Trabalho invisível
Quem percorre as artérias de Ponte de Lima logo, após uma feira quinzenal, na manhã seguinte à Vaca das Cordas ou nas longas madrugadas das Feiras Novas, depara-se com um cenário que nunca deixa de surpreender. A vila acorda limpa, renovada e pronta para receber o dia seguinte. A verdade é que este aparente milagre não resulta de qualquer passo de magia, mas do suor, do brio e do sentido de responsabilidade dos trabalhadores de limpeza urbana do Município.
Enquanto a esmagadora maioria de nós recolhe ao aconchego do lar ou prolonga a folia, estes homens e mulheres vestem o colete do serviço público. Enfrentam o cansaço e a dureza das madrugadas para recolher, com uma eficácia cirúrgica, as toneladas de resíduos que as grandes enchentes deixam inevitavelmente para trás. Operam num anonimato quase total, fazendo com que o lixo "desapareça" antes que os primeiros raios de sol comecem a iluminar o património edificado que tanto nos orgulha.
É de realçar o brio profissional desta equipa, vai muito além do simples cumprimento de um horário ou de uma tarefa laboral. Trata-se de um acto de genuíno de civismo e de respeito pela dignidade do nosso território e por cada um de nós, residentes e visitantes. Sim, é um trabalho invisível que deve ser realçado.
Obrigado!
Com o fim dos jogos da formação, é tempo de agradecer aos que, durante a época, trabalharam para que fosse possível a sua existência. Os leitores vão perdoar-me, mas começo por deixar um agradecimento público ao mister João Gomes, aos seus adjuntos, Afonso Velho e Luís Carlos, ao treinador de guarda-redes, Junior Makina, e ao director de equipa, Vítor Vaz. Estes são a equipa técnica que acompanhou, nesta época, a equipa de sub-14 (sub15 B) da Associação Desportiva “Os Limianos”. Faço este destaque pela dedicação, paixão e forma como encararam o seu trabalho, demonstrando uma enorme resiliência ao enfrentarem os vários desafios que foram surgindo ao longo do campeonato. Embora o seu foco fosse o desenvolvimento desportivo dos atletas, nunca deixaram de lado a componente de formação humana. Chegaram mesmo a perder jogos para que os atletas percebessem que, no desporto como na vida, os seus comportamentos têm consequências.
Este agradecimento e reconhecimento alarga-se aos clubes que mantêm as condições e, claro, às centenas de equipas técnicas, não só no futebol, mas em todas as modalidades, que nos treinos, semana após semana, nos jogos, domingo após domingo, abdicam do bem mais precioso, que é o seu tempo, para se dedicarem “aos filhos dos outros”. É muito mais que desporto, é um exemplo de dedicação cívica.