os nossos avós? Não sei. A verdade é que actualmente vivemos, não só uma crise económica, mas também uma crise de identidade, uma crise de valores, perdemos a noção de comunidade, a começar pela mais pequena, a família, cada vez mais desestruturada e disfuncional. A verdade é que vivemos cada vez mais sós.
Mas, e o futuro? O actual Estado Social, que vemos ruir perante nós, foi concebido logo após a crise de 1929 como uma resposta às necessidades sociais criadas pela grande Depressão, e durou mais ou menos 84 anos. Costuma-se dizer que o futuro a Deus pertence, o que é um facto, e Deus deu-nos algo interessante, que é liberdade, a liberdade de traçarmos o nosso caminho. O futuro? Como se costuma dizer, o caminho faz-se caminhando…

De visita obrigatória

Não sei se o leitor gosta de feiras de antiguidades. Eu gosto. E, pelos vistos, muitas outras pessoas também. A feira de antiguidades de Ponte de Lima já ganhou fama, muitas pessoas já se deslocam da região do grande Porto só para a visitar.
Devido a obras no espaço que a albergava, a avenida 5 de Outubro (popularmente conhecida por avenida dos Plátanos), a feira realiza-se agora na Avenida de S. João. Ganhou com esta mudança. Pelo que alguns vendedores me disseram, têm melhores condições que no anterior espaço. Como frequentador, concordo com esta opinião. É necessário ter em atenção um facto, o sucesso da feira. Este começa a dar-lhe uma dimensão que talvez já justifique uma ordenação mais estruturada, onde não seja o “salve-se quem poder” a reinar.
No segundo domingo de cada mês, é mais um bom motivo para visitar a vila de Ponte de Lima. 

sexta-feira, julho 29, 2011

Crónica na Rádio Ondas do Lima



Estamos em tempo de férias, de regresso dos nossos emigrantes, de festas populares. As festas populares têm algumas características comuns, foguetes, música gravada, missa solene, procissão, conjuntos ou bandas de música. E pelo menos as três primeiras características são como que “obrigatórias”.
Embora não sendo, pessoalmente, um apreciador do tipo de música que passa pelos altifalantes das festas, estou ciente do que esta significa. E o que significa é festa! É por isso estranho que na reunião de Câmara de 15 de Junho passado o vereador da cultura, Franclim Sousa, tenha manifestado o "descontentamento pelos altifalantes instalados nas Festas da Sra. da Lapa, de Santo António e da  Sra. da Guia” isto porque, segundo a sua opinião, “Ponte de Lima já não se coaduna com a existência e autorização daquelas". Seria bom que esclarecesse se estava a falar em concreto daquelas festas ou se está a pensar em acabar com a música gravada em todas as festas do concelho de Ponte de Lima. Se se referia apenas àquelas festas deveria divulgar uma justificação.

Mas festas por Ponte de Lima não são só as populares, também é tempo de feiras e eventos organizados pela Câmara Municipal. Ontem iniciou-se a III Feira de Caça, Pesca e Lazer de Ponte de Lima e esta é a que me desperta maior interesse, quer pela temática, quer pelo envolvimento de várias associações de Ponte de Lima que promovem uma série de eventos desportivos e de lazer.

Nas últimas semanas tem chegado, dia sim, dia sim, notícias de assaltos e tentativas de assaltos um pouco por todo o concelho de Ponte de Lima. O problema, para além do sentimento de insegurança que deixam, não é tanto o que levam mas mais o que estragam. Na Além da Ponte, no nicho ligado à Irmandade de Santo António, para levarem 3 ou 4 euros usaram uma rebarbadora que ligaram a um poste de electricidade… Alguns locais foram vítimas várias vezes em meia dúzia de dias. A isto associa-se o vandalismo de mobiliário urbano como aconteceu no parque do Arnado, em Arcozelo. A boa notícia é que as forças de segurança reforçaram recentemente os seus meios humanos, o que significará maior vigilância e actuação. Ou pelo menos assim se espera.

Por fim, uma palavra de agradecimento ao Clube Náutico de Ponte de Lima. É que não há mês, quase se poderia dizer, fim-de-semana que não traga para casa mais uma conquista. Ainda esta semana Nuno Quintela se sagrou vice-campeão da Europa de maratonas C1 juniores.
Mas não é só na competição que o Náutico dá o exemplo, também o faz na formação da cidadania. Na passada quarta-feira foram mais de 200 os jovens que participaram em mais uma acção de limpeza do Rio Lima.
É verdadeiramente um clube que deve encher de orgulho todos os limianos.

Nota: O texto aqui reproduzido são os principais assuntos abordados na minha crónica de 23 de Julho de 2011 no programa Manhãs de Sábado da ROL.